Embrapa promove dia de vivência sobre tecnologias de ILPF para agricultura familiar em MT – 22/10/2019

Uma das vantagens dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é sua versatilidade, sendo adaptável a qualquer perfil de produtor rural. Algumas das tecnologias disponíveis para uso na agricultura familiar serão apresentadas nesta sexta-feira, dia 25, em um dia de campo na Estância Vanda, no município de Paranaíta (MT).

O Dia de Vivência em ILPF com foco na Agricultura Familiar no Portal da Amazônia será promovido pela Embrapa, Senar-MT e parceiros. As inscrições são gratuitas e serão feitas a partir das 8h, no local do evento.

De propriedade de Nivaldo e Vanda Michetti, a Estância Vanda é referência na região pelo trabalho de produção familiar sustentável utilizando-se tecnologias de baixo custo, como a diversificação das fontes de suplementação animal, manejo de pastagem, rotação de culturas, sombreamento de pastagens, entre outros.

Com foco em pequenos e médios produtores, técnicos e extensionistas e demais profissionais ligados ao setor agropecuário, o evento terá toda a programação no período da manhã.

Após a abertura, o proprietário Nivaldo Michetti e seu filho e analista do Imea, Miqueias Michetti, falarão sobre suplementação de baixo custo como forma de manter o rebanho na seca.

Na sequência, os participantes serão divididos em três grupos e farão um circuito passando por três estações de campo. Uma delas dará continuidade ao tema da apresentação inicial, destacando o capim BRS Capiaçú. O material tem grande potencial de produção de biomassa e tem chamado a atenção de produtores em todo o país. A tecnologia será apresentada pelo analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril Orlando Oliveira e pelos produtores do sítio Sombra da Mata Marcely e Alison Oliveira.

Em outra estação, o tema será o componente florestal na ILPF. O professor da Unemat Alexandre Olival e o engenheiro florestal da Embrapa Agrossilvipastoril Diego Antonio falarão sobre os aprendizados e desafios do uso de árvores nas pastagens.

Na terceira estação, o agrônomo da Campo S.A. Murilo Guimarães falará sobre orçamentação forrageira e o manejo de pastagem e a importância das análises microbiológicas do solo em sistemas agropecuários será abordada por Renato Alves, do laboratório Solos e Plantas.

O Dia de Vivência em ILPF com foco na Agricultura Familiar no Portal da Amazônia tem patrocínio do Fundo Amazônia, CDL Alta Floresta e apoio da Unemat, IFMT, Empaer, Prefeitura e Câmara Municipal de Paranaíta, Campo S.A, Unipasto, Laboratório Solos e Plantas, Flora Sinop e Rede ILPF.

 

 

Capacitação de técnicos

Na véspera do dia de vivência, a Embrapa Agrossilvipastoril promoverá, no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Alta Floresta (MT), uma capacitação de técnicos e extensionistas no tema integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O treinamento é destinado a profissionais da inciativa pública e privada interessados no tema. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.embrapa.br/agrossilvipastoril.

A programação terá atividades teóricas durante todo o dia, com início às 8h, e encerramento às 17h50, e será complementada com atividades práticas na sexta-feira, no Dia de Vivência.

Confira a programação completa da capacitação:

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Proposta da Plataforma ABC da Embrapa foi escolhida para o Geo for Good, da Google – 18/10/2019

Vitor Kondo

O bolsista Vitor Kondo, do projeto ILPF da Embrapa, foi premiado com a participação em encontro da Google, o Geo for Good – summit 2019, considerando que o projeto utiliza uma de suas ferramentas, o Google Earth Engine. Trata-se de um algoritmo para classificação de plantio direto utilizando imagens de satélite, um tipo de abordagem inédita e estratégica para agricultura tropical.

Dentre mais de 800 candidatos, cerca de 300 foram escolhidos para participar do Geo for Good – Summit 2019. Esse evento mundial da Google escolheu ideias de utilização das ferramentas geoespaciais da Google no mundo todo, e dentre elas a submissão da proposta da equipe Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) da Plataforma ABC, enviada pelo próprio bolsista.

Conforme Vitor, “a proposta baseia-se no uso do Google Earth Engine para processamento de imagens de satélite. Nesse caso foram utilizados algoritmos de classificação de imagens desenvolvidos e aprimorados pela equipe da Embrapa coadunados com as ferramentas Google, e aplicados para identificação em larga escala de áreas de plantio direto”.

O plantio direto é um dos sistemas de maior importância para o Brasil, sendo que a Embrapa possui diversos experimentos comprovando sua eficiência no aumento de produtividade e redução de pragas, tratando-se basicamente de manter no solo os remanescentes de cultivos da cultura colhida (isto é, palha ou a chamada matéria seca) de forma a não revolver o solo antes do novo ciclo, sendo que ao revirar, tem-se o plantio convencional, que tem como consequência a perda de carbono orgânico no solo, elemento importante para a sua microbiologia e consequente aumento de nutrientes, bem como a fixação de carbono no meio ambiente, peça chave para o balanço de Gases de Efeito Estufa (GEEs).

