Solenidade de posse do novo chefe-geral da Embrapa Clima Temperado é no dia 6 de março – 04/03/2020

Solenidade de posse de Roberto Pedroso ocorre no dia 6 de março

A solenidade de posse do novo chefe-geral da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), Roberto Pedroso de Oliveira, ocorre no próximo dia 6 de março, às 9h30min, no auditório Aílton Raseira da Sede da Unidade, localizada no km 78 da BR-392. O ato contará com a presença do presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti, e autoridades locais.

Na ocasião, haverá apresentação das principais ações realizadas durante a gestão do chefe-geral anterior, Clenio Pillon, e apresentação do perfil e resumo da proposta de trabalho do novo chefe-geral. Após, haverá fala das autoridades presentes, encerramento pelo presidente da Embrapa e descerramento da foto do ex-chefe na Galeria de Chefes da Unidade.

A nomeação de Pedroso foi publicada no Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) da Embrapa em outubro de 2019, após participação em processo seletivo interno. De acordo com a nova Lei das Estatais, ele permanece no cargo por dois anos, com mandato renovável por mais dois períodos de dois anos.

Também fazem parte da nova gestão o analista Carlos Leandro Padilha Barneche, na Chefia de Administração; e os pesquisadores José Francisco da Silva Martins, na Chefia de Pesquisa & Desenvolvimento; Enilton Fick Coutinho, na Chefia de Transferência de Tecnologia; André Andres, como coordenador da Estação Experimental Terras Baixas (ETB); Luís Fernando Wolf, como coordenador da Estação Experimental Cascata (EEC); e Júlio José Centeno da Silva, como assessor de relações institucionais.

Perfil

Roberto Pedroso de Oliveira é engenheiro agrônomo, especialista em Biotecnologia, mestre e doutor em Ciências, com concentração em Energia Nuclear na Agricultura, e pós-doutor em Citricultura. É natural de Sorocaba/SP e tem 52 anos. Sua trajetória como pesquisador teve início em 1994, na Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA). Atua na Embrapa Clima Temperado desde 2002, onde trabalha com melhoramento genético participativo, produção de mudas em ambiente protegido e sistemas de produção integrada e orgânica de frutas e de óleos essenciais de citros.

Embrapa Clima Temperado

A Embrapa Clima Temperado é uma das 43 Unidades da Embrapa distribuídas pelo país, com foco de pesquisa em cadeias produtivas prioritárias e temas estratégicos nos biomas Pampa e Mata Atlântica. Atualmente, é composta por quatro bases físicas e abriga 275 empregados: 84 pesquisadores, 49 analistas, 45 técnicos e 97 assistentes.

Dentre os temas em destaque estão: sistemas de produção em terras baixas; frutas e hortaliças; mudanças do clima; novos insumos; agrobiodiversidade; sistemas de produção de base ecológica; qualidade ambiental e ordenamento territorial; energias renováveis; tecnologias para sistemas integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF); e Sistemas Agroflorestais. 
 

Foto: Pedro de Almeida
Francisco Lima (13696 DRT/RS)
Embrapa Clima Temperado

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Concurso premia trabalhos jornalísticos sobre sistemas ILPF – 05/03/2020

Estão abertas até o dia 15 de maio as inscrições para o Prêmio Rede ILPF de Jornalismo. O concurso irá premiar trabalhos jornalísticos sobre sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta em cinco categorias, sendo quatro destinadas a profissionais da imprensa e uma a profissionais das instituições que compõem a Associação Rede ILPF.

Podem ser inscritos trabalhos produzidos e veiculados no período entre 1º de julho de 2019 e 15 de maio de 2020. As categorias são imprensa escrita; jornalismo em áudio; jornalismo audiovisual; fotojornalismo; e profissionais da Rede ILPF.

A categoria imprensa escrita contemplará trabalhos em texto escrito, veiculados em jornais, revistas ou sites. A categoria jornalismo em áudio contemplará rádio e podcasts. Na categoria jornalismo audiovisual poderão ser inscritas reportagens veiculadas em emissoras de televisão, web TV, plataformas de vídeo sob demanda e sites. Já a categoria fotojornalismo contemplará trabalhos fotográficos utilizados para ilustrar conteúdos jornalísticos em veículos impressos ou digitais.

