Transferência de Tecnologia Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é destaque na Expoacre – 25/07/19

Na 46ª edição da Exposição Agropecuária do Acre (Expoacre), realizada de 27 de julho a 4 de agosto de 2019, o tema principal da participação da Embrapa é a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Estado. Além de tecnologias para essa alternativa de produção sustentável, a empresa apresenta as ações de controle e defesa sanitária com foco na prevenção da monilíase, doença quarentenária ausente do Brasil e já identificada na fronteira do Acre com a Bolívia. A solenidade de abertura da Feira acontece no próximo sábado, no Parque de Exposição Wildy Viana, a partir das 8 horas.

No estande localizado no espaço batizado de “Caminhos do Agronegócio”, que abriga instituições de pesquisa, fomento e apoio à produção, os visitantes também poderão conhecer variedades de feijões produzidas na região do Juruá e obter informações sobre a farinha de Cruzeiro do Sul, primeiro derivado da mandioca com selo de Indicação Geográfica no Brasil, por meio de uma exposição fotográfica que mostra as diferentes etapas do processo de produção. Além disso, o público poderá adquirir publicações técnicas sobre temas relevantes para a região, incluindo o livro “Recuperação de pastagens degradadas na Amazônia”, lançado no final de junho, que será vendido ao preço de 45 reais e poderá ser autografado pelo pesquisador Carlos Maurício de Andrade, um dos autores da obra.

O espaço “Caminhos do Agronegócio” é gerenciado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O espaço reúne tecnologias para os setores agropecuário e industrial e alternativas tecnológicas para o fortalecimento da gestão ambiental, eventos técnicos como cursos e oficinas e oportunidades de negócios, entre outras atividades.

 

Palestras

A Embrapa também participa de ciclo de palestras sobre temas estratégicos para o setor produtivo acreano, realizado entre 29 de julho e 2 de agosto, no Galpão do Governo na Feira, como parte da programação do evento. No dia 1º de agosto (quinta-feira), profissionais da área de pesquisa abordarão a integração Lavoura-Pecuária-Floresta no contexto acreano. O pesquisador Tadário Kamel destacará experiências de uso desses sistemas, com ênfase nas vantagens proporcionadas como a produção de grãos e madeira para diferentes finalidades, incluindo a adubação de pastagens, alimentação animal e adequação ambiental de áreas rurais, e a obtenção de sombreamento e conforto térmico para o gado, entre outros serviços.

“Os sistemas integrados representam uma alternativa para diversificar a produção e a geração de renda na propriedade rural. Há uma tendência de crescimento do uso dessa forma de produzir nas diferentes regiões do país e a pesquisa científica tem atuado para disponibilizar conhecimentos e tecnologias para adoção de distintas modalidades de produção integrada. No Acre, devido à proximidade com a realidade dos produtores locais, em sua maioria de base familiar, a integração Lavoura-Pecuária envolvendo o cultivo de milho tem sido o modelo mais utilizado”, explica Kamel.

Os impactos do uso da ILP na recuperação de áreas degradadas será tema da palestra do pesquisador Idésio Franke, que destacará como esses sistemas podem ajudar o produtor acreano a incrementar a produtividade de lavouras anuais, especialmente de grãos, e dos rebanhos, sem a necessidade de abertura de novas áreas. “Por serem implementados em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, estes sistemas permitem produzir de forma contínua, tanto na agricultura como na pecuária, com melhor aproveitamento da terra e mais renda para as famílias. A adubação residual da lavoura possibilita recuperar a fertilidade do solo e melhorar as condições das pastagens. Além disso, os grãos produzidos podem ser utilizados na suplementação da dieta alimentar do rebanho, em época de seca, aspecto que garante a produção de leite e carne nesse período”, enfatiza.

