Pesquisadores apresentam Zoneamento de Risco Climático para plantio de soja no Acre – 01/10/2019

Uma equipe técnica da Embrapa divulgou, em setembro, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) da Soja no Acre para produtores e técnicos rurais. A ferramenta tem como objetivo minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos extremos e permitir aos municípios identificar a melhor época de semeadura e plantio do grão nos diferentes tipos de solo e regiões do estado.  

Os produtores rurais acreanos têm apostado no cultivo de soja como forma de recuperar pastagens degradadas. Na safra 2018/2019, foram cultivados 1.700 hectares; e na safra 2019/2020, a área deve superar 2.000 hectares, conforme dados levantados pela Embrapa Acre.

O Zoneamento de Risco Climático é um instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura que subsidia financiamentos. “Há a necessidade de disponibilizar dados atualizados sobre clima e solo para a tomada de decisão por parte dos produtores rurais quanto à época de semeadura, com o objetivo de diminuir perdas e aumentar a produtividade da cultura”, afirma o pesquisador da Embrapa Acre, Idesio Franke. 

No Acre, as regiões que possuem cultivos de soja apresentam aptidão de solo para a produção mecanizada. Contudo, existe a demanda em discutir aspectos relacionados às janelas de semeadura em função da textura do solo e condições de clima, em particular ao regime de chuvas, para evitar que adversidades climáticas coincidam com fases sensíveis das culturas.

Reunião Técnica 

Produtores, técnicos rurais e pesquisadores da Embrapa Acre se reuniram, no dia 17 de setembro, na Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, para discutir datas ou períodos de semeadura da cultura como forma de divulgar e buscar subsídios para atualizar o Zarc para o cultivo da soja (safra convencional) com foco nas regionais de desenvolvimento Alto e Baixo Acre. 

Com a opção de adiantar ou atrasar o cultivo, a decisão dos produtores quanto à época do plantio de soja leva em consideração a possibilidade e a necessidade da entrada e circulação de máquinas nas áreas de plantio para obtenção da máxima produtividade. 

“Entre as demandas dos produtores está a necessidade de ter disponíveis máquinas e implementos agrícolas em condições adequadas nas diversas etapas do cultivo, em especial na semeadura e na colheita, para aproveitar ao máximo as janelas no calendário do ano agrícola para a realização das etapas do cultivo da soja”, declara Franke. 

ILPF

A Integração Lavoura Pecuária (ILP) foi apontada pelos produtores rurais como sistema importante para os estudos de Zarc. Segundo o pecuarista Assuero Veronez, o cultivo de soja proporcionará redução nos custos de produção e aumento da renda. “A soja é importante na produção de ração para bovinos por reduzir os custos do semiconfinamento e viabilizar uma pecuária rentável”, declara.

Zarc

Coordenado pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), o Zarc contém recomendações aos produtores para que estes façam jus ao Seguro Rural denominado Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), ao Proagro Mais e à subvenção federal ao Prêmio do Seguro Rural, desde que o produtor observe as recomendações do Zoneamento.

No Acre, os estudos iniciaram em 2016, por meio de um Termo de Execução Descentralizada, firmado entre a Embrapa e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que contempla culturas prioritárias para a economia local.

No Zarc são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos das cultivares, além de serem quantificados os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras que podem causar perdas na produção. A metodologia é validada pela Embrapa e adotada pelo Mapa. O resultado do estudo é publicado por meio de Portarias da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, separado por cultura e Unidade da Federação, contendo a relação de municípios indicados e seus respectivos calendários de plantio ou semeadura.

 

Soja no Acre

Além do aumento das áreas cultivadas, o rendimento médio da lavoura também melhorou. Em 2017 foi de 2.055 quilos por hectare, já na safra de 2018 o rendimento produtivo aumentou para 2.938 quilos por hectare, com a produção de 1.410 toneladas em 480 hectares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O Valor Bruto da Produção (VBP) de soja no Acre, de janeiro a abril de 2019, foi de R$ 1,6 milhão, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 
 

Foto: Idesio Franke
Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
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Iufro 2019 discute Contribuições dos Sistemas Silvipastoris para a pecuária e o desenvolvimento sustentável – 01/10/2019

Os sistemas silvipastoris têm se firmado como opções de prática de produção mais sustentáveis e que contribuem para minimizar o impacto ambiental associado à produção pecuária convencional e extensiva. As contribuições destes Sistemas para a pecuária e para o desenvolvimento sustentável serão apresentadas em sessão técnica durante o XXV Congresso Mundial da Iufro. A sessão será realizada no dia 02 de outubro, das 08h30 às 10h30, na sala R06 – asa 3.

O objetivo da sessão é promover a discussão e a troca de experiências sobre os sistemas silvipastoris, com ênfase no componente arbóreo. Segundo o coordenador da sessão e pesquisador da Embrapa Florestas, Vanderley Porfírio da Silva, a pesquisa científica sobre o componente arbóreo e seu papel na pecuária é cada vez mais necessária: “No silvipastoril o componente arbóreo não pode ser tratado da mesma forma que na silvicultura de rotação curta ou a silvicultura de restauração; requer apropriação de bases científica e tecnológica para proporcionar maior sustentabilidade para a pecuária a pasto e cooperar para mitigação e convivência com as mudanças climáticas”, destaca o pesquisador.