A categoria profissionais da Rede ILPF será exclusiva para jornalistas da Embrapa, Bradesco, Ceptis, Cocamar, John Deere, Soesp e Syngenta, instituições associadas da Rede ILPF. Poderão ser inscritos trabalhos em texto, áudio ou vídeo.

De acordo com o edital, o Prêmio Rede ILPF de Jornalismo tem como objetivos “estimular, divulgar, apoiar, incentivar e prestigiar trabalhos jornalísticos sobre sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), bem como contribuir para o melhor entendimento pela sociedade rural e urbana e pelo poder público acerca da importância da ILPF para a intensificação sustentável da produção agropecuária brasileira, possibilitando produzir mais, poupando terras, reduzindo as emissões de gases causadores do efeito estufa, evitando desmatamento e conservando os recursos naturais”.

O edital completo do concurso pode ser está disponível no site www.ilpf.com.br, no menu editais. Na mesma página é possível acessar o formulário de inscrição.

Os resultados serão divulgados em 10 de junho de 2020 e a entrega da premiação será durante o II Congresso Mundial de ILPF, em Campo Grande (MS), de 22 a 26 de junho de 2020. Além de certificado e troféu, os vencedores terão direito a uma press trip para uma conhecer a ILPF em uma das 16 Unidades de Referência Tecnológica de ILPF acompanhadas pela Rede ILPF no Brasil.

Temática

Poderão se inscrever no Prêmio Rede ILPF de Jornalismo as reportagens que tenham relação direta com os sistemas integrados de produção agropecuária, seja na modalidade ILP, ILF, IPF ou ILPF.

Podem ser abordadas as mais diversas questões como tecnologia, experiências exitosas, assistência técnica, mão-de-obra, manejo, linhas de crédito, infraestrutura, logística, benefícios da tecnologia, contribuições para produção sustentável, política pública, desafios para adoção da tecnologia e mercado.

Rede ILPF

A Rede ILPF é uma associação formada e co-financiada pelas empresas Bradesco, Ceptis, Cocamar, John Deere, Soesp, Syngenta e pela Embrapa. Foi iniciada em 2012 e tem o objetivo de acelerar uma ampla adoção das tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) por produtores rurais como parte de um esforço visando a intensificação sustentável da agricultura brasileira

A Rede ILPF atualmente apoia uma rede com 16 Unidades de Referência Tecnológica (URT) e 12 Unidades de Referência Tecnológica e de Pesquisa (URTP), distribuídas entre os biomas brasileiros e envolvendo a participação de 22 Unidades de Pesquisa da Embrapa.

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Expodireto Cotrijal: lançamentos da Embrapa no primeiro dia da feira – 21/02/2020

Lançamentos da Embrapa na Expodireto Cotrijal

A Embrapa lança duas cultivares durante a Expodireto Cotrijal 2020. A soja BRS 5804RR e o trevo-vermelho URS BRS Mesclador serão apresentados durante a feira, que acontece de 2 a 6 de março, em Não-Me-Toque, RS. A cerimônia de lançamento está marcada para o primeiro dia de Expodireto, 2 de março, às 11h30, no estande da Embrapa.

URS BRS Mesclador é a primeira cultivar de trevo-vermelho desenvolvida no Brasil, através da parceria entre a Embrapa Pecuária Sul, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Associação Sul-brasileira para o Fomento de Pesquisa em Forrageiras (Sulpasto). Recomendada para formação de pastagens cultivadas consorciadas e para sobressemeadura em pastagens naturais na Região Sul, a cultivar pode incrementar a qualidade dessas pastagens por possuir elevado valor nutritivo (boa digestibilidade e elevados teores de proteína). Além disso, por ser uma leguminosa, através da simbiose com bactérias do gênero Rhizobium, fixa nitrogênio atmosférico, reduzindo a necessidade de adubações nitrogenadas com o passar do tempo. 

