Cooperação técnica vai fortalecer a agropecuária do Maranhão – 28/01/2020

O bovino Tropical vai ajudar no fortalecimento da agropecuária maranhense

Um contrato de cooperação técnica entre a Embrapa Meio-Norte e a Secretaria de Agricultura do Maranhão (Sagrima), assinado este mês, vai fortalecer a agropecuária maranhense. O acordo, que terá  duração de quatro anos, levará  inovação tecnológica às regiões produtoras de grãos, pecuária e florestal, como a Tocantina, por meio da implantação do Sistema Integrado Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), com a introdução do Bovino Tropical. O investimento total será de R$ 5.447.957,50. A Embrapa aplicará R$ 2.552.988,61 com pessoal, e o Governo do Maranhão R$ 2.894.968,89 em infraestrutura e pessoal.

O trabalho começará com a instalação de Unidades de Referências Tecnológicas (URT), capacitando técnicos e produtores, e ainda implementando ativos digitais. “A cooperação trará benefícios mútuos, valorizando o trabalho da empresa e o setor produtivo do Estado do Maranhão”, disse o chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Luiz Fernando Leite.

O gestor destacou que o sistema ILPF é considerado uma das principais revoluções da agricultura brasileira nos últimos anos, por associar produção de carne, grãos e madeira de maneira sustentável. “Estamos cumprindo a nossa missão de gerar conhecimento e tecnologia, transmitindo então essas informações ao nosso principal cliente alvo, que é o produtor do Maranhão, a partir de tecnologias importantes que respeitam o meio ambiente”.

A supervisora do Núcleo de Apoio à Inovação da Embrapa Meio-Norte, Janaina Mitsue Kimpara, ressaltou a importância desse contrato, destacando que o trabalho “possibilitará a recuperação de áreas degradadas e aumentará a produtividade dos sistemas agrícolas na região, além de apresentar preocupação ambiental”. Segundo ela, através da execução desse projeto serão geradas publicações e materiais técnicos científicos para ampliar a divulgação do ILPF.

  

Foto: Fernando Sinimbu

Liane Cardoso (estagiária orientada por Fernando Sinimbu)
Embrapa Meio-Norte

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Publicado zoneamento de risco de milho com braquiária para o Piauí e Maranhão – 24/01/2020

Produtores poderão acessar programas governamentais para a produção de milho com braquiária

Produtores do Piauí e Maranhão já podem realizar o plantio do milho consorciado com braquiária, permitindo acesso aos programas de seguro agrícola. Isso é possível graças à publicação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) das portarias de números 359 e 360, de 17 de dezembro de 2019, que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura de milho consorciado com braquiária nos estados do Maranhão e Piauí, ano-safra 2019/2020.

Na mesma data, foram publicadas também portarias para o Acre, Pará e Tocantins. Além destes cinco estados aprovados em dezembro, o zoneamento já contemplava Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Clique aqui e acesse as portarias.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é um método desenvolvido pela Embrapa e parceiros, aplicado no Brasil por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que proporciona a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município, considerando as características do clima, o tipo de solo e ciclo de cultivares, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis das culturas, minimizando as perdas agrícolas.

O consórcio de milho com braquiária é uma das estratégicas utilizadas no Sistema de Integração Lavoura Pecuária (ILP), tecnologia desenvolvida pela Embrapa que prevê a diversificação da produção e redução de problemas causados pelos cultivos anuais sucessivos e do impacto de estiagens nas lavouras sucessoras.

Samuel Werner, produtor rural no município de Uruçuí, PI, comenta que o uso do consórcio de milho com braquiária é uma excelente alternativa para melhorar as condições do solo. “Na nossa região há uma instabilidade climática grande e o uso desse sistema, além e melhorar a qualidade química e física do solo, faz a descompactação, deixando-o com melhor aeração e criando uma camada de matéria orgânica. Tudo isso faz com que o solo retenha mais água, o que é essencial para em uma região que tem características de transição cerrado/semiárido”.

A instabilidade climática, segundo Werner, dificulta a produção em uma segunda safra, ou safrinha, como também é conhecida na região. “A aprovação do zoneamento do milho com braquiária vai possibilitar que tenhamos uma safrinha com boi, o que vai melhorar a rentabilidade, a sustentabilidade porque vamos produzir mais em uma mesma área. Então, para a nossa região a concretização do zoneamento é muito importante”

De acordo com a Nota Técnica publicada pelo MAPA, o cultivo consorciado de plantas produtoras de grãos com forrageiras tropicais tem aumentado significativamente nos últimos anos nas regiões que apresentam inverno seco. O consórcio do milho com a braquiária é possível graças ao diferencial de tempo e espaço no acúmulo de biomassa entre as espécies.

