De manejo racional de agrotóxicos a monitoramento de pragas – 19/11/2019

Folha de soja com ferrugem asiática

Neste mês de novembro de 2019, algumas ações de pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste estão sendo divulgadas por meio de palestras e reuniões. Os temas podem ser utilizados pela imprensa regional de Mato Grosso do Sul e nacional como pautas para matérias. Confira a seguir: 

* Manejo Racional de Agrotóxicos

19 a 22 de novembro – O pesquisador Rômulo Penna Scorza Júnior estará no II Workshop dos Gestores do Comitê Gestor do Portfólio (CGPorts) da Embrapa, em Brasília/DF. Scorza Júnior é secretário executivo do Portfólio Manejo Racional de Agrotóxicos – portfólios são instrumentos de apoio gerencial para organização de projetos em temas estratégicos (https://www.embrapa.br/pesquisa-e-desenvolvimento/portfolios).

O Portfólio Manejo Racional de Agrotóxicos “gera bases técnico-científicas para a racionalização do uso e minimização de impactos dos agrotóxicos nos diferentes agroecossistemas brasileiros com ênfase no aproveitamento sustentável dos recursos naturais e na segurança zoofitosanitária das cadeias produtivas.”

* O desafio de unir o Agricultor e o Pecuarista, como suplantá-lo

20 de novembro

– O pesquisador Luís Armando Armando Zago Machado ministrará a palestra “O desafio de unir o Agricultor e o Pecuarista, como suplantá-lo”, no 1º Encontro ABC Soja Sustentável, em Palmas/TO. Zago abordará a produção de soja em integração com plantio direto na palha de qualidade e apresentará uma ferramenta para recuperação de pastagens degradadas. O evento é uma realização da Embrapa e da Good Growth Partnership. Agenda completa em https://www.embrapa.br/busca-de-eventos/-/evento/411800/1o-encontro-abc-soja-sustentavel#sec-programacao

* Consórcio Milho-Brachiaria e seus Benefícios para Construção de Perfil de Solo

21 de novembro – O analista do Grupo da Pesquisa Gessí Ceccon faz parte da programação do “I Seminário Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono”, em Palmas/TO. Ele ministrará a palestra “Consórcio Milho-Brachiaria e seus Benefícios para Construção de Perfil de Solo”. O evento é realizado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro – https://seagro.to.gov.br/)

* Monitoramento e controle de doenças em SIPA (Sistema Integrado de Produção Agropecuária)

28 de novembro – Alexandre Roese Dinnys, analista do Grupo da Pesquisa, estará no 5º Encontro Regional SIPA – Sul (Jornada Técnica da Geração Jubileu de Prata), em Curitiba/PR. O evento é promovido pela Aliança SIPA. O tema de sua palestra será “Monitoramento e controle de doenças em SIPA (Sistema Integrado de Produção Agropecuária)”. 

Foto: Alexandre Dinnys Roese
Sílvia Zoche Borges (MTb-MG 08223 JP)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Encontro promove discussões sobre sistemas ILPF na região Nordeste – 19/11/2019

Marcado para o dia 20 em Petrolina, o evento possibilita acesso a pesquisas sobre inovação tecnológica voltadas à agropecuária

 

No dia 20 de novembro (quarta-feira) ocorre o terceiro encontro da série de eventos ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios. A iniciativa promove discussões técnicas e científicas sobre os sistemas de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta na região. Depois de passar pelos estados Alagoas e Paraíba, chega a Pernambuco dentro da programação do Semiárido Show, que será realizado entre os dias 19 e 22 de novembro na Embrapa Semiárido, em Petrolina.

Intitulado como Encontro Modelos de ILPF para o Semiárido, o evento traz em sua programação palestras e espaços para discussões com foco nos modelos de ILPF próprios para as condições ambientais presentes no semiárido, de maneira que possam contribuir para o aumento da produção nessa região.

O encontro é realizado pela Embrapa com patrocínio da Rede ILPF. A coordenação é feita pela pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Elizabeth Nogueira. Com entrada é gratuita, o evento será no Auditório Macambira, na Embrapa Semiárido, localizada na BR 428, Km 148, Petrolina/PE.

Semiárido Show
Produzido pela Embrapa Semiárido, o Semiárido Show tem como objetivo facilitar o acesso de milhares de produtores e empreendedores às pesquisas voltadas ao desenvolvimento da atividade agropecuária no Nordeste.

Esse ano, o evento chega à sua oitava edição com o tema “Inovações e Dinâmicas de Desenvolvimento Regional”. Sua programação traz diversidade, com capacitações por meio de minicursos, palestras, oficinas e seminários temáticos.

Além disso, serão oferecidos três dias de campo de 19 a 22 de novembro: Sistema Glória de produção de leite, sistema silvipastoril indicado para caatinga, modelos indicados para sistemas integrados no Sertão do Semiárido.

Para conferir a programação do Semiárido Show, clique aqui. 
 
Juliany Atílio
Embrapa Gado de Leite

 
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Campo experimental da Embrapa Agropecuária Oeste, em Ponta Porã, será utilizado pelo IFMS – 19/11/2019

Assinatura do termo de comodato do Campo Experimental da Embrapa Agropecuária Oeste em Ponta Porã. Chefe-Adjunta de Administração Erica Alves da Silva Bonin, Reitor do IFMS Luiz Simão Staszczak, Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste Guilherme Asmus e Diretor IFMS Ponta Porã Marcos Pinheiro Vilhanueva

O Campo Experimental da Embrapa Agropecuária Oeste, em Ponta Porã, MS, será utilizado para trabalhos de pesquisa e extensão do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) daquele município. A área possui 170 hectares. A parceria foi oficializada por meio da assinatura de termo de comodato em 18 de novembro de 2019, segunda-feira, em Ponta Porã. A partir de então, a segurança, a limpeza e a manutenção do local ficam a cargo do IFMS.