A soja BRS 5804RR foi desenvolvida na Embrapa Trigo como uma alternativa para um dos principais problemas nos cultivos de soja na Região Sul: a podridão radicular de fitóftora, que implica na morte de plantas na fase inicial da lavoura. A cultivar é resistente à doença, que ocorre principalmente em solos com excesso de umidade e áreas sem rotação de culturas. Outro diferencial da soja BRS 5804RR é a amplitude de semeadura, adaptada a plantios tanto no início quanto no final da época recomendada, quando demonstrou diferencial significativo em produtividade. O potencial de rendimento é superior a 100 sacas por hectare, com indicação de cultivo nos estados do RS, SC, regiões frias do PR e SP.

Mais de 60 tecnologias

A Embrapa apresenta na Expodireto mais de 60 tecnologias na vitrine e no estande institucional. São diversas opções em grãos, com cultivares de feijão, soja (convencional e transgênicas), sorgo, milho e trigo. Na área de forrageiras estarão à mostra cultivares de capim sudão, capim elefante, cornichão, trevos (branco, vermelho, vesiculoso), milheto, sorgo (silageiro e forrageiro), panicum e braquiárias. Ainda serão apresentadas cultivares de batata e frutíferas.

Na criação de suínos e aves, a Embrapa leva para a Expodireto o Estande Móvel, uma van adaptada para atender o público onde serão repassadas informações sobre tratamento de efluentes da suinocultura, bem-estar e sanidade na suinocultura e na avicultura de postura comercial, além de tecnologias para destino correto de carcaças de animais mortos na granja. 

ILPF

Além das diversas opções no campo para integração lavoura-pecuária, a Embrapa vai disponibilizar na feira a experiência de realidade virtual ILPF, onde o visitante poderá aprender mais sobre os sistemas integrados de forma interativa e lúdica.

Participação em Eventos

No total, 10 Unidades da Embrapa participam da feira nesta edição: Arroz e Feijão, Clima Temperado, Trigo, Milho e Sorgo, Pecuária Sul, Soja, Suínos e Aves, Trigo, Gado de Corte, Gado de Leite e Agrossilvipastoril.

Além do atendimento no estande e na vitrine com mais de 50 profissionais, a Embrapa faz parte da programação em diferentes eventos durante a feira: 

Dia 2 – 14h, Fórum do Milho, Auditório Central
Dia 3 – 13h30, Fórum Estadual Conservação do Solo e da Água, Auditório Central
Dia 4 – 8h30, Fórum Estadual do Leite, Auditório Central
– 14h, Pecuária 4.0, Arena Digital
Dia 5 – 16h, Workshop para Jornalistas: manejo do solo na sustentabilidade da soja, estande da Embrapa

Foto: Bianca Todero

Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS)
Embrapa Trigo

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Embrapa divulga avaliação econômica de Sistemas de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta – 19/02/2020

Pesquisadora Mariana analisou economicamente diversas modalidades de ILPF em várias regiões do país. A obra acaba de ser lançada e está à disposição dos interessados.

A publicação ora lançada reúne estudos de viabilidade econômica dos sistemas de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) nos biomas brasileiros, realizados pela equipe do projeto Eco-ILPF, cujo objetivo inicial era padronizar uma metodologia de avaliação econômica para esses sistemas. O projeto foi finalizado em 2019 e a obra é um de seus resultados. Embora não se tenha conseguido padronizar completamente as metodologias de análise, em virtude da complexidade e da heterogeneidade dos sistemas integrados, muito se avançou nas discussões metodológicas, comenta a editora técnica Mariana de Aragão Pereira, especialista em economia e pesquisadora da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS).

A pesquisadora, que também é autora de um dos capítulos da publicação da Série Documentos, número 268, constatou que os sistemas de integração, de forma geral, tendem a ser viáveis, técnica e economicamente, pois aumentam a produtividade e a produção dos componentes do sistema, melhoram a qualidade do solo e o bem-estar animal, ao mesmo tempo em que reduzem os riscos de variação de renda.

Mariana Aragão conta que várias modalidades da ILPF foram analisadas, incluindo ou não árvores, com adensamentos e espaçamentos diversos, com diferentes culturas desde mandioca e aveia aos tradicionais milho e soja ou algodão, em condições experimentais, sistemas modais ou fazendas reais. Opções para o pequeno produtor familiar também foram contempladas, como no caso apresentado pela Embrapa Amazônia Oriental (CPATU), que inclui árvores nativas, mandioca e pecuária de cria.