Nesse sentido, o plantio direto é uma das 5 tecnologias previstas no Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), dentro do escopo de monitoramento da Plataforma ABC. A iniciativa é coordenada pelos pesquisadores Luiz Eduardo Vicente, da Embrapa Meio Ambiente e Daniel Victoria, da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), tendo o auxílio técnico do analista Daniel Gomes, da Embrapa Meio Ambiente, bem como a do bolsista Vitor Kondo, especialista em TI.

“No encontro pude aprender novas funcionalidades das ferramentas geoespaciais da Google com os próprios desenvolvedores das ferramentas e descobrir usos interessantes dessas ferramentas com pessoas que querem melhorar o mundo usando ferramentas de geoespaciais. O evento foi bom para aprender funcionalidades que podem ser usadas em projetos futuros da unidade”, destaca Vitor, que bancou sua própria passagem e estadia na cidade de Sunnyvalley, Califórnia, coração do vale do silício, onde foi realizado o evento.

“O monitoramento de plantio direto em larga escala ainda não foi resolvido, não sendo conhecida a área efetiva de cultivos que usam esse tipo de manejo do solo. Dessa forma, métodos de baixo custo que possam mapear essas áreas são estratégicos, principalmente considerando o plantio de soja e sua importância para economia brasileira. Esse tipo de mapeamento é um desafio devido a limitação dos atuais sensores satelitais em separar espectralmente áreas com remanescentes de cultivo e vegetação rasteira nativa, por exemplo”, destaca Vicente.

“Utilizando o Google Earth Engine e suas APIs (softwares) é possível aumentar em até 10 vezes a velocidade de processamento dos dados classificando grandes áreas em bem menos tempo do que em 1/5 do tempo habitual caso usássemos quando se usam nossas soluções desktop (computadores locais) máquinas, sendo possível otimizar os testes e processos de validação por todo o Brasil, bem como reduzir custos de operação, visto que nossos computadores não teriam como realizar tais processamentos massivos. Foi a alternativa que pensamos para superar a nossa limitação em equipamentos de TI”, ressalta Vicente.

O processo de validação conta com a ajuda da Embrapa Soja (Londrina, PR), por meio dos pesquisadores Samuel Roggia e Júlio Franchini, os quais identificam em campo áreas de plantio direto. Nesse sentido, os resultados dessa iniciativa também fazem parte do projeto MIP_soja, coordenado por Roggia.

O algoritmo ainda está em desenvolvimento e a equipe espera que ano que vêm seja possível uma aplicação sistemática dele em um monitoramento contínuo do território.

“Mesmo com resultados preliminares, a escolha da iniciativa por parte da Google para participação no encontro mostra a relevância do método e dos objetivos propostos”, comenta Daniel Victoria.

 
Foto: Arquivo Embrapa
Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

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Estudantes aprendem sobre bioeconomia na Embrapa Agrossilvipastoril – 18/10/2019

Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, celebrada de 21 a 27 de outubro em todo Brasil, estudantes de escolas públicas e privadas de Sinop (MT) e região visitarão a Embrapa Agrossilvipastoril para conhecer um pouco mais sobre as pesquisas relacionadas à bioeconomia.

De segunda à sexta-feira, grupos de até 90 alunos, da 7ª série do ensino fundamental ao segundo ano do ensino médio, participarão de visitas guiadas ao centro de pesquisa. Entre as atividades estão uma apresentação inicial no auditório, visita a áreas com sistemas de produção agropecuária sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e os Sistemas Agroflorestais (SAFs), caminhada em uma trilha ecológica e uma dinâmica de laboratório com informações sobre pesquisas e o desenvolvimento de biotecnologias. Nesta atividade os estudantes poderão experimentar um pouco da ciência utilizando equipamentos como microscópio, por exemplo.  

Nas visitas, os estudantes são recebidos e guiados por pesquisadores e analistas da Embrapa Agrossilvipastoril. Além de abordar a temática do evento e falar sobre a produção sustentável de alimentos e fibras, eles também tiram dúvidas dos alunos sobre o trabalho desenvolvido pela pesquisa agropecuária.

Esta é a 16ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O evento é promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e conta com participação de instituições de pesquisa e universidades em todo o país. Neste ano o tema escolhido para a celebração à ciência foi “Bioeconomia: Diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”. Uma exposição com o cartaz de todas as edições anteriores da semana foi montada no espaço cultural da Embrapa Agrossilvipastoril e poderá ser vista pelos visitantes.

As visitas na Embrapa Agrossilvipastoril ocorrerão em dois períodos. Durante a manhã serão de 8h às 10h e no período da tarde de 13h30 às 15h30. A previsão é que 800 estudantes participem das atividades. As escolas participantes fizeram agendamento prévio.

Embrapa & Escola

As atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia fazem parte das ações da Embrapa Agrossilvipastoril no âmbito do projeto Embrapa & Escola. Anualmente, o centro de pesquisa abre suas portas em duas semanas para receber estudantes de Sinop e região.