A Embrapa Agropecuária Oeste, que tem sede em Dourados, MS, não possui projetos de pesquisa no Campo Experimental de Ponta Porã desde 2017, quando terminou o projeto de longa duração de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Com isso, a manutenção do campo experimental passou a ser economicamente inviável e ociosa para a finalidade de pesquisa.

A Chefe-Adjunta de Administração da Embrapa Agropecuária Oeste, Erica Alves da Silva Bonin, enfatiza que o acordo traz vantagens para ambas as instituições. “Quando se vislumbrou a parceria, foi para que o Instituto pudesse desenvolver ensino e pesquisa. Além disso, os alunos podem colocar em prática o que aprendem em sala de aula em um campo experimental, já que o Instituto fica em área urbana”, e complementa: “A Embrapa Agropecuária Oeste tem valorizado e ampliado o leque de parcerias com diversas instituições. Sendo assim, as atividades de pesquisa e transferência de tecnologia podem ser realizadas em diversas regiões do estado, indo além do campo experimental da Unidade.”

O Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus, reitera a importância da parceria entre as instituições. “O fato do Campo Experimental estar sob a administração do IFMS Ponta Porã não nos impede de fazermos pesquisa no local. E mais: podemos desenvolver pesquisas em parceria com o Instituto.”

No local, até 2015, havia atividades de produção de sementes realizadas pelo Escritório de Negócios da Embrapa de Dourados. Também existiam ações de pesquisa com ovinocultura, concluídas em 2016. 

Assinatura – No evento de assinatura do termo de comodato, entre os presentes estavam o reitor do IFMS Luiz Simão Staszcazk; da Embrapa Agropecuária Oeste, estavam o Chefe-Geral Guilherme Lafourcade Asmus, a Chefe-Adjunta de Administração Erica Alves da Silva Bonin, o Chefe-Adjunto de P&D Harley Nonato de Oliveira e o Chefe-Adjunto de Transferência de Tecnologia Auro Akio Otsubo; e da Embrapa Gado de Corte, o Chefe-Geral Interino Ronney Robson Mamede.

Foto: Harley Nonato de Oliveira/Embrapa
Sílvia Zoche Borges (MTb-MG 08223 JP)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Ferramentas digitais para caprinocultura e ovinocultura serão lançadas no Semiárido Show – 18/11/2019

Aplicativo BioSemeie será lançado nesta terça-feira (19), no Semiárido Show

O público visitante do Semiárido Show de 2019 com interesse na caprinocultura e ovinocultura terá oportunidade de conhecer duas novas ferramentas digitais, além de oficinas e cursos voltados para essas atividades. A Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE) promoverá os lançamentos do aplicativo BioSemeie, da página do CIM Zoossanitário, além de capacitações e discussões sobre aspectos relacionados à produção, no evento que acontecerá de 19 a 22 de novembro na Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE).

Nesta terça-feira (19), na sala Baraúna, o CIM Zoosanitário, ferramenta desenvolvida pela Embrapa e parceiros para compartilhamento de informações sobre doenças que acometem rebanhos de caprinos e ovinos, será apresentado ao público a partir das 14 horas pelo pesquisador Selmo Alves. A página no portal da Embrapa representará uma inovação na área de defesa sanitária porque possibilita analisar riscos e definir estratégias para controle de doenças já existentes e prevenção de novas. 

Os agentes das cadeias produtivas de caprinos e ovinos terão acesso, inicialmente, ao zoneamento da prevalência de quatro doenças: Artrite Encefalite Caprina (CAE), Brucelose ovina, Linfadenite Caseosa e Maedi Visna, em sete estados da região Nordeste. Estes dados são fruto do trabalho de pesquisa realizado pela Embrapa Caprinos e Ovinos, entre os anos de 2013 e 2019, que analisou 19.471 amostras sorológicas em 433 propriedades localizadas em 90 municípios de sete estados da região Nordeste. A estruturação dos dados que compõem o CIM Zoossanitário para disponibilizá-los ao público foi realizada pela Embrapa Territorial.

Na sequência, a partir das 15 horas, será a vez do lançamento do BioSemeie, aplicativo gratuito para celulares com sistema operacional Android, que tem como principais funções o controle de estoque e o intercâmbio de sementes, integrando seus futuros usuários que poderão fazer o download a partir da Google Play. A ferramenta será apresentada pelo pesquisador Raimundo Lôbo.

O BioSemeie possibilitará que gestores de casas e bancos comunitários de sementes possam fazer um controle informatizado de seus estoques, além de cadastrar informações sobre o material, que poderão ser compartilhadas com os demais usuários, facilitando o intercâmbio entre eles. A expectativa é de que a ferramenta também contribua para a conservação e a troca de conhecimentos, principalmente das chamadas sementes crioulas, tradicionalmente usadas por comunidades de agricultores, algumas delas com características como resistência à seca e boa produtividade.

Oficinas e cursos

Os participantes do Semiárido Show também terão diferentes oportunidades de capacitação. Na quarta-feira (20), o zootecnista e pesquisador Klinger Magalhães conduzirá, de 8 às 12 horas, no auditório Maniçoba, oficina sobre custos de produção na criação de caprinos e ovinos. Klinger demonstrará o uso dos aplicativos CIM Custos e CIM Rebanho que, respectivamente, facilita o cálculo de indicadores econômicos de produção e simula evoluções de rebanhos de acordo com interesses produtivos.

Na quinta-feira (21), o analista Lucas Oliveira ministrará minicurso sobre planejamento alimentar com orçamento forrageiro, das 8 às 12 horas, na Sala Umbuzeiro. O curso também é baseado no uso de um aplicativo gratuito, o Orçamento Forrageiro, que auxilia os produtores rurais a planejar a alimentação de seus rebanhos, principalmente para períodos críticos como nos meses de estiagem. O usuário pode calcular a quantidade de forragem disponível, a estimativa de consumo de seu rebanho e, calcular, mês a mês, se há sobra ou déficit de forragem.

