Pecuária 4.0 será foco de visita à Embrapa Pecuária Sudeste durante SIAGRO – 03/12/2019

Pesquisador monitora condições micoclimáticas na área de ILPF

Tecnologias para a produção pecuária 4.0 estarão em foco durante visita de participantes do Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária (SIAGRO 2019) à Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP).

Nesta quarta-feira, 04 de dezembro, a partir das 16h, os visitantes vão conhecer soluções tecnológicas para mitigação de gases de efeito estufa (GEE) e redução do impacto ambiental, como o bebedouro automatizado e os cochos eletrônicos Greenfeed e Growsafe. O equipamento Greenfeed coleta dados sobre emissão de metano pelos bovinos. O Growsafe mede a quantidade consumida de alimentos e o bebedouro dimensiona o consumo de água pelo gado. Pesquisadores interpretam essas informações para indicarem sistemas de produção mais sustentáveis e mitigadores de GEE, tais como dietas mais eficientes e práticas para uso racional da água na pecuária.

No centro de manejo de boas práticas, os visitantes vão ver de perto como a conectividade pode agilizar as práticas de manejo, garantir bem-estar animal e, ainda, possibilitar segurança alimentar. Todos os animais da fazenda possuem um microchip para identificação eletrônica. Com isso, as informações do animal desde o seu nascimento podem ser rastreadas.

Outra parte da visita vai mostrar o sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Nessa área, os pesquisadores avaliam a viabilidade técnica, ambiental e econômica dos modelos integrados de produção. São monitoradas as condições microclimáticas para verificar o efeito das árvores no ambiente, no bem-estar animal, na produção da pastagem e nas culturas anuais. Também é calculado o balanço entre a emissão dos GEE e o acúmulo de Carbono dos sistemas.

Todas as tecnologias possibilitam a coleta de dados precisos que são transformados em informações técnicas, recomendações, produtos e serviços para uma pecuária sustentável e eficiente do ponto de vista ambiental, social e econômico.

Serviço

Visita à Embrapa Pecuária Sudeste – Siagro 2019
Data: 04 de dezembro
Horário: 16h15 às 18h
Endereço: Rodovia Washington Luiz, Km 234 s/nº, Fazenda Canchim, São Carlos (SP).

 
Foto: Gisele Rosso 
Gisele Rosso (MTb/3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Sistemas integrados melhoram em até cinco vezes a produtividade de carne – 02/12/2019

Como passar de 4 a 6 arrobas de carne por hectare ao ano para uma produtividade pecuária de 20 a 30 arrobas por ha/ano? Para o pesquisador Luiz Adriano Maia Cordeiro, da Embrapa Cerrados, a resposta é intensificação sustentável dos sistemas de produção. Segundo ele, as tecnologias, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e recuperação de pastagens são formas de promover essa intensificação com maior eficiência, menor pressão por abertura e desmatamento de áreas florestais, maior produção com melhoria da qualidade ambiental (água, solo, biodiversidade, etc.) e com incremento na produtividade.

Durante o V Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo, coordenado pela Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos) e pelo Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (GELQ – Esalq/USP), Cordeiro apresentou resultados de pesquisas da Embrapa com sistemas integrados de produção.

Em experimentos realizados, após a integração com lavoura e pecuária (ILP), a produtividade de carne aumentou cinco vezes.

A integração combina atividades agrícola, pecuária e/ou florestal na mesma área formando um único sistema. “A gestão é mais exigente, porém é mais eficiente. É uma forma do produtor rural otimizar o uso da área”, destaca o pesquisador.

Para a pesquisadora Marcela Vinholis, da Embrapa Pecuária Sudeste, os fatores financiamento, orientação técnica e pesquisa interferem na decisão do pecuarista de diversificar a produção agropecuária e, assim, contribuem para a ampliação da adoção desses modelos.

Nos dois dias do simpósio, 29 e 30 de novembro, especialistas de diversas áreas e instituições apresentaram benefícios e desafios da integração. Além da diversificação da produção, melhora da renda do produtor, bem-estar animal e diminuição dos riscos financeiros, os sistemas integrados têm potencial para recuperar áreas degradadas, reduzir a emissão de gases de efeito estufa, aumentar a retenção de água no solo, realizar a reciclagem de nutrientes, aumentar a atividade biológica do solo e reduzir o uso de fungicidas, herbicidas, etc.

Para o coordenador de projetos na área de clima e cadeias agropecuárias, Lisandro Inakake de Souza, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), é redundante falar em sustentabilidade com ILPF. Em sua visão, é preciso fortalecer essas iniciativas porque têm impactos práticos no setor agropecuário. “Para mim, ILPF é um desdobramento de uma perspectiva mais sustentável da agropecuária. Você adotar práticas de integração visando à eficiência produtiva deveria ser natural, deveria ser o entendimento geral de quem promove a agropecuária no Brasil, porque você tem resultados positivos para o produtor e para a cadeia. Intensificação sustentável é o caminho”, ressaltou Souza, um dos especialistas do simpósio.

De acordo com o pesquisador Ladislau Araújo Skorupa, da Embrapa Meio Ambiente, estima-se que atualmente a área de ILPF no Brasil está entre 14 e 15 milhões de hectares. Em 2030 a previsão é de que o país tenha 30 milhões de hectares.

Pecuaristas buscam informações

Os produtores que participaram do simpósio estavam em busca de informações para iniciar o processo de integração em suas propriedades.