Esta sessão reunirá pesquisadores do Brasil, Uruguai e Colômbia que abordarão nove casos: “Efecto del marco de plantación en la producción de madera y forraje y su resultado economico en eucalyptus globulus en el este de Uruguay”, por Mariana Boscana, da Universidad de la República, Montevideo, Uruguai; “SisILPF: Software para gerenciamento de componentes florestais em sistemas integrados de Lavoura, Pecuária e Florestas (ILPF)”, por Edilson de Oliveira, da Embrapa Florestas; “Melhoramento de caívas no sul do Brasil: “leite e carne da floresta” com sustentabilidade”, por Ana Lúcia , da EPAGRI/ SC; “Redução da competição no Sistema Integrado Lavoura-Pecuária-Floresta através do desbaste de eucaliptos”, por  José Ricardo Macedo Pezzopane, da Embrapa Pecuária Sudeste; “Establishment of sustainable agrosilvopastoral systems from degraded soils in the dry Colombian Caribbean”, por Luis Fernando Chavez, da Corporacion Colombiana de Investigacion Agropecuaria (Agrosavia), Palmira, Colômbia; “Determinação de Risco Financeiro em Sistemas Agroflorestais Usando o Método Monte Carlo”, por Maísa Isabela Rodrigues, da Universidade de Brasília; “Prognose do crescimento e da produção madeireira e avaliação econômica de pinus taeda em monocultivo e em ILPF”, por Caroline Cruz de Mello, da Universidade Federal do Paraná; “Avaliação e produção estacional de biomassa herbácea forrageira e correlação entre variáveis ambientais e área basal”, por Talyta Mytsuy Zanardini Galeski Sens, da Universidade Estadual do Centro-Oeste; “Equações de dupla e simples entrada para estimação do volume de árvores estabelecidas em sistemas silvipastoris”, por Marcelo Müller, da Embrapa Gado de Leite.

Além desta sessão técnica, os Sistemas Silvipastoris serão tema de pôsteres. O sistema Integração Lavoura, Pecuária e Florestas (ILPF) também contará com evento paralelo durante o Congresso.

Realizado pela primeira vez na América Latina, o IUFRO2019 foi promovido pela Embrapa, Serviço Florestal Brasileiro e IUFRO.

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Sobre a IUFRO

A União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO, na sigla em inglês) é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos, criada em 1892. É a rede global de cooperação em ciências florestais que reúne, de forma voluntária, mais de 15.000 cientistas em quase 700 organizações associadas, em 126 países. A IUFRO também é parte da CPF (Parceria Colaborativa em Florestas), um grupo formado no âmbito do Fórum de Florestas das Nações Unidas (UNFF) e que reúne 14 organizações internacionais, instituições e secretariados de convenções internacionais em torno da agenda global sobre florestas.

Visando congregar e compartilhar conhecimentos, a IUFRO realiza mais de 70 reuniões técnico-científicas por ano. Realiza também congressos regionais e, a cada cinco anos, o Congresso Mundial, que é o seu principal evento. O primeiro congresso mundial da IUFRO ocorreu em Viena, na Áustria, em 1893, e o vigésimo quarto e último, em Salt Lake City, EUA, em 2014. Esses congressos são interdisciplinares, integradores em conteúdo científico e reúnem cientistas, professores, estudantes, empresas florestais, tomadores de decisão e outros atores. Nessas ocasiões são criadas oportunidades para discussões relacionadas a áreas prioritárias de pesquisa, política e gestão florestal.

Para saber mais sobre a IUFRO, acesse: https://www.iufro.org/

 

Sobre o Serviço Florestal Brasileiro

O Serviço Florestal Brasileiro é um órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem como missão promover o conhecimento, o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal, como agenda estratégica para a economia do país. O órgão tem entre suas principais atribuições gerir as concessões florestais federais, coordenar o Inventário Florestal Nacional e realizar a gestão nacional do Cadastro Ambiental Rural e outros instrumentos para a implementação efetiva do Código Florestal Brasileiro.

Para saber mais sobre o Serviço Florestal Brasileiro, acesse: http://www.florestal.gov.br/

 

Sobre a Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e tem foco na inovação tecnológica, visando à geração de conhecimento e tecnologia para agropecuária brasileira. A temática florestal é pesquisada na empresa há mais de 40 anos, com atuação em todos os biomas e contribuindo para aumento da produtividade, a redução de custos de produção, o aumento da oferta de produtos florestais no mercado de forma sustentável, além da melhoria e conservação do meio ambiente.

Para saber mais sobre a Embrapa, acesse: https://www.embrapa.br

 

Serviço

XXV Congresso Mundial da IUFRO

De: 29/09 a 05/10

Local: Expo Unimed, campus da Universidade Positivo (Endereço: R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300)

Foto: Vanderley Porfírio-da-Silva

Paula Saiz (CONRERP 3453)
Embrapa Florestas

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Embrapa lança e-book sobre ILPF e mostra tecnologia sustentável brasileira em congresso mundial – 02/10/2019

A Embrapa realizou, dentro da programação de eventos paralelos do XXV Congresso Mundial da União Internacional das Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO), um encontro sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O evento também marcou o lançamento oficial do e-book “ILPF – inovação com integração de lavoura, pecuária e floresta”, a maior obra sobre o tema voltada à agricultura tropical. O livro está disponível pra dowload gratuito.

Foram convidados para o debate Fabiano Balieiro, pesquisador da Embrapa Solos, representando a Rede ILPF; Fabiana Villa Alves, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte; e Maria Eloá Rigolin, zootecnista, produtora rural e diretora técnica da Associação Brasileira de Criadores de Carne Carbono Neutro (ABCCN).

Para Fabiano Balieiro, é importante mostrar o quanto os cientistas e agricultores brasileiros inovam. Para divulgar o sistema integrado lavoura-pecuária-floresta, foi criada a Associação Rede ILPF, uma parceria público-privada que reúne a Embrapa e sete empresas privadas. As atividades envolvem fomento de conhecimento, estímulo à cooperação para beneficiar e promover a incorporação de novas áreas, treinamento e troca de experiências.

Segundo o pesquisador, estima-se que, hoje, há 15 milhões de hectares nesse sistema no Brasil. Até 2030, o desafio é chegar a 30 milhões.

“Para isso, precisamos ter conhecimento e informação de qualidade para levar a quem precisa. Devemos mostrar que é possível produzir e preservar e que, assim, teremos sistemas mais produtivos. Além disso, os sistemas ILPF são mais resilientes às mudanças climáticas”, destacou.

Um dos objetivos da Rede ILPF, de acordo com o pesquisador, é chegar à marca de um milhão de hectares de sistemas integrados monitorados e certificados, como forma de mostrar que os agricultores estão fazendo corretamente e, assim, apresentar os benefícios que isso traz.