Outras duas oficinas demonstrativas em campo terão caprinocultura e ovinocultura como foco. A Técnica Embrapa de Inseminação Artificial em Caprinos, que facilita o manejo e favorece o bem-estar das fêmeas, será demonstrada pelo analista Alexandre Monteiro, nos dias 20 e 21, no horário de 9 às 10 horas. 

Nestes mesmos dias, no horário de 10 às 11 horas, Alexandre também conduzirá oficina prática sobre controle de verminose em ovinos e caprinos. Os interessados conhecerão um conjunto de estratégias que combinam a utilização racional de vermífugos no controle parasitário e o manejo de produção para reduzir tanto a contaminação do ambiente quanto infecção do rebanho por vermes.

Na sexta-feira (22), será a vez do pesquisador Rafael Tonucci apresentar resultados do experimento de um sistema silvipastoril indicado para Caatinga, desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos, no minicurso Sistemas de ILPF para o Semiárido nordestino, na Sala Juazeiro, de 8 às 12 horas. Ele também participará do Encontro Modelos de ILPF para o Semiárido, que acontece no dia 20, das 8 às 17 horas, no Auditório Macambira.

Eventos simultâneos

A equipe da Embrapa Caprinos e Ovinos também participará dos eventos simultâneos à realização do Semiárido Show. No dia 21, a pesquisadora Luice Bueno apresentará palestra sobre o programa de melhoramento genético de gramínea Urochloa para o semiárido brasileiro, às 10 horas, no Workshop Diversificação de Forrageiras para o Semiárido, que acontecerá na Sala Sete Cascas.

O Seminário II Encontro Nacional das Rotas de Integração, que acontecerá também no dia 21, das 8 às 17 horas, na Sala Faveleira, terá a participação do pesquisador Octávio Morais. A Embrapa Caprinos e Ovinos é uma das instituições envolvidas na execução do programa Rota do Cordeiro, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

A Audiência Pública sobre Caprinovinocultura, no dia 21, contará com os pesquisadores Marco Bomfim (chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos) e Olivardo Facó. Na audiência, que acontecerá das 13 às 17 horas, na Sala Baraúna, serão apresentados dados das discussões da IX SECOB, que mobilizou representantes do setor produtivo no mês de setembro, em Sobral (CE). Também será lançado o livro Produção de Caprinos no Brasil.

Para conferir a programação do evento, é só clicar em: https://www.embrapa.br/semiaridoshow

Foto: Maíra Vergne 
Adilson Nóbrega (MTB/CE 01269 JP)
Embrapa Caprinos e Ovinos

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Uso da madeira tratada na propriedade rural é tema de curso em Bagé – 13/11/2019

Sistemas silvipastoris aportam diversos benefícios para a produção pecuária

O uso da madeira na propriedade rural é muito tradicional, seja para fazer cercas, mangueiras, postes e diversas outras construções. Com o objetivo de ajudar o produtor a usar ainda melhor essa matéria-prima, versátil e resistente, a Embrapa Pecuária Sul, a Emater/RS-Ascar e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) promovem, no dia 19 de novembro (terça-feira), o minicurso Uso da Madeira Tratada na Propriedade Rural. 

A capacitação é gratuita, mas tem vagas limitadas, e ocorre na sede da Embrapa Pecuária Sul em Bagé, entre 13h30min e 17h. Quem ministra o minicurso é o professor de biodegradação, preservação e secagem da madeira do curso de Engenharia Industrial Madeireira da UFPel, Leonardo da Silva Oliveira. 

Conforme Oliveira, a madeira tratada recebe uma proteção química que lhe confere resistência ao ataque de agentes de degradação, como fungos e insetos, garantindo vida útil mais prolongada quando comparada com a madeira de baixa durabilidade natural e sem tratamento. “É possível realizar alguns métodos de tratamento preservativo na propriedade rural, métodos artesanais, denominados métodos sem pressão. Esses métodos requerem procedimentos simples e são de fácil execução, muitos dos materiais necessários o produtor já dispõe na propriedade, os maiores investimentos ficam por conta da solução preservativa, que são sais hidrossolúveis”, explica.    

O minicurso vai esclarecer questões como: Por que tratar a madeira? O que é madeira tratada? E como tratar madeira? A capacitação apresentará, ainda, o método de tratamento de substituição de seiva, considerando a teoria de seu procedimento e a sua execução prática.

O gerente-adjunto da Emater/RS-Ascar Regional Bagé, Rodolfo Perske, destaca que o tratamento da madeira permite fazer moirões de eucaliptos de apenas cinco ou seis anos de idade. Por outro lado, a madeira não tratada da mesma árvore precisa de cinco vezes mais tempo para poder ser usada.  “Esses eucaliptos com madeiras de cerne, para se ter uma madeira sem necessidade de tratamento, eles precisam de no mínimo 30 anos de idade. E esses eucaliptos estão ficando cada vez mais escassos. O tratamento é uma alternativa para ter uma madeira de forma mais barata, pois o tratamento é feito na própria propriedade”, destaca. 

O pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Hélio Tonini, destaca que, além de atender a demanda de diversas construções rurais, o uso da madeira tratada viabiliza a realização dos desbastes que servem para melhorar a qualidade dos plantios, e promover o aumento da luminosidade e a produção forrageira no sistema. “Os sistemas silvipastoris também promovem o bem-estar animal devido as possibilidades de sombra para os rebanhos, podem diversificar a renda na propriedade e aumentar o sequestro de carbono”, completa.

O minicurso integra o Projeto Silvipastoril da Região da Campanha e conta com o apoio da Rede ILPF e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As inscrições podem ser feitas através do e-mail pecuaria-sul.eventos@embrapa.br ou pelo telefone (53) 3240-4650. 

Serviço
O que: Minicurso Uso da Madeira Tratada na Propriedade Rural;
Quando: 19 de novembro (terça-feira);
Onde: Embrapa Pecuária Sul;
Horário: 13h30min;
Inscrições: Gratuitas, através do e-mail pecuaria-sul.eventos@embrapa.br ou pelo telefone (53) 3240-4650.