Ainda segundo a Nota Técnica, a associação entre o sistema plantio direto e o consórcio entre culturas anuais e pastagens é uma das opções que apresenta maiores benefícios, como maior reciclagem de nutrientes, acúmulo de palha na superfície, melhoria da parte física do solo, pela ação conjunta dos sistemas radiculares e pela incorporação e acúmulo de matéria orgânica, além de ser mais sustentável em relação ao cultivo convencional.

A identificação das áreas aptas ao cultivo de milho consorciado com braquiária, em três níveis de risco (20, 30 e 40%), foi realizada com a aplicação de um modelo de balanço hídrico da cultura. Neste modelo são consideradas as exigências hídrica e térmica, duração do ciclo, das fases de desenvolvimento das plantas e da reserva útil de água dos solos para cultivo desta espécie, bem como dados de chuvas e evapotranspiração de referência de séries com, no mínimo, 15 anos de dados diários registrados em 3.750 estações pluviométricas selecionadas no país.

Considerou-se apto para o cultivo do milho consorciado com braquiária, o município que apresentou, no mínimo, 20% de sua área com condições climáticas dentro dos critérios considerados, em 80% dos anos avaliados.
 

Foto: Eugênia Ribeiro

Eugênia Ribeiro (Mtb 1091/PI)
Embrapa Meio-Norte

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Pesquisador defende formalização do Matopiba – 24/01/2020

Chefe-geral da Embrapa Meio-Norte durante evento sobre o Matopiba

O chefe-geral da Embrapa Meio Norte, Luiz Fernando Carvalho Leite, participou do terceiro encontro dos secretários de agronegócio dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. No evento, o gestor defendeu o fortalecimento das ações dos estados do Matopiba, mediante a necessidade de formalização da região.

“Nos últimos anos, houve uma fragilização da formalização da região do Matopiba como a grande fronteira agrícola do Brasil, resultado da falta de políticas públicas e deficiência de atenção, ocasionando problemas nas rodovias, portos, regularização fundiária, crédito rural, dentre outros. Com essa fragilidade, perdeu-se a oportunidade da região avançar, o que pretendemos com esse fórum é fortalecer essas ações e voltar as discussões com o Ministério da Agricultura para se pautar durante as reuniões a necessidade de se formalizar essa região”, relatou Luiz Fernando.

A cerimônia aconteceu na manhã desta quarta-feira (22) na  Assembleia Legislativa do Piauí e durante a reunião foi assinado um termo efetivando o compromisso entre os referidos estados. A Chefe Substituta de Inovação e Tecnologia da Embrapa Meio Norte, Janaina Mitsue Kimpara, também esteve presente no evento. A solenidade também contou com a presença da Secretária de Agronegócios do Piauí, Simone Pereira, do Subsecretário de Agricultura do Maranhão, Sergio Delmiro, do Secretário de Agricultura da Bahia, Lucas Teixeira Costa, e do Secretário da Agricultura e coordenador do Grupo Agro Matopiba, César Hanna Halum.

No encontro foram abordadas problemáticas da região e ações já implementadas, sendo então definidas novas prioridades e estratégias. Os secretários estaduais elogiaram o trabalho desenvolvido pela Embrapa para o crescimento do grupo. O Chefe-Geral da Embrapa Meio Norte ainda ressaltou que a empresa atua com a parte tecnológica dessas questões e destacou a importância de um compromisso recentemente firmado com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão (SAGRIMA). “Um passo importante da Embrapa no Matopiba foi o contrato com a Sagrima para o desenvolvimento do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)”, informou Luiz Fernando.
 
Liane Cardoso (com orientação de Fernando Sinimbu)
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Lançamento de cultivares da Embrapa atrai público do Showtec – 23/01/2020

Comitiva para lançamento das cultivares de soja da Embrapa

A chuva, no primeiro dia do Showtec 2020, 22 de janeiro, não afastou o público. Após participarem da abertura do evento, uma comitiva de autoridades, produtores e técnicos rurais seguiram para o estande da Embrapa para o lançamento de três cultivares: BRS 391, BRS 467 RR e BRS 544 RR. 

José Renato Bouças Farias, Chefe-Geral da Embrapa Soja, em Londrina, apresentou as cultivares, livres de pagamento de taxas tecnológicas. As RR (transgênicas) possuem ampla adaptabilidade, alta estabilidade de produção e de produtividade. São boas para entrar cedo no sistema; são materiais rústicos, adaptados às regiões de todo Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. 

Farias também reforçou o papel social da Embrapa e afirmou que a Empresa continuará com o desenvolvimento de cultivares convencionais. “É um pedido dos produtores rurais que sempre nos perguntam se continuamos a produzir esses materiais”. A recém lançada BRS 391 é um material que incorpora a tecnologia Block, possui maior tolerância ao percevejo, importante praga no Estado de Mato Grosso do Sul. “A convencional pode ter um ganho maior de mercado, com altíssimo teor de proteína, bem acima da média nacional. A gente espera que isso atenda a demanda do mercado, do produtor rural e do consumidor final”, disse.