Resultados econômicos positivos

A editora afirma que os estudos comprovam que os resultados econômicos são positivos desde que as recomendações técnicas da ILPF sejam seguidas e haja demandas pelos produtos oriundos do sistema no mercado regional. Ela complementa informando que “pode haver variações de desempenho do sistema durante os anos, porém no longo prazo, um componente compensa o outro”.

A obra foi enquadrada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável-ODS, promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), que prioriza em sua agenda a sustentabilidade. Os sistemas de integração contribuem para as metas da Agenda 2030 da ONU de dobrar a produtividade agrícola e a renda dos produtores de alimentos.

Na apresentação do livro a editora destaca: “Todos os trabalhos apresentados na publicação demonstram como os sistemas de integração em todo Brasil vão ao encontro e favorecem a consecução de metas da ONU, como por exemplo, a de garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo”.

A publicação apresenta também dados da ILPF nos biomas brasileiros: “São pelo menos 11,5 milhões de hectares estabelecidos no Brasil com as modalidades de ILPF. Esse resultado ultrapassou a meta de nove milhões de hectares até 2030, estipulada pelo Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), no âmbito do Acordo de Paris. O objetivo agora é superar a marca dos 14 milhões de hectares até 2030. Acredita-se que as avaliações econômicas contidas nessa obra colaboram para reduzir as incertezas e promover a análise crítica sobre estes sistemas de integração, contribuindo para sua maior adoção no setor produtivo e, por consequência, para os ODS”.

A obra intitulada “Avaliação econômica de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: as experiências da Embrapa”, 90 páginas, está disponível na versão digital na página da Embrapa Gado de corte, no endereço: https://www.embrapa.br/gado-de-corte/publicacoes

Foto: Eliana Cezar 

Eliana Cezar (DRT 15.410/SP)
Embrapa Gado de Corte

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Mudanças climáticas impactam na disponibilidade de água na agropecuária – 18/02/2020

Déficit hídrico é um dos impactos das mudanças climáticas para a agricultura.

Tema será debatido durante simpósio de produção animal e recursos hídricos

Um dos principais impactos das mudanças climáticas para a agricultura é o déficit hídrico. Segundo o pesquisador Giampaolo Queiroz Pellegrino, da Embrapa Informática Agropecuária, tanto o aumento da temperatura média, como a maior frequência de eventos extremos (enchentes, secas prolongadas, inundações, etc.), causados pelo aquecimento global, vão afetar diretamente esse setor.

O tema Mudanças climáticas e água estará em pauta na palestra de abertura do VI Simpósio de Produção Animal e Recursos Hídricos (SPARH), que ocorre nos dias 19 e 20 de março de 2020. O evento é realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 23 de fevereiro pelo site.

Durante a apresentação, Pellegrino vai falar sobre consequências das mudanças climáticas para a agropecuária e como a produção de alimentos é afetada. De acordo com ele, a pecuária será impactada pela redução na qualidade e quantidade de pastagem e de água, o que provavelmente deve resultar em menor produção de carne e leite, queda dos índices reprodutivos, incidência maior de pragas e doenças, etc.

Esse cenário exige que se invista em formas de mitigação desses impactos e de adaptação dos sistemas produtivos. Pesquisadores da Embrapa estão trabalhando com tecnologias para uma pecuária sustentável e mitigadora de gases de efeito estufa, como o uso de modelos de produção alternativos, por exemplo, a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Esse tipo de sistema é uma forma de promover a intensificação com maior eficiência, menor pressão por abertura de novas áreas e desmatamento de florestas, sequestro de carbono, maior produção com melhoria da qualidade ambiental (água, solo, biodiversidade, etc.) e com incremento na produtividade.

O coordenador do SPARH, Julio Palhares, conta que o tema de comemoração do Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, será Água e Mudanças Climáticas: como proteger a vida. Também ressalta que esta década foi escolhida como a década do clima. “Se vamos fazer alguma coisa, temos que fazer agora para que até 2030 consigamos reduzir nossas emissões e manter a temperatura do planeta em um valor seguro”, destaca.

O evento vai discutir esses desafios e como a pesquisa e a cadeia produtiva podem contribuir para minimizar os impactos relacionados às produções animais e ao consumo de água.

A programação completa, inscrições e mais informações sobre o evento podem ser obtidas em www.bit.ly/sparh2020.