 
Foto: Hélio Tonini
Felipe Rosa (14406/RS)
Embrapa Pecuária Sul

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Embrapa habilita certificadoras para o selo Carne Carbono Neutro – 11/11/2019

Curso de capacitação termina na Fazenda Boa Aguada em Ribas do Rio Pardo (MS) onde a CCN é produzida

O selo Carne Carbono Neutro (CCN) é uma marca-conceito desenvolvida pela Embrapa com trabalhos iniciados em 2012. Uma das etapas do processo acaba de ser cumprida: a realização do I Curso de Capacitação para Certificadoras da Marca-Conceito CCN, responsáveis por atestar se o produto está dentro dos padrões exigidos pelo selo.

O evento reuniu um grupo considerável de participantes, entre representantes de certificadoras, técnicos, pesquisadores e profissionais ligados ao setor agropecuário. É o primeiro curso do gênero dentro da Embrapa sem precedentes e faz parte do processo de credenciamento das certificadoras junto ao Instituto CNA (ICNA).

Foram três dias de intensos trabalhos com discussões abrangendo produção da CCN que inclui cuidados com o bem-estar animal e ambiência na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, boas práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono, uso de árvores no sistema, requisitos do componente solo e animal, mercado de carnes especiais, mudanças no campo que estão ocorrendo, tendências em certificação, e, principalmente, o papel das certificadoras no processo de certificação da CCN.

O último dia do curso, na sexta, dia 8, foi mostrar aos participantes a prática da produção CCN. Desde 2015 a Embrapa mantém um acordo de cooperação com a empresa Mutum Agropecuária S.A – Grupo Mutum, desse acordo foi montada uma unidade de referência de produção e já no ano seguinte, 2016, aconteceu o primeiro abate experimental e foi nessa propriedade, Fazenda Boa Aguada, em Ribas do Rio Pardo (MS), que os participantes visitaram a área onde os bovinos são criados e tiveram a oportunidade de tirar dúvidas junto aos técnicos da fazenda e da Embrapa.

Segundo a pesquisadora Fabiana Villa Alves, coordenadora dos trabalhos, “o curso é a primeira etapa para credenciamento das certificadoras”, outras capacitações deverão ocorrer de acordo com a demanda. Na sua avaliação o evento foi positivo. “A qualidade dos palestrantes e dos participantes foi surpreendente pela forma de conhecimento e interesse demonstrado do inicio ao fim do evento”, disse.  

O Selo CCN

Para obter o selo dessa carne diferenciada o produtor deverá seguir uma série de diretrizes entre elas a de que a criação deverá ser em sistemas com a introdução obrigatória de árvores. Isso porque o componente arbóreo faz o trabalho de neutralizar o metano entérico exalado pelos animais, um dos causadores pelo efeito estufa e que provoca o aquecimento global.

Os sistemas de criação podem ser o silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF).

A pesquisa provou que fazendas serão neutras em carbono se a criação for feita dentro de um dos sistemas acima, por isso uma das exigências de produzir a CCN é criar o gado bovino nos sistemas que incluem árvores. Além disso, outros aspectos são exigidos como de rastreabilidade e registros da área de produção, a da alimentação cuja fonte principal deve ser a pastagem, do manejo do pasto e sanitário dos animais dentre muitas outras diretrizes que devem ser observadas.

Quanto ao mercado de aceitação da CCN a pesquisadora Fabiana diz que essa carne tem um mercado especial e que tem uma demanda premente. “O trabalho com a CCN começou em 2012 e hoje é uma realidade. O Brasil pela primeira vez não foi atrás de tecnologias de fora. Ele criou a tecnologia. O Brasil hoje é formador de opinião com técnicos de outros países buscando nossa tecnologia para seus programas de carne neutra”. Afirma.  O protocolo já está feito e homologado, diz Fabiana que destaca: “A carne carbono neutro é um produto certificado, rastreado, diferenciado, de qualidade garantida não só na questão de carbono neutro, como também de bem estar animal”.

O pesquisador Roberto Giolo, também da Embrapa Gado de Corte, líder do projeto de ILPF defende o selo CCN. Ele diz que a carne Brasileira será beneficiada com o selo e atingirá mercados mais exigentes, tanto o interno como o externo podendo o Brasil aumentar as exportações. Ele acredita que o selo será um facilitador para as metas nacionais previstas no Plano de Agricultura de Baixo Carbono que consistem em uma das ações propostas pelo Plano ABC.

O Programa CCN que é uma realidade foi elogiado durante o evento por representantes das certificadoras, como por Fabian Perez Gonçalves da empresa Suíça de serviços de certificação SGS, que atua há 80 anos no Brasil com sede em Barueri/SP. O gerente gostou do curso que classificou como algo inovador e com grande potencial de crescimento.

Sergio Pimenta, representante da certificadora SBC, de Botucatu (SP), disse que o curso é necessário e oportuno para operar o protocolo e harmonizar a interpretação da norma. “Fiquei surpreso com a base tecnológica e científica que embasa o protocolo. É bem ampla, nunca vi algo tão detalhado. São muitos conceitos, e o selo vai incentivar produtores a adotarem as tecnologias”. A certificadora SBC opera vários protocolos no Brasil e é a maior de animais de rastreamento para exportação.

A gestão do protocolo será do ICNA que fará a creditação das certificadoras, ou seja, quem vai fazer a conferência dos documentos e dos pré- requisitos.