Eric Giacom, que tem uma área de 50 hectares em Altinópolis (SP), com cana, laranja e gado de corte, pretende usar a ILP para melhorar a qualidade do solo e, assim, aumentar a produtividade. O futuro agrônomo, Vinícius Madeiro, de São Paulo (SP), adquiriu uma fazenda em Descalvado com plantação de cana e está reestruturando a propriedade de 24 ha para produção de leite integrada com lavoura (ILP). Renata Aulicino, que também tem uma fazenda em Descalvado, com mais de 300 ha, ainda está estudando o melhor modelo. Ela pensa em uma forma de integrar a área de abacate, com pecuária e lavoura (ILPF). O médico Carlos Garcia possui uma área de 4.600 ha em Mato Grosso e quer intensificar 2 mil ha com ILP e 50 ha com ILPF. “Minha dificuldade para a mudança de sistema está em encontrar mão de obra especializada para esse tipo de empreitada”, conta.

Para esses pecuaristas que ainda não implantam o sistema, o simpósio foi uma oportunidade para conhecerem os desafios e vantagens da integração.

Simpósio

Durante os dois dias, cerca de 50 técnicos, pecuaristas e estudantes assistiram às palestras e participaram do dia de campo na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). No primeiro dia, os especialistas abordaram principais metodologias, inovações e soluções, adoção no Brasil, ILPF nos solos arenosos do Oeste Paulista, intensificação sustentável do uso do solo, conforto térmico de bovinos em pastagens arborizadas e sustentabilidade da pecuária com ILPF. No sábado (30), pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste demonstraram na prática a intensificação sustentável em sistemas de ILPF.

Foto: Gisele Rosso 

Gisele Rosso (MTb/3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Curso de ILPF chega a sua 8ª edição – 01/12/2019

Aspectos gerais e específicos dos sistemas integrados de produção estarão na capacitação.

Caso de sucesso de fazenda mato-grossense é um dos destaques

A oitava edição do Curso de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) acontecerá esta semana, entre os dias 3 e 5 de dezembro, na Embrapa em Campo Grande (MS). Produtores, técnicos e acadêmicos terão contato, em 20 horas, com aspectos gerais e específicos dos sistemas integrados de produção em companhia de pesquisadores da área.

“É um curso que atende a demanda constante por capacitação técnica em ILPF. Este ano a dinâmica será diferente, pois reduzimos o número de apresentações para acrescentar, ao final de cada período, um espaço para discussões, troca e dúvidas. Será um curso mais enxuto, mas com maior possibilidade de interação”, conta um dos coordenadores do treinamento, Roberto Giolo de Almeida, pesquisador da Embrapa.

Ele comenta que os monitores são especialistas da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande,MS), Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Florestas (Colombo, PR) e Caprinos e Ovinos (Sobral, CE). A equipe falará sobre marco referencial, customização, rentabilidade, adubação, espécies forrageira e florestal, manejo de pastagem, culturas, nutrição animal e produção de ovinos em ILPF.

Outro destaque, segundo Giolo, é a participação do produtor Ricardo Arioli Silva que contará o caso de sucesso de sua propriedade, situada  em Campo Novo do Parecis (MT). Arioli e seu irmão Rogério investem no Sistema Santa Fé e, nos últimos anos, reforçaram o componente ‘boi’ na propriedade. O Sistema Santa Fé baseia-se no cultivo consorciado de culturas anuais com forrageiras, em Sistema Plantio Direto (SPD), permitindo o uso intensivo das áreas, com aproveitamento durante todo o ano. 

A fazenda tinha duas safras, uma de soja e a segunda de milho, girassol e sorgo. Com planejamento, os irmãos fizeram da pecuária de corte a terceira safra. “Percebemos que é uma atividade a mais na propriedade e que pode aumentar a lucratividade e trazer estabilidade entre os períodos de chuvas e seca”, afirma Ricardo Arioli. Com confinamento e semiconfinamento, a recria é outra aposta dos produtores.

Arioli ainda afirma que, dependendo do mercado de milho, o negócio gado pode tornar-se a segunda safra e, com o manejo correto, a pecuária de corte apresenta-se mais lucrativa até que a soja. Por fim, ele destaca o salto de produtividade do grão com a introdução da braquiária nas áreas. “A integração é uma prática que se encaixou em nossa propriedade. É um diferencial”, resume. 

O encerramento do curso será em formato de dia de campo, na Fazenda Boa Aguada em Ribas do Rio Pardo (MS), parceira da Embrapa, local onde está instalada a primeira Unidade de Referência Tecnológica (URT) dedicada à marca-conceito Carne Carbono Neutro.

 

Serviço: Curso de ILPF

Data: 3 a 5 de dezembro

Local:  Embrapa Gado de Corte, avenida Radio Maia, 830, Zona Rural, Campo Grande (MS)

Informações: www.embrapa.br/gado-de-corte e eventos.embrapa@fundapam.com.br 

 
Foto: Breno Lobato 
Dalízia Montenário de Aguiar (MTb 28/03/14/MS)
Embrapa Gado de Corte

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Embrapa valida zoneamento de consórcio de milho com braquiária para Mato Grosso – 29/11/2019

Nesta segunda-feira dia 2, às 14h, a Embrapa fará, na sede da Famato, em Cuiabá (MT), uma reunião técnica para apresentar ao setor produtivo e validar o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) para consórcio de milho com braquiária. O evento é uma oportunidade para que produtores, representantes de entidades de classe e consultores técnicos contribuam com o Zarc com informações sobre as experiências com o cultivo em cada região do estado.

