Dia de campo orienta participantes sobre implantação de sistemas integrados – 01/07/2019

Dia de campo no Sítio Universitário Unicep aconteceu sábado

Para entender como funciona a integração lavoura-pecuária (ILP) e as vantagens desse sistema, produtores, técnicos e estudantes participaram de dia de campo. O evento ocorreu no sábado, 29 de junho, no Sítio Universitário Unicep, em São Carlos (SP).

Os participantes visitaram três estações. Na primeira, os pesquisadores Alberto Bernardi e José Ricardo Pezzopane apresentaram o que é ILP e ILPF, os conceitos e fundamentos desse modelo de produção.

Os especialistas citaram as principais modalidades de integração, oportunidade que esses sistemas oferecem para diversificação de renda e os requisitos para iniciar lavoura em área de pecuária e vice-versa.

Como foi implantada a integração de pastagem com milho no sítio universitário foi relatada pelo administrador operacional Rodrigo Rodrigues na segunda estação. Em janeiro deste ano, foram cultivados quatro hectares de milho com capim piatã e paiáguas. O milho foi colhido no final de abril para silagem, usada para alimentação do rebanho leiteiro. “A integração melhorou a fertilidade do solo e, consequentemente, propiciou uma pastagem de melhor qualidade”, explicou Rodrigues. Segundo ele, a intenção é dobrar a área de integração na próxima safra.

Na estação sobre produção de silagem com qualidade, o pesquisador André Pedroso abordou quais os tipos de silagens e de silos, quais as características das forragens que devem ser observadas no processo de ensilagem, detalhou as etapas de produção desse alimento e as principais plantas forrageiras ensiladas no Brasil.

O produtor José Arthur Antunes, de Araraquara (SP), participou do dia de campo em busca de mais informações sobre a ILP. Ele trabalha com cana e gado de corte. Antunes pretende integrar uma área de 12 hectares em sua fazenda. “Estou atrás de informações técnicas sobre a melhor maneira de fazer a integração na minha propriedade”, conta.

Rodrigo Modulo, de Tietê (SP), é engenheiro florestal e presta consultoria técnica em todo o país. O interesse dele no evento foi conhecer as novidades e os resultados das pesquisas da Embrapa com sistemas integrados de produção para levar aos seus clientes.

Para Hélio Omote, coordenador do evento, a realização de Dias de Campo contribuem para o intercâmbio de conhecimentos entre produtor, técnico e pesquisadores, e, dessa forma, ampliar a adoção desses modelos sustentáveis de produção agropecuária. O dia de campo foi promovido pela Embrapa Pecuária Sudeste e
Unicep (Centro Universitário Central Paulista).

 

 

Foto: Gisele Rosso

Gisele Rosso (MTb/3091/PR) 
Embrapa Pecuária Sudeste 

Contatos para a imprensa 
 
Telefone: (16) 3411-5625

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fazenda Platina | Santa Carmem – MT Novembro/2015

Fazenda Platina apostou na integração lavoura-pecuária como forma de reformar as pastagens. Hoje produz soja na safra e boi na safrinha e contabiliza vantagens.

Com pastagens se degradando, o pecuarista Valdemar Antoniolli sentiu a necessidade de tomar uma atitude para melhorar sua produtividade e garantir o lucro na Fazenda Platina, em Santa Carmem (MT). Sem condições de bancar o replantio da forrageira, ele viu na agricultura uma forma de reduzir os custos com a recuperação dos pastos. Foi aí que entrou no que ele considera um caminho sem volta: a integração lavoura-pecuária (ILP).

“Hoje não faríamos mais pecuária sem agricultura e nem agricultura sem pecuária”, afirma Antoniolli. 

O processo de transição começou há oito anos, aos poucos. Ele buscou auxílio de um consultor técnico e inicialmente destocou 380 ha da fazenda. Corrigiu a acidez do solo e plantou arroz. Após dois anos de lavoura, voltou ao capim. A partir daí passou a plantar soja na safra e milho consorciado com braquiária na safrinha. Após a colheita do milho ficava com a pastagem para o gado.

 Aos poucos, com o lucro da agricultura, Valdemar Antoniolli foi expandindo a área de integração lavoura-pecuária e modernizando o maquinário da fazenda. Hoje todos os 2.400 ha que são de áreas produtivas na propriedade rural já estão em integração. Além disso, ele já consegue fazer todas as atividades da fazenda com recursos próprios, sem necessidade de financiamento bancário.

