Discussões técnicas marcam seminário sobre ILPF na Paraíba – 30/10/2019

Debates técnicos marcaram evento

O Seminário ‘Novas visões e estratégias em ILPF’, realizado em Campina Grande, no Agreste Paraibano, na quarta (30), foi marcado por discussões técnicas e a certeza de que os estados do Nordeste têm, de fato, grande potencial para adoção da Integração Lavoura – Pecuária – Floresta.

Realizado na Embrapa Algodão, o seminário foi segundo de três encontros da série ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’, que promove discussões técnicas e científicas sobre a Integração Lavoura – Pecuária – Floresta na região. Promovida pela Embrapa e a Rede ILPF com apoio de diversos parceiros estaduais e federais, a série se encerra com um encontro para discutir modelos de ILPF para o Semiárido, em Petrolina, PE, de 19 a 22 de novembro.

As palestras da manhã focaram em discussões técnicas e casos de sucesso de adoção de ILPF em propriedades e como política pública, e no painel da tarde o foco foi nas possibilidades de articulação institucional e apoio financeiro para fomentar o avanço dos sistemas integrados na Paraíba e demais estados.

Uma visão unânime entre os mais de 70 participantes – gestores de órgãos federais e estaduais, assistentes técnicos, consultores, pesquisadores e professores – foi de que a Paraíba e os demais estados da região têm condições de adotar modelos de ILPF adaptados a suas realidades, mas para que essa tecnologia se torne uma política pública e avance é necessária uma grande articulação entre parceiros.

Para ver todas as imagens do evento na rede social Flickr, clique aqui.

Visões
Para o pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios Ricardo Elesbão, que fez a palestra de abertura, o Nordeste tem grande potencial para introduzir nos sistemas integrados produtos e culturas de alto valor agregado, a exemplo de cactáceos nativos e exóticos com frutos com propriedades bioativas antioxidantes, pelos quais os mercados europeu, norte-americano e asiático estão dispostos a pagar altos valores. “Os processos de produção em sistemas integrados estão fortemente ligados ao reconhecimento pelo público consumidor, que exige mais conhecimento e confiança nos produtos. E os sistemas integrados agregam isso para o consumidor, que tem um olhar especial para esse tipo de produto”, destacou.

Roberto Giolo, da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), trouxe para o debate o conceito e as práticas de Carne Carbono Neutro (CCN), que vêm sendo desenvolvidos no Brasil desde a década de 2000, com lançamento oficial em 2015. A CCN envolve a integração no sistema de produção de componentes arbóreos na propriedade, que absorvem carbono da atmosfera e neutralizam as emissões pelos animais do gás metano – que contribui para o efeito estufa e aquecimento global.

“Apesar de não termos atingido níveis ideais de adoção do conceito no Brasil como um todo, temos percebido um grande avanço e um interesse cada vez maior entre os produtores, e são muito interessantes as possibilidades de diversificação no Nordeste, com introdução de coqueiro, palmáceas e outras espécies que podem trazer bons resultados”, declarou.

Casos de sucesso
De acordo com Fernando Garcia, da Secretaria da Agricultura do Tocantins, que apresentou os resultados da implantação do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) com inserção de ILPF no seu estado, um passo fundamental foi a formação de grupo gestor diverso e bem representativo, com agentes de Estado, assistentes técnicos, instituições de ensino e setor produtivo. 

“A capacitação continuada dos assistentes foi fundamental, bem como a instalação das Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em parceria com os produtores para consolidar o modelo e seu aprendizado. Hoje o Plano ABC no Tocantins é uma política pública efetiva, com ganhos de produtividade e sustentabilidade dos produtores”, destacou. 

Garcia ressaltou que no início o principal objetivo do plano era recuperar pastagens degradadas, mas o engajamento dos parceiros e os resultados positivos fizeram com que o leque se ampliasse para frentes – introdução dos programas Balde Cheio, Carne Carbono Neutro e o aumento da eficiência econômica dos sistemas.

Outro caso de sucesso de destaque foi o da URT de Tenório, no Cariri Paraibano, região central no Semiárido do estado, coordenada pelo consultor técnico Humberto Araújo por meio do Senar Paraíba. Ele apresentou imagens e descrições da área implantada em parceria com agricultores. Impressionou a todos a enorme variedade de cultivos integrados na unidade, desde grãos como o milho Gorutuba (desenvolvido pela Embrapa para o Semiárido), leguminosas como feijão, moringa e gliricídia, gramíneas forrageiras, cactáceas e palmas.   

“As informações geradas e transmitidas pela pesquisa da Embrapa foram a grade base para que pudéssemos aplicar as técnicas de preparo do solo, adubação e manejo das culturas de forma adequada”, ressaltou o assistente técnico.

Estratégias
As discussões da tarde focaram em estratégias e articulações institucionais para fortalecer a adoção de sistemas integrados na Paraíba. O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão, João Henrique Zonta, apresentou as estruturas e grupos de pesquisa e transferência das Unidades da Embrapa que atuam para promover ILPF no Nordeste, destacando as oportunidades de parcerias e integração de esforços.

Pablo Araújo, do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Senar PB, apresentou o programa de assistência e seus resultados na Paraíba. João Bosco, do Sebrae PB, apresentou casos de sucesso de propriedades que receberam consultoria e assistência do órgão, e o técnico João Paulo, que há cinco anos atua como consultor e assistente técnico do Sebrae na região, deu seu testemunho.

O professor de ciências do solo Adailson de Souza, do Campus da UFPB em Areia, apresentou resultados de um extenso levantamento da fertilidade dos solos da PB – 1885 análises de solo de 2016 a 2018. Ele destacou a importância de se adequar os modelos de ILPF às características específicas dos solos nas mesorregiões paraibanas.

Os bancos financiadores foram representados por Celio Cintra, superintendente comercial do Banco do Brasil para Campina Grande e região, e Daniel Almeida – Gerente de Negócios do BNB em João Pessoa. Eles apresentaram as linhas de crédito e oportunidades de negócio para sistemas integrados e Plano ABC.

Hermes Ferreira, chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência Federal de Agricultura na Paraíba, também participou dos debates, bem como coordenador do Grupo Gestor do Plano ABC no estado, o representante da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), Demilson Lemos.