Investimento

Profissional – R$ 250,00

Estudante de pós-graduação – R$ 175,00

Estudante de graduação – R$ 125,00

Serviço

VI Simpósio de Produção Animal e Recursos Hídricos (SPARH)

Data: 19 e 20 de março de 2020

Local – Auditório da Embrapa Instrumentação – Rua XV de Novembro, nº 1.452, Centro, São Carlos – SP.

Prazo para inscrição: 23/02/2020
 
Gisele Rosso (MTb/3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Fazendas podem neutralizar todas as suas emissões de GEEs destinando apenas 15% de sua área à ILPF – 18/02/2020

Pesquisa evidenciou o importante papel das árvores no balanço de carbono de uma fazenda.

  • Pesquisadores comprovaram que, integrando lavoura-pecuária-floresta em apenas 15% da propriedade, é possível neutralizar as emissões de GEEs de toda a fazenda.
  • Experimento usou 417 árvores de eucalipto por hectare.
    Sistema integrado foi capaz de neutralizar emissões de metano e de óxido nitroso, gases produzidos na pecuária.
  • O componente florestal mostrou-se fundamental para neutralizar as emissões.

O sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) implantado em apenas 15% da área de produção já é o suficiente para compensar todas as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) gerados pelos animais e pela pastagem, deixando um saldo positivo de carbono na fazenda. Esse resultado foi registrado em pesquisas conduzidas pela Embrapa Cerrados (DF), e comprovou que a produção de animais, árvores e lavouras/pastagem em um mesmo local tem um elevado potencial de gerar saldos positivos de carbono.

O estudo procurou averiguar a capacidade de o sistema ILPF compensar os GEEs emitidos pela atividade agropecuária, principalmente pela pecuária. O estudo utilizou duas áreas experimentais, com medições de balanço de carbono. Publicados em circular técnica, os resultados mostram que o componente arbóreo é fundamental para aumentar o estoque de carbono na propriedade.

Um sistema de ILPF com uma população de 417 árvores de eucalipto por hectare – distribuídas na forma de renques (linhas) em apenas 15% da área da propriedade – tem potencial para neutralizar as emissões de metano (CH4), produzido por fermentação entérica dos bovinos, e de óxido nitroso (N2O), proveniente do solo e das excretas (urina e fezes) dos animais.

“Para que haja a compensação das emissões de gases de efeito estufa, uma propriedade com mil hectares de pastagem, por exemplo, deve destinar 150 ha ao sistema ILPF com 417 árvores/ha e taxa de lotação de 1,7 cabeça/ha”, detalha o pesquisador da Embrapa Kleberson de Souza. Caso o sistema seja de integração lavoura-pecuária (sem as árvores), o produtor teria de destinar 850 hectares da mesma propriedade para conseguir a neutralização das emissões, considerando uma taxa de lotação de três cabeças por hectare.

O especialista observou também que a quantidade de árvores pode ser menor, desde que o sistema ILPF seja adotado na área total de produção. Nesse caso, é possível manter aproximadamente 70 árvores por hectare, com taxa de lotação de 1,7 cabeça/ha, isto é, 0,7 unidade animal (UA). A taxa de lotação diz respeito ao número de unidades animais (UA) que pode ser colocado por hectare e cada UA corresponde a 450 kg de peso vivo.

Os estudos foram realizados em experimento com ILPF implantado em 2009 na Unidade da Embrapa localizada em Planaltina (DF). Na área, foram feitas as medições de emissão de gases do solo, emissão de metano (CH4) por fermentação entérica dos animais e estoque de carbono do solo e da biomassa vegetal. As excretas dos animais emitem óxido nitroso (N2O) após serem depositadas no solo e, por isso, contribuem para aumentar as emissões de gases de efeito estufa na atividade pecuária. Embora tenha menor concentração na atmosfera, o óxido nitroso apresenta potencial de impacto 310 vezes maior quando comparado ao dióxido de carbono (CO2), além do tempo de permanência na atmosfera, de 150 anos.