“Mesmo sabendo a eficiência da ILPF, infelizmente, a participação das árvores ainda é muito insipiente. Mas, nesse sistema integrado, elas ajudam a fornecer alimentos, fibra alimentar e combustível; a fazer a cobertura do solo a longo prazo; a reduzir a erosão do solo; a promover a infiltração de água; a aumentar o conteúdo de matéria orgânica do solo, com sequestro de carbono; e a baixar as emissões de gases de efeito estufa por quilograma. Agora, o nosso desafio é aumentar a inserção das árvores”, afirmou.

Sobre isso, Fabiana Villa Alves complementou, dizendo que, apesar de todos os benefícios já conhecidos no Brasil e no mundo sobre os sistemas integrados, como bem-estar animal, redução do desflorestamento e mitigação dos gases de efeito estufa, ainda é muito difícil convencer o produtor a implantar a árvore no sistema. Por isso, dos 15 milhões de hectares existentes hoje em sistemas integrados de produção agropecuária, de 14 a 17% são sistemas que realmente tem árvore.

Outro desafio é o consumidor final, pois há a dificuldade de explicar, durante o curto período de tempo que ele leva para tomar a decisão de compra, tudo o que tem sido feito sobre o assunto. Para ajudar a diminuir essa lacuna, os pesquisadores tiveram a ideia de cristalizar todas as informações em um selo comercial, o que chamaram de marca-conceito.

“Por trás desse selo, tem toda uma base conceitual fundamentada em ciência. Essa é uma resposta aos anseios do consumidor. Começamos com a marca ‘Carne Carbono Neutro’ e, depois, surgiram outras duas: ‘Carne Baixo Carbono’ e ‘ Carbono Nativo’”, detalhou.

Dentro do processo de certificação das marcas-conceito, os avaliadores buscam evidências científicas, fazem a elaboração gráfica e seguem um documento orientador, com protocolo de certificação. A adesão é voluntária e tem grande apelo mercadológico.

Ainda segundo a pesquisadora, para fortalecer ainda mais os sistemas, além do selo foi criada também a Associação Brasileira de Criadores de Carne Carbono Neutro. Isso é uma inovação na avaliação de Fabiana, “sob a ótica de reunir produtores que pensam em um objetivo comum, tanto na questão da inovação, quanto da marca-conceito”, salientou.

Para a zootecnista Maria Eloá Rigolin, a associação veio para ajudar a formatar tudo o que existe de tecnologia disponível para os produtores. Ela reforça que as tendências globais de consumo estão mudando e que os consumidores estão cada vez mais preocupados com sustentabilidade, meio ambiente, bem-estar animal, etc. Por isso, a união desses produtores ajuda a entender os cuidados necessários a partir dessas mudanças. 

“Precisamos nos aproximar ainda mais, trazendo pesquisadores, técnicos e produtores que estão no campo. O Brasil é a bola da vez, pois tem tecnologia, espaço, área, pessoas do bem que podem realmente alimentar o mundo. Temos inegável vocação agrícola e temos condição de aumentar nossa área. Mas precisamos conseguir fazer tudo isso preservando a natureza. Com o sistema ILPF, vamos melhorando todos os 150 milhões de hectares de pastagem e precisamos de técnicos preparados para atuar nesse cenário”, afirmou.

Realizado pela primeira vez na América Latina, o IUFRO2019 foi promovido pela Embrapa, Serviço Florestal Brasileiro e IUFRO.

Publicação
A primeira versão do livro foi em 2011. Devido à procura, a segunda edição ampliada já foi lançada em 2012 e, em 2014, chegou a versão em inglês. Nas mais de 800 páginas, o leitor fará uma imersão nos conceitos dos sistemas de integração, com os recentes resultados de pesquisa, obtidos em experimentos a campo.

A primeira parte do livro levanta temas estratégicos sobre o agronegócio, a contribuição para a neutralização de carbono, a intensificação e o papel dos sistemas integrados. A segunda engloba os diversos componentes do sistema e seus impactos na melhoria do processo produtivo. “É uma abordagem prática, que vai de instruções de como estabelecer árvores a sugestão de métodos para realizar a análise financeira e planejamento de fluxo de caixa”, observa o editor Davi Bungenstab. 

Já a terceira parte apresenta os sistemas nos principais Biomas brasileiros, com casos de sucesso e participação de produtores rurais inovadores, de todas as escalas de produção. Por fim, o último bloco traz o potencial desses modelos na África, na Europa e América do Sul.

Entre produção, edição e finalização, foram doze meses de dedicação, que envolveram as equipes da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), Acre (Rio Branco-AC) e Amazônia Oriental (Belém-PA). 

Balbino lembra que para ampliar a adoção dessas tecnologias as parcerias público-privada e público-pública, como universidades e órgãos estaduais de pesquisa, são fundamentais. A publicação, em si, traz isso como pode ser utilizada em capacitações. Ela agregou especialistas de entidades como Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais, Universidade Federal da Grande Dourados (MS), Universidade Estadual de Goiás, Universidade Federal de Viçosa, Universidade de Boston (EUA), Universidade de Hohenheim (Alemanha), Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Humboldt-Universität zu Berlin (Alemanha), Universidade de Extremadura (Espanha), Integrated Crop-Livestock Systems Network of the Global Research Alliance, Faculdade de Ciências Agronômicas (Unesp-SP), dentre outras. 

“Trabalhar a adoção passa por fazer a tecnologia conhecida e vale ressaltar que esta não é a versão final do livro, ainda temos resultados a trazer nos próximos anos”, assinala o engenheiro agrônomo.

Destaques
Ao trazer para as páginas do E-book os modelos de outros países, os autores querem abrir o setor produtivo e a pesquisa às oportunidades existentes. Na Península Ibérica, por exemplo, as alterações climáticas afetarão tanto os sistemas florestais como agrícolas é o que afirma a pesquisadora do Instituto Politécnico de Bragança (Portugal), Marina Castro. Sendo assim, a implementação dos sistemas de integração, conhecido há mais de 20 anos na região, “otimizará o uso de recursos, tornando-se uma ferramenta eficiente e inovadora devido ao conjunto de respostas associadas à sustentabilidade que permite”.