Sistema produtivo

De acordo com o produtor, a estratégia produtiva da fazenda é de no período da chuva ter 40% da propriedade com lavoura, enquanto 60% se mantém na pecuária. Na seca, os animais entram em 100% dos talhões. Além disso, é feita uma rotação de forma que um pasto fica no máximo quatro anos com forrageira antes de retornar à agricultura.

Hoje, no entanto, a Fazenda Platina não faz mais safrinha de milho. A pastagem é semeada logo após a colheita da soja, ganhando mais tempo para a pecuária.

“Nossa safrinha é carne, é proteína. Com a safrinha de milho, além de deixarmos de usar os pastos de braquiária já no mês de abril, não compensa porque muitos vizinhos plantam milho. Fica fácil para a gente comprar e, pelo pouco milho que usamos, não é economicamente viável”, explica Valdemar Antoniolli.

Atualmente a Fazenda Platina faz cria, recria e engorda. Está terminando de montar uma estrutura para também fazer o acabamento dos animais.

Benefícios

Desde que começou a fazer a integração lavoura-pecuária, a Fazenda Platina passou de um rebanho de 1.700 cabeças para 4.500 cabeças. Isso mesmo com a utilização em lavoura de parte da área antes destinada à pecuária. O tempo médio de abate dos animais também foi reduzido em quase um ano.

Na agricultura, a soja teve um aumento de produtividade de 5 a 7 sacas. Além disso, outros benefícios foram notados, como maior acúmulo de matéria orgânica no solo, ciclagem de nutrientes, melhor cobertura do solo, manutenção da umidade do solo reduzindo o estresse das plantas em ve

ranicos, menor incidência de plantas daninhas, além da diversificação da renda.

“O grande negócio da integração é que você tem faturamento mensal o ano inteiro. O que acontece é que um lavoureiro não gosta de gado e o pecuarista não gosta de lavoura. É difícil de aceitar essa integração. Mas eu diria que todos que são produtores, deveriam, de uma maneira ou outra, se encaixar, para o bem deles. Porque todo mundo gosta de resultado econômico”, aconselha Antoniolli.

Árvore

O próximo passo da Fazenda Platina é dar acesso á sombra aos animais, gerando maior conforto térmico. Para isso, serão plantadas árvores paralelas às cercas da propriedade. 

Sobre a utilização das árvores dentro dos sistemas de integração, formando um sistema agrossilvipastoril, o produtor ainda tem ressalvas. Ele que também é empresário do setor madeireiro acredita que, no momento, o mercado para a madeira de reflorestamento ainda é incerto. De acordo com a percepção dele, devido à distância de mercados consumidores, atualmente somente a teca seria economicamente viável. Outras madeiras, afirma, seriam apenas para suprir a demanda da própria fazenda, com mourões e secador de grãos.

“Nossa safrinha é carne, é proteína. Hoje não faríamos mais pecuária sem agricultura e nem agricultura sem pecuária.”

Valdemar Antoniolli.
Agropecuarista e madeireiro. Proprietário da Fazenda Platina Santa Carmem – MT”

Fazenda Encantada | Sapezal-MT Fevereiro/2021

 

Como produzir mais, sem aumentar a área da fazenda? Este desafio levou o Grupo Webler a optar pela integração lavoura-pecuária (ILP), que, além de aumentar a produtividade de grãos e carne da fazenda, reduziu custos de produção e tornou a propriedade mais sustentável.

Com maior produção de soja e carne, em menor área, o grupo pôde expandir a área destinada à cultura do algodão.

O próximo passo será integrar as árvores, já cultivadas em 256 hectares da fazenda, com a lavoura e a pecuária, completando o sistema ILPF. 

Assista ao vídeo produzido pela Syngenta, uma das associadas da Rede ILPF, e conheça um pouco mais sobre esse projeto inovador.

 

 

Fazenda Califórnia | Altonia – PR – Novembro/2016

Para o produtor Armando Gasparetto, que já reformou 100% da propriedade por meio da integração, a prática é solução para a pecuária

 

 

Localizada na região de Altonia-PR, a Fazenda Califórnia é mais uma propriedade que progride de forma significativa com a implantação da Prática de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Para o coordenador de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) da Cocamar, Renato Watanabe, a maior vantagem dessa prática é a possibilidade de reforma das pastagens custeada pela soja.