O Zarc traça o risco de se produzir determinada cultura em diferentes épocas de plantio em cada região do estado. Ele serve de guia para instituições de crédito e seguro rural para a liberação de financiamento agrícola.

A construção do zoneamento é feita com base em pesquisas e leva em consideração o tipo de solo e o regime pluviométrico da região, além do ciclo da cultura e das cultivares utilizadas.

O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Cornélio Zolin explica que com esses dados são feitas as primeiras simulações de risco. Após isso, é preciso validar com o setor produtivo.

“Essa reunião técnica é importante pois é nela que o produtor pode verificar se o resultado da simulação condiz com o que ele observa no campo. Caso haja divergências, ajustes são feitos na modelagem”, explica.

Para essa reunião foram convidados representantes de sindicatos rurais de todas as regiões do estado, alguns produtores rurais, técnicos e representantes de instituições de pesquisa agropecuária. Além da participação presencial, também será possível participar via videoconferência.

Assim como foi feito na revisão do zoneamento das culturas da soja, milho, algodão, arroz e feijão-caupi, o zoneamento do consórcio de milho com braquiária conta com três faixas de risco, de 20%, 30% e 40%. Com isso, os agricultores que quiserem, podem plantar fora da faixa ideal, arcando com um risco maior, mas ainda assim sendo contemplados pelas linhas de crédito e de seguro. Para isso, entretanto, os valores cobrados são proporcionais ao aumento do risco de frustração de safra.

Este será o primeiro zoneamento de risco climático para o consórcio de milho com braquiária em Mato Grosso. A técnica é usada tanto por produtores que buscam obter palhada para sistema de plantio direto, quanto para produtores que fazem integração lavoura-pecuária (ILP) ou integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e visam a formação de pastagem.

A previsão é que o ZARC do consórcio de milho com braquiária seja publicado ainda em 2019, para já entrar em vigor para a safra atual.
 

Foto: Gabriel Faria
Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Embrapa assina acordo para integração de dados do desempenho ambiental das cadeias de produção animal e agrícola – 28/11/2019

Reunião que antecedeu a assinatura do acordo contou também com parte do corpo técnico de ACV da Embrapa.

Pesquisa vai gerar bases de dados e aprimorar metodologia de análise de ciclo de vida e de uso da terra na produção de insumos do setor de alimentação animal, adequadas à realidade brasileira
Um acordo assinado quarta-feira, 27 de novembro, na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), vai permitir a revisão dos dados e protocolos de Análise de Ciclo de Vida (ACV) internacionais, que avaliam a sustentabilidade da produção agropecuária brasileira. O acordo foi celebrado pelo Sindirações, ABPA, Abiove, além da Embrapa.

Um acordo assinado quarta-feira, 27 de novembro, na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), vai permitir a revisão dos dados e protocolos de Análise de Ciclo de Vida (ACV) internacionais, que avaliam a sustentabilidade da produção agropecuária brasileira. O acordo foi celebrado pelo SindiraçõesABPAAbiove, além da Embrapa.

A iniciativa, que tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é um esforço conjunto que reúne a iniciativa privada, pesquisa e governo para fomentar a execução de pesquisa agropecuária que irá adaptar e integrar dados de desempenho ambiental, como o inventário de ciclo de vida de insumos para ração animal produzidos no país e, com isso, possibilitar um alinhamento destas informações com os bancos de dados internacionais, como a  Livestock Environmental Assessment and Performance Partnership – LEAP ou o Global Feed LCA Institute (GFLI).

O objetivo é que a equipe de ACV da Embrapa, baseada no vasto conhecimento e informações científicas sobre a agropecuária brasileira, desenvolva modelagem para demostrar, com melhor acurácia, as realidades de sustentabilidades inerentes ao sistema produtivo agropecuário do país. A interação e a publicação em bancos de dados internacionais é a melhor forma de fazer chegar à comunidade internacional informações e dados dos produtos agrícolas e pecuários gerados a partir das características da produção brasileira.

Participaram da formalização da parceria o chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi; a pesquisadora e coordenadora do grupo de ACV da Embrapa, Marília Folegatti; o diretor de Relações internacionais da ABPA, Ariel Mendes; o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani; a coordenadora de sustentabilidade da ABIOVE, Cindy Moreira, além do assessor especial para assuntos ambientais do Mapa, João Adrien e de parte da equipe técnica da Embrapa que irá conduzir os trabalhos.

Adrien ressaltou que os resultados a serem apresentados pela pesquisa da Embrapa irão ao encontro da promoção da agropecuária brasileira no cenário internacional, uma vez que poderá demonstrar as realidades do setor produtivo, que é baseada em tecnologias tropicais, com legislação e métodos diferenciados de outros países e que entrega contribuições únicas para a sustentabilidade e que nem sempre são contabilizadas. Conforme ele, há um desconhecimento por parte de alguns organismos multilaterais, que discutem a sustentabilidade da agropecuária global, sobre o cenário da produção brasileira, onde as especificidades não são consideradas. Assim, a iniciativa vai contribuir muito para o posicionamento do governo brasileiro junto aos organismos internacionais, de forma a agregar valor à carne brasileira, que possui níveis de sustentabilidade muito distintos dos competidores.