Ele convidou a todos a conhecerem o banco ativo de germoplasma na Embrapa Soja (Londrina, PR), coleção com mais de 65 mil tipos da oleaginosa. “É uma responsabilidade da Embrapa com o Brasil. Em termos de genética de soja, a gente tem independência total do mundo. Ela é base de várias cadeias e é estratégica para isso”. 

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, destacou a importância do trabalho da Embrapa, que “nos dá opções a partir dos trabalhos da pesquisa realizada, com a disponibilidade de variedades ao setor produtivo brasileiro. Com relação à convencional, essa dupla aptidão dá competitividade a esse nicho de mercado que ainda é existente e que está em crescimento no Brasil”.  

O Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Guilherme Asmus, fez referência a um documento lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com diretrizes baseadas nas questões de propriedade, inclusão e produção sustentável. “Os mercados hoje exigem que a produção esteja alinhada à sustentabilidade. É nesse sentido que a Embrapa tem trabalhado”, disse ao citar como exemplo as cultivares de soja lançados no Showtec. “São materiais que vão ao encontro da sustentabilidade: econômica, ambiental e com alto impacto sobre a sociedade”. 

O presidente da Fundação Meridional, Josef Pfann Filho, convidou os presentes para conhecerem as tecnologias das cultivares de soja da Embrapa na vitrine tecnológica no Showtec. “As sementes básicas das cultivares lançadas já estão no campo e nos foram ofertadas e na safra deste ano o produtor já poderá ter acesso”, garantiu Pfan.

Luciano Mendes, presidente da Fundação MS, agradeceu a confiança da Embrapa e da Fundação Meridional por estarem em todas as edições do Showtec. “Eu digo e lanço o desafio: eu não conheço e provavelmente a gente não vai conhecer nenhuma fazenda no Brasil que não tenha pelo menos uma tecnologia da Embrapa implantada no seu sistema de produção de soja”.

Luís Alberto Novaes, presidente da Comissão de Grãos da CNA disse que a parceria entre a Fundação MS e a Embrapa “traz um ambiente institucional muito positivo para avançarem no desenvolvimento da pesquisa de Mato Grosso do Sul”. Ao citar as variedades lançadas, Novaes falou sobre a importância dos materiais convencionais. “A gente acredita nesses materiais para todo o ambiente de longevidade das tecnologias, de alternância de princípios ativos. Isso é muito importante, porque tem havido deficiência de materiais convencionais, e a Embrapa assume esse papel lançando cultivares de soja convencionais”.

Tecnofam 2020 

O evento “Tecnologias e Conhecimentos para a Agricultura Familiar (Tecnofam)” foi apresentado ao governador de MS pela equipe da Embrapa Agropecuária Oeste. A Tecnofam, que é realizada a cada dois anos, terá sua quarta edição neste ano e acontece de 7 a 9 de abril. Várias parcerias são realizadas para o sucesso do evento. A previsão é que em 2020 cerca de 3500 pessoas participem.

Tecnologias no Estande da Embrapa 

Além das cultivares de soja lançadas, também são demonstrados outros materiais, como as que possuem tecnologia Shield (tolerante à ferrugem-asiática), assim como seu posicionamento no sistema de produção para que a tecnologia seja bem explorada. Há também o espaço “ILPF realidade virtual”. O público entende como o sistema funciona usando óculos de realidade aumentada e entram em um labirinto e veem desde à fase anterior da implantação da integração até o sistema implantado.

Pesquisadores e analistas da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Embrapa Soja (Londrina, PR), Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) e Embrapa Cerrados (Planaltina, DF) estão no Estande à disposição para atender o público e conversar sobre forrageiras para produção de carne e de leite, controle biológico, sistemas agroflorestais biodiversos, consórcio de milho com braquiária, cultivares de mandioca de mesa e para indústria; sanidade animal; previsão de geada; manejo de pragas e doenças; bioanálise do solo; manejo de carrapatos em bovinos; e discussões sobre a formação central das cooperativas de agricultores familiares de Mato Grosso do Sul. 

Showtec – A realização do evento é da Fundação MS, com promoção do Sistema Famasul, Sistema OCB/MS e Aprosoja/MS. Patrocínio do Senar/MS, Sistema Fiems/Senai e Sicredi. Conta com o apoio da Febrapdp, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abstecimento, Embrapa, Fundems, Prefeitura Municipal de Maracaju, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul – Semagro, Fundação Agrisus e Sanesul. 

Foto: Sílvia Zoche Borges 
Sílvia Zoche Borges (MTb-MG 08223)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Techstart Agro Digital 2020 reúne startups em Campinas – 17/01/2020

O TechStart Agro Digital é um programa de aceleração para ajudar startups, grandes empresas e instituições a acelerarem negócios e tecnologias para o Agronegócio

“O mês de janeiro marcou a entrada na etapa final da primeira edição do programa de aceleração de startups TechStart Agro Digital, promovido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP) e a Venture Hub. No dia 15 de janeiro, a sessão de atividades contou com palestras sobre comunicação, inovação e construção de redes e também um workshop de negócios.