“Essa operação, ao contrario da reforma tradicional, não revolve o solo, mas mantém cobertura durante todo o processo. Isso diminui muito a chance de ocorrer erosão na área. Desta forma, além de potencializar a produção pecuária existe uma valorização da propriedade”, explica Renato.

Procurado pelo técnico agrícola Eleandro Zanolli, que lá em 2008 começava um projeto particular com objetivo de testar a prática de ILP, o cooperado da Cocamar, Armando Gasparetto aceitou a proposta de mudanças na forma da produção rural, com perspectivas de melhoras. Desde aquele momento, tem tido grande progresso, tanto na produção agrícola quanto na pecuária.

“Foi a primeira propriedade que procurei. Esse cooperado é muito aberto para opiniões e quando mostrei a ele como era o projeto, tive aceitação imediata”, conta Zanolli, técnico agrícola responsável pela propriedade.

O cooperado conta que, depois de muitas conversas, decidiu arriscar e colocar em prática a integração. “Antes eu lidava só com a pecuária, mas o pasto não aguentava muitos animais. Ele [técnico responsável] me convenceu e eu decidi começar.”

Apesar do receio de início, Armando Gasparetto elogia os resultados da prática de ILP e não enxerga um futuro sem a integração lavoura-pecuária.

“Antigamente, quando falavam de reformar o pasto, já ficava preocupado. Hoje, acredito que sem a integração é impossível trabalhar. Essa prática foi a solução pra mim, indico e aconselho a todos que conheço”, declara o pecuarista.

O técnico responsável, Eleandro Zanolli explica que no primeiro ano de teste as melhoras começaram a aparecer, mas não tão intensas como agora. Para que os resultados chegassem aos índices atuais, foram necessárias algumas mudanças.

“Começamos plantando soja no verão e milho no inverno, os dois juntamente com a cultura de braquiária. Não tivemos muito sucesso no começo, devido ao clima e a altitude”, explica Zanolli.

Depois desse um ano de teste, o cultivo continuou apenas com a soja, capim e a criação de gado. O principal objetivo da mudança era o ganho de peso dos animais, resultando no maior número de abates ao ano. “Antes, os animais ganhavam peso no verão e perdiam no inverno. O produtor passava até dois anos sem realizar o abate”, conta o técnico agrícola.

A prática de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) possibilita a melhora do solo e do pasto, resultando no ganho de peso do gado em todas as estações do ano, já que mesmo no inverno o campo se mantém em bom estado.

Além de todas essas vantagens, o coordenador de ILPF da Cocamar, Renato Watanabe acredita que mesmo estando em um país de proporções continentais, a pressão pela preservação de áreas de mata por porte do mercado internacional é cada vez maior. 

“A ILPF permite intensificar a produção, e pode consolidar  nosso país como o principal produtor mundial de alimentos preservando nossas florestas.”

Dentre os resultados positivos, obtidos na Fazenda Califórnia, Armando Gasparetto presencia o ganho de peso diário do gado de 1,240 Kg, numa região onde a média diária é cerca de 250 g. O cooperado da Cocamar, que passava até dois anos sem abater animais, já fez três cortes só nesse ano e acredita em mais um até o fim de 2016. A meta para daqui a dois anos, é alcançar a média de um abate a cada 60 dias.

Ao longo dos 252 alqueires todo o solo já passou pela prática da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e 100% do terreno foi recuperado. As expectativas do técnico agrícola responsável, Eleandro Zanolli, são ainda maiores.

“O pecuarista precisa quebrar esse paradigma de que a soja vai prejudicar o gado. Um condiciona o outro, um depende do outro. Acredito que essa prática tem a tendência de aumentar cada vez mais.”

Lucros

Para a implantação da prática de integração é necessário investimento do produtor, seja com a correção do solo ou custo operacional com maquinário, entre outras necessidades. Entretanto, todo esse capital é revertido logo após o primeiro ano de integração.

Zanolli explica que após todos esses anos de trabalho na Fazenda Califórnia, atualmente toda a soja colhida é estocada em depósitos na Cocamar e vendida ao longo do tempo.

