Soja em sucessão à aveia-preta e ao trigo pode ter produtividade 54% maior – 10/11/2020

Experimentos comprovam que semear aveia-preta e trigo no Sul Brasil, durante o outono/inverno, aumenta a produtividade da soja

 

  • Experimentos realizados em dois anos registraram aumentos de produtividade de 1.467 kg/ha, 54% maior que as áreas cultivadas após o pousio.

  • Hipótese é que desempenho se deve às raízes e palhas dos cereais, que permanecem no campo formando matéria orgânica para a cultura seguinte.

  • As raízes melhoram a qualidade física do solo, favorecendo infiltração e retenção de água e liberação de nutrientes para as safras subsequentes.

  • Aveia-preta mostrou grande capacidade de produção de matéria seca, gerando boa cobertura para plantio direto, alta ciclagem de nutrientes e supressão de plantas daninhas.

 

Semear aveia-preta e trigo no sul Brasil, durante o outono/inverno, pode aumentar em 54% a produtividade da soja, em comparação com áreas deixadas em pousio. Essa é uma das constatações do artigo Performance da soja em sucessão à aveia-preta e ao trigo, publicado em junho de 2020 na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), produzido por pesquisadores da Embrapa e de quatro universidades (quadro abaixo).

O experimento foi conduzido no outono/inverno de 2017 e de 2018 e foram aplicados sete tratamentos: pousio (1); palha de aveia-preta ou de trigo, sem raízes (2 e 3); parcelas com raízes de aveia-preta ou trigo, sem palha (4 e 5); e parcelas com palha e raízes de aveia-preta ou trigo (6 e 7). De acordo com o pesquisador da Embrapa Alvadi Balbinot, o desempenho da soja foi estimado a partir das variáveis: densidade de plantas; índice de área foliar; teor de clorofila, estimado pelo índice SPAD; matéria seca acumulada, produtividade de grãos e componentes do rendimento. 

“Comprovamos que os efeitos das raízes da aveia-preta e do trigo mostraram-se tão importantes quanto os da cobertura de palha deixadas no solo para explicar os aumentos de produtividade de 1.467 kg/ha, ou seja, 54% superior ao das áreas que ficaram em pousio no outono/inverno”, destaca Balbinot. “O desempenho agronômico da soja é melhor na presença combinada de raízes e de palha de aveia-preta ou trigo, quando comparamos com as áreas deixadas em pousio”, enfatiza.

Plantio direto e diversificação de culturas

Para os autores do artigo, o sistema de plantio direto na palha apresenta benefícios econômicos e ambientais, quando comparado ao preparo convencional, principalmente quando se consegue manter a diversidade de plantas e produção de biomassa. Mesmo assim, áreas agrícolas em pousio entre duas safras de soja, de março a setembro, ainda são comuns no Brasil.  “Entendemos que os sistemas de cultivo com baixa diversidade de plantas e consequente baixa adição de biomassa são a principal causa da degradação do solo sob plantio direto”, detalha o pesquisador.

Segundo os autores, a aveia-preta tem grande capacidade de produção de matéria seca, resultando em cobertura adequada do solo sob plantio direto, alta ciclagem de nutrientes e supressão de plantas daninhas. Além disso, os autores dizem que a espécie pode ser facilmente dessecada para o plantio das safras subsequentes. 

Os autores do trabalho

A autoria é dos pesquisadores da Embrapa Soja Alvadi Antonio Balbinot Junior, Julio Cezar Franchini dos Santos e Henrique Debiasi; e dos alunos de pós-graduação Antônio Eduardo Coelho, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Moryb Jorge Lima da Costa Sapucay, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Felipe Bratti, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Jorge Luiz Locatelli, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

As raízes podem melhorar a qualidade física do solo, favorecendo a infiltração e a retenção de água e ainda a liberação de nutrientes para as safras subsequentes. Por outro lado, a palha reduz a taxa de evaporação da água no solo, os picos de aquecimento do solo, a infestação de ervas daninhas e a ocorrência de erosão do solo.

Quanto à remoção de aveia-preta ou de trigo para produção de silagem ou feno, pode reduzir os benefícios dessas culturas no rendimento subsequente da soja. “Por isso, o produtor deve considerar essas informações no processo de tomada de decisão”, avalia o cientista.

Relação de palha e raízes com a falta de água

Na safra 2017/2018, a disponibilidade de água foi adequada ao longo do ciclo de desenvolvimento da soja. Em 2018/2019, houve déficit hídrico durante a floração e o enchimento dos grãos. Nessa safra, as culturas de aveia-preta e trigo beneficiaram a soja, em relação ao pousio. “Portanto, é possível inferir que os efeitos positivos da palha e das raízes na produtividade da soja estão principalmente associados à redução do estresse hídrico observado durante o período de enchimento dos grãos”, destaca. “Desse ponto de vista, os efeitos positivos das raízes da aveia-preta ou do trigo na produtividade da soja ocorrem em grande parte pela melhoria da estrutura do solo”, avalia. 

Ele explica ainda que o crescimento das raízes, de safras anteriores, contribuiu para fraturar camadas compactadas do solo e criar uma rede complexa de bioporos contínuos e estáveis​. “É bem conhecido que bioporos produzidos por safras anteriores desempenham um papel importante no aumento da infiltração de água no solo, condutividade hidráulica e difusão de gás, proporcionando maior disponibilidade de água e oxigênio para as raízes das culturas subsequentes”, destaca o pesquisador. Além disso, a estrutura melhorada do solo facilita o enraizamento da soja e a absorção de água das camadas mais profundas 

Balbinot aponta ainda que a palhada também favorece o armazenamento de água no solo, pois reduz as perdas por evaporação e o escoamento. “Portanto, a palha na superfície do solo provavelmente aumentou a disponibilidade de água para as plantas de soja, amenizando os impactos negativos dos períodos de déficit hídrico de 2018/2019 na produtividade da leguminosa.” 