O protocolo está finalizado, definido e homologado pelo Mapa e pela Embrapa. Está previsto para o final do mês de novembro, em São Paulo (SP) o lançamento da linha de produtos CCN E CBC pelo Frigorífico Marfrig, parceiro da Embrapa.

https://www.flickr.com/photos/embrapa/albums/72157711681823953

Foto: Suelma Bonatto 
Eliana Cezar (DRT 15.410/SP)
Embrapa Gado de Corte

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Embrapa defende investimento em pesquisa pública – 23/10/2019

Presidente em exercício da Embrapa, Cleber Soares, participa de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento

O presidente em exercício da Embrapa, Cleber Soares, defendeu, nesta quarta-feira  (23), na Câmara dos Deputados, mais recursos para a pesquisa pública. Ele participou de audiência pública promovida pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, que tratou do tema “Impacto da Ciência e da Tecnologia na Economia do País”. Também estiveram presentes representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, do Ministério da Economia, da Academia Brasileira de Ciência (ABC), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os participantes reconheceram que ciência, tecnologia e inovação são fundamentais para o país avançar. O senador Izalci Lucas (PSDB/DF) presidiu a audiência. Segundo ele é preciso compatibilizar o discurso com o recurso, porque educação, ciência e tecnologia não se faz com discurso, mas com recursos garantidos no orçamento para 2020.

“A Embrapa é uma empresa de prestígio internacional, mas se você observa o seu orçamento, verifica que não é suficiente. Por isso estamos hoje nesta reunião. Temos de ser criativos para conseguir descontingenciar os recursos da ciência e da educação”, afirmou o senador.

Cleber, diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Empresa, participou da audiência substituindo o presidente Celso Moretti que encontra-se em viagem a trabalho no exterior. Ele destacou a importância do orçamento para a pesquisa pública, pois é o que garantirá a continuidade de ações onde a iniciativa privada não atua. Para ele, o investimento em ciência, tecnologia e inovação é tão vital que é impossível o cidadão brasileiro não consumir, por dia, pelo menos um produto gerado pela tecnologia das ciências agrárias. “Ao acordar, ao tomar um copo de leite, uma xícara de café, ao comer um pão, há tecnologia das ciências agrárias. Até mesmo na cerveja, por meio da pesquisa com a cevada”, destacou o presidente em exercício da Embrapa.

Durante o evento, demonstrou preocupação com o decréscimo dos valores da Embrapa em 50% para o PPA (Plano Plurianual – 2021-2023). “Há uma previsão de decréscimo em 50% no nosso marco referencial monetário para despesas de custeio. Precisamos repor este orçamento”, destacou.  Ele também falou sobre a importância de se recompor os valores das despesas da Embrapa com ações orçamentárias da PLOA 2020 para Pesquisa e Desenvolvimento, Transferência de Tecnologias e Modernização da Infraestrutura. “Precisamos de um acréscimo de R$ 226 milhões, senão vamos passar por situações muito difíceis”, declarou.

Contribuições da ciência para o agronegócio

Como exemplo clássico da contribuição da ciência para o agronegócio, Cleber Soares destacou a região central do Brasil, considerada terra inviável para a produção. “A tecnologia viabilizou a agricultura no Cerrado e graças a isso temos hoje uma agricultura competitiva no mundo”, destacou.

O presidente em exercício citou também a participação da pesquisa pública na transformação do semiárido brasileiro. Hoje o Vale do São Francisco é um grande exportador de frutas e gerador de produtos com alto valor agregado como vinhos e sucos também destinados à exportação.

“O Brasil é referência mundial em sistemas integrados de produção, sendo capaz de produzir de forma integrada pastos, grãos, carne, leite e floresta. “Recuperamos hoje mais de 15 milhões de hectares com áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – o ILPF” exemplificou. Cleber lembrou que com o apoio da ciência o Brasil saiu de um modelo de monocultura agrícola, praticado em meados dos anos de 1990, para os atuais modelos de sistemas integrados, que garantem produtividade com sustentabilidade. “E já estamos entrando na era da agricultura de base biológica”, complementou.

Lançamento do genoma de ferrugem da soja

Entre os destaques recentes apresentados pelo diretor está o genoma da ferrugem da soja, no qual a Embrapa participa de um consórcio internacional de 12 instituições do setor público-privado que decifrou o genoma do fungo causador da ferrugem asiática da soja, uma doença que leva a perdas de 90% da lavoura se não for controlada.

Também citou o uso da nanotecnologia para a cobertura e a conservação dos alimentos, o aumento do tempo de vida de prateleira do coco, com tecnologias que garantem sua resistência durante 2 meses, o que permitiu o aumento das exportações da fruta em 2018.
Outro destaque foram as novas perspectivas para o mercado das pulses (feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico). “Importávamos até 2017, 80% do grão de bico consumido no país, hoje reduzimos consideravelmente este índice de dependência do exterior, ampliando nossas áreas de produção e gerando mais renda para o produtor rural”, exemplificou.

O inoculante microbiológico Aprinza para a fixação biológica do nitrogênio na cana-de-açúcar é responsável pelo aumento da produtividade da cana-de-açúcar em até 18% e é resultado da parceria público-privada Embrapa e Basf. Outra parceria público-privada apresentada foi Embrapa e Corteva para pesquisas em edição de genoma.

Saiba mais sobre a parceria público-privada Embrapa Basf acessando aqui

O presidente em exercício ressaltou a importância das parcerias público-privadas, lembrando a relação da Embrapa com a Organização das Cooperativas do Brasil – a OCB que permite um relacionamento da Empresa com um amplo leque de cooperativas agropecuárias. Pontes para a Inovação, Ideas for Milk, InovaPork, Open Innovation para startups, Avança Café e Ideas for Farma também foram apresentadas pelo presidente em exercício como iniciativas da Embrapa de fomento à inovação que buscam fortalecer as parcerias público-privadas.

Por fim, o gestor reconheceu o empenho e dedicação do Congresso ao longo dos anos em valorizar o investimento em pesquisa pública e pediu apoio do Congresso para reposição no orçamento de 2020. “Transformações da tecnologia são cada vez mais responsáveis pelas transformações da sociedade. Elas geram riqueza, renda, qualidade de vida para todos nós. O Brasil precisa continuar investindo em ciência”, disse.