“Os ganhos com a soja mantém todos os gastos da propriedade, incluindo medicamentos e cultivo do solo. Já os resultados com o abate do gado são livres para o produtor.”

Mesmo com pouca experiência com a soja, no início da reforma, Armando Gasparetto enxerga a integração como solução para a realidade que vive.

“No começo fiquei muito receoso por aqui ser muito quente e pelo solo arenito. Com todo esse tempo de trabalho enxergo, hoje, que a solução do arenito é a integração. A agricultura e a pecuária precisam se integrar”, finaliza.

Mesmo sendo uma prática com mais complexidade para ser gerido, já que muitos processos acontecem ao mesmo tempo dentro da propriedade, o sucesso pode ser alcançado por meio de planejamento e contando com apoio competente e eficaz.

“A intensidade de operações que a agricultura exige também assusta os pecuaristas no inicio, porém rapidamente estas operações entram na rotina da fazenda e o agricultor. A Cocamar vem apoiando a parceria entre lavoreiros e pecuaristas, onde a soja fica por conta de agricultores profissionais que devolvem a pastagem reformada para o pecuarista desenvolver uma pecuária altamente produtiva”, finaliza Watanabe.

 

 

Amanda Gomes
Comunicação Organizacional – Cocamar

Comunicação Organizacional – CocamarAmanda Gomes
Comunicação Organizacional – Cocamar

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Fazenda das Palmáceas | Estância – SE Novembro/2016

As folhas da gliricídia são usadas para alimentar caprinos, ovinos e bovinos

 

Em Sergipe, no município de Estância, próximo à badalada praia do Saco, o produtor Joseval Pina cultiva uma leguminosa consorciada com o seu coqueiral que parece que foi criada sob medida para o Nordeste.

No lugar do espaço vazio entre um coqueiro e outro, o terreno está repleto de gliricídia, uma planta que é uma verdadeira benção para aqueles que convivem com a seca. Muito resistente à seca, essa é uma fórmula nordestina para integrar a lavoura, pecuária e floresta (ILPF), pois a gliricídia é considerada um arbusto que pode crescer até próximo dos cinco metros. É o componente arbóreo do sistema ILPF.

E onde entra o componente animal, ou melhor, pecuária nesta história?

Acontece que Pina, como gosta de ser chamado, já foi presidente Associação dos Caprinos e Ovinos de Sergipe. Seus animais da raça Santa Inês já receberam diversos prêmios. Ele sempre frequenta as exposições agropecuárias e se preocupa com a qualidade do seu rebanho, sobretudo com o aperfeiçoamento genético dos animais. E para isso, ele está atento à nutrição e sanidade dos seus ovinos.

 “A gliricídia é um ótimo alimento com alto teor de proteína para meus carneiros e ovelhas”, ressalta Pina que recebeu assessoria da Embrapa na introdução da gliricídia no seu coqueiral.  Ele cultiva dois hectares de gliricídia no seu coqueiral.

O produtor tritura a gliricídia junto com capim elefante, milho e coloca em cochos para alimentar suas ovelhas da raça Santa Inês, Dorper e White Dorper.

E não é só isso. O pesquisador José Henrique Rangel, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, enumera as vantagens da gliricídia.

“Utilizando-a com a integração lavoura, pecuária e floresta, a gliricídia nitrogena o solo, melhora a qualidade da matéria orgânica e os nutrientes nas áreas profundas do solo são reciclados para as camadas superiores e assim diminui-se o uso de fertilizante químico.

Ele acrescenta também que, ao integrar a gliricídia com coqueiro, aumenta a diversidade da fauna atraindo mais abelhas, insetos polinizadores, abrigando nos seus galhos pássaros e ninhos.

Quer mais?  “O pasto é mais verde e a gliricídia pode servir de cerca viva. Isso significa economia na dispendiosa estrutura para a contenção de gado no pasto.  É a solução ideal para o produtor consciente que deseja rentabilizar a produção, aumentar o lucro e que se preocupa com o meio ambiente”, complementa Rangel.

“Essa leguminosa é muito prática. Ela se reproduz através de semente ou de estacas. Basta uma estaca em uma cova e forma-se uma nova planta e, sem demora, está cheia de folhas comestíveis para o gado”, afirma ele.