O assessor do Mapa ainda lembrou que, globalmente, muitos países desenvolvidos possuem tendência a desenvolverem métricas e indicadores de sustentabilidade a partir de suas realidades e que levam, de alguma maneira, a criação de barreiras não tarifárias ao comércio internacional. “Se não formos proativos, essas medidas podem prejudicar a nossa imagem no mercado internacional. Por trás de questões ambientais existe toda uma geopolítica atuante, com a qual devemos nos atentar”.

Ariovaldo Zani, CEO da Sindirações, ressaltou que as pesquisas que irão adequar as bases de dados e a metodologia de ACV para a realidade brasileira, com vistas à revisão de sustentabilidade do setor, são uma demanda de mais de dois anos e extremamente pertinentes, uma vez que os métodos internacionais não ponderam a nossa realidade com a devida justiça.

“Espera-se, com a revisão, melhorarmos significativamente os nossos índices produtivos, com impactos positivos nas exportações”, disse.

A pesquisadora da Embrapa Marília Folegatti salienta que o esforço conjunto “concorre para a defesa dos nossos produtos agrícolas e pecuários no mercado internacional”.

Ariel Mendes, diretor de Relações internacionais da ABPA, destaca que o Brasil está “preparado para fazer poeira e não para comer poeira”, ou seja, podemos ser influenciadores do desenvolvimento sustentável e não ficar refém e só atendermos às demandas de fora.

Já Marcelo Morandi da Embrapa, enfatiza que o real valor do investimento em ciência, muitas vezes só é percebido pela sociedade quando os resultados se transformam em impacto, em nova forma de ver ou interagir com o mundo, de gerar novos negócios ou inovar nos tradicionais, agregando renda, empregos e sustentabilidade. “Esse é o objetivo de trazer para a discussão os diversos atores do setor produtivo, a pesquisa e o poder público, como estabelecido nesta parceria”.

Além da equipe da Embrapa Meio Ambiente, participam também da iniciativa pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP).

Agricultura tropical
O Brasil tem se destacado mundialmente pela expansão da produção agrícola com maior preservação dos recursos naturais. A intensificação produtiva tem sido promovida por meio de conhecimentos, inovações e tecnologias agrícolas, que aumentam rentabilidade e minimizam impactos ambientais. Nossa agricultura tropical é baseada em métodos, legislação e conceitos muito particulares, quando comparada a outros países produtores.

Código Florestal, Sistemas Integrados de Produção (ILPF), Fixação Biológica de Nitrogênio, Plantio Direto, Agricultura de Baixo Carbono e outras técnicas produtivas, com viés de sustentabilidade são a base da produção rural.

Tecnologias voltadas para a produção sustentável são desenvolvidas por órgãos de pesquisa, seja por meio da Embrapa, universidades ou organismos estaduais de pesquisa e mesmo pelo setor privado. Tais esforços visam reduzir o uso de insumos, ou seja, defensivos e fertilizantes, água e combustíveis, diminuindo a emissão de Gás de Efeito Estufa (GEE), que agregam ao agronegócio nacional uma posição de destaque no cenário global de sustentabilidade produtiva e de competitividade.

É justamente nesse contexto que a revisão dos dados e metodologia de ACV e de uso da terra (LUC) irá buscar elementos para destacar as qualidades do sistema produtivo brasileiro no cenário internacional.

 
Foto: Marcos Vicente – Embrapa
Marcos vicente (MTb 19.027/MG)
Embrapa Meio ambiente

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Chefe-geral da Embrapa Agroenergia fala sobre bioeconomia e pesquisa na Câmara dos Deputados – 29/11/2019

Chefe-geral da Embrapa Agroenergia falou sobre bioeconomia e as pesquisas da Embrapa

O chefe-geral da Embrapa Agroenergia Guy de Capdeville participou no dia 28 de novembro de audiência pública na Comissão Externa de Política para Integração Meio Ambiente e Economia da Câmara dos Deputados. Ele falou sobre o tema “bioeconomia” e detalhou os projetos desenvolvidos pela Embrapa dentro desta nova lógica econômica.

A palestra de Guy focou nas inúmeras soluções oferecidas pela biodiversidade brasileira para o mercado da bioeconomia, que prega a utilização de fontes renováveis e o aproveitamento total dos resíduos, ou seja, uma economia circular. “A ciência está aí para provar que podemos transformar e produzir moléculas em escala sem destruir a nossa biodiversidade”, destacou.

Entre as principais ações realizadas pela Embrapa no contexto da bioeconomia, Guy citou as pesquisas que prospectam moléculas para as indústrias de defensivos agrícolas, farmacêutica, de nutrição humana e animal, e de microrganismos fixadores de nitrogênio. “Trabalhamos com agregação de valor à biomassa, resíduos e efluentes, pois é possível ganhar dinheiro com isso”, disse.

Ele citou o exemplo da vinhaça, resíduo do etanol. Segundo Guy, a cada litro de etanol são produzidos 14 litros de vinhaça, que é utilizada na agricultura como adubo. Porém, em alta concentração, a vinhaça saliniza o solo, prejudicando seu potencial fértil. Com o uso das microalgas, a ciência descobriu que é possível reduzir a concentração de substâncias da vinhaça, o que permite que ela seja utilizada para adubar o solo sem causar dano. Além disso, a biomassa das microalgas também pode ser utilizada para a produção de biocombustível, ração animal e para a extração de açúcar. 