As emissões em cada fase do experimento
Na fase de implantação do sistema (fase silviagrícola), durante a consorciação do eucalipto com cultivos agrícolas, a interferência do componente florestal foi baixa e as emissões de óxido nitroso (1,06 kg de N2O/ha) foram atribuídas ao cultivo de grãos (soja e sorgo). Já a pastagem na fase silvipastoril (componentes pecuário e florestal integrados) do sistema ILPF emitiu anualmente 1,02 kg de N2O e o sistema ILP, 1,42 kg de N2O. Por outro lado, as emissões de metano entérico (CH4), após dois anos de estabelecimento do experimento, foi de 2.672 kg de carbono-equivalente por hectare por ano para o sistema de ILPF, e de 4.072 para o sistema de ILP.

As emissões de metano no sistema de produção podem variar de acordo com a taxa de lotação da área e a qualidade da pastagem ingerida pelos animais. Em área com sistema ILPF, a taxa de lotação é menor que em área sem árvores (sistema ILP). Portanto, a tendência é que haja, nesses casos, menor emissão desse gás. No experimento em que foram realizadas as análises, a taxa de lotação na ILPF foi de 1,7 cabeça/ha (1,1 UA-unidade animal), o que culminou em uma emissão de 2.000 kg de CO2eq/ha ao ano na forma de CH4. Já na área de ILP, a taxa de lotação foi de três cabeças/ha (2,0 UA-unidade animal), proporcionando uma emissão de 3.400 kg CO2eq/ha ao ano na forma de CH4.

A importância das árvores no balanço
Os estudos comprovaram que para que se tenha um saldo positivo significativo de carbono é preciso que o componente florestal seja inserido no sistema de produção agrícola. Isso porque as árvores têm grande capacidade de armazenar carbono. “São menos comuns os casos em que os estoques de C no solo sob os sistemas agrícolas superam os estoques da vegetação nativa adjacente. Ou seja, é difícil obter saldo positivo de carbono caso o componente florestal não seja inserido no sistema de produção agrícola”, afirma o pesquisador Kleberson de Souza.

No experimento de ILPF da Embrapa Cerrados, uma única árvore do híbrido de Eucalyptus urograndis, com sete anos de idade, foi capaz de acumular, em média, 30,2 kg de C/ano (considerando 45% de C da massa seca de biomassa aérea da planta). Isso equivale ao sequestro de 110,5 kg de CO2/ano da atmosfera por cada árvore inserida no sistema. No sistema ILP, esse tipo de sequestro de carbono ocorre, em grande parte, devido ao sistema de raízes da pastagem e da palhada depositada sobre o solo, e tende a se estabilizar com o tempo.

Segundo os especialistas, se por um lado é possível dizer que um sistema ILPF será mais produtivo para sequestrar carbono da atmosfera quanto mais árvores por hectare o sistema tiver, por outro lado o produtor deve ter cautela para que um número excessivo de árvores não impacte negativamente os demais componentes, “especialmente a pastagem, devido à competição por luz, água e nutrientes”, ressalta a pesquisadora Karina Pulrolnik, também da Embrapa Cerrados.

Também participaram dos estudos os pesquisadores Roberto Guimarães Júnior, Robélio Marchão, Lourival Vilela, Arminda de Carvalho, Giovana Maciel, Sebastião Pires e Alexsandra Duarte.

Foto: Kelem Cabral

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

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Japoneses conhecem sistema ILPF na Embrapa Pecuária Sudeste

Grupo internacional conhece sistema ILPF

No dia 27 de janeiro, a Unidade recebeu um grupo japonês ligado à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). A comitiva, formada por quatro integrantes, visitou os dois centros de pesquisa de São Carlos.

A Embrapa e a JICA estão trabalhando em parceria em projetos de agricultura de precisão e agricultura sustentável.

Na Embrapa Pecuária Sudeste, o pesquisador Alberto Bernardi apresentou o sistema ILPF. Eles ficaram bastante interessados pelo modelo. Acompanharam a visita representantes da Embrapa Instrumentação: o chefe-geral, João Naime, o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, José Marconcini, e o pesquisador Ricardo Inamasu.

A JICA é ligada ao governo japonês e responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA). A agência presta assistência em mais de 150 países contribuindo para o crescimento e a estabilidade sócio-econômica dos países em desenvolvimento.