 

ILPF em realidade virtual

Uma novidade tecnológica permitirá ao público da Expoacre vivenciar a tecnologia ILPF por meio de realidade virtual. Instalado no estande da Embrapa, o túnel de realidade aumentada possibilita conhecer as diversas etapas da integração Lavoura-Pecuária-Floresta e seus benefícios, por meio de uma experiência em realidade virtual. Os óculos de realidade virtual permitem ao visitante observar o processo de transformação de uma área degradada em produtiva e sustentável, acompanhando desde a correção do solo para implantação de cultivos agrícolas, até entrada do gado em uma pastagem reformada e o plantio de árvores.

Em cada etapa, demonstrada por meio de painéis, é possível perceber os benefícios da ILPF como o aprofundamento de raízes, descompactação do solo, ciclagem de nutrientes, conforto térmico e mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Todo o percurso é acompanhado por um áudio explicativo, em português ou inglês. A tecnologia virtual é uma adaptação do aplicativo “Maquete virtual de ILPF em realidade aumentada”, lançado em 2017 pela Rede ILPF, que tem a participação de instituições de pesquisa das diferentes regiões, incluindo a Embrapa.

A divulgação dos benefícios do sistema ILPF e outras tecnologias presentes no estande da empresa contam com o apoio do Projeto Integrado da Amazônia, executado por meio do Fundo Amazônia, iniciativa gerenciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Campanha de educação sanitária

Como parte da campanha “Diga não à monilíase”, coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada no âmbito do plano de contingência da doença no estado, com o apoio de diversas instituições, no estande da Embrapa serão distribuídos materiais informativos (cartazes e fôlderes) que enfatizam medidas preventivas e outros aspectos da doença. Pesquisadores e técnicos estarão no local para esclarecer dúvidas dos visitantes e orientar sobre a necessidade de uma postura vigilante em relação ao problema. 

“As campanhas de educação sanitária são essenciais para sensibilizar a população sobre as formas de disseminação, identificação dos sintomas e como proceder com materiais suspeitos da doença. Por ser facilmente disseminada pelo vento e por materiais infectados como plantas, roupas, sementes e embalagens, adotar cuidados como não transportar materiais vegetais e não visitar áreas infectadas em outros países ajuda a minimizar riscos de disseminação”, explica o pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero, coordenador das atividades.

Causada pelo fungo Moniliophthora roreri, a monilíase ataca os frutos do cacaueiro (Theobroma cacao), do cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) e outras plantas do gênero, podendo ocasionar perdas de até 100% na produção e sérios prejuízos para os agricultores. Em 2018 as medidas preventivas para evitar a chegada da doença às plantações brasileiras ganharam reforço no Acre, por meio de um projeto financiado pelo Mapa, executado pela Embrapa, em parceria com o Instituto de Defesa Agroflorestal (Idaf). O trabalho conjunto envolve atividades de monitoramento em áreas fronteiriças, procedimentos laboratoriais para diagnóstico do problema e promoção de campanhas educativas e preventivas.

 

Nutec Móvel

Por meio do Núcleo Móvel de Transferência de Tecnologias (Nutec Móvel), a Embrapa apoia a realização de capacitações que integram a agenda de eventos técnicos da Expoacre 2019, coordenada pela Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa). Na carreta com cozinha adaptada, instalada ao lado do estande da Empresa, será realizado o curso “Processamento de derivados do Leite”, de 29 a 31 de julho. A atividade é dirigida a produtores rurais que atuam com a atividade leiteira.

 
Foto: Renata Silva

Diva Gonçalves (Mtb-0148/AC) 
Embrapa Acre 

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ILPF é atração em unidade de conservação na Serra da Mantiqueira – 27/07/2019

Cerca de 500 pessoas visitaram um estande com informações sobre Integração Lavoura- Pecuária-Floresta (ILPF), montado próximo à área de camping do Parque Estadual de Ibitipoca, situado na Serra da Mantiqueira, a 250 quilômetro de Belo Horizonte-MG. A visita ocorreu no Dia Nacional de Visitação às Unidade de Conservação, comemorado no dia 21 de julho. Pesquisadores da Embrapa falaram sobre o papel da ILPF na conservação ambiental. Segundo o pesquisador da Embrapa, Carlos Renato de Castro, a ILPF é uma prática recomendada para a zona de amortecimento, que fica no entorno das unidades de conservação.