Sobre os resíduos da própria agricultura, Capdeville mencionou espécies vegetais como a cana-de-açúcar, o capim-elefante e as tortas de algodão e pinhão-manso, detentores de alta concentração de açúcar em suas moléculas, sendo úteis, portanto, para a cogeração de energia, fabricação de nanofibras, plástico, etanol de segunda geração, tubos de PVC entre outras aplicações. “Para se ter uma ideia, metade de todo o açúcar da cana está em seu bagaço”, disse, chamando a atenção para a riqueza química deste resíduo. 

O chefe-geral da Embrapa Agroenergia citou ainda alguns ativos tecnológicos disponíveis na Vitrine de Tecnologias da Embrapa Agroenergia, como moléculas para o controle de pragas, corantes obtidos a partir de recursos genéticos como o dendê, fungos utilizados como biofábricas, pesquisas com microalgas e leveduras e o uso biotecnológico de metagenomas.
  
“Já é possível sintetizar algumas enzimas importantes para a indústria presentes na biodiversidade. Os caprinos, por exemplo, fazem a desconstrução de biomassa alimentar de maneira muito eficiente. Com a metagenômica, podemos analisar o DNA das espécies microbianas que habitam o rúmen destes animais, identificar as sequências que formam essas enzimas e reproduzi-las em laboratório”, explicou.  

Busca de novas espécies e pequenos produtores

Capdeville também falou da importância de se buscar espécies na biodiversidade brasileira para desenvolver novas matérias-primas para a indústria. Na Embrapa Agroenergia, por exemplo, há estudos com canola, pinhão-manso, soja, cana-de-açúcar, algodão e palmeiras de produtividade, como a macaúba.

“Pretendemos estimular a criação de núcleos regionais para a produção de matérias-primas em parceria com os pequenos produtores, utilizando o modelo de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Ou seja, ao mesmo tempo em que o agricultor planta culturas de ciclo anual para a sua subsistência, ele cultiva, por exemplo, a macaúba, que demora entre 5 e 7 anos para crescer mas tem potencial de gerar alta renda”, explicou Capdeville. 

Políticas públicas e novos mercados para a bioeconomia

Capdville enumerou algumas ações que, segundo ele, serão necessárias para que o Brasil se torne forte na bioeconomia. Ele destacou a necessidade de se estruturar políticas públicas para a exploração da biodiversidade; a abertura de novos mercados; a modernização das biorrefinarias e a elaboração de programas de pesquisa fortes suportados por parcerias público-privadas e fundos públicos e privados como forma de fomento para o avanço da ciência e tecnologia.

“Para desenvolver a bioeconomia, precisamos de um novo modelo de usinas e refinarias dentro desta nova lógica que é a bioeconomia. Daqui a 20 ou 30 anos precisaremos de matérias-primas e por isso temos que trabalhar agora”, prevê Capdeville.

Audiência resultará em relatório

A audiência pública aconteceu na Comissão Externa de Política para Integração Meio Ambiente e Economia da Câmara dos Deputados e debateu o tema “Potências regionais da biodiversidade brasileira”. O deputado Paulo Ganime (RJ), que presidiu a audiência, disse que as informações compartilhadas na audiência servirão de base para a formulação de um relatório sobre a qualidade da execução e os impactos socioeconômicos das políticas públicas ambientais, com vistas a propor políticas para a integração meio ambiente e economia nacional.  

Além de Capdeville, participaram o secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Brigadeiro Eduardo Camerini e o coordenador-geral de Extrativismo do Departamento de Estruturação Produtiva da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa), Marco Aurélio Pavarino.

Para assistir a íntegra da audiência, clique aqui.

Foto: Alexandre Alonso 
Irene Santana (Mtb 11.354/DF)
Embrapa Agroenergia

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Semiárido Show encerra oitava edição com mais de 3 mil pessoas capacitadas – 29/11/2019

Estande da Embrapa

Com quatro dias intensos de programação técnica, a oitava edição do Semiárido Show chegou ao fim cumprindo o objetivo de levar aos produtores, estudantes e técnicos da região as mais diversas inovações desenvolvidas para a convivência com o Semiárido brasileiro. Com números expressivos, a iniciativa contou com 70 treinamentos, entre minicursos, palestras e oficinas, capacitando mais de 3 mil pessoas.  O evento foi realizado pela Embrapa em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), e apoio de diversas instituições.

Toda a estrutura da feira foi montada em uma área de 20 hectares da Embrapa, em Petrolina- PE, que recebeu mais de 10 mil visitantes.  No campo, foram instaladas 35 unidades demonstrativas, com exposição de 70 tecnologias. Na área reservada à Vila da Economia Solidária, o público pôde conferir cerca de 32 expositores ligados a cooperativas regionais, que comercializaram doces, bebidas e artesanatos.

Para a Chefe Adjunta de Inovação da Embrapa Semiárido e coordenadora da feira, Lúcia Kiill, a oitava edição foi um sucesso, com uma programação diversificada que rendeu comentários satisfatórios do público, caso da estudante de agronomia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Hanna Alcântara, em sua terceira visita ao evento.