A zootecnista comenta que os países mediterrâneos encaram os incêndios florestais com certa frequência, por razões naturais, como presença de vegetação inflamável; socioeconômicas, como o êxodo rural; e as mudanças climáticas, propriamente ditas. Os modelos integrados tendem a reduzir a combustão e para ela é preciso mostrar aos produtores florestais que o pastoreio de seus bosques é positivo, pois reduz riscos e ameaças ao rendimento da atividade. Entretanto, de acordo com Rosa Mosquera, professora da Universidade de Santiago de Compostela e ex-presidente da Federação Europeia de Sistemas Agroflorestais, a adoção não é fácil. Pesquisa da AFINET (Agroforestry Innovation Network), com mais de 300 agricultores em toda Europa, revelou que os maiores obstáculos para a implantação, segundo eles, são recursos financeiros, políticas públicas, capacitação e suporte técnico. 

Já a Colômbia, com grande variedade de zonas climáticas, tem investido nos últimos anos nos sistemas silvipastoris para pecuária de corte e/ou leiteira, segundo o pesquisador Luis Alfonso Valderrama da Universidade Nacional da Colômbia. Apesar da carência de informações técnicas de longo prazo, o zootecnista acredita que os estudos recentes permitirão aumentar e melhorar o conhecimento sobre as interações entre os componentes arbóreo-pastagem-solo-animal. 

Outro destaque na obra é em relação à dinâmica da água. Avaliações nos campos experimentais da Embrapa em Campo Grande (MS) tiveram como objetivo analisar a dinâmica espacial e temporal da água no solo de um sistema de ILPF de 7-8 anos. O sistema estudado mostrou sazonalidade distinta induzida pelas estações seca e chuvosa e a equipe da Universidade de Hohenheim (Alemanha) frisa que o trabalho mostrou a complexidade da atividade, o que exigirá análises profundas para se obter um cenário dessa dinâmica e preencher lacunas ainda existentes. 

Por último, a obra mostra a ascensão de marcas-conceito, como Carne Carbono Neutro (CCN), que futuramente se tornará Plataforma de Pecuária de Baixo Carbono. Os protocolos de certificação brasileiros, ativos desses conceitos, se tornarão marca registrada do produto nacional. 

Lançamento
O e-book “ILPF – inovação com integração de lavoura, pecuária e floresta” será lançado durante o Congresso Mundial da IUFRO (International Union of Forest Research Organizations) no dia 1º de outubro, no Side Events ILPF, no Small Theater. O Congresso acontece em Curitiba (PR) até o dia 5 e é coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e Embrapa. 

 

Foto: Renata Silva
 
Maureen Bertol (Assessoria de imprensa do Congresso da IUFRO)
Embrapa Florestas

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Integração Lavoura-Pecuária em Minas é foco de debates – 26/09/2019

Investimento em recria fornece animais com melhor preparo para confinamento

O cenário do sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) na produção agropecuária mineira é tema de dia de campo e de seminário na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG), no próximo dia 2, quarta-feira.

No período da manhã, a partir das 8h, haverá quatro estações de campo, com apresentação de resultados de pesquisa sobre ILP. Os participantes poderão conferir os dados sobre a produção de carne obtida no confinamento deste ano na Embrapa Milho e Sorgo. Também terão acesso a explicações sobre suplementação na recria para produção de carne, pastagens em consórcio com lavoura, produção de alimentos e forragens na ILP.

Na parte da tarde, a partir das 13h, será realizado o seminário, com três palestras: “Conjunturas da bovinocultura no cenário mineiro”, com Wallisson Lara, analista de Agronegócios da Assessoria Técnica do Sistema Faemg; “Evolução do ILP no Brasil e Perspectiva Futura”, com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Rubens Augusto de Miranda; e “O uso de ferramentas práticas no manejo de pastagens”, com a pesquisadora Márcia Cristina Teixeira da Silveira, da Embrapa Pecuária Sul.

“Vamos apresentar análises sobre a produção de pastagens e a intensificação dos sistemas de produção ocorrida nos últimos anos”, explica Rubens Miranda, que desenvolve pesquisas na área de Economia Agrícola. Segundo ele, a pecuária extensiva não apresenta perspectivas para o futuro.

“Atualmente, as margens de lucro estão cada vez mais apertadas e o produtor precisa ter maior eficiência para obter melhor renda”, afirma o pesquisador Ramon Alvarenga, da Embrapa Milho e Sorgo. “Pastagens extensivas de baixa qualidade não resultam em eficiência na pecuária”, explica.

Nesse sentido, um fator importante é o manejo adequado dos animais na fase de recria. “Um trabalho de recria bem feito contribui para uma pecuária mais intensiva, para o uso mais eficiente da terra e maior geração de receita”, explica Leandro Sâmia, professor de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

As inscrições para o dia de campo e para o seminário sobre ILP são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail milho-e-sorgo.eventos@embrapa.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3027-1168.

Confira a programação completa do dia de campo e também a programação do seminário.
 

Foto: Marina Torres
Marina Torres (MTb 08577/MG)
Milho e Sorgo

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Benefícios dos sistemas integrados para conservação do solo são demonstrados no TecLeite – 24/09/2019

Os benefícios da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e outros sistemas integrados para a conservação do solo foram apresentados em uma das estações do evento Tecnologias para a Produção Sustentável de Leite (Tecleite), na quinta-feira (19/9), no Campo Experimental Santa Mônica (CESM), em Valença (RJ). Participaram os pesquisadores da Embrapa Solos (RJ) Petula Nascimento, Alba Leonor, Guilherme Donagemma e Fabiano Balieiro. 

De acordo com Balieiro, a integração de lavouras, árvores ou arbustos e animais, no tempo e no espaço, permite o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis e funcionamento do solo dentro dos agroecossistemas. O pesquisador explica que a diversificação da cobertura vegetal  – rotação, sucessão ou consorciamento – e o uso de técnicas conservacionistas do solo, preconizados pelos sistemas integrados, permitem que eles funcionem como “bombas de carbono” para o perfil do solo, favorecendo a atividade biológica e sua agregação, que são a base de alguns dos serviços ecossistêmicos prestados pelo solo. “São exemplos desses serviços a regulação climática, mediada pelo sequestro de carbono, a ciclagem de nutrientes, a purificação de água e a regulação de enchentes, já que a boa agregação favorece a infiltração de água no solo.”