No primeiro semestre as visitas ocorrem na Semana do Meio Ambiente, em junho. No segundo semestre elas ocorrem em outubro, na SNCT.

Os agendamentos de visitas são feitos pelo site www.embrapa.br/agrossilvipastoril.

Agenda das visitas

 

Foto: Paulo Ricardo Ribas

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Palestras da Embrapa integram eventos acadêmicos em SE – 18/10/2019

Eventos acontecem na Pio Décimo e no IFS São Cristóvão

A Embrapa marcará presença em dois importantes eventos acadêmicos em Sergipe em outubro – o 3º Ciclo de Atualizações na Buiatria (CIAB) e a Semana Acadêmica do Campus São Cristóvão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS).

Palestras de pesquisadores e analistas da Embrapa integram a programação dos dois eventos, com contribuições técnicas para o avanço do conhecimento baseadas em estudos nos campos experimentais e nas Unidades de Referência Tecnológica instaladas em parceria com produtores.

O 3º CIAB é uma realização do Grupo de Iniciação Científica e Extensão em Buiatria (GICEB) do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Pio Décimo, com apoio da Embrapa, e acontece de 24 a 26 de outubro no campus da faculdade localizado na Jabotiana, em Aracaju. 

A palestra de abertura será feita pelo médico veterinário Samuel Souza, analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE). Ele falará sobre a avaliação de impactos da introdução do sistema de Integração Lavoura – Pecuária – Floresta (ILPF) na região Nordeste.

Na Semana Acadêmica do IFS, que tem apoio do Senar Sergipe e acontece de 29 de outubro a 1º de novembro no campus de São Cristóvão, a pesquisadora Cristiane Otto, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), e o pesquisador José Luiz de Sá, da Embrapa Semiárido (Petrolina, PE), apresentam a palestra ‘Análise de agroecossistemas familiares para uma transição agroecológica’. A palestra acontece às 14h da terça (29).

Na quarta (30) o pesquisador Edson Patto, especialista em agricultura de precisão da Embrapa Tabuleiros Costeiros, apresenta, às 14h, a palestra ‘Sistemas de produção de grãos sustentáveis e automação na agricultura’. 

Para mais informações sobre o 3º Ciclo de Atualizações na Buiatria (CIAB), ligue para (79) 99653-7692 ou 99636-5537. Para informações sobre a Semana Acadêmica do IFS, ligue para (79) 3711-3070.
 
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Simpósio apresenta resultados e tecnologias de projetos da Embrapa Meio Ambiente – 17/10/2019

A Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) realizará em 25 de outubro, das 8h15 às 17h, em seu auditório, simpósio sobre agricultura e meio ambiente, para apresentar as tecnologias, metodologias, e processos obtidos em projetos de pesquisa desenvolvidos.

O evento inicia com a palestra “Agricultura e Meio Ambiente sem Conflito” pelo Diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Orlando Melo de Castro.

A partir das 9h30, o pesquisador Lourival Paraiba apresentará os resultados da pesquisa sobre bioconcentração de pesticidas em água e polpa de cocos aplicados em coqueiros por endoterapia. Foi desenvolvido um modelo matemático que simula a translocação da concentração de pesticidas no estipe de coqueiros que avalia o risco de contaminação da água e polpa de coco verde de plantas de coqueiros tratadas com pesticidas aplicados por endoterapia – injeção de qualquer outra substância destinada a proteger ou tratar a planta, diretamente no tronco da árvore, facilitando a sua absorção pelos tecidos vegetais.

Logo após o intervalo, às 10h30, o efeito da suplementação de ácido cítrico em rações para tilápia-do-nilo sobre a excreção de nitrogênio e fósforo e desempenho zootécnico será demonstrado pelo pesquisador Hamilton Hisano, em trabalho desenvolvido com o objetivo de avaliar a suplementação do ácido cítrico, já que os ácidos orgânicos compõem um grupo de substâncias classificadas como aditivos zootécnicos e são utilizados para melhorar o desempenho dos animais.

O pesquisador Itamar de Melo irá apresentar, às 11h, seu trabalho com resultados sobre bioprospecção de agentes de controle biológico e produtos naturais para o manejo da Brusone do trigo, causada pelo fungo Magnaporthe grisea, e que ocasiona elevadas perdas à cultura em todos os países produtores. O projeto visou identificar novos metabólitos secundários a partir de bactérias e actinobactérias. Igualmente interessante, e que merece destaque, é a eficaz redução do crescimento fúngico com o uso de óleos vegetais, cujos resultados serão debatidos no seminário.