 

Imagem: Gisele Rosso
Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste
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Ana Maio
Jornalista do Núcleo de Comunicação OrganizacionalEmbrapa Pecuária Sudeste

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
São Carlos (SP)

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Árvores nativas favorecem serviços ambientais em sistemas de integração agropecuários – 10/02/2020

Sistema silvipastoril da Embrapa Pecuária Sudeste com uso de árvores nativas

O uso de espécies nativas em sistemas de integração agropecuários, além de agregar valor com a diversificação de produtos florestais de qualidade, é uma alternativa para produzir alimentos de forma mais equilibrada com o meio ambiente. Para a pesquisadora Maria Luiza Nicodemo, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), é necessário pensar em recuperação de serviços ambientais para a manutenção da estabilidade do planeta. “Acho que temos que pensar em modelos de produção mais sustentáveis, mesmo sendo mais complexos”, destaca.

A presença de árvores promove serviços importantes para o ambiente, que se reflete em melhorias para o solo e para a conservação da água, por meio do aumento de matéria orgânica na área, da atividade microbiológica e da ciclagem de nutrientes, podendo assim promover alterações na fertilidade e a maior infiltração e retenção de água no solo. O componente arbóreo também regula o microclima, favorecendo a o bem-estar animal, com reflexos na produção de carne e leite. A pastagem com as árvores aumenta também a diversidade de fauna, auxiliando no controle de pragas e de doenças. Além disso, diminui a pressão por abertura e desmatamento de áreas florestais, com o incremento na produtividade.

Se o produtor optar trocar o eucalipto por espécies florestais nativas, o aumento da biodiversidade no sistema e o potencial de recuperar serviços ambientais é mais significativo ainda.Outra vantagem é a econômica. Geralmente, a madeira dessas espécies tem mais qualidade, por isso o retorno financeiro é melhor.  

A integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF ou agrossilvipastoril) e a integração Pecuária-Floresta (IPF ou silvipastoril) com componente arbóreo nativo são bastante tímidas no país. A Amazônia trabalha com nativas há muito tempo e de uma forma consistente. Já na região Sudeste utiliza-se principalmente o eucalipto em integração, assim como em outras regiões.

A pesquisadora ressalta que há muitas espécies com grande potencial, mas faltam informações. “Ainda não há muito trabalho de seleção e melhoramento com foco em nativas, diferente do eucalipto que já está mais consolidado em sistemas de integração”, comenta.

Em busca de respostas, um experimento na Embrapa Pecuária Sudeste utilizou sete espécies nativas em integração silvipastoril para caracterizar os serviços ecossistêmicos, como produção de alimento e de biomassa, manutenção de água e fertilidade do solo.

Foram usadas árvores para diversas finalidades – madeireiras, melíferas e as chamadas tutoras (que auxiliam no crescimento retilíneo das madeireiras). As espécies plantadas foram mutambo, capixingui, angico-branco, canafístula, ipê-felpudo, jequitibá-branco e pau-jacaré.

Um resultado interessante nesse sistema foi em relação a parasitas. Ficou comprovado, por exemplo, que a infestação por moscas-dos-chifres na área de pastagem com nativas foi 38% menor quando comparada às pastagens convencionais, demonstrando que as alterações de microclima e microfauna afetam a dinâmica da população. A análise dos dados de contagens de carrapatos não mostrou diferenças significativas. Em relação aos vermes gastrintestinais e aos bernes, os testes nos dois sistemas mostraram médias de parasitismo semelhantes.

Segundo Maria Luiza, a diversificação das espécies é recomendável para o controle de pragas e doenças em áreas com nativas. O indicado é o produtor ter uma combinação de árvores de acordo com a finalidade do sistema.
A integração com nativas, de uma forma geral, contribui para aumentar a biodiversidade agrícola com diversificação de produtos diretos (madeira, lenha, carne, leite) e benefícios indiretos como fertilidade do solo e maior produtividade do capim.

A pesquisadora enfatiza que não tem receita de bolo. O produtor precisa planejar e avaliar cada etapa do processo – desde a implantação até o mercado consumidor para os produtos. “O pecuarista precisa estar disposto a mudar e a encontrar caminhos para conciliar as demandas produtivas à capacidade dos ecossistemas”, finaliza.