A Embrapa Tabuleiros Costeiros pesquisou o plantio de gliricídia de várias formas de integração. Uma delas é o de alameda, junto com o pasto, milho ou feijão. Já é uma boa economia com ureia com a nitrogenação do solo. No sistema de alamedas, o ideal é o espaçamento de quatro por dois metros, onde o gado pode passar com facilidade.

O produtor pode optar pelo plantio adensado, se quiser alimentar os animais com gliricídia como forragem, feno e silagem ou até usar suas folhas e ramos como adubo verde. Nesse caso, não é possível o pastejo, pois não há espaço para o gado transitar. No entanto, é muito produtivo, pois é possível o corte a cada 70 dias na estação chuvosa e a cada 120 dias, na estação seca. Um hectare pode produzir em torno de 20 toneladas de folhas comestíveis para o gado, em cada corte. Como pode haver quatro cortes por ano. São oitenta toneladas anuais por hectare.

O pesquisador Rangel diz ainda que o produtor pode também formar um banco de proteína. Os animais são colocados para comer as folhas da gliricídia uma hora pela manhã e outra hora pela tarde e no tempo restante, o gado come outro tipo de pasto. Esse processo é recomendado para vacas de leite, pois o manejo dos animais é mais constante.

O pesquisador Humberto Rollemberg Fontes, também da Embrapa Tabuleiros Costeiros, indica a gliricídia como adubo verde em cultivo consorciado com coqueiro híbrido.

“Ao depositar a parte aérea da gliricídia na zona de coroamento do coqueiro híbrido, duas vezes ao ano, pode-se substituir  totalmente ou parte dos fertilizantes nitrogenados durante a fase de crescimento, proporcionando economia e maiores ganhos ambientais em função da redução do uso de insumos químicos”. 

Gliricídia é um ótimo alimento para os animais

 

Sistema silvipastoril com uso de gliricídia : parte 1 – Dia de Campo na TV

Sistema silvipastoril com uso de gliricídia : parte 2 – Dia de Campo na TV

Texto e fotos: 

Ivan Marinovic Brscan (1634/09/58/DF) 
Embrapa Tabuleiros Costeiros 
tabuleiros-costeiros.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (79) 40091381

 

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Fazenda Santa Cândida | Santa Vitória do Palmar – RS – Julho/2015

Fazenda adota ILPF e gera renda de maneira sustentável em área de preservação ambiental no Rio Grande do Sul

 

Fazenda Santa Cândida conta com 600 hectares, base para o cultivo de arroz irrigado e a engorda de gado. Está localizada em Santa Vitória do Palmar (RS), no entorno da Estação Ecológica do Taim, principal ecossistema de banhado do país, situada numa estreita faixa de terra entre o oceano Atlântico e a Lagoa Mirim, na região ao sul do Rio Grande do Sul.

 As ações do projeto ILPF iniciaram em 2012, com o objetivo de melhorar o manejo da propriedade, localizada na zona de amortecimento do Taim, sobre um solo frágil e com forte apelo ambiental.

“As tecnologias empregadas visam qualificar o solo, incorporando matéria orgânica e favorecendo a ciclagem de nutrientes com uso eficiente dos recursos naturais”, conta o pesquisador Jamir da Silva, da Embrapa Clima Temperado.

Dentro da proposta construída em conjunto com entidades ambientais, produtor e pesquisa, as áreas de arroz foram trocadas pelas pastagens. A rotação acontece da seguinte forma: dois anos de arroz, seguidos de quatro anos de pastagens ou pousio. O resultado para o produtor foi o melhor aproveitamento das pastagens de inverno com a regeneração natural na ressemeadura e o vigor do campo nativo nas áreas recuperadas.

“O melhor retorno é a eficiência no sistema de produção. Com o ILPF conseguimos provar que é possível produzir mais com sustentabilidade”, avalia o produtor Cláudio Roberto da Silva.

Condução da ILPF

Há três anos, a lavoura de arroz foi drenada para a implantação de pastagens, com a recuperação do solo através de calcário e adubação de base, além de leve gradagem. A seleção de espécies forrageiras privilegiou alternativas com boa capacidade de rebrote, como azevém, trevo branco e cornichão, que reduzem os gastos com sementes e garantem oferta de pasto. A estratégia permitiu antecipar o período de pastejo em mais de 60 dias.