O seminário encerrou com um rico debate em microfone aberto sobre os desafios para o avanço de ILPF na Paraíba e uma visita ao estande de ILPF em Realidade Virtual, com óculos 3D para visualização das práticas de ILPF em realidade aumentada.
 

Foto: Saulo Coelho
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Semiárido Show terá encontro para discutir ILPF no Nordeste – 08/11/2019

Dentro da programação do Semiárido Show 2019, de 19 a 22 de novembro em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, acontece o terceiro e último encontro da série  ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’, que promove discussões técnicas e científicas sobre a Integração Lavoura – Pecuária – Floresta na região.

Os eventos são promovidos pela Embrapa e parceiros em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, com recursos da Rede ILPF, uma parceria público-privada formada pela Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, Ceptis, John Deere, Premix, Soesp e Syngenta, e apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED). 

A etapa pernambucana é intitulada Encontro ‘Modelos de ILPF para o Semiárido’, e acontece no Auditório Macambira no espaço de palestras montado no Semiárido Show, na Embrapa Semiárido, na BR 428, Km 148, em Petrolina, PE. 

Em consonância com o evento principal, o foco do encontro será em modelos de ILPF adaptados ao Semiárido Nordestino, com uso de variedades que tolerem a escassez de chuvas e a as altas temperaturas, e contribuam para o aumento da produtividade nas propriedades, tanto nas culturas plantadas quando na produção da bovinocultura leiteira e de caprinos e ovinos, que são tradicionais em muitos municípios da região.

Com coordenação da pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) Elizabeth Nogueira, a inciativa tem a participação de pesquisadores e agentes de mais sete Unidades da Embrapa – Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), Semiárido (Petrolina, PE), Algodão (Campina Grande, PB), Solos (Rio de Janeiro, RJ), Alimentos e Territórios (Maceió, AL) e Milho e Sorgo (sete Lagoas, MG).

Alagoas
A série de encontros teve início em Maceió, AL, com o workshop ‘ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA’, de 20 a 22 de agosto, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (FAEAL), em co-realização com o Sebrae/AL e com apoio da FAEAL, Emater/AL, Faped, Seagri-AL, FIEA e Associação dos Criadores de Alagoas.

O foco das discussões desse primeiro encontro foi a promoção de ILPF na nova fronteira agrícola denominada SEALBA, formada por áreas com grande potencial produtivo em Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia. A programação teve apresentações de pesquisadores de diversas Unidades da Embrapa, dirigentes da Rede ILPF, consultores do Sebrae, agentes da Seagri-AL e produtores com casos de sucesso.

Paraíba
O segundo encontro, ‘Novas visões e estratégias em ILPF’ aconteceu na Embrapa Algodão, Campina Grande, PB, em 30 de outubro, e foi marcado por discussões técnicas e a certeza de que os estados do Nordeste têm, de fato, grande potencial para adoção da Integração Lavoura – Pecuária – Floresta.

Uma visão unânime entre os mais de 70 participantes – gestores de órgãos federais e estaduais, assistentes técnicos, consultores, pesquisadores e professores – foi de que a Paraíba e os demais estados da região têm condições de adotar modelos de ILPF adaptados a suas realidades, mas para que essa tecnologia se torne uma política pública e avance é necessária uma grande articulação entre parceiros.

Confira abaixo a programação completa do Encontro ‘Modelos de ILPF para o Semiárido’:

Dia 19
Abertura:
Pedro Carlos Gama da Silva – Embrapa Semiárido

Palestras:
A importância do ILPF para o semiárido nordestino – Renato de Aragão Ribeiro Rodrigues – Embrapa Solos/ Rede ILPF
ILPF no Nordeste – José Henrique de Albuquerque Rangel e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros
Modelos de cultivos de sistemas integrados para o Nordeste – João Henrique Zonta e José Geraldo di Stefano – Embrapa Algodão
Rede Adapta Sertão Pecuária Regenerativa: A experiência da Rede Adapta Sertão – Danieli Cesano – Rede Adapta Sertão
A contribuição da ILPF na melhoria da qualidade dos solos do Semiárido – André Júlio do Amaral – Embrapa Solos  Encerramento  

Dias 20 a 22

Dias de Campo:
Sistema Glória de produção de Leite – Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros
Sistema Silvipastoril indicado para Caatinga – Rafael Gonçalves Tonucci – Embrapa Caprinos
Modelos indicados para sistemas integrados no Sertão do Semiárido – Salete Alves de Moraes – Embrapa Semiárido

Cursos: 
Sistemas de IPF para o Semiárido nordestino – Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros 

Palestras:
Aproveitamento da mucilagem de sisal para alimentação de ovinos – Manoel Francisco de Sousa – Embrapa Algodão
ILPF como ferramenta para recuperação de solos e melhor aproveitamento da água em sistemas produtivos do Semiárido – José Geraldo Di Stefano – Embrapa Algodão
Componente florestal: Estratégias e Desafios para o Semiárido Brasileiro – Marcos Antônio Drumond – Embrapa Semiárido e José Henrique Rangel – Embrapa Tabuleiros Costeiros
O Papel das Leguminosas no uso de Sistemas integrados – Paulo Ivan Fernandes Junior – Embrapa Semiárido
 
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Projeto ABC Cerrado recupera de 93 mil hectares de áreas degradadas – 08/11/2019

Uma área equivalente a 110 mil campos de futebol foi recuperada e tornou-se produtiva com a adoção de algumas tecnologias voltadas para agricultura de baixo carbono desenvolvidas pela Embrapa e parceiros. Esse foi um dos resultados do Projeto ABC Cerrado apresentado nessa quarta-feira, no auditório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

As tecnologias aliadas à capacitação dos produtores rurais e à assistência técnica e gerencial foi a combinação que levou ao sucesso da iniciativa. A ministra da Agricultura Tereza Cristina, presente no evento, enfatizou: “Esse projeto é importante e emblemático. É um exemplo para mostrarmos ao mundo, que está preocupado com o nosso meio ambiente”. A partir das ações implementadas, mais de 190 mil hectares foram incorporados às áreas de preservação permanente e às reservas legais, também como entrega do projeto.