O jornalista da Embrapa Milho e Sorgo José Heitor Vasconcelos foi um dos convidados para falar sobre comunicação com as startups. Na Embrapa desde 1981, ele mostrou a evolução e a complexidade da comunicação, enfatizando sua relação com os processos de transferência de tecnologia e de inovação. Heitor apresentou algumas experiências na elaboração de materiais e estratégias de comunicação e marketing e ressaltou a importância de contemplar aspectos culturais e de inovação gerencial, para além da tecnologia. 

Segundo Vinícius Kuromoto, supervisor de comunicação da Embrapa Informática Agropecuária, José Heitor era a pessoa certa para falar sobre o tema com as startups. “Heitor é uma referência de comunicação dentro da Embrapa. Uma pessoa antenada, com muita bagagem, muita experiência e que fala a linguagem desses empreendedores.”

Entre as ações mais recentes, ele apresentou a maquete em realidade aumentada (em formato de cubo) e o túnel de realidade virtual criado para demonstrar todas as etapas de um sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), implementados no âmbito da Rede ILPF, da qual José Heitor foi coordenador de comunicação até outubro de 2019. “Ter liderado a parte de comunicação da Rede ILPF agregou muito na palestra. O feedback das startups foi muito positivo.” complementou Kuromoto.

Além da palestra, o jornalista também compôs a banca de avaliação dos pitches das startups, dando notas e feedback sobre o modelo de negócios.

O jornalista e editor-chefe do programa AgEvolution do Canal Rural, Daniel Azevedo Duarte, também participou do encontro com as startups do programa TechStart, e ainda no dia 15 a sessão de atividades contou com workshop sobre indicadores, finanças e como calcular o valor de uma empresa (valuation) para atrair investidores. As atividades seguem nas próximas semanas de janeiro, com novas rodadas sobre negócios e tecnologia.
 

Foto: Divulgação Techstart Agro Digital 2020
Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Informática Agropecuária

Tecnologias da Embrapa presentes no Showtec 2020 – 14/01/2020

A Embrapa estará presente no Showtec, que acontece de 22 a 24 de janeiro de 2020, em Maracaju (MS). Nessa edição produtores, empreendedores rurais, agentes da assistência técnica, acadêmicos, entre outros participantes, poderão conhecer resultados de pesquisas desenvolvidas pela instituição.

O estande da Embrapa, no Showtec, vai contar com cinco ambientes diferentes e simultâneos, com atividades preparadas para proporcionar interação e despertar o interesse dos participantes pelas soluções científicas voltadas para o agro. Espera-se que o público possa conhecer detalhes de diversas tecnologias que podem ser utilizadas nessa região do país.

O espaço Realidade Aumentada ILPF, proporcionará aos participantes vivenciar por meio do uso de óculos de realidade virtual, em túnel de simulação de ambiente, uma experiência inédita de imersão no mundo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Para isso, os visitantes passarão por um percurso em que será possível visualizar desde a correção do solo para o plantio agrícola até a entrada do gado em uma pastagem reformada, ou ainda, o plantio de árvores num sistema com o componente arbóreo. A tecnologia de Realidade Aumentada permite a união do mundo virtual com o real. 

Outro espaço, denominado “Clínica Tecnológica”, serão realizados atendimentos técnico/institucional, possibilitando esclarecimentos relacionados a 11 tecnologias diferentes. Nesse ambiente, pesquisadores e analistas da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS) e Embrapa Gado de Corte (Campo Grande/MS) estarão disponíveis para esclarecer dúvidas e dar orientações necessárias às demandas dos produtores.

Já, no espaço intitulado “Campo”, os participantes poderão conhecer oito Unidades Demonstrativas, sobre os seguintes temas: cultivares de forrageiras para pecuária de corte e leiteira; capins elefantes para produção de Leite: BRS Kurumi e BRS Capiaçu; consórcio de guandu com forrageiras; consórcio de crotalária com forrageiras; posicionamento de cultivares BRS de Soja; tecnologia “Shield” – resistência genética à ferrugem-asiática da soja; tecnologia “Block” – resistência genética ao complexo de percevejos da soja; redução de custo para o manejo do percevejo na soja – tecnologia “Block” + controle biológico.