O produtor trabalha o ciclo completo da pecuária, com cria, recria e terminação. Mas o que chamou mais a atenção foi o desempenho dos terneiros, onde as pastagens fizeram acelerar o ciclo dos animais.

“Hoje vendemos animais com 18 a 24 meses, enquanto antes saiam apenas com 24 a 36 meses. É um ganho significativo de eficiência no sistema”, avalia o produtor Cláudio Roberto da Silva.

Na Unidade Demonstrativa acompanhada pela Embrapa, o ganho de peso vivo chegou a 777 Kg/ha (quilos por hectare), enquanto a testemunha não manejada o retorno foi de 145 kg/ha.

“Estou orgulhoso em dizer que hoje a minha propriedade é economicamente mais rentável e focada na preservação ambiental”, afirma o produtor.

Dia de Campo no Taim aborda manejo de pastagens na integração Lavoura-pecuária | Programa Terra Sul

 

 

Joseani M. Antunes (MTb 9396/RS) 
Embrapa Trigo 
trigo.imprensa@embrapa.br 
Telefone: +55 (54) 3316-5860

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Sítio Ah Pashto | Rio de Janeiro – RJ – Agosto/2018

Sistema silvipastoril possibilita produção de leite, água de coco e lenha ao lado do mercado consumidor no Rio de Janeiro

 

A poucos metros da praia, cercado por condomínios residenciais no bairro do Recreio dos Bandeirantes, o pequeno sítio da família de Filippo Leta destoa completamente da paisagem urbana do Rio de Janeiro. Se não bastasse o fato inusitado de se manter mesmo com a valorização imobiliária da região, os 13 hectares são trabalhados de uma maneira intensificada e agroecológica, tendo a integração lavoura-pecuária-floresta como o grande alicerce.

Adquirido pelo avô quando migrou da Itália para o Brasil, o sítio já foi usado para a produção de hortaliças, de suínos, cabras, vacas, coco, entre outras culturas, sempre com a ideia do aproveitamento dos resíduos, do espaço e da integração entre as atividades.

Com a perda do avô, o jovem Filippo assumiu a condução do sítio que frequentava desde criança. O primeiro passo foi aprender sobre o fornecimento de alimento para o gado num sistema de produção baseado no pasto. Foi buscar no Zimbábue, na África, os ensinamentos que precisava. Aprendeu a metodologia de pastejo rotacionado preconizada pelo Instituto Savory, criado pelo ecologista Allan Savory.

“Usamos uma planilha e fazemos um planejamento do pastoreio dos animais, do movimento dos animais na terra. Um plano para época da seca e outro para a época das águas, respeitando sempre o tempo de descanso das plantas e a velocidade de crescimento delas, de acordo com a época do ano”, explica Filippo Leta.

Dessa forma, as 17 vacas Jersey que possui pastejam ao longo do ano por 25 piquetes, em uma área total de 8,3 hectares. Com base em mensuração diária da produção de matéria seca, o pastejo é feito em faixas delimitadas com cerca elétrica móvel dentro de cada piquete.  Com isso, os animais encontram sempre pastagem abundante, fazem um super pastejo e são levados para outra área. Dessa forma, só retornam à área pastejada semanas depois, dando tempo suficiente para recuperação da forrageira.

Filippo explica que a estratégia é uma mímica do que ocorre na natureza com os grandes rebanhos de herbívoros das savanas e pradarias. 

Entre as plantas forrageiras utilizadas no sítio estão a braquiária do brejo, o braquiarão e tifton. Além da pastagem, as vacas recebem 4 kg de concentrado à base de cevada por dia.

Em muitos dos piquetes os coqueiros plantados pelo avô garantem conforto térmico aos animais. Nos demais o próprio Filippo vem plantando linhas simples de eucalipto, acácia mangium, ingá, guapuruvu e, em alguns deles, novos coqueiros.  Além de gerar sombra e refresco para o gado no calor praiano do Rio de Janeiro, as árvores fornecem coco,  cuja água é envasada no próprio sítio e lenha, vendida em sacos pequenos no mercado local.

Porcos e cabras

O sítio tem como uma de suas principais atividades a produção de leite de cabra. Atualmente o rebanho conta com 70 cabras da raça Saanen. Os animais ficam em um capril também sombreado pelos coqueiros.