Os números do estudo inédito que avaliou os impactos da adoção das tecnologias pelos produtores rurais superaram todas expectativas, como avaliou o presidente da CNA, João Martins. Em três anos de execução, além das áreas, principalmente de pastagens, recuperadas, a iniciativa capacitou 7,8 mil produtores rurais, prestou mais de 214 mil horas de assistência técnica a partir de um diagnóstico individualizado e beneficiou mais de 18 mil pessoas, entre familiares, consultores, estudantes e outros públicos envolvidos, 54% a mais que a meta inicial. 

Com a proposta de unir capacitação e assistência técnica e gerencial, o resultado foi que 11 vezes mais produtores adotaram as tecnologias recomendadas, se comparados aos produtores que não foram envolvidos na iniciativa.

Outro dado que chama a atenção é o número de pequenos agricultores integrantes do projeto. Das 2 mil propriedades rurais atendidas, 86% têm menos de 500 hectares. “Isso demonstra que tecnologia de baixo carbono também é para pequenos produtores”, afirmou o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara.

“O que mostramos aqui hoje é como a tecnologia agropecuária pode apoiar o desenvolvimento do agronegócio brasileiro”, reforçou o presidente da Embrapa, Celso Moretti. Ele completa dizendo que as quatro tecnologias que integraram o projeto demonstraram que é possível alcançar maior sustentabilidade na produção agropecuária do País. “O Brasil não precisa cortar mais nenhuma árvore, não precisa tocar na Amazônia ou na Mata Atlântica. Só com a recuperação de pastagens degradadas, em 2030, o Brasil vai ser o maior produtor de alimentos, proteínas e fibras”, garantiu.

Produtores rurais são peças-chaves do processo
Em três anos, a pastagem que estava muito empobrecida, agora, com braquiária, consegue resistir aos períodos de estiagem, conta Rodrigo Barros, o produtor de Brejolândia (Bahia), que também trocou a genética do gado. Agora, com um pequeno sistema de irrigação rotacionada, o pasto de boa qualidade nos cinco hectares da família garantiu que sua produção de gado quintuplicasse. “O projeto ABC Cerrado veio para abrir nossos olhos e eu passei a enxergar de maneira mais ampla como fazer qualquer atividade na nossa propriedade”.

Para cada um real investido pelo projeto, os produtores colocaram 7 reais de volta. “Isso demonstra que eles acreditaram no projeto, que seria possível melhorar sua produção, sua renda, com soluções para suas propriedades”, conta o presidente da CNA. Alguns produtores, que produziam, de 45 a 50 litros por dia, passaram a produzir 300 litros, um excelente resultado alcançado com a ajuda do ABC Cerrado, afirma João Martins.

De 100 animais, o Antônio Luiz Andrade, que tem uma propriedade em Codó, no Maranhão, passou a criar 300 na mesma área, após colocar em prática as recomendações para melhorar suas pastagens. “A tecnologia é de grande importância, principalmente para o pequeno produtor, que não tem condição de ter um agrônomo, um técnico para acompanhá-lo. O pequeno produtor, a maioria, não tem o conhecimento técnico”. O ABC Cerrado levou muito conhecimento para o pequeno produtor. “Eu nunca tinha feito a análise do solo. Eu fiz a análise, fiz adubação, como recomendado, pela primeira vez”. Depois ele plantou os capins mombaça e braquiária, além de milho, para fazer silagem e complementar a dieta do gado durante o período de engorda. 

Com a implantação de uma ou mais dentre as quatro tecnologias do projeto – recuperação de pastagens degradadas, integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), sistema Plantio Direto e florestas plantadas, os produtores da Bahia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Tocantins e do Distrito Federal ganharam em produtividade e aumentaram a sustentabilidade de seus negócios.

À Embrapa coube a coordenação da vertente técnica do ABC Cerrado. “Participamos desde o início, desde a concepção do projeto. Nós revisamos todas as tecnologias que foram incorporados ao projeto, fizemos o treinamento dos consultores, os consultores capacitaram os técnicos, que capacitaram os produtores rurais – essa foi a sequência da metodologia do programa”, explicou Claudio Karia, chefe-geral da Embrapa Cerrados. 

Para Karia, outro ganho do projeto foi mostrar que o problema não está na geração da tecnologia e sim em como fazer essa tecnologia, esse conhecimento, chegar ao produtor. “Nesse caso, foi importante achar interlocutores que tivessem capilaridade e condições de chegar ao produtor, como o Senar”, explica.

Outro diferencial do ABC Cerrado foi a oferta de uma assistência técnica individualizada. “Para cada propriedade foi transferida a tecnologia adequada. Hoje temos que trabalhar com eficiência, com indicadores, sabendo que o produtor vai investir um real e no futuro vai tirar dez, com a tecnologia adequada à característica do produtor”, explica Daniel Carrara. Ele contou que a adoção de uma metodologia para mensurar os resultados do projeto veio pela parceria com a Embrapa.

A ministra da Agricultura também acredita no arranjo do ABC Cerrado. “Esse projeto vai continuar. Os produtores capacitados vão seguir usando essas tecnologias e os vizinhos vão adotar também. Em breve, com os acordos que estamos fazendo com vários países, vamos ter que aumentar nossa produção. Aí está a resposta de como vamos fazer isso”, sinalizou Tereza Cristina.
 

Foto: Juliana Miura
Juliana Miura (4563/DF)
Embrapa Cerrados

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Semiárido Show traz programação com foco no desenvolvimento regional sustentável – 07/11/2019

De 19 e 22 de novembro acontece a oitava edição do Semiárido Show, maior evento de inovação tecnológica para a agropecuária dependente de chuva do Nordeste. A iniciativa busca levar aos produtores e empreendedores da região as principais pesquisas e inovações com foco no desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro. O evento é promovido pela Embrapa, em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), e acontece em uma área de 20 hectares da Embrapa Semiárido, na zona rural de Petrolina-PE.

Com o tema “Dinâmicas de Desenvolvimento Regional e Inovação”, a feira traz uma programação intensa e diversificada, que envolve mais de 70 oportunidades de capacitações entre minicursos, palestras, oficinas, seminários e Dias de Campo, tudo gratuito e aberto ao público. Entre os temas que serão abordados estão os sistemas de cultivo para o Semiárido, tecnologias de captação de água e irrigação, criação animal (galinha, caprinos e ovinos), modelos para a exploração sustentável da Caatinga, manejo e conservação dos solos e apresentação de novas cultivares.