Foto: Ana Maio 

Gisele Rosso (MTb/3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Livro destaca ações da Embrapa Meio-Norte para o sistema ILPF – 14/02/2020

A Embrapa acabou de lançar um livro sobre o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Brasil. O capítulo 4 da publicação destaca os avanços e desafios do sistema na região do Matopiba, que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O livro “Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no Brasil: estratégias regionais de transferência de tecnologia, avaliação da adoção e de impactos”,é um importante manual para a sociedade, consultores técnicos e todas as entidades que fazem parte do agronegócio brasileiro.

Marcos Teixeira é coordenador das ações de transferência de tecnologia para o sistema ILPF na Embrapa Meio-Norte e um dos autores da obra lançada. Segundo ele, o exemplar apresenta as dificuldades e custos de adesão do método, contudo destaca também as potencialidades para o produtor que tem interesse na adoção da técnica.

O coordenador afirma também que o sistema resulta em ganhos econômicos, sociais e ambientais. “Com a adoção do ILPF, nós podemos dobrar a produção nas próximas décadas, usando a mesma área de cultivo atual, sem precisar desmatar. Na questão social, ele se destaca como um sistema que gera vários empregos diretos”, ressaltou Marcos Teixeira.

O capítulo 4, que descreve especificamente os desafios na região do Matopiba, foi elaborado por colaboradores da Embrapa Meio-Norte, no Piauí; Embrapa Cocais, no Maranhão; Embrapa Pesca e Aquicultura, em Tocantins, e Embrapa Cerrados, no oeste da Bahia.

Foto: Gabriel Faria 

Liane Cardoso, sob orientação de Fernando Sinimbu
Embrapa Meio-Norte

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Soja e ILPF na Tecnoeste – 14/02/2020

Sistemas integrados em ILPF

Os últimos lançamentos em soja para o RS e SC serão apresentados pela Embrapa na Tecnoeste, que acontece de 18 a 20 de fevereiro, em Concórdia, SC. A empresa também vai apresentar os resultados das pesquisas em ILPF.

O programa de melhoramento de soja na região fria do Brasil é conduzido pela Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS), direcionado atualmente para atender a demanda dos produtores por cultivares transgênicas capazes de somar características como potencial produtivo, hábito de crescimento indeterminado e sanidade.  

A cultivar BRS 5601RR chegou às lavouras neste ano, indicada às regiões 102 e 103 na Macrorregião Sojícola 1, conquistando produtores devido o ciclo precoce e o alto potencial produtivo. A média na produção comercial de sementes foi de 78 sacos por hectare.

Outro destaque é a cultivar BRS 6203RR capaz de aliar produtividade com amplitude na janela de semeadura. A época recomendada inicia em outubro e se estende até 30 de novembro, permitindo tranquilidade ao produtor no ajuste das operações de semeadura em função do tempo e da otimização do maquinário. A cultivar está indicada para as regiões 101, 102 e 103 na Macrorregião Sojícola 1.

O lançamento deste ano é a cultivar BRS 5804RR que apresenta resistência a podridão radicular de fitóftora, problema recorrente em solos com excesso de umidade e áreas sem rotação de culturas. O potencial de rendimento da cultivar está acima de 100 sacas por hectare, com indicação para cultivo para as regiões 102 e 103 na Macrorregião Sojícola 1.

Sistemas Integrados

Os visitantes do Tecnoeste poderão conferir de perto o uso do sistema de produção Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e os resultados nas pesquisas conduzidas pela Embrapa e o Instituto Federal Catarinense – Campus Concórdia. Na unidade de experimentação de nove hectares no IFC-Concórdia são conduzidos estudos sobre fertilizantes orgânicos em culturas de grãos e pastagens, além de custos de produção e renda em sistemas integrados.

Na vitrine de tecnologias serão apresentadas diversas opções de forragem animal, como o capim sudão BRS Estribo, o capim elefante BRS Kurumi, o sorgo granífero BRS 380 e o sorgo silageiro BRS 658.

O Show Tecnológico Rural do Oeste Catarinense é uma realização da Copérdia e do Instituto Federal Catarinense, Campus Concórdia. O evento acontece de dois em dois anos e atrai agricultores, estudantes e empresas do complexo agroindustrial.

Foto: Gabriel Faria 
Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS)
Embrapa Trigo

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