Com metade das cabras em lactação, a produção média diária é de 75 litros. Esta produção é transformada em queijo em um pequeno laticínio montado no sítio.

Outra fonte de renda é a venda de leitões caipiras. Mas os porcos não se limitam ao chiqueiro. As matrizes são usadas na ILPF como instrumentos para preparo de terra em piquetes que precisam ser recuperados.

“O porco entra como uma ferramenta de recuperação de pasto. Quando queremos replantar a forrageira, entramos com o porco funcionando realmente como um arado. Fazemos piquetes móveis com cerca elétrica, mantendo-os bem adensados. Eles vão fuçando, arando a terra, preparando, para depois entrarmos com a grade e plantarmos o pasto”, explica que já se prepara para também usar as galinhas poedeiras nesse processo.

Diversificação da produção

Buscando obter o melhor resultado em sua área, o produtor tem como uma de suas estratégias a diversificação da produção. Além disso, tem procurado agregar valor quando possível e trabalhar da melhor forma para aproveitar todos os recursos.

Uma das iniciativas foi criar a marca Ah Pashto para a água de coco e derivados de leite. A água de coco é envasada em uma agroindústria montada no sítio e vendida em uma rede de supermercados do Rio de Janeiro. Para aproveitar melhor a capacidade instalada, hoje além da produção própria, a fábrica compra coco de outros fornecedores.

O leite de vaca, após ser pasteurizado, é envasado no laticínio e vendido para consumo interno dos funcionários de uma rede de supermercados. Já o queijo feito com leite de cabra é vendido no comércio local, assim como os ovos, que são vendidos a granel.

A lenha de eucalipto que também é vendida pela família vem de outra propriedade no estado do Rio. Mas em breve também poderá ser obtida das árvores da ILPF.

Produção agroecológica e carbono neutro

Desde que assumiu a condução e operacionalização do sítio, Filippo deixou de utilizar qualquer tipo de agrotóxico na propriedade. De acordo com ele, o objetivo é o de encontrar soluções biológicas que tornem o sistema equilibrado e mais preparado para as adversidades.

“É claro que tivemos uma queda na produtividade logo nos primeiros anos, mas depois veio recuperando. Estamos tentando criar um sistema resiliente, com bastante matéria orgânica, para que as plantas sejam fortes o suficiente para poder conviver com essas pragas e sejam controladas biologicamente dentro do sistema”, afirma.

Dentre as estratégias para a maior resiliência do sistema, o aumento de matéria orgânica no solo é um dos pilares do trabalho. Além disso, a propriedade está ingressando no Projeto Pecuária Neutra, que visa mitigar as emissões de gases causadores de efeito estufa oriundos da fermentação entérica dos animais por meio da fixação de carbono pelas raízes das árvores usadas na ILPF.

Integração de pessoas

Atualmente o sítio conduzido por Filippo conta com 15 funcionários atuando tanto no campo quando nas agroindústrias. Todos eles jovens e cada um responsável por uma atividade no sistema produtivo.

“Precisa só de disposição e vontade. Eles estão dando conta do recado e estão mostrando que têm um trabalho digno e que a pecuária pode ser a solução. Não é só vilã. Faz parte de um sistema integrado de pessoas”, afirma o produtor.

Para ele o maior desafio em um sistema produtivo como o que tem adotado está nas pessoas.

“O maior desafio é mudar a cabeça, a consciência das pessoas de que esse é um sistema que pode funcionar e que a gente tem que ter a coragem de fazer. E também a capacitação das pessoas, para que elas entendam e olhem mais para o solo para poder aplicar esse tipo de manejo. O maior desafio não é a técnica ou o projeto em si, é trazer as pessoas para dentro do projeto”, avalia.

Nesse sentido, o produtor espera cada vez poder envolver mais pessoas, de modo a possibilitar maior aprendizagem sobre os sistemas integrados. Para isso, planeja formas de receber um maior número de visitas à sua propriedade.

“Não queremos ser demonstração de nada. Queremos ser uma área de aprendizagem, proporcionando a troca de experiências. E também incluir os jovens e crianças para que valorizem a agricultura e pecuária”, afirma.