Outra vantagem da retenção da palha, segundo ele, é a redução da temperatura do solo, proporcionando um melhor ambiente para o crescimento e funcionamento da raiz da soja, o que aumenta a eficiência do uso da água pela planta e rendimento de grãos.

Efeito na Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) 

Outro fator provavelmente relacionado aos efeitos positivos da aveia-preta ou trigo no desempenho da soja é o aumento da FBN. Isso porque, segundo os autores, tanto o déficit hídrico quanto as altas temperaturas do solo prejudicam a eficiência das bactérias usadas na FBN em condições tropicais. “Como as raízes e a palha contribuem para melhorar a qualidade física do solo, espera-se que estresses ambientais sejam menores nesses solos, aumentando, consequentemente, a produtividade da soja”, conclui.

Foto: João Leonardo Fernandes Pires

Lebna Landgraf (MTb 2.903/PR)
Embrapa Soja

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Telefone: (43) 3371-6061

 

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Análise de sustentabilidade na agricultura – Embrapa Meio Ambiente 38 anos! – 10/11/2020

A análise de sustentabilidade é um tema central da pesquisa desenvolvida na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), com vistas a promover o avanço tecnológico e as contribuições sociais da agricultura para a sociedade brasileira. Muitas frentes metodológicas têm sido desenvolvidas e adaptadas nessas pesquisas, com duas abordagens oferecidas como contribuições institucionais relevantes, conhecidas como APOIA-NovoRural e Ambitec-Agro.

A primeira se aplica à análise objetiva e quantitativa de indicadores de sustentabilidade, visando à gestão ambiental de atividades rurais, enquanto a segunda traz concepção bastante simples para obtenção e registro de evidências, prescindindo da abordagem analítica instrumental e laboratorial.

O APOIA-NovoRural se baseia em uma concepção multi-atributo, na qual os levantamentos de campo dependem de treinamento com um bom grau de detalhamento para a obtenção e o registro de evidências, bem como de razoável instrumental analítico, especialmente para os indicadores de qualidade da água e do solo. A respeito desse método, o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Geraldo Stachetti, que participou do desenvolvimento, indica a leitura de um estudo de caso em unidade familiar de pequeno porte.

Dadas as relativas dificuldades técnicas e de logística para execução dessa linha de estudo, reconhecidas as especificidades metodológicas apontadas, o pesquisador recomenda a verificação da abordagem denominada Ambitec-Agro, de concepção multicritério. “Esta abordagem tem sido extensivamente utilizada na Embrapa para as avaliações de impactos da adoção de inovações tecnológicas agropecuárias, na formulação dos balanços sociais anuais.”

Um estudo recém-concluído com seis produtores de referência em pecuária sustentável (ILPF) com o método Ambitec-Agro está disponível aqui e uma revisão da aplicação do método ao Balanço Social da Embrapa. “Estas duas principais abordagens metodológicas são descritas em linguagem simples e didática em um documento publicado com parceiros institucionais, que explica o contexto de utilização em uma parceria público-privada para assessoria técnica em sustentabilidade de atividades rurais e ampla comunicação com os consumidores de produtos agrícolas”, enfatiza Stachetti.

 

 
Arte: Gabriel Nogueira. 

Cristina Tordin (MTb 28.499/SP)
Embrapa Meio Ambiente

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Simpósio ajuda a ‘popularizar’ árvore em sistemas integrados de produção – 10/11/2020

Árvores em sistemas integrados será tema de um dos painéis do simpósio

Quando se fala em ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), o produtor rural e técnicos que atuam em propriedades ainda apresentam muitas dúvidas em relação ao componente arbóreo no sistema integrado. Para ajudar a esclarecer e até a “popularizar” as vantagens das árvores junto às áreas de pecuária e agricultura, a Embrapa Pecuária Sudeste e a Esalq/USP estão promovendo o 6º Simpósio de ILPF do Estado de SP. O evento, gratuito e online, acontece nos dias 19 e 20 de novembro, das 16h às 19h, pelo canal da Embrapa no YouTube.

O Painel “Árvores no Sistema ILPF” começa às 17h30 de quinta (19) e terá a participação dos pesquisadores Marcelo Dias MullerMaurel BehlingVanderley Porfírio da Silva e José Ricardo Pezzopane. Após a palestra dos três primeiros, Pezzopane coordena uma mesa redonda com todo o grupo.

 

IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA

Porfírio, da Embrapa Florestas (Colombo-PR), vai abordar o tema “Importância da Estratégia ILPF na obtenção de outros produtos (e serviços) nas florestas plantadas”. Segundo ele, a importância da estratégia ILPF é a de proporcionar a produção de mais produtos na mesma área. “Por exemplo, uma área de pastagem, ao ser convertida em silvipastoril, mediante a adequada introdução de árvores na pastagem, poderá produzir madeira além do produto animal, como carne, leite, couro, bezerros”, explicou.

Ainda segundo o pesquisador, ao mesmo tempo o silvipastoril provê melhoria das condições ambientais para o conforto térmico animal com reflexo positivo sobre o desempenho produtivo. E a presença das árvores, ao capturarem carbono atmosférico, pode proporcionar valoração ambiental do sistema de produção pecuário com reflexo positivo na imagem, no negócio pecuário. “A integração lavoura-pecuária-floresta é estratégica para a intensificação do uso da terra com sustentabilidade”, descreveu Porfírio.

O pesquisador espera que o evento coopere para a promoção e difusão dos conceitos acerca da integração lavoura-pecuária-floresta. O componente arbóreo é o que tem despertado maior curiosidade por parte dos produtores, por ainda não ser adotado de forma ampla por pecuaristas e agricultores. A popularização do uso da árvore em ILPF vai passar por vários caminhos, segundo Porfírio.