Logo depois, às 1h30, o pesquisador Ladislau Skorupa falará sobre os resultados alcançados pelo projeto Sistematização de Informações e Avaliação da Adoção e dos Impactos de Sistemas ILPF. Serão destacados a atualização do banco de dados com informações das Unidades de Referência Tecnológica (URT); formação de base de dados com informações técnicas sobre os sistemas; a priorização de áreas para ações de transferência de tecnologia no Brasil; a construção do Sistema AgroTag ILPF destinado a identificar, qualificar e compartilhar em rede informações sobre sistemas ILPF adotados no Brasil; estudos de caso envolvendo avaliação de impactos ambientais conforme contexto de adoção; resultados da pesquisa de abrangência nacional sobre a avaliação da adoção de sistemas ILPF no Brasil; além da consolidação das visões regionais das equipes da Embrapa e parceiros envolvidas em ações de transferência de tecnologia em sistemas ILPF

Às 14h, o pesquisador Cristiano Andrade abordará os resultados da pesquisa  envolvendo a estabilidade do carbono do biocarvão, processo de envelhecimento no solo e efeito fertilizante de formulações com fontes minerais, com o objetivo de avaliar tecnologia de baixo custo referente ao uso de biocarvão (BC – finos de carvão; material residual no processo de fabricação do carvão vegetal) como condicionador do solo e na formulação de fertilizante nitrogenado organomineral.

Os processos quarentenários para introdução, criação e estabelecimento de bioagentes exóticos de controle em laboratório e de monitoramento em campo no âmbito do Projeto Cooperativo de Monitoramento e Manejo de Pragas Exóticas em Florestas de Eucalipto do Protef/Ipef serão analisados, às 14h30, pelo pesquisador Luiz Alexandre de Sá, já que encontra-se nesta Unidade a  Estação Quarentenária “Costa Lima” credenciada desde 1991 pelo Mapa. As pragas exóticas de florestas de eucalipto – o psilídeo-de-concha, o percevejo-bronzeado, a vespa-da-galha  e o gorgulho-do-eucalípto são de importância econômica em vários países, principalmente naqueles onde foram introduzidas. A estação é a responsável nacional pela introdução e limpeza desses inimigos naturais, de acordo com a legislação vigente no país.

A pesquisadora Marilia Folegatti apresentará, às 15h, os resultados do projeto Inventários de Ciclo de Vida de Produtos Agrícolas Brasileiros: uma Contribuição ao
Banco de Dados Ecoinvent, ICVAgroBR, concluído em junho de 2019. Trata-se de um projeto financiado pelo Secretaria de Relações Econômicas do Governo Suíço, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente, do qual participaram várias Unidades: Agroindústria Tropical, Pantanal, Soja, Milho e Sorgo, Florestas, Gado de Corte, assim como o Laboratório Nacional de Biorrenováveis, Fundação Espaço Eco, Agroscope, Quantis Sàrl e Ecoinvent. O principal resultado foi a publicação, na versão 3.6 da Ecoinvent, da base de dados internacional para avaliação de ciclo de vida (ACV), sediada na Suíça (www.ecoinvent.org/database/ecoinvent-36/ecoinvent-36.html) de um total de 566 novos inventários de ciclo de vida, incluindo de alguns dos principais produtos agrícolas brasileiros, como cana-de-açúcar, soja, milho, eucalipto, bovinos de corte e frutas tropicais (manga), em nível estadual e nacional, além de inventários de processos de mudança de uso da terra (MUT).

O impacto das mudanças climáticas sobre a hidrobiogeoquímica de duas pequenas
bacias contribuintes do Sistema Cantareira em área atendida por programa de pagamento
por serviços ambientais será abordado pelo pesquisador Ricardo Figueiredo, que explica que o projeto cooperou para uma maior compreensão do potencial do Projeto Conservador das Águas em termos de benefícios hídricos quali-quantitativos, que possam estar sendo proporcionados por meio da restauração florestal e práticas de conservação do solo adotadas. O objetivo principal foi colaborar para uma avaliação científica dos resultados dessa política pública de pagamento por serviços ambientais implantada no município de Extrema (MG), em áreas de cabeceira de bacia contribuinte para o Sistema Cantareira. Seus resultados sobre a hidrobiogeoquímica das bacias estudadas geraram recomendações para balizar ações relacionadas a políticas de gestão ambiental na área estudada e similares, beneficiando a qualidade e quantidade da água que atende a população, em especial do Estado de São Paulo, que passou recentemente por uma crise hídrica, e frente a um cenário de mudanças climáticas preocupantes.

O encerramento será logo depois, às 16h.
Mais informações e inscrições pelo email cnpma.eventos@embrapa.br
 

Foto: Ricardo Figueiredo
Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

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Embrapa abre as portas para a sociedade na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – 16/10/2019

A Embrapa Algodão abrirá as portas para a sociedade, em especial para o público estudantil de toda a rede pública e privada de ensino da Paraíba, convidando-os a conhecer a Trilha do Conhecimento: Agricultura Movida à Ciência

Com o tema “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”, será realizada de 21 a 27 de outubro, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2019. Em Campina Grande, a abertura oficial da semana acontece dia 21, às 13h30, na sede da Embrapa Algodão. Nesta edição, várias instituições, lideradas pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, estarão unidas para divulgar à população local a importância da ciência para o estado da Paraíba.