O estande foi montado pela Embrapa Gado de Leite, com apoio de um grupo de escoteiros de Juiz de Fora e da polícia do meio ambiente de Minas Gerais. A ação fez parte do evento “Um dia no Parque”, criado para comemorar a data. Quem visitou o estande pode interagir com uma maquete de ILPF em realidade aumentada, usando um aplicativo que mostra os efeitos negativos da degradação e as vantagens para a sustentabilidade ambiental do consórcio da lavoura e pecuária com sistemas florestais.

Uma maquete física também esteve à disposição do público. Nela, pode se conhecer as várias áreas de atuação da pesquisa agropecuária em uma unidade de produção de leite. As crianças que visitaram o Parque foram presenteadas com o livro “As Férias de Julho no Sítio da Tia Amélia”, de autoria da pesquisadora da Embrapa, Deise Xavier, para incentivar a leitura e despertar curiosidade sobre a atividade agropecuária e a importância do leite como alimento para o consumo humano. A Embrapa Gado de Leite também coordenou a Passarinhada, uma caminhada pelas trilhas do parque para observação e fotografia de aves na região.

ILPF e Ibitipoca – A integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma estratégia de produção sustentável que está se consolidando no Brasil como importante opção para o setor produtivo agropecuário. A tecnologia consiste na diversificação e integração dos diferentes sistemas produtivos (agrícolas, pecuários e florestais) dentro de uma mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotação, de forma que haja benefícios para todas as atividades. A estratégia de ILPF, nas suas diferentes modalidades, está sendo adotada em vários níveis de intensidades nos biomas brasileiros.

O Parque Estadual de Ibitipoca é um parque florestal localizado no município de Lima Duarte-MG. Com uma área de 1 488 hectares, está situado a três quilômetros do distrito de Conceição do Ibitipoca, que se sustenta com o turismo atraído pelo parque. Criado em 4 de julho de 1973, é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. O ingresso no parque é pago e a visitação limitada. A área de camping possui infraestrutura de restaurante, lanchonete e banheiros. Os pesquisadores da Embrapa Maria de Fátima Ávila Pires e Carlos Renato de Castro, integram o Conselho Consultivo do Parque. “Existe uma forte ligação da Embrapa Gado do Leite com as comunidades do entorno. Há mais de uma década desenvolvemos atividades de pesquisa e transferência de tecnologia para moradores e produtores daquela região”, lembra Maria de Fátima.

As ações da Embrapa na região começaram com um projeto para despertar o turismo rural, que teve vários desdobramentos, como o monitoramento da água e a disseminação do uso de fossas sépticas, bem como a implantação de fossas em algumas propriedades. A Embrapa também participou de um programa de identificação de plantas medicinais e atuou na implantação de unidades demonstrativas de sistemas silvipastoris. A Empresa apoia ainda as ações de caracterização do queijo artesanal de Ibitipoca.

 

Foto: Eliane Hayami

Rubens Neiva (MTb 5445) 
Embrapa Gado de Leite 

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ILPF é tema de workshop em Sete Lagoas – 16/07/2019

Unidade de Referência Tecnológica e de Pesquisa em Sistemas ILP da Embrapa Milho e Sorgo

A Embrapa e a Sementes Oeste Paulista (Soesp) ministraram um workshop sobre o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), em Sete Lagoas-MG, em 5 de julho. Participaram do treinamento 20 consultores de seis lojas da Casa do Adubo, que atendem todas as regiões de Minas Gerais.

A ILPF é uma estratégia de produção que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área. Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, de forma que haja benefício mútuo para todas as atividades.

“Nossa intenção é capacitar a equipe, para que eles transfiram o máximo de conhecimento técnico para os produtores. Temos esta rotina de treinamento todos os anos. E com a entrada da Soesp para a Rede ILPF, convidamos a Embrapa para difundir o sistema”, disse o supervisor comercial da Soesp, Claudinei Caldeira Henn.