“Eventos como este, focados nos aspectos conceituais e práticos, disciplinas ministradas em cursos acadêmicos (ainda são poucos os cursos das ciências agrárias que tratam do tema) para promover o aumento de massa crítica dos profissionais que atuam no campo, engajamento de instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural e cooperativas, eventos específicos de capacitação profissional para a difusão e desmistificação de conceitos e práticas, são algumas veredas que podem ser trilhadas para ‘popularizar’ o tema e promover a transferência de conhecimento e tecnologias sobre essa estratégia de uso da terra. Porém, vale lembrar que não é uma panaceia”, afirmou.

REGIONALIZAÇÃO

Pezzopane disse que a mesa redonda terá três especialistas da Embrapa que trabalham com árvores em sistemas integrados em diferentes regiões do país. “Teremos um enfoque sobre a presença e o manejo das árvores no sistema ILPF nas diferentes regiões e as diversas finalidades que esse produto pode ter quando é inserido num sistema de integração”, explicou.

“Será ainda uma oportunidade de mostrar quais desafios a pesquisa tem trabalhado para tornar a presença do componente arbóreo o mais rentável possível, seja na obtenção de outros produtos ou mesmo no aspecto de serviços ecossistêmicos”, disse ele, que atua na equipe de pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP).

Pezzopane lembrou que o evento em formato virtual é uma nova realidade que as instituições de pesquisa e acadêmicas estão experimentando em função da pandemia. Essa forma de transmissão permite que a discussão seja acompanhada em todo o país. “Em geral, temos observado nesse tipo de evento uma grande presença de público. O fato de eles ficarem gravados também permite acessos posteriores. Além disso, temos uma expectativa positiva em função dos quatro painéis programados para o evento”, falou. 

Os temas do simpósio abordam assuntos relativos às características de produção, serviços ambientais, características de comercialização de produtos de sistemas ILPF, buscando experiências de diversas instituições e diversas regiões do país. “Os sistemas integrados apresentam uma dinâmica muito interessante em função das características de cada região, em aspectos ligados ao solo, ao clima, à comercialização.”

Pezzopane também vê na presença da árvore o maior desafio para a ILPF. “Esse componente traz maiores necessidades de manejo e representa mais novidade para os pecuaristas. A gente está desenvolvendo tecnologias exatamente para ampliar esse uso, para tornar a presença da árvore mais rentável, buscar os maiores benefícios e abrir novos caminhos para a comercialização dos produtos via cadeias de certificação”, afirmou.

Para levar informações e tecnologias ao público de interesse, esse tipo de evento é um dos caminhos, de acordo com o pesquisador. Outra forma de popularizar os sistemas integrados é por meio da condução de unidades de referência tecnológica e de pesquisa (URTPs), implantadas pela Embrapa e outras instituições para aproximar esses sistemas de produção dos atores que vão trabalhar com isso, sejam eles produtores ou técnicos da extensão rural e consultores.

“Esses experimentos de longa duração e treinamentos de técnicos são ações que a gente faz no nosso dia a dia para tentar tornar esse tema mais conhecido e mostrar aos produtores os benefícios que a presença da árvore traz ao sistema de produção, tanto na pecuária de corte como na de leite”, concluiu.

Confira mais sobre o evento aqui.

 
Foto: José Ricardo Pezzopane 

Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Integração de sistemas agrícolas, pecuários e florestais é estratégia rentável e sustentável para produtores rurais – 06/11/2020

Integração lavoura pecuária, com soja e gado nelore, em Mato Grosso

Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo terá painel com foco em Culturas em sistemas integrados de produção

O painel “Culturas em sistemas ILPF” vai abrir VI Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo, que ocorre nos dias 19 e 20 de novembro, pelo canal do Youtube da Embrapa. Especialistas vão discutir vantagens de consorciar culturas agrícolas com pecuária, opções de forrageiras para esse modelo e novas tecnologias. Além disso, vão demonstrar resultados que comprovam os benefícios de pastagens a culturas, como a soja, entre outros temas relacionados à integração.

A integração de culturas agrícolas com pastagens e floresta é uma alternativa para diversificação dos sistemas produtivos brasileiros, tanto pecuários como de grãos. A integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é uma estratégia rentável para agricultores e pecuaristas que buscam aumentar a produtividade com sustentabilidade.

De acordo com o pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste, os sistemas integrados já ocupam cerca de 15 milhões de hectares no Brasil (dados de 2018), mas ainda há espaço para ampliar a área de ILP e ILPF no país. “São várias opções, como nas áreas de pastagens degradadas. Nesta situação, a ILPF pode auxiliar na redução dos custos da reforma e implantação da nova pastagem. Outra possibilidade é a integração de pastagem com lavoura para manter o solo vegetado e coberto durante a entressafra. A pastagem pode ser pastejada durante o período mais seco do ano e ainda produzir a palhada para o plantio direto de outra cultura anual na safra seguinte”, explica.

Para Alvadi Balbinot Junior, pesquisador da Embrapa Soja que fará a palestra de abertura do evento, o aumento da escala com ILP depende de crédito e seguro rural, assistência técnica, geração contínua de tecnologias pela área de pesquisa, ações de extensão rural e agregação de valor aos produtos, entre outros fatores. Balbinot reforça a visão de Bernardi, que a ampliação pode ocorrer “sobretudo em áreas de pastagens perenes degradadas, sem derrubar uma árvore sequer. Isso proporcionará benefícios econômicos e ambientais gigantescos ao Brasil”.