Este ano, durante a SNCT, a Embrapa Algodão abrirá as portas para a sociedade, em especial para o público estudantil de toda a rede pública e privada de ensino da Paraíba, convidando-os a conhecer a Trilha do Conhecimento: Agricultura Movida à Ciência, circuito de visitas guiadas por estações temáticas a realizar-se de 21 e 24 de outubro, na sede da Unidade, em Campina Grande. No dia 21, a trilha será apresentada a parlamentares, parceiros e convidados em geral.

Com o formato de dia de campo, o evento contará com quatro estações. Na primeira estação com o tema Embrapa, Agricultura Movida à Ciência, os visitantes conhecerão as contribuições da Embrapa para a agricultura brasileira; na segunda estação, intitulada Da Fibra ao Fio, de onde vem a roupa que vestimos, será apresentado o trabalho realizado no Laboratório de Fibras desde a análise das melhores variedades de algodão até o processo de obtenção das roupas pela indústria têxtil; a terceira estação abordará o tema Do Campo à Cidade, como a agricultura e a pecuária estão presentes no nosso cotidiano e a quarta e última estação contará com um Túnel ILPF em Realidade Aumentada, uma experiência imersiva, onde os visitantes poderão visualizar os benefícios da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta para recuperar solos e pastagens degradadas gerando diversificação e melhoria da renda do produtor.

Papo com Ciência

Durante a SNCT, na terça-feira (22), a partir das 14h50, a Embrapa Algodão também estará em João Pessoa, com a pesquisadora Nair Arriel, que participará da mesa-redonda “Desenvolvimento Sustentável no Semiárido”, promovida pelo Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com participação da fazenda Tamanduá, fazenda Carnaúba e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa). Nair apresentará o projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos, cujo objetivo é a geração de renda para mais de duas mil famílias agricultoras com o aprimoramento e expansão do algodão agroecológico consorciado com outras culturas alimentares em seis estados do Semiárido nordestino. O projeto é coordenado pela ONG Diaconia, em parceria com a Embrapa Algodão e diversas instituições, com financiamento do Instituto C&A.

Na quinta-feira (24), às 9 horas, será a vez do pesquisador Everaldo Medeiros participar do Papo com Ciência, abordando o tema Aplicação do conhecimento químico-analítico para diagnóstico e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis na agropecuária, no Senai Prata, em Campina Grande. Entre os destaques da apresentação estarão as pesquisas para o desenvolvimento do bioinseticida a base de suco de sisal, em parceria com a UFPB; o sensor de pegajosidade (contaminações) na pluma do algodão, em parceria com a indústria têxtil; o compartilhamento remoto de tecnologias e análises laboratoriais; o desenvolvimento de pele artificial a partir de celulose bacteriana; o desenvolvimento de cultivar de alto teor oleico, entre outros.

 
 
Edna Santos (MTB/CE 1700)
Embrapa Algodão

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Pesquisadores participam da avaliação do Plano ABC em audiência pública no Senado – 14/10/2019

Pesquisador Pedro Machado em audiência pública no Senado Federal

A Embrapa está contribuindo com o processo de avaliação da Política Nacional de Mudança do Clima (PNMC), programa governamental escolhido pela Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal para ser avaliado em 2019. Pesquisadores de diferentes Unidades Descentralizadas participam de um conjunto de audiências públicas com o objetivo de  apresentarem as contribuições da Embrapa à PNMC e, mais especificamente, falarem sobre a evolução do Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, considerado o plano setorial da política para a agricultura.

O pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Pedro Machado, participou da quarta audiência pública sobre o tema, realizada no dia 10/10, no Senado Federal. No dia 26/09, o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária, Giampaolo Queiroz Pellegrino, falou sobre o Portfólio de Mudanças Climáticas e também sobre o Plano ABC.

Confira aqui a matéria sobre a participação do pesquisador Giampaolo Pellegrino na audiência pública

O compromisso voluntário do Brasil junto ao Acordo de Paris para a redução de emissões de gases de efeito estufa até 2020 está vinculado à PNMC. A PNMC é composta por diversos planos focalizados regionalmente (Amazônia, Cerrado) ou por setores econômicos (agricultura, indústria, mineração, energia). 

Segundo o pesquisador Pedro Machado, a Embrapa tem uma participação ativa no Plano ABC. “Nós acreditamos que este plano, junto com o Código Florestal, dará à agropecuária uma qualificação singular e relevante, com repercussão econômica e social importante para a sociedade e com impacto na inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional”, afirmou ao iniciar sua apresentação na audiência pública. 

A vertente operacional do Plano ABC é o Programa ABC que oferece crédito para a adoção das seguintes tecnologias: Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), Sistemas Agroflorestais (SAFs), Sistema Plantio Direto (SPD), Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), Florestas Plantadas, Tratamento de Dejetos Animais, Adaptação às Mudanças Climáticas.