Participaram da audiência pública o secretário de Empreendedorismo e Inovação substituto, Jorge Mário Campagnolo, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); o diretor do Departamento de Programas da Área Econômica e de Infraestrutura, do Ministério da Economia, Zarak de Oliveira Ferreira, o representante da Academia Brasileira de Ciência, Virgílio Augusto Fernandes Almeida; a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio, e Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional do Centro de Pesquisa em Energia e Materiais.

Para Jorge Mário Campagnolo, do MCTIC, inovação é um caminho sem volta e é fundamental para a competitividade do país. Ele lembrou que atualmente 70% dos recursos do Fundo Nacional de Ciência e Pesquisa encontram-se contingenciados. “O projeto de pesquisa não pode parar, é preciso sequencia, equipes formadas e qualificadas”, afirmou.

Por sua vez, o representante da ABC, Virgílio Augusto Fernandes Almeida, enfatizou que todas as economias desenvolvidas do mundo avançaram com investimentos permanentes e significativos em ciência e tecnologia. “Esses investimentos, além de gerarem desenvolvimento econômico, geram novos postos de trabalho bem remunerados. Por isso, é essencial que tenhamos aqui empresas avançadas com base tecnológica. A rapidez do desenvolvimento tecnológico tem sido cada vez maior, com a automação, a agricultura 4.0, entre outros”, afirmou Ele defendeu o CNPq e Capes como agências fundamentais para o desenvolvimento da ciência brasileira e o seu futuro. “A ciência pode e deve colaborar com os grandes desafios do país”, destacou.

Vários deputados e senadores também estiveram presentes ao debate, entre eles o presidente da Comissão de Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB/PI), os deputados federais Domingos Neto (PSD/CE), relator geral do orçamento; Cacá Leão (PP/BA), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO/2020); Alessandro Molon (PSB/RJ); André Figueiredo (PDT/CE); Darcísio Perondi (MDB/RS) e o senador Vanderlan Cardoso (PP/GO).

“A defesa da Ciência e da Tecnologia para o futuro do Brasil une todo o Congresso Nacional. Criaremos um cinturão em torno do orçamento de C&T nesse país. A ciência é motivo de união do Brasil”, disse o deputado Alessandro Molon), durante sua participação na audiência.
Esta não foi a primeira audiência pública para discutir o orçamento de empresas públicas de pesquisa. No dia 26/09, a Embrapa participou da audiência pública intitulada “Agricultura movida a ciência e as contribuições da pesquisa agropecuária para o desenvolvimento da agricultura e para o crescimento econômico brasileiro”, de iniciativa da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Acesse aqui a matéria sobre a participação do presidente da Embrapa em audiência pública que discutiu os recursos orçamentários da Empresa.

Foto: Robinson Cipriano

Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
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Adoção de ILPF em Mato Grosso pouparia quase 2,5 milhões de hectares de terras – 12/11/2019

Estudo mostra que sistemas ILPF têm capacidade de reduzir pressão por aberturas de novas áreas agropecuárias

Quase 2,5 milhões de hectares de terras de uso agropecuário poderiam ser poupadas em Mato Grosso se metade das áreas de sojicultura e de pecuária de corte no estado fossem convertidas em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Isso ocorreria porque as produtividades, tanto a da soja como a da pecuária, aumentam em sistemas integrados. Essa diferença da produção maior seria o equivalente ao que é produzido em 499 mil ha de soja solteira e 1,98 milhão de hectares de pastagens. As áreas somam 2,48 mil km2.

A projeção é parte de um estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Agrossilvipastoril (MT), Rede ILPF e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No trabalho, foram feitas simulações sobre o avanço do uso de estratégias de ILPF em áreas de lavoura de soja e de pecuária de corte. Para isso, foram usados dados reais de produtividade de dez Unidades de Referência Tecnológica de ILP estudadas pela equipe em Mato Grosso e números médios de produtividades do estado.

De acordo com a pesquisa, se 25% dos 9,5 milhões de hectares de lavoura de soja fossem convertidos em áreas com sistemas integrados de produção agropecuária, o aumento da produtividade gerado pelo sistema produtivo compensaria a produção de 256 mil hectares. Se a adoção avançasse para 50%, seriam poupados 499 mil hectares. Na hipótese de 100% da área, o total de terras poupadas chegaria a 950 mil hectares.

Pecuária em ILPF poupa ainda mais terras
No cenário de adoção da ILPF em 25% dos pastos, seria poupado 1,03 milhão. Com a adoção chegando à metade da área de pecuária do estado, a poupança estaria em torno de 1,98 milhão de hectares. Já no cenário improvável de total adoção da ILPF na pecuária, seriam poupados 3,64 milhões de hectares em Mato Grosso. Ou seja, o sistema integrado produziria o equivalente a uma área quase 15% maior formada somente por pastagens. No cenário simulado em que Mato Grosso inteiro só criasse gado de corte em sistema ILPF, cada 100 hectares de produção economizariam quase 15 ha de pastagens convencionais.

A simulação feita sobre os 23 milhões de hectares de pastagens usadas para a pecuária de corte em Mato Grosso é ainda mais expressiva. Além do ganho em escala de área, a diferença entre as produtividades médias da pecuária tradicional do estado (239,42 kg/ha) e dos sistemas ILPF (284,35 kg/ha) contribui para esse maior efeito “poupa-terra”.

O pesquisador da Embrapa Júlio César dos Reis destaca que o trabalho é um exercício de estatística comparativa, ou seja, mexe-se em um indicador, mantendo os demais iguais, como forma de simular o efeito da mudança. Dessa forma, ele não leva em consideração fatores limitantes e impeditivos à adoção dos sistemas ILPF, como relevo, logística, aptidão do produtor, disponibilidade de mão de obra, investimento, mercado consumidor, entre outros.

“O estudo é relevante, pois demonstra o expressivo potencial dos sistemas ILPF em colaborar para a redução da pressão sobre as áreas de floresta na Amazônia”, analisa o pesquisador.