O TecLeite é organizado pela Embrapa Gado de Leite em conjunto com Emater-RJ, empresas estaduais de pesquisa (Pesagro Rio), Unipasto e o Instituto Federal de Campos do Pinheiral (RJ). Estiveram presentes cerca de 300 produtores, técnicos e estudantes das áreas ciências agrárias.

Sistemas Integrados no Brasil
Uma pesquisa encomendada pela Rede ILPF e realizada pelo Kleffmann Group na safra 2015/2016 estimou que o Brasil conta com 11,5 milhões de hectares com sistemas integrados de produção agropecuária. Dentre as quatro possibilidades de configuração do sistema produtivo, a intregração lavoura-pecuária é a mais adotada pelos produtores, correspondendo a 83% dessa área.

Em dez anos, a área ocupada por sistemas integrados aumentou em quase 10 milhões de hectares. Em 2005, eram apenas 1,87 milhão de hectares no País.

Baixe aqui a publicação completa sobre os resultados da pesquisa.  

TecLeite
O Tecleite, que neste ano chegou à sua oitava edição, ocorre no formato de dia de campo, com palestras realizadas no ambiente produtivo de uma fazenda. As tecnologias são apresentadas conjuntamente por pesquisadores e extensionistas de forma prática e acessível ao público. 

Após uma palestra de abertura, os participantes foram encaminhados para as quatro estações de campo, que além dos benefícios dos sistemas integrados para a conservação do solo abordaram o ponto de colheita do BRS Capiaçu, o conforto e bem-estar para bovinos de leite e o diagnóstico e tratamento para a tripanossomose.

Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, tão importante quanto transferir tecnologias para o produtor é a aproximação das empresas de pesquisa com a extensão rural. “As instituições parceiras constroem juntas o evento e os temas das estações dos dias de campo são sugeridos pelos técnicos da Emater, que conhecem de perto as demandas dos produtores.”

Em outubro o Tecleite será realizado no Espírito Santo e Minas Gerais. Dia 3/10 será em Cachoeiro do Itapemirim, em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural. No dia 17/10, será sediado no Campo Experimental José Henrique Bruschi, em Coronel Pacheco, neste caso em parceria com a Emater-MG.

Foto: Fabiano Balieiro 

Fernando Gregio
Embrapa Solos

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Marcos La Falce
Embrapa Gado de Leite

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ILPF permite ganho de peso animal mesmo em períodos secos – 17/09/2019

Cerca de 250 pessoas entre pecuaristas, técnicos e estudantes das áreas de agronomia, zootecnia e veterinária compareceram ao evento

Garantir o ganho de peso dos rebanhos em períodos de seca é um grande desafio para os pecuaristas da região Semiárida. Mas uma pesquisa que vem sendo realizada pela Embrapa e parceiros na região do brejo paraibano tem demonstrado que isso é possível com a adoção da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Em resultados preliminares com as raças guzerá e sindi o ganho de peso médio diário foi de 720 gramas por animal no período de chuva e 400 gramas no período seco.

“Se 30% do rebanho da Paraíba – o equivalente a 376.924 cabeças –  estivesse sob o sistema ILPF, o ganho de peso potencial com esses resultados que obtivemos aqui seria de 452.309,4 arrobas, o que equivaleria a R$ 67.846.410”, calcula o pesquisador da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), Ricardo Leite, no dia campo sobre ILPF – uma estratégia para o negócio agropecuário no Nordeste, realizado na estação experimental de Alagoinha, PB, na última sexta-feira (13).

Cerca de 250 pessoas entre pecuaristas, técnicos e estudantes das áreas de agronomia, zootecnia e veterinária compareceram ao evento. Todos interessados em conhecer os resultados das pesquisas com ILPF visando mitigar os efeitos das secas e estiagens e aumentar a oferta de alimentos para os animais, mesmo com a escassez de água. As pesquisas vêm sendo desenvolvidas há cinco anos pela Embrapa Algodão e Embrapa Solos, em parceria com a Empaer, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Plano ABC e Rede ILPF.

Conforto térmico
Outro fator observado na pesquisa foi a importância das árvores para o conforto térmico animal. A temperatura do animal exposto ao sol na região chega a 41,8°C, enquanto que na sobra a temperatura cai para 34°C. “Em época de seca, das 10 às 15 horas os animais ficam aglomerados procurando sombra. Sem se alimentar, não ganham peso. Além disso, numa temperatura acima de 37°C o animal entra em estresse térmico, perde peso e diminui a produção de leite”, explica.

Vocação para pecuária
O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA/Senar), Mário Borba, destacou a vocação da região semiárida para a pecuária. “Toda a pecuária do mundo está em regiões semiáridas. Porque aqui não podemos ter?”, questiona. Segundo ele, para que a pecuária possa avançar com sustentabilidade na região, é preciso investir em assistência técnica. “Ou o produtor se conscientiza que tem que se capacitar, que precisa de assistência técnica ou ele vai ficar parado na década de 1950. No futuro, só vai ficar no campo quem conseguir melhorar a produção. Temos que ter uma nova visão do que será a pecuária do futuro e da importância da tecnologia nesse processo”, afirma.

Mais resiliência contra a seca
A Unidade de Referência Tecnológica (URT) de Alagoinha foi instalada em 2015, com o objetivo de oferecer novas opções de manejo para a região. A área utilizada é de dois hectares, onde são trabalhadas as pastagens (braquiárias), em consórcio com espécies arbóreas como o sabiá e a gliricídia, além da produção agrícola com lavouras de milho e feijão macassar. “Nós passamos por vários anos de seca na região e esse sistema conseguiu se estabelecer e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas, relata o pesquisador da Embrapa Solos, André Amaral. “O ponto principal desse experimento é transformar toda a água da chuva em alimento e forragem”, acrescenta.