Atualmente existem vários modelos de integração Lavoura-pecuária sendo utilizados em larga escala no Brasil, segundo Balbinot. Ele destaca que para o uso correto é importante planejamento das atividades na propriedade rural, já que o sistema pressupõe rotação de culturas de grãos com pastagens no espaço e no tempo. “Um ponto muito relevante para o sucesso do sistema é o cuidado no manejo das pastagens, principalmente ajuste de lotação que permita grande produção de biomassa. No entanto, devem ser observadas todas as práticas que favoreçam as atividades de pecuária e de produção de grãos, para que essas atividades se complementem, gerem sinergia”, ressalta o pesquisador.

Participam também deste primeiro painel o pesquisador Emerson Borgui, da Embrapa Milho e Sorgo, que vai falar sobre novas tecnologias nas culturas em ILPF, e a pesquisadora Roberta Carnevalli Monteiro, da Embrapa Gado de Leite. Roberta vai apresentar opções de forrageiras para sistemas de integração.

As inscrições para o VI Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo estão abertas. Confira a programação aqui. A realização é da Embrapa Pecuária Sudeste e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).

O evento será on-line, das 16h às 19h, pelo canal da Embrapa no YouTube .

 

Serviço

VI Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo
Data: 19 e 20 de novembro
Horário: 16h às 19h
Canal da Embrapa no YouTube
Inscrição e mais informações aqui.

Foto: Gabriel Rezende Faria

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Embrapa Pecuária Sul tem novo chefe-geral – 06/11/2020

Cardoso deve focar gestão na integração da pecuária com outros sistemas produtivos
Fernando Cardoso é pesquisador de carreira e assume cargo com o desafio de intensificar pesquisas com sistemas produtivos que associem a pecuária a atividades agroflorestais
 
Após ser aprovado em processo de seleção interna, o pesquisador Fernando Flores Cardoso assume a chefia-geral da Embrapa Pecuária Sul, unidade de pesquisa da Embrapa localizada em Bagé (RS). A portaria com a nomeação do novo gestor, que exercerá o mandato por dois anos, com a possibilidade de renová-lo por mais duas vezes, foi publicada nesta quinta-feira (05/11). Cardoso substitui o pesquisador Daniel Montardo, que ocupava interinamente o cargo desde abril de 2019.
 
O novo chefe assume em um momento de intensificação das discussões sobre a sustentabilidade da pecuária, e quer trabalhar justamente na geração e uso de tecnologias que, cada vez mais, integrem a atividade com a agricultura e a silvicultura, auxiliando na geração de produtos corretos ambientalmente, que tragam retorno econômico ao produtor e qualidade ao consumidor, em um contexto de desenvolvimento territorial. 
 
“O foco da pesquisa na Embrapa Pecuária Sul será especialmente direcionado para os sistemas de integração Lavoura, Pecuária, Floresta (iLPF), demonstrando como a pecuária tem um papel fundamental nesses sistemas para melhorar a ciclagem de nutrientes e a eficiência do sistema, além de reduzir riscos para os produtores e aumentar a renda.  Vamos trabalhar no sentido de desenhar sistemas mais sustentáveis e de maior rentabilidade”, ponderou.
 
A Unidade executará suas ações de pesquisa e inovação organizadas em quatro dimensões de impacto associadas ao grande desafio do século 21: produzir alimentos saudáveis a partir de sistemas sustentáveis. A abordagem inclui: os efeitos no clima, visando obter maior eficiência produtiva dos componentes básicos dos sistemas; os impactos no ambiente e bem-estar animal, onde o foco estará em demostrar o papel estratégico da pecuária no desenvolvimento de modelos de sistemas integrados de produção com viabilidade econômica e sustentabilidade ambiental; a saúde e nutrição humana, dimensão na qual será trabalhada a produção de alimentos nutritivos, saudáveis e seguros da agropecuária regional, especialmente focado nas carnes de ovinos e bovinos, com valor agregado. A quarta dimensão será a do desenvolvimento territorial através da promoção de novas dinâmicas socioeconômicas, com a incorporação de inovações tecnológicas e sociais, e foco nas cadeias produtivas agropecuárias.
 
Para Cardoso, um dos principais desafios da sua gestão está também associado a uma grande oportunidade. Em um contexto de escassez de recursos públicos, cabe às Unidades de pesquisa serem ainda mais eficientes, buscando fortalecer as parcerias tanto com as redes da Embrapa quanto com as instituições públicas, mas especialmente com o setor privado, como associações e sindicatos de produtores, arranjo produtivos locais, de forma geral, com todas as instituições representativas do agro. 
 
“A expectativa para iniciar os trabalhos à frente da chefia-geral é muito boa. Construímos uma proposta com um grupo amplo de pessoas, que trazem a visão de inovação aberta e do papel fundamental que a Embrapa tem, de aportar soluções para os problemas reais do setor produtivo. Nós entendemos que a Embrapa Pecuária Sul, do ponto de vista da pecuária e dos sistemas integrados nos campos Sul-brasileiros, contribuirá decisivamente nos próximos anos para o desenvolvimento regional e o aumento da geração de renda e da qualidade de vida para os produtores rurais”, disse.
 
Currículo
Pesquisador da Embrapa desde 2003, Fernando Flores Cardoso possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Pelotas (1995), mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Pelotas (1999), mestrado em Applied Statistics pela Michigan State University (2002), doutorado em Animal Science pela Michigan State University (2003) e pós-doutorado em Bioinformática com enfase em Estatística Genômica pela Michigan State University (2006). Atualmente é pesquisador A e atuou como chefe-adjunto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Embrapa Pecuária Sul por seis anos.
 
É docente permanente dos Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Pelotas e Computação Aplicada da Universidade Federal do Pampa. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Genética e Melhoramento dos Animais Domésticos, atuando principalmente nos seguintes temas: objetivos e critérios de seleção, metodologia para avaliação genética de bovinos de corte, sistemas de cruzamentos, uso de informação genômicas no melhoramento animal e interação genótipo-ambiente. O pesquisador liderou, nos últimos anos, pesquisas que usam a genômica para selecionar animais mais resistentes ao carrapato, entre outras características de interesse econômico.
 