“O Plano ABC foi uma ação voluntária do Brasil, iniciada em 2009, um primeiro passo, onde se buscou na pesquisa as tecnologias fundamentadas em ciência que podiam ser aplicadas como política pública para o setor produtivo e que poderiam dar uma resposta para a mitigação dos gases de efeito estufa e, por consequência, influenciar positivamente na mudança do clima”, explicou Machado.

Ele ressaltou que, no âmbito das linhas de crédito do Programa ABC, no período de 2010 a 2019, o governo federal financiou mais de R$ 17 bilhões, em 34 contratos, em 2885 municípios brasileiros. “Este foi um primeiro passo, de grande importância, que necessita de continuidade e aperfeiçoamento”, acrescentou.

Sobre as tecnologias financiadas, Machado fez uma análise de sua importância a partir dos resultados gerados por 3 delas. A recuperação de pastagens degradadas, por exemplo, ao gerar uma quantidade grande de biomassa, contribui para o aumento da eficiência da produção de carne e leite, pois a biomassa é uma componente essencial para o  aumento dos nutrientes das pastagens consumidas pelos animais.

O Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), por sua vez, é considerado um “upgrade” ao Sistema Plantio Direto, tecnologia desenvolvida pela ciência agropecuária,  iniciada no final da década de 1970, para combater a erosão hídrica. “Era o grande problema da agropecuária brasileira e ainda está presente em muitas regiões”, explica. Foi um conjunto de parceiros da pesquisa, da extensão e de cooperativas agrícolas que chegaram ao Sistema Plantio Direto. Atualmente, são cerca de 30 milhões de hectares da área agrícola sob plantio direto no Brasil.

Já a Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), atividade iniciada no Brasil bem antes de 1997,  surge em substituição ao adubo nitrogenado de uso comercial. É um processo biológico que permite a fixaçãodo nitrogênio atmosférico às plantas. De acordo com Machado, de toda a soja produzida no Brasil, 20 milhões de hectares são produzidas praticamente sem o adubo nitrogenado. Em 2018, a economia gerada por essa tecnologia foi de R$ 19, 2 bilhões apenas para a cultura da soja.

“O Brasil pode e tem condições de fazer mais. Isso não é difícil. Nossos produtores são empreendedores. Adotam a tecnologia quando percebem a redução de riscos para suas lavouras”, ressaltou Pedro Machado para os participantes da audiência. Em sua opinião, a governança estabelecida em torno da execução do Plano ABC foi igualmente importante para o sucesso de sua execução.

No âmbito do governo federal, existe um grupo executor com seus respectivos comitês, e no âmbito estadual, as superintendências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dialogam diretamente com as secretarias estaduais de agricultura. “É dessa forma que as metas são estabelecidas e cumpridas. E isso deve ser preservado e aperfeiçoado”, acrescentou Machado.

Parcerias

De acordo com o pesquisador, as parcerias foram fundamentais para o sucesso da construção do Plano ABC. Foram13 instituições que participaram de sua construção “Nossa expectativa é que o formato atual do Plano ABC continue”, afirmou, ressaltando que embora as metas estabelecidas como Ações de Mitigação Nacionalmente Apropriadas possam ser consideradas alcançadas, há o compromisso de NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas, na sigla em inglês) no Acordo de Paris, a ser cumprido até 2030, e é preciso aperfeiçoá-las daqui para frente, bem como os meios para a ampliação de sua adoção.

Outro exemplo considerado de sucesso foi a parceria púbico-privada para a formação da rede ILPF, na qual empresas privadas oferecem contribuição financeira para a instalação de Unidades de Referência Tecnológica nas propriedades rurais, capacitação de técnicos e ações de pesquisa e desenvolvimento. “As empresas consideram essas tecnologias do Plano ABC importantes para a sustentabilidade de seus negócios. Há uma harmonia de interesses, todos querem a durabilidade nos seus negócios”, observou.

Monitoramento

Pedro Machado destacou a necessidade de aperfeiçoamento do sistema de monitoramento da implantação das tecnologias do Plano ABC. Hoje monitora-se apenas a partir dos créditos bancários liberados ao produtor rural para a implantação de uma das tecnologias do Programa ABC. Mas já é possível fazer o monitoramento das áreas através do sensoriamento remoto com uso de satélites. “O solo nu fica evidente numa imagem de satélite, assim como a presença de árvores em um sistema ILPF”, exemplificou. 

Para enfrentar o desafio futuro Machado falou sobre a atuação em rede de programas tais como: Rede Clima, Plataforma ABC, Observatório ABC, Terraclass, Mapbiomas, além da sinergia entre diversas políticas públicas como o Código Florestal e o seu Cadastro Ambiental Rural – o CAR.

O Plano ABC traz vantagens como o aumento da produção de água, segurança alimentar, renda, biodiversidade, conservação solo água e embelezamento de paisagens. Todos importantes tanto para o empreendimento do produtor como para a sociedade e para a comercialização.