Segundo ele, o solo protegido é fator primordial quando se fala em melhorar a produtividade e a rentabilidade. “Se não temos solo coberto, em vez de produzir, nós perdemos solo e nutrientes, tornando os custos de produção elevados, então nosso desafio é mostrar como recuperar solos e pastagens degradadas e oferecer opções para diversificação de culturas”, observa.

Além de promover a cobertura do solo, o modelo ILPF para a região semiárida tem uma preocupação diferente das demais regiões, conforme o professor da UFPB Adailson Pereira. “Não queremos apenas formar palhada, mas também segurar a água por mais tempo no solo. E as raízes cumprem um papel fundamental nesse sentido. Elas ajudam a recuperar os nutrientes das diferentes camadas e canalizam a água para as partes mais baixas do solo. Também ajudam a aumentar o teor de matéria orgânica, que é capaz de segurar de cinco a dez vezes o seu volume em água no solo”, explica. “O agricultor do Semiárido sabe a importância de um mês a mais de água no solo”, completa.

Entre os objetivos da pesquisa desenvolvida na região estão: recuperar pastagens e produzir forragens, produzir alimentos sob o sistema plantio direto, produzir madeira, tornar os solos mais produtivos, aumentar o armazenamento de água no solo, favorecer o conforto animal e melhorar a rentabilidade do produtor.

Planejar é preciso
O Senar ficou responsável pelo tema “Planejamento da propriedade e custo na implantação do ILPF e seus diferentes arranjos produtivos”. “Eu vejo que muitos de vocês estão admirados com os resultados obtidos nessa URT, mas teoricamente, vocês também podem ter esses resultados na propriedade de vocês. Para isso, é preciso planejamento. A parte produtiva da propriedade é importante, claro. Mas a gestão é tão importante quanto. A questão administrativa deve ser levada muito a sério”, afirma o chefe do Departamento de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, Gabriel Petelinkar.

Os participantes do dia de campo em Alagoinha tiveram ainda a oportunidade de conhecer a importância das forrageiras e da qualidade das sementes na produção de carne e leite; recomendação de adubação, correção e a evolução da atividade biológica dos solos com as diversas composições de plantas na URT; e sobre o uso da cerca elétrica para aumentar a área das pastagens da propriedade, fornecendo a melhor parte das forrageiras para os animais.

O evento foi uma realização da Embrapa, em parceria com a Empaer, Plano ABC, Rede ILPF, UFPB, Sementes Oeste Paulista (SOESP), Speedrite (empresa de cercas elétricas) e Rancho Alegre (produtos agropecuários).

 

Foto: Sérgio Cobel
Edna Santos (MTb/CE 1700)
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Sistema de Integração-Lavoura-Pecuária é tema de reunião na Embrapa – 17/09/2019

Reunião com produtores aconteceu na Embrapa

Contribuir para o desenvolvimento do Sistema de Integração Lavoura Pecuária (ILP) no Sul do Mato Grosso do Sul, por meio de aproximação da pesquisa com os produtores que iniciaram o ILP na região, para promover a troca de experiências e nivelar o conhecimento sobre o sistema foi o objetivo central da Reunião Técnica de ILP realizada na quinta-feira, 5 de setembro.

Trocas de experiências, esclarecimento de dúvidas, arranjos produtivos, escolha e produtividade de espécies de forrageiras, diversificação de culturas, cultivo de crotalária em sistemas integrados, qualidade das sementes, entre outros temas foram debatidos ao longo do dia.

“A participação dos produtores trazendo suas experiências é fundamental para o trabalho da Embrapa e os cultivos integrados apresentam desafios diferenciados, o que fortalece a importância de reuniões como essa”, destacou o Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus.

 

Foto: Christiane Comas

Christiane Congro Comas (Mtb-SC 00825/9 JP)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Dia de campo sobre ILPF reúne mais de 100 produtores e técnicos no RN – 16/09/2019

Dia de campo sobre ILPF no município de Pedro Velho, RN

A Embrapa Algodão e parceiros promoveram nesta quarta-feira, 11, dia de campo sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): uma estratégia para o negócio agropecuário no Nordeste. O evento reuniu mais de 100 produtores rurais e técnicos do setor agropecuário do Rio Grande do Norte, na Fazenda Alto do Machado, no município de Pedro Velho, RN.

“Durante toda a manhã mostramos aos produtores e demais participantes a tecnologia ILPF que, além de mitigar a emissão dos gases do efeito estufa, aumenta a produtividade e a renda do produtor, melhora a fertilidade do solo, o conforto térmico e o bem-estar animal. É uma tecnologia amplamente adotada e um experimento importante para mostrar que é possível ser aplicado no Rio Grande do Norte”, disse na abertura do evento o chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência Federal da Agricultura (SFA/RN), Tibério Souza.

Representando o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, o coordenador do Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), Elvison Nunes, aproveitou a ocasião para reforçar a importância do Rio Grande do Norte oficializar o Plano ABC Estadual para que o estado possa ter mais acesso a recursos e capacitações dos seus técnicos e produtores em boas práticas de sistemas de produção integrados. “Aqui nós temos juntos a possibilidade de obter crédito (referindo-se às instituições financiadoras de crédito rural presentes) e o conhecimento gerado pela Embrapa. Se nós conseguirmos adotar essas tecnologias, nós vamos mudar a cara da agropecuária no Rio Grande do Norte”, disse, enfatizando que a tecnologia não é voltada apenas para os grandes produtores, mas também para os pequenos e médios.

O chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Algodão Gilvan Ferreira destacou que a Rede ILPF está presente em todo o país com tecnologias adaptadas para as especificidades de cada região. “Aqui nós temos as braquiárias, consorciadas com o milho e os coqueiros, mas em outras regiões é possível adaptar o sistema de acordo com os seus objetivos. E os ensaios da Embrapa em cada região são uma vitrine para o que o agricultor possa ver para crer”, afirmou.