No espaço “Agricultura Movida à Ciência”, que acontece em ambiente aberto, serão realizadas breve apresentações, conforme cronograma abaixo:
4ª feira (22/01/2020) – das 15h às 16h – Sanidade Animal: Calendário Sanitário (Vanessa Felipe de Souza – Embrapa Gado de Corte)

5ª feira (23/01/2020) – das 9h às 10h – “Previsão de Geada para o Milho Safrinha 2020” (Danilton Flumignan – Embrapa Agropecuária Oeste)

5ª feira (23/01/2020) – das 15h às 16h – “Apresentação de Conteúdo Interativo”

6ª feira (24/01/2020) – das 9h às 10h – Capim Elefante: BRS Kurumi (pastejo) e BRS Capiaçu (silagem) (José Alexandre Agiova da Costa – Embrapa Gado de Corte)

6ª feira (24/01/2020) – das 15h às 16h – “Apresentação de Conteúdo Interativo”

No espaço “Mini-auditório Embrapa”, em ambiente climatizado, serão realizados palestras e reuniões técnicas, conforme cronograma abaixo:

4ª feira (22/01/2020) – das 14h às 15h – “Manejo Integrado de Pragas e Doenças – Resistência genética ao complexo de percevejos e à ferrugem-asiática da soja” (Harley Nonato de Oliveira, Rodrigo Arroyo Garcia e Alexandre Dinnys Roese – Embrapa Agropecuária Oeste)

5ª feira (23/01/2020) – das 14h às 15h – Evento com público convidado. “Reunião técnica sobre bioanálise do solo” (Ieda Mendes – Embrapa Cerrados, Júlio Salton – Embrapa Agropecuária Oeste e Michely Tomazi – Embrapa Agropecuária Oeste).

6ª feira (24/01/2020) – das 10h às 11h – “Manejo de Carrapatos em Bovinos” (Renato Andreotti – Embrapa Gado de Corte)

6a feira (24/01/2020) – das 13h30 às 15h30 – “Reunião: Formação da Central das Cooperativas de Agricultores Familiares de MS.”

Lançamentos – Durante o evento, também acontece o lançamento de três novas cultivares de soja desenvolvidas pela Embrapa Soja (Londrina/PR), em parceria com a Fundação Meridional. As cultivares BRS 391, BRS 467RR e BRS 544RR estarão sendo apresentados a campo durante os três dias do evento. Saiba mais: “Cultivares de soja altamente competitivas ampliam opções para agricultor brasileiro”.

Realização – O evento é realizado pela Fundação MS e promovido pelo Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), contando com patrocínio do Senar/MS, Sistema Fiems/Senai e Sicredi. O Showtec conta, ainda, com o apoio da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Fundems, Prefeitura Municipal de Maracaju, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Semagro, Fundação Agrisus e Sanesul.

 
Foto: Arte: Suelma Bonatto
Christiane Congro Comas (MTb 00825/9/SC)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Trabalho da Embrapa com ILPF vira capítulo de livro – 09/01/2020

Os módulos de capacitação incluíam práticas no campo

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) teve um de seus trabalhos de transferência de tecnologia publicado em livro técnico das áreas de engenharia e agronomia. Lançado no final de 2019, “Ciência, Desenvolvimento e Inovação na Engenharia e Agronomia Brasileira – v.3” foi organizado por Paulo Roberto Megna Francisco, Dermeval Araújo Furtado e Aline Costa Ferreira, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Os autores do capítulo são Márcia Grise, Cláudio Barbosa e Pedro Alcântara, da área de transferência de tecnologia em sistemas agrícolas da Embrapa Pesca e Aquicultura. Esta Unidade da Embrapa, além de trabalhos de pesquisa e de transferência de tecnologia nas duas áreas que constam em seu nome, mantém trabalhos em sistemas agrícolas voltados para o Matopiba (região que reúne partes de quatro estados: Maranhão; Tocantins. Piauí; e Bahia). Nesse contexto, aconteceu o projeto citado no livro.

O trabalho com transferência de tecnologias relacionadas à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) começou a ser realizado em 2015 e envolveu diferentes regiões do Tocantins e também o Sul paraense. Destacam-se as parcerias com agentes de assistência técnica e extensão rural tanto da área pública, como da privada. Esses agentes, ao longo do projeto (que durou quatro anos, indo, portanto, até 2018), participaram de uma capacitação coordenada pela Embrapa.

A capacitação, que nesse tipo de projeto tem caráter continuado, alternou teoria e prática. Periodicamente, houve encontros presenciais em que os técnicos tanto tinham acesso a conhecimentos relacionados a ILPF, como compartilhavam suas experiências. Todos os técnicos, para permanecerem no projeto, precisavam instalar e coordenar ao menos uma Unidade de Referência Tecnológica (URT). Nessa área, instalada dentro de alguma propriedade rural, se aplicavam tecnologias adaptadas à região que tivessem potencial para colaborar com o aumento da produção e da produtividade, sempre de maneira sustentável.

Resultados – O projeto de transferência de tecnologias em ILPF coordenado pela Embrapa no Tocantins e no Sul do Pará obteve significativos números. Quase 40 técnicos fizeram parte dos trabalhos e foram instaladas 19 URTs. Além disso, aconteceram 40 eventos (23 dias de campo, dez palestras, cinco capacitações, um seminário e uma oficina). “O projeto foi exitoso em promover divulgação da tecnologia na medida em que alcançou, em seus quatro anos de desenvolvimento, mais de 3000 pessoas e propiciou várias publicações”, escreveram os autores do capítulo no livro recentemente publicado. E seguem dizendo que “o projeto também atingiu seu objetivo de estimular novas demandas por esta tecnologia, pois produtores e técnicos procuram constantemente a equipe gestora com interesse em implantá-la no Tocantins e estados circunvizinhos”.