Comunicação

Na opinião do pesquisador, além de investir em tecnologias que contribuam para a mitigação dos gases de efeito estufa e para a adaptação à mudança do clima, a estratégia de apresentação do Brasil no exterior também precisa ser melhorada. 

Um dos exemplos para ilustrar sua afirmação foi o caso da França com a chamada “carne de montanha”. O país atua com campanha de publicidade da carne de montanha ressaltando as vantagens de se produzir boi a pasto, fora do sistema de confinamento, valorizando as pastagens naturais e a composição florística da pastagem. Tudo isso associado ao impacto da tecnologia no sabor da carne e bem estar animal. “Mas a comunicação deve ser feita com embasamento científico para ter credibilidade. Isso sensibiliza os consumidores”, acrescentou.

“A moeda do século XXI -produção com qualificação ambiental – é que vai nos inserir no mercado global. Não tem escapatória.Temos condições de avançar e será um prazer para a Embrapa poder contribuir”, finalizou o pesquisador.

Também participaram da audiênciaos seguintes convidados: Marcelo de Medeiros, Coordenador de Políticas Públicas do Imaflora; Leila Harfuch, Sócia-gerente da Agroícone; Eduardo Brito Bastos, diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e o professor Raoni Rajão, coordenador do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Assista à audiência completa sobre as Contribuições para avaliação do Plano Agricultura de Baixo Carbono acessando aqui.
 

Foto: Job Lúcio
Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire)

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Estudo analisa conservação de bacias hidrográficas aliadas a manejo agrícolas sustentáveis – 11/10/2019

Bacia monitorada

A conservação de bacias e os desafios para a sustentabilidade da agricultura, publicação de Ricardo Figueiredo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e de Timothy Richard Green, pesquisador do Centro de Pesquisa de Recursos Agrícolas (USDA-ARS), Fort Collins, Colorado, Estados Unidos, está disponível para acesso gratuito.

Os autores consideram, nesse estudo, a complexidade para que se alcance a sustentabilidade no uso da terra, no tocante à conservação dos recursos hídricos e respectivas bacias hidrográficas e a dinâmica de alterações nos processos biogeoquímicos e hidrológicos – ciclagem de nutrientes e carbono presentes nos ecossistemas e agroecossistemas e dos fluxos de água nos componentes terrestre e aquático presentes nas bacias onde o ecossistema natural é modificado.

Figueiredo esclarece que são analisados os principais aspectos no que se refere à sustentabilidade das bacias hidrográficas. “Observa-se que o manejo do solo e os diferentes sistemas de produção só atendem a demanda por um desenvolvimento sustentável, quando implementados com as devidas considerações sobre suas ligações com fluxos de água e nutrientes nas bacias”, diz o pesquisador.

Além disso, dada a dependência às condições do clima, incluindo pluviosidade e temperatura, a conservação de recursos hídricos apresenta forte relação com as mudanças climáticas em curso.

Quando a água da chuva atinge a superfície terrestre de uma bacia parte da água é retida pela vegetação e outra parte segue para o solo onde a água que infiltra pode ser absorvida pelas raízes das plantas, ou seguir em fluxo sub-superficial para as áreas mais baixas ou ainda alcançar a zona saturada do solo formando o lençol freático, cujo estoque hídrico supre os cursos d’água nos períodos de estiagem. Por outro lado, a água em vez de infiltrar pode formar o escoamento superficial até atingir o leito do rio.

Entende-se que para realizar uma avaliação da sustentabilidade na agricultura que atenda à conservação dos atributos hídricos de qualidade e quantidade de uma bacia é necessário observar quatro aspectos: a complexidade dos processos naturais em diferentes escalas no espaço e no tempo na bacia; os desafios inerentes ao próprio manejo sustentável da bacia em seus aspectos técnicos e socioeconômicos; a necessidade indispensável de medições confiáveis e simulações dos fluxos hídricos na bacia e a intensidade com que as mudanças projetadas do clima e do uso da terra podem afetar a sustentabilidade no futuro.

Os autores comentam sobre alguns exemplos para se enfrentar os desafios para um manejo sustentável nas bacias agrícolas, como: o sistema plantio direto, que pode ser entendido como um complexo de processos tecnológicos destinado à exploração de sistemas agrícolas produtivos; os sistemas agroflorestais (SAFs) que preconizam o manejo sustentável da terra buscando aumentar a produção de forma geral, combinando culturas agrícolas com árvores e plantas da floresta; a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistema de produção agrícola e de produção animal, e que contam com florestas de árvores de cultivo exótico com espécies, como eucalipto e pinus, ou mesmo espécies nativas; a chamada transição agroecológica que passa por diversas etapas, como redução e racionalização do uso de insumos químicos; substituição de insumos e manejo da biodiversidade e redesenho dos sistemas produtivos; e a adoção de pagamento por serviços ambientais (PSA), que remunera o proprietário rural por adotar práticas de conservação de solos e reflorestamento.

A publicação visa atender à geração de conhecimento relativa ao sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que é o de “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos” – e em especial às metas 6.5 e 6.6 referentes à gestão integrada dos recursos hídricos e à proteção e restauração de ecossistemas relacionados com a água.