Um dos produtores interessados em entender um pouco mais sobre como funciona o consórcio milho e pastagens era o Jonas Juvêncio Fonseca, de Pedro Velho. Ele já cultiva milho e pastagem, mas não conhecia o ILPF. “Vim em busca de conhecimento sobre o plantio de milho junto com o capim para pisoteio. A minha ideia é tirar o milho e ainda ficar com o pasto. Essa integração é uma novidade aqui e me interessou bastante. Quero aprender com a experiência da fazenda”, disse.

É dando que se se recebe
Esse foi o tema da estação apresentada pelo chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Semiárido, Sérgio Guilherme de Azevedo, que apresentou um histórico econômico da fazenda nos últimos 10 anos e os custos para recuperação da área de pastagem degradada. Segundo ele, o custo inicial para a implantação do ILPF é maior, em comparação com modelo tradicional adotado na região de preparo do solo e semeadura, mas o retorno financeiro é bem maior. “No sistema de plantio convencional teremos um custo de implantação de R$ 660,10 por hectare, o que equivale a mais de dois animais abatidos para cobrir o custo. Já no sistema integrado, temos um custo de implantação de R$ 3.824,21, que pode gerar uma receita de R$ 7.200”, calculou.

Sombreamento ajuda a ganhar peso
Na estação sobre seleção do componente arbóreo frutícola, madeireiro e forrageiro o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros Samuel Souza apresentou vários sistemas recuperação de pastagens consorciadas com árvores como coqueiros, gliricídia e acácia, enfatizando a importância do componente arbóreo para o bem-estar animal. “O sombreamento das árvores é responsável por 25% da conversão em peso do animal. O animal ao sol vai gastar mais energia do que na sombra, além disso, o conforto térmico melhora a imunidade do animal”, explicou.

Após percorrer todas as estações, o produtor Jonas tirou algumas reflexões para a sua propriedade. “Uma coisa que ficou clara para mim é que venho tendo muito prejuízo por não fazer a análise do solo. Quando você tem uma boa análise, você sabe o que precisa corrigir, o que vai poder plantar, a análise de solo é o pontapé inicial. Se você não faz isso não vai ter um bom resultado”, disse.

Mudança de paradigma na região
Um dos nove técnicos da Emater/RN presentes ao dia de campo era Aureliano Ribeiro, do município de Serrinha, RN. Ele contou que já conhecia alguns trabalhos de integração lavoura-pecuária e caatinga e avalia que um dos obstáculos para ampliar a adoção do ILPF no Nordeste é o investimento inicial para recuperação das áreas. “A maioria dos produtores da região são extrativistas, só querem tirar da terra e não tratam de repor e é por isso que a terra fica degradada”, observa. No entanto, ele ressalta que a redução dos custos de produção é um dos aspectos mais importantes do ILPF. “Com o consórcio, você reduz o custo de recuperação de pastagem, reduz a adubação, melhora o solo, aumenta o bem-estar animal…”elencou.

Durante o evento foram apresentadas estratégias de manejo e conservação do solo; demanda nutricional das pastagens; demanda nutricional do milho ou sorgo; silagem; grãos; ciclagem dos nutrientes; economicidade dos sistemas de implantação e reforma de pastagens; seleção do componente agrícola e forrageiro de corte: milho grão; milho silagem; sorgo para silagem; seleção do componente arbóreo frutícola, madeireiro e forrageiro no litoral e agreste, entre outros temas.

O dia de campo foi uma realização da Embrapa, em parceria com o Plano ABC, Rede ILPF, Emparn, Associação Norte Riograndense de Criadores (Anorc), e as empresas de sementes Biomatrix, Moeda, Agromatos e Agrosalles.

 
Foto: Edna Santos
Edna Santos (MTb/CE 1700)
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Pesquisadores do Japão e da Malásia conhecem tecnologias do agro em São Carlos – 12/09/2019

Os pesquisadores da Universidade de Tóquio vieram acompanhados da professora Juliana

Os pesquisadores Nagisa Okaniwa e Sayaka Yamana, do Japão, e Nadzrul Anuar Bin Khalid, da Malásia, estiveram na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), na manhã de quinta-feira (12) para conhecer tecnologias ligadas a sistemas integrados de produção desenvolvidas pelo centro de pesquisa. Eles são vinculados à Tokyo University of Agriculture and Technology (Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio).

Os três estão participando de um intercâmbio na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde foram recepcionados pela professora Juliana Aparecida Fracarolli, do curso de engenharia agrícola. Juliana agendou a visita à fazenda da Embrapa para que os pós-graduandos conhecessem experimentos de seu interesse.

Nagisa, Sayaka e Nadzrul chegaram dia 27 de agosto. Ele irá embora dia 22 de setembro, Sayaka ficará três meses no Brasil e Nagisa, um ano. Os três tinham interesse em conhecer sistemas integrados de produção, como a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta). No Japão, desenvolvem estudos sobre a agrofloresta na Amazônia.

Os sistemas integrados consistem na produção, na mesma área, de pecuária, lavoura e florestas, podendo contemplar apenas duas dessas modalidades. Na fazenda Canchim, onde funciona a Embrapa, estão sendo monitoradas as condições microclimáticas para verificar o efeito das árvores no ambiente, no bem-estar animal, na produção da pastagem e nas culturas anuais. Também é calculado o balanço entre a emissão dos gases de efeito estufa e o acúmulo de carbono dos sistemas.

Já existem resultados de pesquisas indicando que animais criados em sistemas sombreados procuram menos por bebedouros (redução de 19%), produzem quase 20% a mais de embriões e as fêmeas se mantêm seis minutos mais ativas a cada hora, o que reflete na produtividade. Os dados comparam os animais em áreas com árvores e aqueles criados a pleno sol.

Os visitantes conheceram a ILPF para gado de corte e para gado de leite, onde os animais foram inseridos no final de agosto. O componente arbóreo deste sistema, formado por eucaliptos, foi plantado há cerca de dois anos. Os pesquisadores estrangeiros ficaram interessados em várias tecnologias, anotavam informações e fotografavam os experimentos.

Nagisa, Sayaka e Nadzrul demostraram surpresa ao conhecer equipamentos que medem o consumo de água de bovinos de forma individualizada (por meio de identificação eletrônica) e os mecanismos que permitem medir a emissão de gás metano na atmosfera. Eles também quiseram saber quantos experimentos ocorrem no centro de pesquisa.