 Foto: Manuela Bergamim

Felipe Rosa (14406/RS)
Embrapa Pecuária Sul

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Dia de campo on-line mostra a transição entre seca e chuvas em sistema ILP – 05/11/2020

A transição entre o fim da seca e início das chuvas é um dos momentos mais críticos em sistemas de integração lavoura-pecuária. A retirada do gado das pastagens, para que possam ser dessecadas e preparadas para a semeadura da lavoura exige planejamento do produtor rural. As estratégias adotadas pela Fazenda Pontal (Nova Guarita-MT) para essa etapa do processo produtivo serão o tema do 5º Dia de Campo sobre integração lavoura-pecuária JP Agropecuária e Embrapa Agrossilvipastoril, que será realizado no próximo sábado, dia 7, de forma on-line.

A transmissão será pelo canal da Embrapa no Youtube (youtube.com/embrapa) e pelo site da Embrapa Agrossilvipastoril (www.embrapa.br/agrossilvipastoril), a partir das 9h (horário de Brasília).

As inscrições antecipadas para o dia de campo podem ser feitas no site da Embrapa Agrossilvipastoril. O link direto da transmissão será enviado aos inscritos na véspera do evento.

Este será o segundo dia de campo on-line sobre a Fazenda Pontal. Em maio deste ano, o evento focou na transição da lavoura para a pecuária, mostrando tecnologias para a formação das pastagens e uso de consórcios forrageiros após a safra de soja, além do sistema de monta invertida. (confira como foi aqui)

A Fazenda Pontal trabalha com a cria de nelore, tendo como tripé de seu planejamento a ILP, o manejo de pastagens e a estação de monta invertida.

Programação

A programação deste dia de campo on-line contará com três blocos de apresentações, intercaladas por espaço de interatividade, onde José Leandro Peres, proprietário da fazenda, e Bruno Pedreira, pesquisador da Embrapa, farão um bate-papo respondendo as perguntas dos participantes e abordando mais informações sobre os procedimentos adotados na fazenda Pontal.

O primeiro bloco abordará a técnica de IATF como ferramenta de intensificação da cria, o histórico e a realidade da estação de monta invertida. O segundo bloco falará sobre a gestão de pastagens e o impacto da suplementação na seca e no confinamento. O terceiro e último bloco trará informações sobre os sistemas de dessecação de pastos em áreas de ILP e a importância das análises de solos e plantas.

Realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, em conjunto com a JP Agropecuária e o Senar-MT, o dia de campo é fruto de uma parceria entre a fazenda e a Embrapa, com patrocínio de empresas privadas, que visa validar tecnologias para sistemas de integração lavoura-pecuária em Mato Grosso.

O evento também faz parte das atividades coordenadas pela Embrapa no âmbito dos Projetos Integrados da Amazônia, custeados pelo Fundo Amazônia.

Gabriel Rezende Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Live comemora aniversário de 38 anos da Embrapa Meio Ambiente e analisa temas atuais da pesquisa – 04/11/2020

Fabrício De Martino e Marcelo Morandi conduziram a live de aniversário da Embrapa Meio Ambiente.

A economia vai precisar do agro e o agro vai precisar da Embrapa, que vai precisar da Embrapa Meio Ambiente”, disse o presidente da Embrapa, Celso Moretti.

A live em comemoração aos 38 anos da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), completados em 21 de outubro, realizada nesta terça, 3 de novembro, foi especial. De uma maneira bem agradável, Marcelo Morandi, chefe-geral da Unidade, e o apresentador Fabrício De Martino, em um bate papo informal, contaram a história do Centro de Pesquisas que, de forma transversal, participa de muitos projetos pelo Brasil e, em sua interface meio ambiente e agricultura, auxilia toda a Empresa.

“O grande número de pesquisas, em algumas centenas de projetos e parcerias, durante a nossa história, gerou uma série de conhecimentos que impactam diretamente e positivamente a agricultura”, disse Morandi.

Para Celso Moretti, presidente da Embrapa, participar da comemoração dessas quase quatro décadas em que a Embrapa Meio Ambiente contribuiu tão significativamente para o agro brasileiro nessa interface meio ambiente e agricultura, e para o desenvolvimento do agro sustentável, é uma satisfação muito especial. “Quero cumprimentar a cada um da Unidade que tem contribuído tanto para esse sucesso, empregados, estudantes, bolsistas, empresas que participaram dessa história de soluções competitivas e sustentáveis, contribuindo significativamente em políticas públicas”, salientou. Moretti citou os microrganismos do bem, em uma coleção de mais de 20 mil cepas catalogadas de diferentes biomas, ajudando a sociedade a ter mais saúde e bem estar.

Destacou também o programa RenovaBio  e a calculadora RenovaCalc. Salientou o pioneirismo em mudanças climáticas, deixando claro ao governo a importância que a Embrapa dava ao tema desde 1995.  Tema que ensejou o estabelecimento da Plataforma ABC , com mitigação de gases de efeito estufa, com projetos de muito sucesso. Também destacou a produção integrada do morango (PIMo), que agregou mais sustentabilidade para essa cadeia, a agricultura biossalina, inclusive com parceria com países do Oriente Médio. “A economia vai precisar do agro e o agro vai precisar da Embrapa, que vai precisar da Embrapa Meio Ambiente”, finalizou o presidente.

A live também destacou a bioprospecção com o uso da biodiversidade; de plantas e insetos; os métodos de avaliação de impacto ambiental, como o Apoia Novo Rural  e o Ambitec-Agro; os sistemas integrados; as abelhas nativas; e a estação quarentenária, com introdução de agentes biológicos benéficos para pragas exóticas.