Sequestro de carbono relevante
O estudo ainda simulou estatisticamente a contribuição que os sistemas ILPF podem dar para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. Tomando como base a pesquisa encomendada pela Rede ILPF na safra 2015/2016, que mostrou que Mato Grosso possuía 1,5 milhão de hectare com sistemas ILPF e as médias de crescimento da tecnologia nos anos anteriores, pesquisadores projetaram cenários futuros.

Considerando-se o fator de sequestro de carbono da ILPF em 1,86 t CO2 eq./ha ao ano e o crescimento médio da área com sistemas ILPF de 11% ao ano, em 2030, Mato Grosso teria 7,5 milhões de hectares de ILPF. Essa área sequestraria cerca de 14 milhões de t CO2 eq. naquele ano. Para se ter uma ideia do que esse volume representa, a estimativa é que os 23 milhões de hectares de pastagens no estado tenham emitido 9,2 milhões de t CO2 eq. em 2018.

“Essas informações sobre impactos ambientais, em conjunto com resultados econômicos dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, podem ser um importante instrumento de política pública do governo brasileiro, alinhado à perspectiva do Big Push Ambiental e à Agenda 2030, para promover a adoção de sistemas agrícolas sustentáveis nas regiões de Cerrado e Amazônica”, avalia Júlio Reis.

Potencial de ILPF crescer para até 50% das lavouras
A pesquisa encomendada pela Rede ILPF na safra 2015/2016 mostrou que nos cinco anos anteriores a taxa de crescimento da área de ILPF em Mato Grosso foi de 11%. Para o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Flávio Wruck, essa velocidade de crescimento tem sido positiva.

“Com esse crescimento gradual, o mercado consegue ir se ajustando. Se tivéssemos um crescimento maior, teríamos desequilíbrios, como o aumento de preços de sementes de forrageiras, por exemplo”, explica.

Embora confirme o potencial de crescimento dos sistemas integrados e seus benefícios agronômicos, Wruck prevê um teto para a expansão. Para ele, dificilmente um sojicultor destinará mais de 50% de sua área para pastagem. O mesmo percentual seria o limite para os pecuaristas, uma vez que em metade da área há impedimentos de relevo, solo e logística que inviabilizam a integração com lavoura.

Os sistemas silvipastoris, por sua vez, poderiam ser implantados em toda a área de pastagem, mas o tamanho do mercado para a madeira será o limitante, explica o pesquisador.

Independentemente da viabilidade técnica e do reconhecimento dos benefícios da ILPF, Flávio Wruck vê no alto investimento necessário a maior barreira de entrada para os sistemas integrados.

“Um agricultor que quer fazer pecuária precisa de um grande investimento na compra do gado e na montagem da infraestrutura necessária. Para o pecuarista que quer entrar na lavoura a situação é ainda pior, sendo necessária a compra de maquinário. Embora seja uma tecnologia que reduz o custo de produção por unidade de produto, ela é uma intensificação do uso da terra. Assim, o capital necessário é maior”, analisa o pesquisador.

Com maior disponibilidade de capital, grandes grupos empresariais têm sido os maiores responsáveis pela expansão das áreas de ILPF em Mato Grosso. 

“Os médios e pequenos produtores também estão mudando para os sistemas integrados, mas de maneira mais lenta e gradual. Na medida em que vão capitalizando, eles expandem suas áreas”, comenta Wruck.

Apesar do maior investimento, o pesquisador Júlio Reis ressalta que o retorno do investimento em sistemas ILPF é mais rápido. Dessa forma, explica, a disponibilização de linhas de crédito competitivas pode estimular o aumento da adoção da tecnologia.

[zt_testimonial autoPlay=”yes” numSlides=”1″ paging=”yes” controls=”yes”][zt_testimonial_item bgColor=”#f6f6f6″ textColor=”#747474″ name=” ” company=” ” borderRadius=”4″]”Agricultura com menos emissões
A ILPF é uma das tecnologias que compõem o Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), criado pelo governo brasileiro para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa na agricultura. Além da ILPF, fazem parte do plano a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto na palha, a fixação biológica de nitrogênio, o plantio de florestas, o tratamento de dejetos animais.”[/zt_testimonial_item][/zt_testimonial]

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (MTb 15.624/MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Embrapa oferece curso de espectroscopia e machine learning – 30/10/2019

O curso será ministrado por profissionais da Embrapa e Unicamp

Entre os dias 22 e 24 de abril de 2020, a Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), vai sediar o curso ‘Desenvolvimento e validação de métodos de espectroscopia NIR aplicada a sistemas agrícolas’, com carga de 24 horas, divididas igualmente em prática e teoria.

O curso vai capacitar consultores agrícolas, profissionais de laboratórios de análises, professores e pesquisadores no uso da espectroscopia no infravermelho para análises de matrizes agrícolas (solos, plantas, ração animal, grãos) com enfoque no desenvolvimento e validação da técnica para atender demandas da agricultura digital (agricultura de precisão, big data , inteligência artificial). No atual cenário de inovação, muitas das tecnologias disruptivas se baseiam no uso de sensores, inteligência artificial, aprendizado de máquina e deep learning para posicionamentos e tomadas de decisão baseadas em muitos dados (big data).

Pretende-se, com o curso, atender um público multidisciplinar no sentido de somar competências para um melhor entendimento de como os temas abordados acima se relacionam com agricultura de baixa emissão de carbono, crédito de carbono, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sustentabilidade no meio rural, fertilidade do solo, produção e produtividade agrícola.

Espectroscopia no novo cenário da agricultura

A química analítica, juntamente com a inteligência artificial, assumiu papel de destaque na agricultura moderna. O grande volume de dados gerados em análises em tempo real, não destrutivas e acuradas, associadas a aprendizado de máquina (machine learning), provoca significativos avanços tecnológicos com impacto econômico positivo em diversos sistemas produtivos. Um dos catalisadores desse processo é a elevada demanda por produção de alimentos para atender uma população mundial em crescimento que caminha a passos largos para 9 bilhões de habitantes. Esse quadro, aliado ao grande potencial de expansão da produção agrícola que o Brasil apresenta, fato que torna o país singular no cenário mundial, tem favorecido a formação de efervescentes ecossistemas de inovação que resultaram na criação de centenas de novas tecnologias dedicadas ao setor agropecuário (as AgTechs ou AgriTechs), que chegaram ao mercados pelas startups .