Os pesquisadores Alberto Bernardi e José Ricardo Pezzopane, que receberam os visitantes, explicaram que a equipe de aproximadamente 40 pesquisadores atua de forma integrada, formando grupos multidisciplinares de trabalho. “Essa forma de atuar é importante, especialmente em sistemas integrados, nos quais os conhecimentos do agrônomo, do veterinário, do zootecnista e de outros profissionais se complementam”, explicou Alberto.

 
Foto: Ana Maio
Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Mulheres brilham e vencem os desafios do AGTech Meio-Norte – 05/09/2019

O trabalho de Gabriela foi considerado o terceiro melhor da Jornada

O primeiro grande encontro da inovação agropecuária do Nordeste, o AGTech Meio-Norte, terminou no final da tarde desta quinta-feira 5, em Teresina, com as mulheres vencendo os principais desafios. No segmento V Jornada Científica, que reuniu 109 trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação que participam de projetos da Embrapa e da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a força feminina ganhou os três primeiros lugares.

Lanna Isabely Morais Sinimbu, que apresentou o trabalho Instrumentação com Arduíno para construção de chocadeiras artesanais (Orientador – Alexandre de Castro Maciel – professor da UFPI), ficou com o primeiro lugar.

Vanessa Gomes de Moura, com o trabalho  Transferabilidade de marcadores microssatélites desenvolvidos para abelhas Melipona subnitida e

Melipona fasciculata em Melipona marginata (Lepeletier), sob a orientação da pesquisadora Fábia de Mello Pereira, da Embrapa Meio-Norte, conquistou o segundo lugar.

A terceira colocada foi Gabriela Sabrine França Silva, com o trabalho Uso eficiente da terra no consórcio milho-braquiária sob diferentes densidades de semeadura da forrageira. O Orientador  foi o pesquisador – Aderson Soares Andrade Junior, também da Embrapa Meio-Norte.

No concurso de fotografias elas também mostraram competência. O primeiro foi Schirlayne de Sousa Lima da Silva, com  Avaliação físico-química e nutricional de pólen apícola desidratado produzido nos municípios de Campo Maior e Teresina. A  orientação foi da pesquisadora Maria Teresa Rêgo (Embrapa Meio-Norte).

Denise Aguiar dos Santos ficou em segundo lugar focando a  Correlação do peso do ovo com o peso do pintinho em ovos de galinhas caipiras. A pesquisadora Teresa Herr Viola (Embrapa Meio-Norte) foi a orientadora.  

Gabriela Rodrigues Alencar Ferry, conquistou o terceiro lugar com a foto do trabalho Contagem e identificação de tipos polínicos coletados por Apis mellifera visitantes de Anacardium  occidentale em Teresina. A orientadora  foi a pesquisadora Fábia de Mello Pereira.

Soluções para a avicultura

No segmento de desafios Ideas For Farm, a equipe AgroFinanças foi a vencedora. Os estudantes Tayane Duartye Santos, José Bonifácio Filho e João Antônio de Sousa, apostaram em uma solução para gargalos na avicultura e criaram um game e um caderno de campo digital.
Como vencedora, a equipe vai participar do Pontes para Inovação, que é um programa vitrine de startup de parceiros da Embrapa. Os estudantes ganharam ainda um passaporte para o Sebrae Like a boss, uma plataforma digital voltada para apoiar os empreendedores de startups.

Ciência no Prato

O esperado segmento Ciência no Prato, que começou no início da tarde, lotou o auditório central.  Mariana Moraes e Herivelton Soares, professores do curso de gastronomia do Instituto Federal de Educação do Piauí, abriram o segmento.  Eles prepararam  e serviram os pratos: Salada de alface com vagens de feijão-caupi, Pão de forma de feijão-caupi, Croutôns de feijão-caupi, Brigadeiro de biomassa da banana verde com grilo, Suco detox com algas e Variação do rubacão com feijão-caupi ( feijão-de-corda) e tenébrios.

Logo depois, o chef paulistano Raul Godoy, um dos astros da gastronomia nacional, entrou na maratona culinária com os pratos Bolinho de capitão com camarão marinho e salada de algas e Cabra nativa em três texturas com pirão de leite. Com 13 anos de profissão, Godoy tem passagem por restaurantes como o Bio, em São Paulo, e Casa Malevo, em Londres. Este segmento foi um sucesso.

Inovação aberta

A programação da quinta-feira começou com o diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares, falando por videoconferência direto de Brasília. Didático, ele fez reflexões sobre o cenário do agronegócio brasileiro, destacando eixos importantes para que o setor continue avançando, como a “inovação aberta e a busca pelo atendimento às necessidades do consumidor”.

No balanço sobre os avanços nas atividades agropecuárias, Soares destacou também como ponto de equilíbrio o fortalecimento das parcerias na inovação aberta, “prospectando e formalizando negócios” e a sustentabilidade. “Toda inovação no agro terá que ter como base a sustentabilidade ambiental”. Ele citou ainda a importância do sistema de Integração Lavou-Pecuária-Floresta (ILPF) e o aumento na produção de grãos, com ênfase no cultivo da soja.

Em seguida, presente ao evento, o gerente de Inovação e Negócios da Embrapa, Daniel Trento, fez um balanço da evolução do agronegócio no Brasil e defendeu uma “aproximação cada vez maior” entre a pesquisa científica, as universidades e os produtores.

Ainda pela manhã, a última palestra do evento foi do professor Marcus Vinícius Dantas Linhares, do Instituto Federal de Educação do Piauí, campus do município de Picos. Com o tema Vamos sabotar as certezas, ele falou da internet passando pela revolução do celular, carros autônomos, drones, energia solar, impressora em 3D até os sensores. Segundo ele, a nova moeda no mercado de trabalho “é a velocidade, com o tempo de resposta preciso”.
 

Foto: Eugenia Ribeiro
Fernando Sinimbu (654 MTb/PI)
Embrapa Meio-Norte

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