Acesse a seguir vídeos mostrando os trabalhos com ILPF em três propriedades no Tocantins:

O capítulo escrito pela equipe da Embrapa pode ser acessado neste link. Além de publicado em livro, o trabalho foi apresentado no Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc), ocorrido em setembro do ano passado em Palmas. Foi um dos 24 selecionados, entre quase 700 avaliados. Intitulado “TT ILPF – construindo capacidades e inovando no setor produtivo do Tocantins e Sul do Pará”, compôs a modalidade “experiência profissional / educação / gestão / acessibilidade / sustentabilidade”.
 

Foto: Clenio Araujo
Clenio Araujo (6279/MG)
Embrapa Pesca e Aquicultura

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Em visita ao Brasil, americanos conhecem tecnologias da agricultura tropical – 06/01/2020

Estudantes observam bezerro no sistema de produção de leite da Embrapa

Um grupo de nove estudantes de agronomia da Texas A&M University, dos Estados Unidos, visitou a Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) na manhã desta segunda (6) para conhecer  tecnologias da agricultura tropical.

De acordo com o professor Terry Joe Gentry, esta foi a quarta vez que ele trouxe estudantes de graduação à Embrapa Pecuária Sudeste. “Estamos visitando vários lugares do Brasil e o grupo tem interesse em produção animal. A ideia é expor a eles as novas tecnologias e os diferentes sistemas de produção do país”, explicou Terry.

O grupo, que visitou o sistema de produção de leite, a vitrine de forrageiras e o sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), pode conhecer diferentes tipos de capins utilizados na alimentação animal. No sistema integrado ILPF, os pesquisadores Patrícia Santos e José Ricardo Pezzopane apresentaram dados climáticos e falaram dos benefícios da madeira na integração.

Patrícia também mostrou aos alunos a conectividade no campo, já que naquela área existem instalações que permitem a transmissão de dados de sensores às nuvens. Com essas informações, os pesquisadores da Embrapa monitoram as atividades dos animais – ócio, deslocamento e ruminação – em tempo real. No sistema de leite, o grupo ouviu sobre o manejo, a produção e as forrageiras utilizadas.

 
Foto: Ana Maio
Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Mais informações sobre o tema
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Projeto Amapec implanta 2 mil mudas de espécies florestais – 03/01/2020

Plantio de ipê e grama na fazenda da Ufam

A Embrapa Amazônia Ocidental distribuiu e implantou nos arranjos de sistemas agroflorestais (SAFs) e de Integração Lavoura Pecuária-Floresta (ILPF), durante o ano de 2019, cerca de 2 mil mudas de espécies nativas em propriedades de agricultores parceiros, integrantes do projeto “Estratégias para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar com enfoque em sistemas agroflorestais, ILPF e recuperação de pastagens degradadas na região amazônica (Amapec)”, apoiado pelo Projeto Integrado da Amazônia (PIAmz).

 As mudas foram plantadas em propriedades situadas nos municípios de Autazes, Presidente Figueiredo e Manaus.  As espécies de castanha do brasil, jacareúba, mogno, columbrina, andiroba, tucumã e açaí servirão para recompor a paisagem ou servir de sombreamento nos pastos. Para essa ação houve a parceria do Instituto Excelsa com a doação de 900 mudas de castanheiras, as demais foram produzidas no viveiro da Embrapa.

O projeto Amapec tem por finalidade promover a disseminação de processos/produtos e tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável da agricultura familiar na região amazônica. É composto por quatro projetos componentes envolvendo a capacitação continuada de agentes multiplicadores, validação de tecnologias, publicação de cartilhas e comunicados técnicos e instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), em SAF´s, sistemas ILPF e recuperação de pastagens degradadas na região amazônica para Agricultura Familiar. 

No Amazonas é conduzido pelos pesquisadores Silas Garcia e Rogério Perin, da Embrapa Amazônia Ocidental que planejam para 2020 várias ações de transferência de tecnologia como a realização de cursos, palestras e dia de campo para socializar os conhecimentos entre agricultores, agentes da extensão rural e pesquisadores.

O projeto está ligado ao PIAmz, financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e busca promover a produção e a disseminação de conhecimentos e tecnologias voltadas para a recuperação, conservação e uso sustentável da Amazônia, por meio de apoio a projetos e ações de pesquisa, desenvolvimento, transferência de tecnologia, intercâmbio de conhecimentos e comunicação rural.
Essas ações do projeto também contribuem para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela Organização das Nações Unidas (ONU), mais especificamente para Erradicação da pobreza, Agricultura Sustentável e Redução das desigualdades sociais.