Morandi explicou como a Unidade ampliou e evoluiu ao longo desses anos, como a própria complexidade do conceito de sustentabilidade e a missão da Embrapa Meio Ambiente acompanhou isso. “A sanidade está na nossa origem, já discutíamos isso 10 anos antes da Eco-92, com preocupação ambiental e ecológica interagindo, com todas as áreas trabalhando juntas, com avanços tecnológicos e tecnologias adequadas para a preservação ambiental”, salientou ele.

“Como centro temático de ação transversal, dá suporte às cadeias específicas de produção, trabalhando com metagenômica, bioeconomia, temas como ILPFSAFs, e ligando tudo isso, temos os métodos de avaliação que medem essas mitigações”, completou.

Outro ponto importante da live foi a participação de alguns parceiros, com depoimentos gravados em vídeo, tais como o do deputado federal (SP) Arnaldo Jardim, Claudio Nasser da NOOA; Ana Assad da A.B.E.L.H.A.; Evandro Gussi da Única e Eduardo Bastos da Bayer.

Um grande destaque foi dado ao papel da pesquisa na construção de políticas públicas sólidas, que permitem ao país avançar em direção ao desenvolvimento sustentável. O Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), o Programa de Bioinsumos, a Produção Integrada, a Rede de Monitoramento da Aquicultura, as Comunicações Nacionais de Gases de Efeito Estufa e o Código Florestal Brasileiro, foram apresentados como exemplos de participação da Embrapa Meio Ambiente na construção de políticas públicas efetivas e com forte base científica.

Durante a live foi lançada também a Vitrine Tecnológica, forma mais organizada de mostrar as tecnologias disponíveis para parcerias, com a escala de maturidade TRL (Technology Readiness Level) de cada uma.

Morandi finalizou a comemoração agradecendo aos 183 empregados da Unidade e também a todos que já passaram por ela, com uma pequena homenagem póstuma a alguns. “Dependemos da coletividade e do trabalho de cada um”.

Sobre o futuro, o chefe-geral acredita que será dominado por três grandes pontos: saúde, sanidade e sustentabilidade. “Ser sustentável é mais do que importante nesse momento”. E destacou que “sustentabilidade não é um episódio, é uma jornada e precisa de conhecimento e tecnologias”.

Participaram do evento enviando vídeos com depoimentos os pesquisadores Celso Manzatto, Cristiano Andrade, Deise Capalbo, Fagoni Calegario, Fernanda Sampaio, Geraldo Stachetti, Itamar Melo, Joel Queiroga, Ladislau Skorupa, Magda Lima, Marília Folegatti, Nilza Patrícia Ramos e Wagner Bettiol. 

A live está gravada no YouTube.

 

Cristina Tordin (MTb 28.499/SP)
Embrapa Meio Ambiente

Contatos para a imprensa

Telefone: 19-99262.6751

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Embrapa tem novo Plano Diretor com objetivos e metas para os próximos 10 anos – 04/11/2020

Presidente Celso Moretti anuncia o novo PDE em coletiva de imprensa virtual

A Embrapa lançou hoje (4) seu novo Plano Diretor (VII PDE) para os próximos 10 anos, com foco na atuação da Empresa em oito áreas prioritárias da pesquisa agropecuária e três na gestão organizacional e estratégica. Na pesquisa, destacam-se temas da bioeconomia, inteligência territorial, agricultura digital, mudança do clima, sanidade agropecuária, desenvolvimento territorial com inclusão produtiva, sustentabilidade com competitividade, consumo e agregação de valor aos produtos do agronegócio. Na gestão organizacional, o foco é a modernização, com o aumento da eficiência e a racionalização dos custos da Empresa.

“A Embrapa tem foco, tem rumo definido e visão cristalina do futuro da agricultura e da alimentação no País e no mundo. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos, fibras e energia, exporta para mais de 160 países e alimenta centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo. Essa visão clara de futuro que temos na Embrapa pode ajudar a construir o futuro mundial da alimentação. E temos certeza que, ao longo das ultimas quase cinco décadas, a agricultura brasileira foi movida a ciência, pois a ciência esteve na base do seu desenvolvimento e ela seguirá sendo movida a ciência”, declarou o presidente da Embrapa, Celso Moretti, ao apresentar o VII PDE em coletiva de imprensa.

O novo planejamento da Empresa é composto por nove temas prioritários, 11 objetivos estratégicos, oito para a inovação e três para a melhoria de gestão e eficiência organizacional e 29 metas tangíveis quantificáveis de curto, médio e longo prazo.

“Esse conjunto de indicadores foi construído a partir de uma ampla consulta ao setor produtivo, instituições de pesquisa, agricultores, governo, e, internamente junto aos empregados da Empresa. O grande diferencial são as metas quantificáveis associadas aos objetivos estratégicos. Poucas instituições públicas e às vezes até mesmo privadas tiveram a ousadia de estabelecerem objetivos e metas tangíveis no tempo, públicas e claras, o que nos permitirá medir o seu alcance”, afirma o presidente da Embrapa. 

Como exemplo de metas associadas aos objetivos estratégicos, o presidente destaca as quatro metas estabelecidas para o alcance do objetivo voltado ao enfrentamento da mudança do clima: ampliar, até 2025, em mais 10 milhões de hectares as áreas com plantios de sistemas integrados de produção (atualmente são 16,7 milhões). Aumentar, até 2030, em 1 milhão de hectares a área de florestas plantadas com sistemas de produção no país. Disponibilizar aos produtores rurais cinco sistemas de manejo desenvolvidos pela Embrapa e para o manejo sustentável de florestas naturais. E até 2030, aumentar em 10% os benefícios econômicos de produtores que utilizam o Zoneamento de Risco Climático (Zarc) para o plantio.