Nas Unidades Demonstrativas estarão expostos os materiais de campo da Embrapa e de parceiros, com destaques para as forrageiras, espécies de plantas que podem ser utilizadas para alimentação de rebanhos. Ainda no campo, os visitantes terão a oportunidade de conferir cultivos como o algodão, feijão, milho, gergelim, sisal, amendoim, sorgo, macaxeira, mamona, além de técnicas para armazenamento e gestão da água e modelos de iLPF.

De acordo com o Chefe-geral da Embrapa Semiárido, Pedro Gama, este é um evento de grande importância, pois torna possível a milhares de pessoas o acesso as informações geradas pela Embrapa e instituições parceiras, contribuindo com o dinamismo, produtividade e sustentabilidade da atividade agropecuária na região.

“Temos espaços planejados para permitir o máximo de intercâmbio de conhecimentos, com estandes, auditórios e áreas de exposição que divulgam e dão visibilidade a produtos e serviços locais, ampliando as oportunidades de parcerias e de fortalecimento de mercados para o semiárido”, explica o gestor.

A organização estima a participação de 15 mil pessoas no evento, entre agricultores, estudantes, empresários, pesquisadores, agentes de assistência técnica, extensão rural e demais interessados. Também são aguardadas mais de 100 caravanas provenientes de vários estados do Nordeste, e participação internacional com comitiva de produtores e representantes de instituições de países que compõem o corredor seco, entre eles: El Salvador, Honduras, Guatemala e México.

Vila da Economia Solidária e Espaço Sabores do Sertão

Além das capacitações e treinamentos, o complexo do Semiárido Show contará com a ‘Vila da Economia Solidária’, local reservado aos empreendimentos de cooperativas e associações de agricultores familiares para expor seus produtos e serviços, além da Feira da Agrobiodiversidade, área de intercâmbio e comercialização de sementes crioulas.

Outro destaque será o ‘Espaço Sabores do Sertão’, que visa promover o uso de produtos regionais na gastronomia. Nas oficinas, serão apresentadas alternativas de uso culinário de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), com aproveitamento de espécies nativas da Caatinga, além da Manta Caprina e Ovina de Petrolina, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do município.

Leilão e exposição de animais

O público da feira também poderá conferir a exposição e leilão de animais, com a disponibilização de lotes de caprinos, ovinos e bovinos. Entre eles, está o gado Sindi da Embrapa, aguardado com muita expectativa pelos criadores com o objetivo de refrescar o sangue dos rebanhos. Destes, serão leiloados 26 animais, sendo 10 machos e 16 fêmeas, com lances iniciais que variam de R$ 1.500 a R$ 2.600 por animal. Confira o edital completo aqui.

A programação e outras informações sobre o Semiárido Show estão disponíveis no site www.embrapa.br/semiarido-show.

Apoio

Apoiam o Semiárido Show as seguintes Instituições: Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento; Ministério da Cidadania; Ministério do Desenvolvimento Regional;  IF Sertão-PE; Univasf; Ibama; Sudene; Chesf; Banco do Brasil; BNB; BNDES; FAO/ABC; Secretaria de Turismo e Lazer/Gov Pernambuco; Emater/Governo do Estado do Piauí; Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF)/ Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR)/ Governo do Estado da Bahia; Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR); Projeto Bahia Produtiva; Grupo Banco Mundial; Pró Semiárido; Fida/IICA/Programa Semear Internacional; Bem Diverso/ PNUD/ Gef; Prefeitura de Petrolina; Programa Água Doce; CNA, Senai; Senar; Sebrae; Sesc; Senac; IRPAA e ASA.
 
Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Semiárido

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Compactação do solo durante a semeadura aumenta as chances de doença – 05/11/2019

A expectativa de normalização das chuvas no Centro-Oeste anima e relembra que ainda temos muita lavoura a semear e, portanto, um prazo a cumprir.  Mas, cuidado, a pressa para recuperar o tempo perdido na implantação das lavouras pode gerar problemas. Frequentemente agricultores e consultores procuram os laboratórios e instituições de pesquisa após a semeadura trazendo algumas plantas com sintomas de murcha, tombamento ou mal desenvolvidas, tentando compreender porque as plantas não se desenvolvem normalmente. E muitas vezes a resposta é que as doenças são apenas oportunistas. As enfermidades em plantas logo após a semeadura, em geral, revelam problemas de manejo do solo, principalmente relacionados à compactação, dificultando o desenvolvimento normal do sistema radicular e predispondo as plantas a toda sorte de doenças. 

Evitar as doenças custa muito menos e é muito mais eficaz do que tentar controlar depois que elas ocorrem. E pensando em doenças de solo, que são causadas por microrganismos habitantes naturais do solo, pouco ou nada podemos fazer depois de constatada a doença. Por isso, nesta fase de semeadura, a principal atitude para evitar doenças consiste em evitar a compactação do solo.

E como evitar a compactação do solo? Durante a semeadura, é importante evitar a operação e o trânsito de máquinas na lavoura com solo muito úmido, principalmente em solos argilosos. O produtor sabe, mas não custa lembrar: operações agrícolas com solo muito úmido promovem a compactação do solo, o processo de descompactação é difícil, e solo compactado predispõe as plantas a doenças. A compactação pode ocorrer tanto pela pressão dos pneus do maquinário agrícola sobre o solo, como também nos sulcos de semeadura, pela ação do facão de distribuição do adubo e/ou pelos discos de semeadura, promovendo o espelhamento das paredes do sulco e facilitando assim o acúmulo de água, o que favorece a ocorrência de doenças.

Algumas doenças de solo favorecidas pela compactação são: podridão da raiz e da haste da soja causada por Phytophthora sojae, que causa o escurecimento ascendente, a partir da base da haste, subindo homogeneamente na planta até as ramificações da haste principal. O tombamento de pré e pós emergência causado por Rhizoctonia solani, que causa o estrangulamento do colo da planta, com lesões circulares a elípticas marrom-avermelhadas, que se tornam alongadas e deprimidas. E a podridão cinza da haste e da raiz causada por Macrophomina phaseolina. Esta doença é observada mais no final do ciclo, devido a antecipação da maturação (maturação forçada) nas reboleiras com a doença. 