Os temas ministrados no período da manhã foram “Características do Sistema ILPF”, pelo pesquisador Miguel Marques Gontijo Neto, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas) e “Manejo de Pastagem”, pelo zootecnista Diogo Rodrigues da Silva, da Soesp. À tarde, houve uma visita técnica à Unidade de Referência Tecnológica em Sistemas ILPF da Embrapa Milho e Sorgo.

Diogo Rodrigues falou sobre a escolha das forrageiras. “Trouxemos informações e ferramentas para que a equipe tenha melhores condições de indicar a forrageira mais adequada para a região deles. Abordamos as características de cada cultivar, para os diferentes tipos de sistemas. Com estas informações, o profissional e o gerente de pasto têm ferramentas para fazer uma recomendação mais assertiva de forrageira, para uso de maneira mais eficiente nos diferentes biomas do Brasil”, disse.

Em seguida, Miguel Gontijo ressaltou que o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta permite ao produtor diversificar suas atividades e reduz riscos financeiros, uma vez que assegura a obtenção de uma renda média da propriedade. “A ILPF permite aumentar a produtividade, por meio da utilização de tecnologias e manejo adequado. E viabiliza o aumento da eficiência do uso de insumos, mão de obra, equipamentos e recursos naturais, disse”.

Miguel acrescentou que os principais problemas na pecuária são a degradação de pastagens, a falta de alimentos durante o ano, no período da seca, e a baixa produtividade por animal e por área. Já na agricultura, a preocupação é com a monocultura, que ocasiona ocorrência de pragas e de plantas daninhas. A baixa fertilidade, a física do solo e a falta de palhada para o plantio direto também precisam ser observados.

“Por isso, uma grande ferramenta do sistema ILPF é o plantio consorciado, pois garante produção de silagem e forragem para a entressafra e de palhada para o período de seca. Quando o produtor usa a lavoura anual no sistema ele corrige a fertilidade do solo e obtém forragem e grãos para a entressafra de forma econômica”, relatou Miguel.

Dia de campo no sistema ILP

Durante dia de campo realizado na Unidade de Referência Tecnológica e de Pesquisa em Sistemas Integração Lavoura-Pecuária (ILP) da Embrapa Milho e Sorgo, o pesquisador Ramon Alvarenga apresentou os resultados dos últimos anos, destacando o balanço positivo do sistema principalmente na superação dos problemas com o veranico. “Hoje, temos o perfil de solo construído, o que garante a eficiência na produção agropecuária, especialmente em regiões com problemas climáticos como veranico e inverno seco”, ressaltou.

O sistema é composto por quatro piquetes. Três são cultivados na primavera/verão com soja, milho + braquiária e sorgo + panicum. O quarto é pastagem de panicum, dividido em cinco subpiquetes rotacionados, que recebem raças de bovinos especializadas no ganho de carne: Nelore x Angus e Nelore.

No outono/inverno os piquetes são pastagens. O acabamento dos animais se dá em confinamento, onde recebem uma dieta composta por silagem de sorgo BRS 658, grãos de milho e de soja desintegrados e núcleo mineral. A média anual de produção de carne está em 55,5 arrobas por hectare. Os dados foram apresentados pelo pesquisador Miguel Gontijo.

Por fim, o pesquisador Emerson Borghi, da área de Fitotecnia, apresentou uma área de pastagem com a braquiária BRS Piatã em sucessão ao milho. Esta técnica vem sendo muito utilizada em sistemas integrados onde ocorre a introdução do componente pecuária. “Essa braquiária ocupa lugar de destaque em sistemas integrados. Temos que levar em conta apenas a necessidade de se colher o milho mais cedo, para que a colheita seja bem-sucedida”, avalia.

 

Foto: Sandra Brito 

Sandra Brito (MG 06230 JP) 
Embrapa Milho e Sorgo 

Guilherme Viana (MG 06566 JP) 
Embrapa Milho e Sorgo 

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