“Já participei das edições de 2015, 2017 e agora 2019. É interessante ver que o Semiárido Show mantém sua origem técnica, trazendo a cada ano coisas inovadoras para quem trabalha no campo”. A estudante conta que conseguiu participar de boa parte da programação. “Fiz diversos minicursos, visitei estandes e unidades demonstrativas, e cada lugar desses foi agregador ao meu conhecimento”, diz.

Além do público local, o Semiárido Show recebeu caravanas de estados como Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e muitos outros. Edinalva Aparecida, técnica em agropecuária, veio na caravana da Bahia e aproveitou o dia pela feira para conhecer as novidades para o setor. “Infelizmente, não dá para ver tudo em pouco tempo, então foquei em conhecer os estandes e as tecnologias que a Embrapa está oferecendo para a nossa região”.

De acordo com Lúcia Kiill, muitas novidades que estiveram na programação deste ano já estão sendo cotadas para a próxima edição da feira, em 2021. O leilão de animais e a parceria com a FAO estão na lista. “A participação da missão internacional da FAO foi muito interessante para nós e para os países dos corredores secos da América Latina, essa troca de experiências é enriquecedora e nós queremos mantê-la”.

Debate sobre as dinâmicas de desenvolvimento regional

O tema do Semiárido Show foi destacado na programação do evento por meio do Seminário ‘Dinâmica de Desenvolvimento Regional e Inteligência Territorial’.  Com a presença de autoridades, o Seminário buscou ampliar o debate sobre as estratégias para construção de planos regionais e elaboração de políticas públicas com foco no desenvolvimento rural do Nordeste.

Na programação, foi apresentado o Plano de Ação para o Nordeste – o AgroNordeste, além do lançamento do Livro: “Tecnologias de Convivência com o Semiárido brasileiro”, uma parceria entre a Embrapa e o BNB.

Estande da Embrapa

Com uma área de 600 metros quadrados, o estande institucional da Embrapa trouxe a exposição de tecnologias, produtos e serviços envolvendo 15 unidades da Empresa.  No local, foram apresentados produtos da biodiversidade da caatinga, como o doce de umbu e o fermentado de maracujá do mato; novas cultivares, como a banana BRS Princesa; alimentos biofortificados; metodologias de avaliação para a ovinocultura; equipamentos de irrigação; mostruário de grãos; o algodão colorido, maquetes do Sisteminha Embrapa-UFU-FAPEMIG, criação de galinha caipira e gestão da água no semiárido, entre outras tecnologias

O espaço contou ainda com o Túnel do sistema iLPF (integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que utiliza tecnologia de realidade aumentada para proporcionar uma experiência virtual sobre o funcionamento do sistema. A Livraria Embrapa também marcou presença no estande, disponibilizando para venda e doação publicações técnicas da Embrapa.

Lançamentos:

Além da programação intensa de cursos e palestras, a feira trouxe a apresentação de novas publicações e aplicativos da Embrapa. Conheça os lançamentos que ocorreram durante o evento e que já estão disponíveis para o público:

Livro ‘Agricultura Familiar Dependente de Chuva no Semiárido’: A obra reúne soluções tecnológicas e alternativas aplicáveis aos principais sistemas de produção agropecuários adotados pelos agricultores familiares na região. Oferece uma abordagem descritiva sobre as culturas agrícolas, o uso da água para produção de alimentos, o manejo e a conservação dos solos, as potencialidades da biodiversidade da Caatinga e a produção animal em áreas dependentes de chuvas. Disponível para download gratuito em: https://bit.ly/34Y0M6D

Livro ‘Tecnologias de Convivência com o Semiárido brasileiro’: Em linguagem simples e acessível, a publicação apresenta informações atualizadas sobre as principais alternativas tecnológicas para a convivência do homem com as condições de semiaridez. Promove ainda uma reflexão sobre o desenvolvimento agrícola da região, destacando os diferentes ambientes do Semiárido, suas potencialidades e limitações. A obra é fruto da parceria entre a Embrapa e o Banco do Nordeste (BNB). Disponível para download gratuito em: https://bit.ly/2XesIjM

Livro ‘Produção de Caprinos no Brasil’: A obra aborda temas como produção de leite e carne, sistemas de produção, genética, alimentação, reprodução, sanidade e comercialização. Discorre também sobre a importância da carcaça e do couro caprino. Disponível para venda na Livraria Embrapa: http://bit.ly/2NL0WbC

BioSemeie – aplicativo para dispositivos Android para gestão de casas de sementes crioulas: Uma ferramenta útil para o gerenciamento de estoques de sementes e sistematização do catálogo de sementes com suas características morfológicas e adaptativas. O aplicativo permite registro de entrada e saída de sementes, gera relatório completo de cada casa e possibilita a integração entre elas. Disponível para download na PlayStore: https://bit.ly/32MJJ67

Aplicativo AgroPragas Maracujá: Auxilia na identificação e no controle das principais doenças e insetos-praga que acometem a cultura do maracujazeiro. Pode ser utilizado em diferentes momentos durante o desenvolvimento das plantas. A tecnologia pode ser acessada off-line, basta o usuário baixar o aplicativo no celular ou em outro dispositivo móvel. Disponível para download na PlayStore: https://bit.ly/33OHRuC

Apoio

O Semiárido Show é apoiado pelas seguintes Instituições: Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo); Ministério da Cidadania (Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva Rural); Ministério do Desenvolvimento Regional (Secretaria de Desenvolvimento Regional e Urbano e Secretaria Nacional de Segurança Hídrica);  Instituto Federal Sertão-PE; Univasf; Ibama; Sudene; Chesf; Banco do Brasil; BNB; BNDES; FAO/ABC; Secretaria de Turismo e Lazer/Gov Pernambuco; Emater/Governo do Estado do Piauí; Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF)/ Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR)/ Governo do Estado da Bahia; Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR); Projeto Bahia Produtiva; Grupo Banco Mundial; Pró Semiárido; Fida/IICA/Programa Semear Internacional; Bem Diverso/ PNUD/ Gef; Prefeitura de Petrolina; Programa Água Doce; CNA, Senai; Senar; Sebrae; Sesc; Senac; IRPAA e ASA.