“A Embrapa,  há 30 anos, trabalha com os sistemas integrados, o ILPF. Segundo dados de 2019, já são quase 17 milhões de hectares de plantio nessa modalidade. E a meta agora é promover a incorporação neste sistema de novas áreas de pastagens, sobretudo pastagens degradadas. Junto com os parceiros,  queremos levar o Brasil a ter mais 10 milhões de hectares nos próximos  cinco anos. E quando fazemos o cálculo em quanto isso impacta estamos falando de uma redução de 60 milhões de toneladas de CO2”, detalha Moretti.

Agricultura Digital

Outro exemplo de metas quantificáveis foram as estabelecidas para o objetivo “Agricultura Digital, Rastreabilidade e Logística Associada ao Sistema Produtivo Agrícola”: até 2025, a Embrapa e parceiros devem atuar no sentido de ampliar em 100% o número de usuários de aplicativos desenvolvidos pela Empresa como o Zarc Plantio Certo, o Bioinsumos, o Doutor Milho, o AppLeite, o Suplementa Certo, o Roda da Produção, entre outros. 

“Até o ano de 2025, queremos dobrar o número de usuários dos aplicativos da Embrapa que podem ser acessados através das lojas virtuais da Apple e da Google”, explicou Moretti. Atualmente, o Zarc Plantio Certo possui mais de 9 mil downloads e o Roda da Produção, do Programa Balde Cheio,  mais de 25 mil, e a intenção com esta meta é dobrar o total de acessos dentro de cinco anos. 

O presidente  também falou sobre a meta de aumentar em 20 por cento o benefício econômico gerado por práticas agropecuárias e tecnologias sustentáveis capazes de reduzir os custos de produção. A meta, a ser alcançada até 2025, faz parte de um conjunto que visa o cumprimento de um objetivo maior de promover a sustentabilidade e a competitividade para o agronegócio brasileiro. 

“Desde a década de 1990, a Embrapa trabalha com bioinsumos, como a Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), a fixação do fósforo preso no solo e disponibilizado para as plantas (BiomaPhos), descoberta recente da pesquisa agropecuária, e, até 2025, queremos contribuir para um aumento significativo do uso de bioinsumos na agricultura”, detalhou. 

Conheça todos os objetivos estratégicos do VII PDE e as metas associadas acessando aqui

Gestão e eficiência organizacional

São três os objetivos voltados para a gestão e eficiência organizacional e para eles a Empresa estabeleceu nove metas. Entre elas, o aumento, nos próximos três anos, em 40% a participação do setor produtivo nos chamados projetos de inovação aberta, nos quais empresas públicas e privadas financiam conjuntamente pesquisas voltadas para o mercado. 

Outra meta para 2023 é aumentar em 10% a arrecadação da Empresa a partir do licenciamento dos ativos tecnológicos colocados no mercado e comercializados. E, até 2030, garantir que a digitalização da Empresa seja concluída com todos os processos integrados em rede. Com isso, espera-se alcançar uma redução de 10% dos gastos reais da empresa.

“O novo PDE é um espelho da mudança da gestão da estratégia da Empresa, que vem buscando sua adequação governamental e também um novo espaço na agricultura com um modelo de negócio mais moderno e ágil. É coerente com a estratégia, responde ao mercado e governo, por meio de objetivos e metas claras e sinaliza modernização na gestão em busca de excelência e racionalização de custos”, ressalta o presidente.

O  VII PDE considera as transformações na gestão da Embrapa iniciadas em 2017, com destaque para o Plano de Desligamento Incentivado (PDI), iniciado em 2018 e finalizado em julho de 2020, e que possibilitará, até dezembro de 2020, uma redução de 10% da folha de pagamento, uma economia de R$ 370 milhões em salários e encargos. A partir da execução de todos os desligamentos ainda previstos e da conclusão dos pagamentos das parcelas dos incentivos do PDI, há a expectativa de geração de economia da ordem de R$ 854 milhões de reais..

Outra frente considerada pelo novo planejamento é a informatização dos processos da instituição, envolvendo a sede e seus 43 centros de pesquisa. O Projeto Conecta implantou o sistema ERP, mundialmente conhecido e adotado em empresas de ponta que possibilita maior agilidade e rastreabilidade e integridade das informações. A medida contribuirá para a redução dos gastos da Empresa em 10% do orçamento, além de permitir a centralização dos processos.

Processo participativo

O VII PDE é fruto de ampla consulta externa e sinaliza os rumos da Empresa para a próxima década. Sua construção contou com 2.358 contribuições pela internet, 36 entrevistas de consulta e 101 participantes em workshops. “Existe uma demanda do governo e da sociedade para que as instituições públicas sejam mais eficientes e otimizem seus recursos.

A expectativa é dar à Empresa uma gestão mais ágil, capaz de dar respostas mais ágeis e eficientes para a sociedade”, afirma o presidente.

O VII PDE foi aprovado pelo Conselho de Administração da Empresa, composto por membros dos setores público e privado, entre eles, gestores do Ministério da Agricultura, , Ministério da Economia, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de representantes do agronegócio brasileiro.

Os números e as metas definidas no documento têm como base também o Balanço Social da Embrapa, documento atualizado anualmente pela Embrapa há 23 anos. E será com base nos dados coletados pelo Balanço Social que as metas serão monitoradas quanto ao seu alcance efetivo.

“ O PDE sinaliza os principais caminhos que a empresa seguirá até 2030, com metas quantificadas e comprometidas com os parceiros. Portanto, não se trata de um documento  simbólico, pra ficar arquivado, mas sim de um guia permanente para seguir e acompanhar, alinhado com a lei das estatais, e que busca dar a Embrapa agilidade e capacidade de fazer entregas constantes para a agricultura brasileira”, finaliza o presidente da Embrapa.