Além dessas, solos mal conservados em geral predispõem as plantas a diversas outras doenças, como as doenças-de-final-de-ciclo, o mofo-branco, e as nematoses. O cuidado com a estrutura e conservação do solo pode fazer com que muitas doenças não ocorram ou não atinjam o limiar de dano. Essas informações reforçam que muito do êxito nas lavouras, está relacionado ao nosso cuidado com o solo.
 
Alexandre Dinnys Roese (Analista Embrapa Agropecuária Oeste)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Augusto César Pereira Goulart (Pesquisador Embrapa Agropecuária Oeste)
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Encontro de Inovação em Agronegócio aborda agritech – 05/11/2019

Projetos da Embrapa voltados para o Agritech serão apresentados no Encontro de Inovação em Agronegócio, em 7 de novembro, no Instituto de Pesquisas Eldorado. O encontro, uma parceria da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e do Instituto Eldorado, com apoio e colaboração da Embratel/Claro, irá abordar a visão desse ambiente e das suas oportunidades, além de decifrar os cenários de investimentos em tecnologias e apresentar casos de conectividade e aplicativos desenvolvidos para o mercado.

A programação conta com discussões sobre ambiente e oportunidade para Agritechs, com a Pulse Hub; investimentos em tecnologia do agrobusiness, com a WBGI Consultoria e com a Claro, abordando as oportunidades da conectividade no Agro.

A partir das 11h15 inicia-se a apresentação de projetos de Agritechs, com Painel de Aplicativos.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Geraldo Stachetti apresenta, às 11h45, o BRGAP – Avaliação de impactos para gestão ambiental de atividades rurais: a parceria Embrapa/Brasil-GAP – Agrodimensões. Conforme o pesquisador, a equipe da Embrapa Meio Ambiente tem se dedicado à formulação de sistemas de avaliação de impactos de atividades rurais, com integração de indicadores que favorecem a recomendação de tecnologias e práticas de manejo para gestão ambiental, em atendimento à demanda dos produtores.

A experiência desenvolvida com a elaboração e utilização dessas abordagens metodológicas (o sistema Ambitec-Agro de avaliação de inovações tecnológicas para o Balanço Social institucional; e o sistema APOIA-NovoRural, focado na gestão ambiental) vem sendo compartilhada com a Brasil-GAP Consultoria Agropecuária, na iniciativa denominada Agrodimensões.

Stachetti explica que trata-se de um procedimento de campo organizado com plataforma ‘mobile’, para coleta de dados georreferenciados, apresentação de gráficos demonstrativos de desempenho nas diferentes dimensões da sustentabilidade, integrados com um QRCode para facilitar o acesso pelo público. O objetivo é prover os produtores com um mecanismo de registro, análise e comunicação de sustentabilidade, diretamente nos pontos de venda e em associação com agroindústrias, estendendo o alcance aos consumidores e favorecendo a construção de uma relação ética no mercado agroalimentar.

O aplicativo AgroTag, que será apresentado pelo pesquisador Ladislau Skorupa da Embrapa Meio Ambiente às 12h, foi desenhado para apoiar a estruturação da Rede Colaborativa de Uso e Cobertura das Terras e dos Sistemas Produtivos Agropecuários e Florestais. Desenvolvido para dispositivos Android, na qual a interface online WebGIS comunica-se diretamente com o aplicativo e permite aos usuários parceiros o acesso de forma rápida aos dados coletados em campo e o seu compartilhamento entre os grupos.

Conforme  Skorupa,  para atender as demandas dos grupos de projetos parceiros e aumentar a abrangência de suas aplicações práticas, o Sistema AgroTag também foi desenvolvido em sistemas/módulos temáticos. O primeiro deles, AgroTag ILPF, foi desenvolvido com apoio da Associação Rede ILPF e é dedicado ao tema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.  Além dele, também foram desenvolvidos os módulos AgroTag AQUA, com apoio do BNDES, e dedicado ao tema Aquicultura, e o módulo AgroTag VEG, com apoio do Fundo Amazônia, voltado para a identificação, qualificação e monitoramento de experiências de recomposição de Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal ou de Uso Restrito.

Logo depois, às 12h15, Luciana Romani, pesquisadora da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP)  fala sobre a AgroAPI – plataforma que oferece informações e modelos agropecuários gerados pela Embrapa e que podem ser utilizados por empresas, instituições públicas e privadas e startups para a criação de softwares, sistemas web e aplicativos móveis para o setor agropecuário, com redução de custo e de tempo.

O acesso aos dados e modelos é realizado de forma virtual por meio de APIs (Interface de Programação de Aplicativos, na tradução do inglês) – um conjunto de padrões e linguagens de programação que permite, de maneira automatizada, a comunicação entre sistemas diferentes de forma ágil e segura, esclarece Luciana. Já estão disponíveis na plataforma a API Agritec, que reúne desde informações sobre produtividade e zoneamentos agrícolas até informações sobre cultivares, e a API SATVeg, com uma base de dados geográficos referentes às curvas temporais dos índices vegetativos NDVI e EVI na América do Sul.

Logo depois será a vez do Sigma ABC. O encerramento será às 13h15.

As inscrições são gratuitas.

Serviço
Auditório Instituto de Pesquisas Eldorado
Avenida Alan Turing, 275, Cidade Universitária
Campinas, SP

 

 

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

Contatos para a imprensa

Telefone: 19 3311 2608

Estudantes participam de dia de campo sobre sistemas agroflorestais – 04/11/2019

Os estudantes acompanharam as etapas de implantação do SAF, a metodologia de amostragem do solo, avaliação dos cultivos e práticas agrícolas de manejo

Áreas degradadas ou de pastagem podem ser convertidas em áreas produtivas, rentáveis e integradas à paisagem florestal com os Sistemas Agroflorestais (SAF). O caminho que conduz a um novo modelo de produção e conservação dos recursos naturais é percorrido através do consórcio de espécies arbóreas, frutíferas e cultivos agrícolas, que interagem entre si e oferecem benefícios técnicos, econômicos e ambientais para os produtores rurais. 

Para verificar de perto os resultados obtidos com a implantação desse sistema, estudantes do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram de um dia de campo sobre SAF, promovido pela Embrapa Acre, com apoio do Projeto Bem Diverso. A aula prática foi realizada no dia 18 de outubro, na propriedade do extrativista João Evangelista, na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Epitaciolândia (AC). 