As AgTechs possuem tecnologias para atender as diversas demandas do setor agrícola por monitoramento de informações e variáveis que podem ajudar pequenos, médios e grandes produtores a entender e gerenciar os processos ligados a produção da fazenda. O aumento da eficiência produtiva dos sistemas agrícolas exige, por exemplo, constante monitoramento de variáveis ambientais, de parâmetros de fertilidade de solos e crescimento de plantas, de controle de pragas e doenças, criando oportunidades para o uso de sistemas automatizados com rede de sensores integradas a análise de dados em tempo real. Esse cenário favorece o emprego de instrumentos espectroscópicos que estão presentes em muitos sensores de laboratórios, equipamentos de campo, embarcados em veículos terrestres, drones e aeronaves, transformando o trabalho na lavoura em ambientes inovadores, interconectados e interativos.

Serviço:

Curso ‘Desenvolvimento e validação de métodos de espectroscopia NIR aplicada a sistemas agrícolas’

Local: Embrapa Solos, Rua Jardim Botânico, 1024 – Jardim Botânico – Rio de Janeiro-RJ

Data e horário: 22 a 24 de abril de 2020, de 8h às 17h

Inscrições: 01/11/19 a 22/12/19

As instruções para inscrição estarão disponíveis a partir de 01 de novembro.

Conteúdo do curso:
Noções básicas de espectroscopia:
Espectroscopia molecular e vibracional
Espectroscopia no infravermelho próximo

Noções básicas de machine learning:
Métodos supervisionados de análise
Métodos não supervisionados de análise
Análise por componentes principais
Calibração multivariada

Aulas práticas:
Análise carbono em solo pelos métodos tradicionais
Análise de carbono por espectroscopia NIR
Tratamento de dados multivariados

Aplicações:
Tecnologias da Embrapa e oportunidades de parceria

Professores:
André Marcelo de Souza – Analista da Embrapa Solos
Graduação em Química, Unicamp (2005),
Mestre em Química Analítica, USP (2010)
DSc. Química Analítica, Unicamp (2014)

Ronei Jesus Poppi – Professor titular do Instituto de Química da Unicamp
Graduação em Química, Unicamp (1983)
Mestre em Química Analítica, Unicamp (1989)
DSc.Química Analítica, UNICAMP (1996)

Investimento:
R$ 1.650,00

Realização:
Embrapa

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Apoio:

Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Programa de pós-graduação em engenharia de biossistemas – PGEB/UFF
SpecLab
Programa de Análise de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade – PAQLF/Embrapa
Rede ILPF
Unicamp

 

Carlos Dias (20.395 MTb RJ)
Embrapa Solos

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Trabalho de pesquisa de Pelotas faz parte da maior publicação sobre ILPF do Brasil – 31/10/2019

Pesquisa usa instrumentos para garantir a qualidade do sistema ILP neste ambiente, através do manejo sustentável do pastejo e do pastoreio.

Com a participação de especialistas de diferentes áreas relacionadas à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) a Embrapa lançou o e-book ILPF – Inovação com Integração de Lavoura, Pecuária e Floresta, disponível gratuitamente. A publicação reúne o que há de mais relevante sobre os sistemas integrados de produção no País e contou com a participação da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), através do capítulo Integração Lavoura-Pecuária (ILP) em Solos Hidromórficos no Bioma Pampa, de autoria dos pesquisadores Jamir Luís Silva da Silva e Claudio Ramalho Townsend (in memorian). O capítulo apresenta um panorama sobre a integração lavoura-pecuária nas condições de terras baixas do Bioma Pampa.

Integração lavoura-pecuária (ILP) em solos hidromórficos no bioma Pampa
De acordo com o estudo, a aplicação de tecnologias recomendadas e investimentos em manejo sustentável permitem bom desempenho do sistema de ILP e rentabilidade, em curto espaço de tempo, nas terras baixas do bioma Pampa. Como aponta o pesquisador Jamir Silva, os principais instrumentos para garantir a qualidade do sistema ILP neste ambiente estão relacionados ao manejo sustentável do pastejo e do pastoreio. Com enfoque para a carga animal, que deve estar ajustada de acordo com a capacidade de suporte das pastagens, permitindo a ciclagem de nutrientes e a estruturação da matéria orgânica de solos hidromórficos. Segundo ele, ferramentas como drenagem, calagem e adubação de sistemas, com adubo colocado na fase pastagem, também são necessárias para garantir a qualidade do sistema ILP nos solos hidromórficos do bioma Pampa.

Além disso, o capítulo apresenta aspectos relevantes de sistemas que foram colocados em prática nesse ambiente e vêm gerando resultados eficientes, com destaque para o sistema de ILP em sucessão à lavoura de arroz  e, durante o período de pousio da cultura de arroz irrigado, faz-se a rotação/sucessão com culturas de sequeiro, como soja, milho e sorgo. Acompanhe o convite do pesquisador.

Sobre a Obra
Voltada à agricultura tropical a obra é a maior sobre o tema até o momento. O material está organizado em quatro blocos temáticos e conta com 50 capítulos, mais de 170 autores (nacionais e internacionais), de instituições públicas e privadas, e quase 900 páginas que contribuem com os estudos relacionados a sistemas integrados de produção. Além de conter informações atualizadas de edições anteriores, lançadas em 2011 e 2012, a publicação reúne tópicos atualmente relevantes relacionados a esses sistemas. O lançamento oficial foi realizado durante o Congresso Mundial da IUFRO (International Union of Forest Research Organizations), em  outubro, em Curitiba/PR.

O E-book ILPF – Inovação com Integração de Lavoura, Pecuária e Floresta está disponível para download aqui.

 
 
Thais Boa Nova (Colaboradora)
Embrapa Clima Temperado

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