 
Foto: Saulo Coelho 
Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Semiárido

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Dia de campo de ILP mostra desempenho de pastagens na zona de amortecimento do Taim – 27/11/2019

Um dia de campo para mostrar os benefícios da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) em áreas de pastagens no entorno da zona de amortecimento do Taim –  área que une preservação ambiental e sistemas de produção ao integrar lavoura e pecuária – está agendado para acontecer nesta próxima semana, dia 3 de dezembro. A Embrapa e parceiros irão oportunizar que os agricultores e pecuaristas possam acompanhar os resultados in loco especialmente para o manejo das pastagens de quatro anos de sucessão.

O projeto experimental instalou em 2015 uma unidade demonstrativa para acompanhar o manejo sustentável integrado à lavoura-pecuária, que naquela época, já apresentou muitas vantagens para o ambiente e para a produção pecuária. Segundo o pesquisador Jamir Silva, este manejo garante menos uso de agroquímicos e maior produtividade do rebanho.

O programa do dia prevê às 13h a recepção aos participantes, e partir das 13h15 acontece a visita a duas estações: Manejo das pastagens de quatro anos de sucessão ao apresentar o ajuste de carga e desempenho dos animais; e Pastagens de primeiro ano com o estabelecimento do manejo pós arroz e a comercialização de carne.

O dia de campo Integração Lavoura-Pecuária na Zona de Amortecimento do Taim é uma produção conjunta do projeto Integração Lavoura-Pecuária-Floresta da Embrapa, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, Estação Ecológica do Taim, Emater/RS-Ascar e Programa Juntos para Competir.

Serviço:
O quê: Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária na Zona de Amortecimento do Taim
Quando: dia 3 de dezembro, das 13h às 17h
Onde: Fazenda Santa Cândida, BR 471, km 565, Sta.Vitória do Palmar/RS
 
Cristiane Betemps (MTb 7418/RS)
Embrapa Clima Temperado

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Semiárido Show recebe terceiro evento sobre ILPF no Nordeste – 22/01/2019

 

Encontro acontecei no Semiárido Show

A Caatinga de Petrolina, no Sertão pernambucano, foi palco do ‘Encontro Modelos de ILPF para o Semiárido’, terceiro e último evento da série ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’, que promoveu discussões técnicas e científicas sobre a Integração Lavoura – Pecuária – Floresta na região.

Realizado dentro da programação do Semiárido Show 2019, de 19 a 22 de novembro, no espaço de eventos próximo à Embrapa Semiárido, o encontro focou na discussão de modelos de ILPF adaptados às condições do Semiárido Nordestino e áreas de transição com o Agreste. Além das discussões técnicas, realizadas na quarta (20), os participantes puderam visitar vitrines tecnológicas com alguns desses modelos nos quatro dias do evento. 

De acordo com os pesquisadores da Embrapa que fizeram apresentações no encontro, as condições extremas do Semiárido, com escassez de chuvas e solos por muito tempo considerados inviáveis para a agricultura, demandam soluções tecnológicas baseadas em sistemas integrados com combinação de boas práticas e culturas e variedades florestais, forrageiras e de produção vegetal que tolerem a seca e as altas temperaturas e que melhorem a qualidade dos rebanhos.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer, discutir e tirar dúvidas sobre experiências com modelos de ILPF adaptados às condições do Semiárido em apresentações feitas por pesquisadores de Unidades da Embrapa que atuam no Sertão e Agreste do Nordeste – Embrapa Algodão (Petrolina, PE), Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) e Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), além da Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), que mantém uma Unidade de Execução de Pesquisa em Recife, PE. 

O pesquisador e diretor executivo do Adapta Group e da Coalizão Adapta Sertão, Danieli Cesano, apresentou, por meio de videoconferência a partir da Holanda, propostas de pecuária e agricultura regenerativas para o Sertão. 

Para ver o álbum completo do evento no perfil da Embrapa na rede social Flickr, acesse o link: https://www.flickr.com/photos/embrapa/albums/72157711864867637/with/49096070473/

Vitrines
O grande diferencial desse último encontro foi a combinação das discussões e apresentações com visitas a vitrines tecnológicas em campo no espaço do Semiárido Show. Os visitantes puderam ver de perto, em três vitrines acompanhadas por técnicos da Embrapa e monitores, modelos de integração e consorciamento de culturas e práticas com excelentes resultados de produtividade, o que representa maior diversificação e ganhos para o produtor.

Uma das vitrines exibiu os resultados de consorciamentos para melhoria de pastagens e produção de grãos com combinações de milho, sorgo e milheto com a leguminosa guandu e capim buffel. 