Durante a atividade, os estudantes acompanharam etapas de implantação do sistema, a metodologia de amostragem do solo, avaliação dos cultivos e práticas agrícolas de manejo. Puderam constatar, em campo, os arranjos adequados à realidade extrativista e a viabilidade econômica desses consórcios florestais e agrícolas, que diversificam a atividade produtiva e ampliam a oferta de alimentos. 

Para o estudante Antônio Carnaúba, o dia de campo foi uma oportunidade para aprofundar, na prática, o conhecimento adquirido em sala de aula e, quem sabe, buscar novos rumos na profissão de engenheiro agrônomo. “Nossa profissão é ampla e cheia de desafios. Um deles é obter um sistema agrícola economicamente viável e ecologicamente equilibrado. O SAF pode ajudar o produtor ao oferecer diversificação da produção, diminuição de pragas e doenças, melhoria das condições químicas e físicas do solo e movimentação da economia local”, diz o estudante.

Unidade de Aprendizagem 
Em uma área de dois hectares de sua colocação, no Seringal Porvir, o extrativista João Evangelista conciliou, nos primeiros anos do SAF, o cultivo de milho e feijão com o plantio de frutíferas (açaizeiro e bananeira) e espécies florestais (seringueira e castanheira). O experimento, implantado em 2013 por meio do Projeto Saram (Sistemas Agroflorestais para Produção e Recuperação Ambiental na Amazônia), tem sido utilizado como Unidade de Aprendizagem da Embrapa, funcionado como vitrine para demonstrar a dinâmica de funcionamento e os resultados desse sistema.

O pesquisador Tadário Kamel conduziu a implantação do experimento e relata que o grande número de áreas de pastagem nas reservas extrativistas é preocupante, mas com os sistemas agroflorestais é possível produzir alimento, gerar renda e promover a conservação de espécies nativas da Amazônia. “Nos primeiros três anos, com a implantação de culturas agrícolas, como milho, feijão e banana, o produtor deixou de derrubar a floresta para implantar o roçado tradicional, que envolve derrubada e queima da floresta”, conta o pesquisador. 

Tadário ainda comemora a realização de mais um dia de campo e a troca de experiência entre pesquisadores, técnicos, produtores, alunos e professores. “Os estudantes serão multiplicadores dessas tecnologias agroflorestais envolvidas nessa Unidade de Aprendizagem da Embrapa e podem, futuramente, compor equipes que trabalham na reserva extrativista”, conta. 

Bem Diverso
O Projeto Bem Diverso desenvolve ações para a conservação da biodiversidade e manejo sustentável dos recursos naturais em paisagens florestais e sistemas agroflorestais de três biomas brasileiros, Amazônia, Cerrado e Caatinga, denominados Territórios da Cidadania. Fruto da parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o projeto busca assegurar os modos de vida das comunidades tradicionais e agricultores familiares, proporcionando renda e qualidade de vida.

 

Foto: Josiane Evangelista
Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
Embrapa Acre

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Agricultura movida a ciência é apresentada pela Embrapa no Global Farmers Master Class em SP – 22/10/2019

Produtores de 15 países e especialistas durante o evento na Esalq em Piracicaba, SP

A trajetória da agricultura brasileira e da Embrapa foi apresentada ontem, 21 de outubro, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) em Piracicaba -SP, em evento internacional do setor de agronegócio à 42 produtores rurais de 15 países, como Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, França, Chile, Argentina,  Peru, Holanda e Zambia, dentre outros, durante o Global Farmers Master Class 2019, promovido pelo Rabobank.

Pela primeira vez no Brasil, o evento visa promover a discussão global para encontrar soluções inovadoras para alimentar o mundo e alavancar a segurança alimentar global. O Global Farmers Master Class normalmente acontece de forma bianual é um recurso valioso para a troca de conhecimentos, boas práticas e experiências.

O chefe geral da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna – SP), Marcelo Morandi, representando a Diretoria Executiva da Empresa, apresentou o Painel “O papel da Embrapa em fazer do Brasil um grande produtor agropecuário.” Na palestra, temas como os principais desafios da agricultura tropical, o futuro da alimentação e da agricultura e o uso da terra no Brasil, além de como a Embrapa e os parceiros do sistema nacional de pesquisa agropecuária trabalham a ciência e a inovação para o desenvolvimento e geração de impactos positivos para a agricultura, sempre pautados pela sustentabilidade, foram apresentados à uma platéia atenta.

Conforme explicou Morandi, foi uma oportunidade para mostrar aos produtores de outros países o que fazemos e como fazemos. “Nem sempre os produtores estrangeiros têm o real conhecimento sobre nossa agricultura e o grau de sustentabilidade que atingimos: como transformamos nossos solos pobres e ácidos em solos produtivos, inserimos o plantio direto e a fixação biológica de nitrogênio e desenvolvemos os sistemas Integrados de produção (ILPF). E continuamos avançando na bioeconomia, com o controle biológico, a evolução dos sistemas e conceitos de marcas e produtos de baixa emissão de carbono, como o ‘Carne Carbono Neutro’ e os biocombustíveis certificados no programa RenovaBio, além de outros exemplos de sucesso da agricultura brasileira”, concluiu.

Já a coordenadora do Global Farmers no Brasil, Daniela Sampaio, comenta que a razão por trás da estratégia de juntar no mesmo lugar produtores rurais que sejam relevantes em diversas regiões agrícolas do mundo é contruir uma discussão de alto nível sobre os desafios e oportunidades dentro da missão de implementar os meios para alimentar uma população mundial crescente. “Um momento ímpar para entrarmos em detalhes específicos de discussão de inovação, tecnologia, governança e modelos de negócios.”

O Global Farmers Master Class 2019 foi iniciado no Estado de São Paulo, em Campinas e Piracicaba. A programação ainda contemplará atividades nas cidades de Holambra, Descalvado, Ribeirão Preto, Guariba e Franca no estado de SP. Depois o programa migrará para o Estado de Mato Grosso, onde ocorrerão eventos nos municípios de Cuiabá e Campo Verde.