Foto: Silas Garcia 
Maria José Tupinambá (114 DRT-AM)
Embrapa Amazônia Ocidental

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Transferência de tecnologias fortalece cultura do coqueiro no Brasil – 26/12/2019

Pesquisador Lafayette em prática de adubação

A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) promoveu em 2019 uma série de ações para disseminar boas práticas e soluções inovadoras e sustentáveis para a cultura do coqueiro, produto de grande relevância agrícola para o Nordeste e outras regiões. 

Muitas dessas iniciativas fazem parte do projeto ‘Transferência de Tecnologias validadas para a cadeia produtiva do coco’, e integram o conjunto de projetos do arranjo ‘Geração, aprimoramento e transferência de tecnologias para a produção sustentável de coco (TT Brascoco)’.

Bahia
O Assentamento Dois Valles, em Conde, no Litoral Norte da Bahia, vem recebendo agentes da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) para a implantação de uma série de soluções tecnológicas sustentáveis aplicadas à produção de coco, decididas de forma participativa com os agricultores familiares.

Após discutir e validar com os agricultores foi instalada uma Unidade de Aprendizagem em área coletiva dentro do assentamento, cujo arranjo produtivo prevê o consórcio entre diferentes culturas como coco, laranja, banana e maracujá – principais frutíferas produzidas pelas famílias e comercializadas na região. A leguminosa gliricídia também compõe o arranjo e destaca-se como prática de adubação verde do coqueiro – tecnologia Gliricoco, uma alternativa de baixo custo para aumentar o teor de matéria orgânica no solo e melhorar sua fertilidade.

A contribuição técnica da Embrapa foi destaque na segunda edição do Festival do Coco e Florestas Plantadas de Conde, realizado de 6 a 10 de agosto. A Embrapa Tabuleiros Costeiros promoveu durante o festival o lançamento de livros, cursos e dia de campo sobre a cultura do coqueiro, além da participação da reunião da Câmara Técnica do Coco do Estado da Bahia, criada na primeira edição, em 2018. 

No dia de campo realizado durante o festival no Assentamento Dois Valles, os participantes puderam ver de perto diversas soluções integradas, desde a definição das culturas consorciadas, preparo de mudas e solo, práticas de manejo e controle de pragas sem uso de pesticidas químicos, com a solução da armadilha feita com garrafas PET para captura de pragas, aproveitamento da casca para adubação orgânica e muito mais. Tudo construído de forma participativa com os agricultores assentados.

O líder da Associação, César Sousa, destacou a cooperação entre os parceiros da Embrapa e os agricultores familiares. “Esse trabalho conjunto tem dado excelentes resultados, e hoje foi uma grande oportunidade de compartilhar com outras famílias”, afirmou.

Sergipe
Em novembro, agricultores familiares e técnicos do Agreste Sergipano participaram de uma oficina promovida pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) para apresentação de resultados de pesquisas com foco no uso de resíduos do coco como alternativas aplicáveis ao cultivo orgânico de hortaliças. 

No evento realizado em Campo do Brito, a pesquisadora Maria Urbana Nunes apresentou resultados de avaliação da eficiência da biomanta feita com fibra de coco no controle de plantas espontâneas em cultivos de alface, tomate e morango, que contribui para a redução de capinas, manutenção da umidade do solo e diminuição das perdas de produção devido ao contato das plantas e dos frutos com o solo.

A oficina aconteceu em uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa Tabuleiros Costeiros instalada na propriedade do agricultor familiar José Adelson Fonseca, no povoado Garangau. A ação de transferência de tecnologia integra o projeto ‘Desenvolvimento de tecnologias para o aproveitamento da casca de coco seco e verde na geração de insumos’, liderado por Maria Urbana e que conta com a parceria da Cooperativa da Produção Sustentável de Sergipe (Coopersus).

Urbana apresentou a solução da biomanta e outros métodos de aproveitamento dos resíduos do coqueiro durante a “Oficina Resíduo de Coco, de problema ambiental à oportunidade de negócio”, promovida pela Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE) em parceria com a Embrapa Tabuleiros Costeiros e Sebrae, no dia 18 de novembro. 

Ela destacou as formas de aproveitamento da casca como adubo orgânico, organomineiral, biofertilizantes, substratos e cobertura morta (mulching) e compostagem laminar em coqueiro ou outras plantas frutíferas que, além de fonte de nutrientes, reduz a evaporação da água do solo, temperatura do solo, ervas daninhas e os custos com capina e, em muitos casos, evita o contato direto dos frutos e folhas com o solo.

A pesquisadora destacou ainda o substrato denominado coquita, preparado com pó de casca de coco e composto orgânico e enriquecido com o fosfato de rocha hiperfosfato de gafsa, utilizado para produção de mudas.