Saiba mais:

  • Acesse aqui o novo PDE da Embrapa
  • Assista a gravação completa da coletiva de imprensa aqui
 
Foto: Jorge Duarte 

Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire)

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Bem-estar animal em ILPF vai além do conforto térmico – 28/10/2020

Bem-estar animal relacionado a sistemas integrados vai muito além do conforto térmico

Simpósio em novembro vai tratar do tema de forma ampla
 
Sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) proporcionam bem-estar animal. Geralmente, esse conceito está atrelado ao conforto térmico proporcionado pela sombra das árvores, favorecendo a redução da temperatura corporal dos animais. No entanto, o bem-estar relacionado à integração vai muito além do conforto térmico.

De acordo com o pesquisador Alexandre Rossetto Garcia, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), quando um pecuarista decide implantar ILPF, ele necessita de planejamento. Ele precisa planejar melhor as cercas, que geralmente são lisas ou elétricas, e pensar na disposição mais adequada dos bebedouros e dos cochos de sal, na qualidade da pastagem e em contratar mão de obra qualificada para lidar com os sistemas e com os animais. Cada passo deve ser planejado e isso afeta a qualidade de vida dos animais.

O bem-estar animal também tem impacto direto na produtividade, com ganhos na produção de carne e leite. “O animal, ao se manter em uma condição de conforto térmico, gasta menos energia para fazer termorregulação corpórea e, portanto, dedica mais energia para a produção e ganha em produtividade”, conta Garcia.

O pesquisador participa como moderador da mesa redonda “O animal no sistema ILPF” durante o VI Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo, que ocorre nos dias 19 e 20 de novembro, pelo canal do Youtube da Embrapa. Além de Garcia, participam do evento William Marchio, consultor da Criatec,  e os pesquisadores Bruno Carneiro e Pedreira e Fabiana Villa Alves, da Embrapa.

Marchio vai abordar a importância da ILPF como fator de mudanças nas propriedades com a implementação de práticas sustentáveis de produção agropecuária, melhorando a geração de renda desses produtores. “A sustentabilidade passou a ser a maior pressão sobre os pecuaristas. Discutir estratégias de implantação dessas tecnologias passa a ser imperativo para eles”, ressalta o consultor.

Bruno Carneiro vai destacar o desempenho produtivo dos animais criados sistemas integrados. Suas pesquisas indicam que a ILPF tem efeito significativo sobre o desempenho produtivo e reprodutivo pela condição mais saudável do ambiente para os animais e pelos ganhos relativos ao bem-estar e conforto animal.

Fabiana Villa vai trazer o conceito de conforto animal e sua influência na produtividade pecuária. Para a pesquisadora, o consumidor está cada vez mais exigente, em busca de um produto social e ambientalmente justo e sustentável. Durante sua apresentação, ela vai salientar além do bem-estar animal, a importância econômica do conforto térmico em relação a índices produtivos e reprodutivos dos rebanhos.

VI Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo está com as inscrições abertas. Confira a programação aqui. A realização é da Embrapa Pecuária Sudeste e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).

O evento será on-line, das 16h às 19h, pelo canal da Embrapa no YouTube.

Serviço

VI Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo
Data: 19 e 20 de novembro
Horário: 16h às 19h
Canal da Embrapa no YouTube 
Inscrição e mais informações aqui.

Foto: Gisele Rosso

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

Dia de campo on-line vai mostrar transição da pecuária para a lavoura em sistema ILP – 23/10/2020

Gado na Fazenda Pontal no fim do período seco, antes da transição da área de pastagem em lavoura de soja

O planejamento da transição entre a pecuária e a lavoura, quando os animais precisam sair do pasto para iniciar a safra, é um dos momentos cruciais de um sistema de integração lavoura-pecuária (ILP). A experiência da Fazenda Pontal (Nova Guarita-MT) com essa mudança serão o tema do 5º Dia de Campo sobre ILP da JP Agropecuária e Embrapa Agrossilvipastoril. O evento será on-line e transmitido pelo Canal da Embrapa no Youtube no dia 7 de novembro, a partir das 9h, pelo horário de Brasília (8h em Mato Grosso).

Este será o segundo dia de campo on-line mostrando o sistema produtivo desta fazenda, que tem a família do produtor José Leandro Peres como proprietária. O primeiro foi realizado em maio e pode ser assistido aqui.

A programação deste dia de campo contará com apresentações sobre a técnica de IATF como ferramenta de intensificação da cria, o histórico e a realidade da estação de monta invertida, a gestão de pastagens, o impacto da suplementação na seca e no confinamento, os sistemas de dessecação de pastos em áreas de ILP e a importância das análises de solos e plantas.

Além das apresentações, o dia de campo contará com momentos de interatividade, no qual os participantes poderão tirar suas dúvidas ao vivo em um espaço de bate-papo.

Inscrições

As inscrições antecipadas para o 5º Dia de Campo sobre ILP da JP Agropecuária e Embrapa Agrossilvipastoril podem ser feitas no site www.embrapa.br/agrossilvipastoril.

Realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, em conjunto com a JP Agropecuária e o Senar-MT, o dia de campo é mais um dos instrumentos de transferência de tecnologias sobre os sistemas integrados de produção agropecuária em Mato Grosso. Com o cancelamento dos eventos presenciais devido à pandemia, a Embrapa vem promovendo ações como dias de campo on-line, seminários e desenvolvimento de páginas especiais.

Uma dessas ações foi a disponibilização de uma vitrine virtual com as tecnologias que seriam apresentadas em feiras como a Norte Show e a Tecno Alta. A página com informações sobre as tecnologias e vídeos explicativos pode ser acessada em www.embrapa.br/agrossilvipastoril/feiras-virtuais.

O dia de campo é também uma iniciativa do projeto Amapec, financiado pelo Fundo Amazônia, e do Projeto Pontal, que desenvolve atividades de pesquisa e validação de tecnologias em sistemas de ILP visando a pecuária intensiva.

Foto: Bruno Pedreira

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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