Aumento da população mundial, sucessão, sustentabilidade e inovação são desafios

Os temas discutidos no Global Farmers Master Class ao longo dos anos traduzem os principais desafios mundiais enfrentados pelos produtores rurais. A sucessão na propriedade, sustentabilidade e inovação são alguns deles. Uma análise crua das estatísticas mundiais de sucessão dá conta que metade de todos os produtores rurais nos países desenvolvidos têm mais de 50 anos. Além da tradição e cultura familiar, é preciso um planejamento na preparação dos herdeiros dos negócios rurais.

A produção agropecuária, mais que nunca, precisa continuar sua linha de crescimento para alimentar uma população global de aproximadamente 9 bilhões de pessoas em 2050. Para alimentar esse volume de pessoas, estima-se que o volume de produção precise crescer em torno de 70%. Com uma capacidade de expansão de novas terras reduzida, que suficiente somente para uma parte deste crescimento, os produtores rurais precisam investir a longo prazo no aumento da produtividade na mesma área.

Ainda no escopo dos desafios, é preciso praticar uma agricultura sustentável que considere aspectos como a inovação nos negócios. Uma ação que vise potencializar habilidades empreendedoras, necessárias e urgentes, frente às novas tendências no agronegócio, que irão balizar o comportamento do mercado em um futuro próximo.

Para a coordenadora do Global Farmers, tanto as oportunidades, quanto os desafios, são muito comuns aos produtores de diversos países e “no Masters Class eles podem discutir essas questões de um modo bastante específico,” disse Daniela Sampaio.

 
Foto: Marcos Vicente
Marcos Vicente (MTB 19.027/MG)
Embrapa Meio Ambiente

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Embrapa leva tecnologias em agricultura digital para o InovaCampinas Trade Show – 22/10/2019

Evento visa promover oportunidades de negócios e tendências em inovação e empreendedorismo

Realidade virtual e aumentada, sistemas web, softwares e aplicativos móveis, além de inovações desenvolvidas por startups do setor, são as atrações do estande da Embrapa no InovaCampinas Trade Show 2019, que acontece nos dias 30 e 31 de outubro, na Expo D.Pedro, em Campinas (SP). Realizado pela Fundação Fórum Campinas Inovadora (FFCi), o evento tem como objetivo promover oportunidades de negócios, demonstrar o potencial tecnológico da região e apresentar as novas tendências em temas como internet das coisas, saúde, indústria 4.0, energia e food tech, além do agronegócio. O evento é gratuito e conta com conferências temáticas, área de exposição e rodada de negócios.

>> Inscrições aqui

Unidades da Embrapa da região de Campinas vão apresentar algumas novidades em agricultura digital. Entre elas a plataforma AgroAPI, desenvolvida pela Embrapa Informática Agropecuária para disponibilizar informações e modelos que podem ser utilizados por empresas e startups na criação de novas soluções digitais, com redução de custo e de tempo. Também serão apresentados o aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, que permite consultar a época do ano mais indicada para o plantio de mais de 40 culturas agrícolas, em todos os municípios do território nacional; o WebGIS TerraClass, um sistema interativo que oferece acesso ao monitoramento da vegetação e da dinâmica de uso e cobertura da terra em áreas desflorestadas da Amazônia Legal; além da demonstração de aplicações baseadas em inteligência artificial utilizadas para detecção automática de frutos.

A Embrapa Meio Ambiente vai levar o AgroTag, aplicativo desenvolvido para identificar, qualificar e compartilhar em rede informações sobre sistemas ILPF implantados no Brasil; o software Aquisys, voltado para boas práticas de manejo e gestão ambiental na produção de peixes, como a tilápia; e também o projeto Fazenda Conectada, que visa fomentar a criação de soluções de internet das coisas (IoT) para o agronegócio a partir da disponibilização de áreas de experimentação, como plantações, laboratórios e estufas, para a realização de testes e validação de dispositivos, softwares e soluções de conectividade no campo, em parceria com a Embratel, Claro e Instituto de Pesquisas Eldorado.

Realidade virtual

Outra novidade da Embrapa para o público desta edição do InovaCampinas será o túnel de realidade virtual onde, por meio de óculos especiais, os visitantes poderão conhecer como funcionam os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) – uma estratégia que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área. Esta forma de sistema integrado busca otimizar o uso da terra, diversificando a produção e elevando a produtividade. Ao percorrer o túnel, é possível visualizar, de maneira lúdica e sensorial, a transformação de uma área degradada, com baixa capacidade de produção, em uma área produtiva e sustentável. O túnel é uma iniciativa da Rede ILPF em parceria com a Embrapa.

A interatividade também será o destaque da tecnologia que será apresentada no evento pela Climate, braço de agricultura digital da Bayer e parceria da Embrapa no evento. Uma estrutura com mesas tecnológicas e de realidade aumentada vai mostrar na prática como funciona a plataforma Climate FieldView™, uma ferramenta desenvolvida para coletar e processar automaticamente dados de campo e ajudar o produtor a gerenciar suas operações agrícolas, oferecendo mapas e relatórios em tempo real, acessíveis por celular, tablet ou computador.

AgTechs

As startups que atuam no setor do agronegócio, as chamadas AgTechs, também terão espaço no estande da Embrapa. As empresas selecionadas fazem parte do programa TechStart Agro Digital, promovido pela Embrapa Informática Agropecuária em parceria com a Venture Hub para apoiar o desenvolvimento de novas soluções digitais para o agronegócio. Em sua primeira edição, iniciada em setembro, o programa atraiu startups de todas as regiões do País interessadas em participar do processo de aceleração, que inclui etapas de mentoria, treinamento e atividades de relacionamento com empresas e investidores.

As AgTechs participantes já passaram pelas fases de validação inicial de seus produtos e vão demonstrar, durante o InovaCampinas Trade Show, tecnologias para as áreas de bioinformática, aplicação de defensivos, irrigação automática e inteligente, além de sistemas online para conexão de produtores rurais com outros atores da cadeia produtiva e para a gestão da propriedade e o monitoramento de safras.

InovaCampinas

O InovaCampinas Trade Show 2019 espera atrair, neste ano, um público de mais de 10 mil pessoas, formado por empresas, startups, instituições de pesquisa, universidades, incubadoras, aceleradoras e parques científicos e tecnológicos. Além das conferências e ambientes temáticos de exposição, haverá rodada de negócios aberta a empresas e instituições de todos os segmentos e tamanhos, que poderão se cadastrar para a atividade. Ao todo, estão previstas mais de 2 mil reuniões em dois dias. Nesta edição, o evento também é o grande destaque do Campinas Innovation Festival, que ocorre de 19 a 31 de outubro e vai espalhar pelas ruas da cidade atrações culturais, seminários e workshops sobre empreendedorismo e inovação em uma estrutura descentralizada.