Foto: Ricardo Figueiredo 
Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

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Gestores estaduais e federais articulam Plano ABC em Sergipe – 09/10/2019

Gestores em visita ao campo

Dirigentes da Superintendência do Ministério da Agricultura e da Embrapa em Sergipe e da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri-SE) aprofundaram, na terça (8), as articulações para efetivar a implantação do Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC) no estado.

As discussões aconteceram durante visita ao Campo Experimental Jorge Sobral, mantido pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) em Nossa Senhora das Dores, no Médio Sertão Sergipano. Os chefes geral e Transferência de Tecnologia da Unidade da Embrapa, respectivamente, Marcelo Fernandes e Alexandre Nizio, receberam no campo o superintendente do Mapa Haroldo Araújo Filho e o secretário de estado da Agricultura André Bomfim.

Acompanhados por assessores técnicos, os visitantes viram no campo os diversos experimentos conduzidos pela Embrapa que envolvem sistemas integrados de produção com foco na compensação e neutralização das emissões de carbono por meio da absorção do elemento, realizada por espécies arbóreas e leguminosas.

Entre as tecnologias demonstradas estão o sistema ILPF (Integração Lavoura – Pecuária – Floresta) com uso de espécies leguminosas e arbóreas como moringa, acácia e gliricídia, que proporciona alta fixação de nitrogênio no solo. Os gestores conheceram também experimentos com produção de grãos – milho e soja – de maneira integrada com a gramínea forrageira braquiária, que promove grande melhoria das propriedades do solo e ganhos de produtividade. 

A aplicação de tecnologias de agricultura de precisão – uso de drones com câmeras especiais para detectar deficiências de nutrientes e em pontos específicos das áreas plantadas também foi apresentada por pesquisadores.

Para ver todas as imagens do evento na rede social Flickr, clique aqui.

Um dos encaminhamentos definidos pelos gestores estaduais e federais foi a criação de um comitê gestor do Plano ABC em Sergipe, que irá coordenar as ações de implantação e desenvolvimento da iniciativa. Entre as diretrizes está a ampliação dos experimentos de campo e a instalação de unidades demonstrativas em áreas de produtores parceiros, que atuarão como multiplicadores das tecnologias e boas práticas. 

Para o secretário André Bomfim, o fortalecimento das parcerias entre o Governo do Estado e os entes federais que atuam em Sergipe é grande ponto de partida para efetivação do Plano ABC no estado. “Só com essa articulação coletiva será possível levar aos produtores, sejam pequenos, médios ou grandes, as tecnologias que são fruto das pesquisas da Embrapa nos campos experimentais, que são capazes de proporcionar o que o produtor procura e que todos nós buscamos: aumento de produtividade, incremento de renda e garantia de maior sustentabilidade para o meio ambiente”, destacou.

Ele informou que um termo de cooperação que cria o comitê gestor e define linhas gerais para a execução do Plano ABC em Sergipe está sendo preparado e deverá ser assinado pelos representantes dos órgãos federais e estaduais.

O superintendente do Mapa em Sergipe reforçou que um programa federal dessa magnitude não acontece de forma isolada, sem a conjunção de esforços e competências de vários parceiros. “Essa visita marca um momento importante nesse processo, que levará à criação do comitê gestor e consequentemente à efetivação das políticas desenhadas no plano”, ressaltou. 

Participaram da visita, pela Embrapa, os pesquisadores Edson Patto e Evandro Muniz, o supervisor de campo Pablo Melo e o técnico Gênison Trindade. Acompanhou o secretário o assessor Hugo Carlos Vieira Coelho. O superintendente do Mapa foi acompanhado pelo superintendente substituto André Barreto, responsável pela gestão do Plano ABC em Sergipe, e o chefe substituto da Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento, David Guimarães de Andrade.

Plano ABC
O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) é um dos planos setoriais elaborados de acordo com o artigo 3° do Decreto n° 7.390/2010 e tem por finalidade a organização e o planejamento das ações a serem realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, selecionadas com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE) no setor agropecuário assumidos pelo país.

O Plano ABC é composto por sete programas, seis deles referentes às tecnologias de mitigação, e ainda um último programa com ações de adaptação às mudanças climáticas:
• Programa 1: Recuperação de Pastagens Degradadas;
• Programa 2: Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs);
• Programa 3: Sistema Plantio Direto (SPD);
• Programa 4: Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN);
• Programa 5: Florestas Plantadas;
• Programa 6: Tratamento de Dejetos Animais;
• Programa 7: Adaptação às Mudanças Climáticas.

A abrangência do Plano ABC é nacional e seu período de vigência é de 2010 a 2020, sendo previstas revisões e atualizações em períodos regulares não superiores a dois anos, para readequá-lo às demandas da sociedade, às novas tecnologias e incorporar novas ações e metas, caso se faça necessário.
 

Foto: Saulo Coelho
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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