Sergipe também foi palco de cursos e capacitações sobre a cultura do coqueiro, a exemplo de ‘Controles de Praga para Cultura do Coqueiro’, realizado em parceria com a Codevasf no Povoado Santa Cruz – Projeto Cotinguiba, em outubro em Propriá. A parceria com a Codevasf rendeu também os cursos ‘Controles de Doenças para a Cultura do Coqueiro’ e ‘Compostagem: Conhecendo e reaproveitando os resíduos agrícolas’, realizados ao longo do mês no mesmo local.

Além do controle de pragas e doenças com alternativas como a Armadilha Pet e outras soluções, os agricultores conheceram técnias de adubação e se familiarizaram com o software FertOnline, desenvolvido pelo pesquisador Lafayette Sobral, que calcula os níveis de adubação necessário para o plantio de coqueiro e outras culturas com base nas análises de solo e folha.

Alagoas
Em agosto, participantes do encontro ‘ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA’ visitaram a Fazenda Bolandeira, em Jequiá da Praia, onde o produtor Lucas França, por meio de intercâmbio técnico com agentes da Embrapa Tabuleiros Costeiros, implantou uma Unidade de Referência Tecnológica de integração entre coqueiro mestiço, pastagem para o gado de corte e a leguminosa arbustiva gliricídia.

“Desde que implementamos o sistema aqui na propriedade, tem sido impressionante o ganho de produtividade dos coqueiros, sem falar da qualidade do pasto e da redução de custos com adubo nitrogenado e suplementação para os animais por conta d gliricídia”, revela França.

Essas estratégias buscam maior sustentabilidade dos pontos de vista econômico, por reduzir os custos de produção, e ambiental por fazer uso da terra com cobertura e preservação dos solos e também reduzir a necessidade de insumos químicos e de controle de pragas por tratar-se de um sistema integrado com várias culturas em constante simbiose.

Ceará
Em mais uma edição da Feira Nacional do Coco (Fenacoco), de 6 a 9 de novembro em Fortaleza (CE), a Embrapa teve participação efetiva de pesquisadores de diversas Unidades, que realizam pesquisas agronômicas e agroindustriais com foco no incremento da cocoicultura.

O chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Marcelo Fernandes, participou da abertura da feira, e fez o lançamento oficial dos dois mais novos livros da Embrapa sobre a cultura – ‘Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas – Coco: o produtor pergunta, a Embrapa responde’ e ‘A Cultura do Coqueiro no Brasil – 3ª Edição’.

Apresentações de pesquisadores e analistas da Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE) e da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) integraram a programação, com informações e debates atuais sobre soluções tecnológicas para as demandas dos produtores brasileiros.

Pará
Por conta da instalação e expansão da Sococo, a maior fabricante de derivados de coco do Brasil, no Pará, o estado assumiu papel de protagonista entre os grandes produtores do país, ficando atrás apenas dos líderes Bahia, Sergipe e Ceará, representando 12% da produção nacional em 2017, segundo dados do IBGE. 

A contribuição da Embrapa nessa caminhada recebeu um importante reconhecimento em dezembro. A pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros Joana Ferreira, experiente especialista em pragas do coqueiro, recebeu uma homenagem especial da empresa Sococo durante a cerimônia de comemoração dos 40 anos da atuação da empresa no Pará.

Joana recebeu o prêmio de ‘Madrinha’ da organização, e a Embrapa recebeu a distinção de ‘Instituição de Pesquisa Parceira’, no evento que ocorreu no domingo (15) na fazenda da Sococo em Moju, no Nordeste do Pará, onde a empresa implantou em 1979 um grande projeto agrícola, com mais de 20 mil hectares de área plantada.

Entre suas grandes contribuições para o tema estão a armadilha plástica feita com garrafas pet para captura da broca-do-olho (Rhynchophorus palmarum), uma importante praga do coqueiro no Brasil, protocolos de controle de ácaros do coqueiro com uso de óleos vegetais combinados com detergentes neutros biodegradáveis e estudos dos aspectos bioecológicos e manejo do ácaro-da-necrose-do-coqueiro.

Outros estados
O Espírito Santo e Minas gerais, que ao longo dos últimos anos têm aumentado sua produção de coco e ganhado maior destaque no cenário nacional, tiveram capacitações para identificação de pragas e doenças.

Em junho, técnicos do Ministério da Agricultura em Minas e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) participaram, em Belo Horizonte, de capacitação para identificação do amarelecimento letal do coqueiro – perigosa doença quarentenária ainda não presente no país – e de técnicas de amostragem e Levantamento de insetos vetores.

Em novembro, Fiscais Federais do Mapa e da Agência de Defesa Vegetal do Estado do Espirito Santo receberam, em Linhares, a capacitação para identificação da doença, dos potenciais vetores com ênfase em levantamento, coleta de amostras de plantas para análise molecular e harmonização dos procedimentos previstos nos planos de contingência para amarelecimento letal do coqueiro.

Foto: Paulo Sérgio Mota 
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

Contatos para a imprensa
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Telefone: (79) 4009-1381

 

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