Em outra, os visitantes conheceram o Sistema Glória para melhoria da produção leiteira, com combinação da palma forrageira, milho e a leguminosa gliricídia, arbusto com alta resistência à seca e múltiplos usos, inclusive matéria verde com valor proteico para alimentação do gado. 

A terceira apresentou o Sistema Agrossilvopastoril, que combina de forma harmônica e equilibrada espécies florestais nativas da Caatinga a culturas agrícolas e criação de animais, melhorando a produtividade e conservando esse sensível bioma.

O pesquisador Rafael Dantas, da Embrapa Semiárido, ressalta que as soluções desenvolvidas pela pesquisa e apresentadas aos produtores são plenamente viáveis e trazem diversificação e ganhos de produção nos ambientes do Sertão e Agreste, com sustentabilidade econômica, ambiental e social. 

João Henrique Zonta, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão, destaca que a série de eventos sobre ILPF no Nordeste possibilitou concentrar e apresentar aos produtores e assistentes técnicos da região todos os resultados e soluções de pesquisa e transferência de tecnologia em ILPF. “Pudemos comprovar que há muito conhecimento disponível e com soluções validadas e organizadas, e foi possível agregar uma grande quantidade de parceiros, numa grande rede para fortalecer a adoção desses sistemas no Nordeste”, afirmou.

Parceria
A série ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’ foi promovida pela Embrapa e parceiros em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, com recursos da Rede ILPF, uma parceria público-privada formada pela Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, Ceptis, John Deere, Premix, Soesp e Syngenta, e apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED). 

Com coordenação da pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) Elizabeth Nogueira, a inciativa teve a participação de pesquisadores e agentes de mais sete Unidades da Embrapa – Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), Semiárido (Petrolina, PE), Algodão (Campina Grande, PB), Solos (Rio de Janeiro, RJ), Alimentos e Territórios (Maceió, AL) e Milho e Sorgo (sete Lagoas, MG).

A série de encontros teve início em Maceió, AL, com o workshop ‘ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA’, de 20 a 22 de agosto, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (FAEAL), em co-realização com o Sebrae/AL e com apoio da FAEAL, Emater/AL, Faped, Seagri-AL, FIEA e Associação dos Criadores de Alagoas. 

O segundo encontro, ‘Novas visões e estratégias em ILPF’ aconteceu na Embrapa Algodão, Campina Grande, PB, em 30 de outubro, e foi marcado por discussões técnicas e a certeza de que os estados do Nordeste têm, de fato, grande potencial para adoção da Integração Lavoura – Pecuária – Floresta.

Elizabeth Nogueira fez um balanço extremamente positivo da iniciativa. “Foi uma parceria de grande sucesso das Unidades da Embrapa envolvidas com a Rede ILPF e os parceiros estaduais. Um grande projeto escrito a várias mãos que gerou excelentes frutos, com conteúdos técnicos muito qualificados e relevantes para os participantes e demonstração, na teoria e na prática, do grande potencial que a Região Nordeste tem para fortalecer a adoção de sistemas integrados”, defendeu.

Clique aqui assista ao vídeo com destaques do evento.

Foto: Saulo Coelho

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Adoção de sistemas integrados será debatida durante simpósio – 21/11/2019

A extensão rural é essencial para a ampliação da ILPF e para levar informação para o produtor manejar e gerenciar esses sistemas

Alguns fatores interferem na decisão do pecuarista de diversificar a produção agropecuária. Financiamento, orientação técnica e pesquisa contribuem para a ampliação da adoção de sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A extensão rural é essencial para a ampliação dessa tecnologia e para levar informação para o produtor manejar e gerenciar esses sistemas. Já as pesquisas científicas têm comprovado os benefícios da implantação de ILP e ILPF, disponibilizando informações técnicas, econômicas e ambientais. A probabilidade de adoção no campo também aumenta quando há linhas de crédito para investimento e custeio. Esses três elementos, para a pesquisadora Marcela Vinholis, da Embrapa Pecuária Sudeste, fazem toda a diferença na hora do pecuarista decidir se vai ou não adotar essa tecnologia.  De acordo com ela, conhecer quem são os atores responsáveis por apoiar e estimular a adoção de sistemas de integração é relevante para se pensar em estratégias para ampliação desses modelos no país.

A pesquisadora vai abordar esse tema durante o V Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo. O evento, realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste e pelo Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (GELQ – Esalq/USP), ocorre nos dias 29 e 30 de novembro em São Carlos (SP). As inscrições podem ser feitas aqui.

Além dos fatores que são decisivos para adoção da integração, estarão em foco no simpósio: ILPF em solos arenosos, estratégias e desafios para intensificação sustentável do uso do solo, conforto térmico de bovinos em pastagens arborizadas e sustentabilidade da pecuária. No dia 30, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste vão demonstrar no campo funcionamento e benefícios dos sistemas de ILPF.

Serviço

V Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo
Vagas: 160
Data: 29 e 30 de novembro de 2019
Informações: pecuaria-sudeste.eventos@embrapa.br
Inscrições: http://bit.ly/34ikA4R

29 de novembro
Embrapa Instrumentação – Rua XV de novembro, 1452 – Centro.
Horário: 8h às 18h.

30 de novembro
Embrapa Pecuária Sudeste – Rodovia Washington Luiz, km 234.
Horário: 8h às 12 horas.

 
Foto: Gisele Rosso 
Gisele Rosso (MTb/3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

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