Serviço:

Quando: 30 e 31 de outubro de 2019, a partir das 9h

Onde: Expo D.Pedro – Av. Guilherme Campos, 500. Jardim Santa Genebra, Campinas-SP.

Inscrições gratuitas: www.inovacampinas.org.br
 
Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Informática Agropecuária

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Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

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Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
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Campina Grande sedia segundo encontro para discutir ILPF no Nordeste – 22/10/2019

A cidade de Campina Grande, no Agreste Paraibano, sedia na quarta (30) o segundo de três encontros da série ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’, que promove discussões técnicas e científicas sobre a Integração Lavoura – Pecuária – Floresta na região.  

Os eventos são promovidos pela Embrapa e parceiros em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, com recursos da Rede ILPF, uma parceria público-privada formada pela Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, Ceptis, John Deere, Premix, Soesp e Syngenta, e apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED). 

Realizada com apoio da do Sebrae-PB, Senar-PB e Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC PB), a etapa paraibana é intitulada Seminário ‘Novas Visões e estratégias em ILPF’, e acontece no auditório da Embrapa Algodão das 8h às 17h. 

O foco será em novos conceitos e inovações que buscam agregar valor à produção integrada, como processos de certificação, qualificação da produção e serviços ambientais, além de produção de ovinos dentro do sistema e outras tecnologias.

Com coordenação da pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) Elizabeth Nogueira, a inciativa tem a participação de pesquisadores e agentes de mais sete Unidades da Embrapa – Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), Semiárido (Petrolina, PE), Algodão (Campina Grande, PB), Solos (Rio de Janeiro, RJ), Alimentos e Territórios (Maceió, AL) e Milho e Sorgo (sete Lagoas, MG).

Alagoas
A série de encontros teve início em Maceió, AL, com o workshop ‘ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA’, de 20 a 22 de agosto, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (FAEAL), em co-realização com o Sebrae/AL e com apoio da FAEAL, Emater/AL, Faped, Seagri-AL, FIEA e Associação dos Criadores de Alagoas.

O foco das discussões desse primeiro encontro foi a promoção de ILPF na nova fronteira agrícola denominada SEALBA, formada por áreas com grande potencial produtivo em Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia. A programação teve apresentações de pesquisadores de diversas Unidades da Embrapa, dirigentes da Rede ILPF, consultores do Sebrae, agentes da Seagri-AL e produtores com casos de sucesso.

Pernambuco
De 19 a 22 de novembro, Petrolina, no Sertão de Pernambuco, sedia o último dos encontros, que integrará a programação do Semiárido Show 2019, nos auditórios do evento e em espaços abertos.

A programação inclui apresentações de vários pesquisadores da Embrapa, Rede ILPF e da Rede Adapta Sertão, além de dias de campo para apresentar a aplicação de tecnologias integradas adaptadas ao Semiárido.

*Mais informações: felipe.guimaraes@embrapa.br / 83 3182-4516

 

Programação – Paraíba
Seminário – Novas visões e estratégias em ILPF 
30 / Outubro / 2019 – Embrapa Algodão – Campina Grande, PB 

8h – Credenciamento e abertura
8h-30 – Agregação de valor em Sistemas Integrados – Ricardo Elesbão – Embrapa Alimento s Territórios (Maceió, AL)
9h15 – Carne Carbono Neutro: produção de carne sustentável certificada em Sistema ILPF – Roberto Giolo – Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS)
10h15 – Cultivo de pastagens e espécies florestais em Sistema ILPF no Sertão Paraibano – Humberto XXX – Senar-PB
11h45 – Debate
14h – Mesa-redonda – Estratégias para adoção da tecnologia ILPF na Região Nordeste – Mapa, Embrapa, BNB, BB, Senar, Sebrae

Programação Pernambuco
Encontro – Modelos de ILPF para o Semiárido
19 a 22 / Novembro / 2019 – Semiárido Show – Petrolina, PE

Dia 19 (8h-18h)
Abertura Pedro Carlos Gama da Silva – Embrapa Semiárido 
A importância do ILPF para o semiárido nordestino  
Renato de Aragão Ribeiro Rodrigues – Embrapa Solos/Rede ILPF   
ILPF no Nordeste  
José Henrique de Albuquerque Rangel e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros  
Modelos de cultivos de sistemas integrados para o Nordeste  
João Henrique Zonta e José Geraldo di Stefano – Embrapa Algodão
Rede Adapta Sertão Pecuária Regenerativa: A experiência da Rede Adapta Sertão
Danieli Cesano – Rede Adapta Sertão  
A contribuição da ILPF na melhoria da qualidade dos solos do Semiárido 
André Júlio do Amaral – Embrapa Solos
Encerramento  
Dias 20 a 22 (8h-17h)
Dias de Campo:
Sistema Glória de produção de Leite 
Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros
Sistema Silvipastoril indicado para Caatinga 
Rafael Gonçalves Tonucci – Embrapa Caprinos e Ovinos
Modelos indicados para sistemas integrados no Sertão do Semiárido
Salete Alves de Moraes – Embrapa Semiárido       
Cursos:
Sistemas de IPF para o semiárido nordestino
Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros 
Palestras:
Aproveitamento da mucilagem de sisal para alimentação de ovinos
Manoel Francisco de Sousa – Embrapa Algodão
ILPF como ferramenta para recuperação de solos e melhor aproveitamento da água em sistemas produtivos do Semiárido
José Geraldo Di Stefano – Embrapa Algodão
Componente florestal: Estratégias e Desafios para o Semiárido Brasileiro
Marcos Antônio Drumond – Embrapa Semiárido e José Henrique Rangel – Embrapa Tabuleiros Costeiros        
O Papel das Leguminosas no uso de Sistemas Integrados  
Paulo Ivan Fernandes Junior – Embrapa Semiárido

 

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

Contatos para a imprensa
tabuleiros-costeiros.imprensa@embrapa.br
Telefone: (&() 4009-1381
 
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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