 

Reportagem e fotos:

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG JP) 
Embrapa Agrosilvipastoril 
agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br 
Telefone: 66 3211-4227

 

 

 

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Fazenda Esperança | Rio Branco – AC – Maio/2018

Integração de culturas transformou área improdutiva em fonte de renda para agricultores

Com 140 hectares de pastagens, a propriedade do casal Francineide da Paiva Silva e Arildo de Souza Monteiro, no projeto de assentamento Moreno Maia, em Rio Branco (AC), tinha uma área que estava prestes a ser abandonada.

“Essa era a única parte que deu problema, o solo era muito seco. Tudo que a gente plantava aqui não dava certo e estávamos pensando até em isolar o local quando propuseram instalar esse sistema de Integração Lavoura-Pecuária- Floresta (ILPF). Deu tão certo que depois da colheita do milho eu resolvi voltar a criar galinhas, porque tinha alimento em abundância para essa criação que eu gosto tanto”, conta Francineide, mais conhecida como dona Boneca.

A história começou quando o casal participou de um curso sobre ILPF na Embrapa e percebeu que poderia reformar aquela parcela da pastagem. Depois disso, eles cederam dois hectares para uma unidade de demonstrativa, instalada em novembro de 2013, pela equipe da Embrapa Acre. Em quatro anos, a família produziu, nas entrelinhas das árvores, milho, feijão, mandioca, melancia, abóbora e em 2017 instalou um cultivo de maracujá.

A produtividade surpreendeu a todos: o milho obteve uma média de 4 toneladas por hectare, já o feijão chegou a produzir aproximadamente 1000 quilos por hectare, enquanto a média do Acre é de 550 quilos por hectare. A mandioca ficou em torno de 28 toneladas por hectare.

“Foi uma produção excelente para a região, com culturas típicas da agricultura familiar, em que só o preparo do solo foi mecanizado”, conta o pesquisador da Embrapa Acre, Tadário Kamel, que coordenou a ação. 

“No primeiro ano quase que não conseguimos colher todo o milho, porque era colheita manual e produziu demais. No segundo ano nós tivemos que contratar pessoal para ajudar”, afirma dona Boneca.

Passo a passo

Para instalação do sistema ILPF, o primeiro passo foi verificar se a área tinha aptidão agrícola, com relevo plano, característica importante para o cultivo de grãos na região.  

“Depois vieram as etapas típicas de um projeto agrícola. Fizemos a coleta de amostras de solo, as análises para cálculo de calagem a adubação e partir daí o preparo do solo. O plantio do milho foi realizado junto com as árvores desde o primeiro ano. Na sequência, vieram os tratos culturais para as árvores: poda, adubação e controle de formigas e o manejo da lavoura”, comenta Kamel.

Segundo Kamel, o plantio das árvores concomitante à cultura agrícola tem o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das árvores.

“O efeito residual da adubação do cultivo agrícola melhora o desempenho do crescimento das árvores, tanto em altura quanto em diâmetro. Os espaçamentos mais utilizados são de 18 a 30 metros na entrelinha das árvores e na linha de 3 a 5 metros entre plantas. Nessa Unidade Demonstrativa, foi utilizado o espaçamento de 20 metros entre as árvores, com linhas simples, recomendadas para arborização de pastagens e para que se tenha uma maior distribuição da sombra”.

Árvores Nativas

Além do tradicional eucalipto, o sistema adotado na área da dona Boneca conta com duas espécies florestais nativas da região amazônica: o  bordão-de-velho (Samanea tubulosa) e o mulateiro (Calicophyllum spruceanum). A escolha dessas duas espécies se baseou em resultados de pesquisas anteriores, realizadas em sistemas silvipastoris, que combinaram árvores, pastagens e gado na região de Rio Branco (AC).

O bordão-de-velho é uma leguminosa, de ocorrência espontânea, com alta capacidade de fixar nitrogênio, característica que ajuda a melhorar a fertilidade do solo e o valor nutritivo da pastagem. Segundo Kamel, nas áreas a pleno sol, o teor de proteína bruta na forragem foi de 8,5%, enquanto à sombra da copa do bordão-de-velho esse índice subiu para 11,45%. Já o crescimento da pastagem sob a copa da árvore aumentou em 25% em relação ao pasto a pleno sol.

A escolha do mulateiro está mais relacionada aos benefícios proporcionados pelas características da árvore e pelo valor comercial da madeira. Essa espécie nativa de grande porte e crescimento rápido possui copa de formato oval e densidade rala, permitindo ao mesmo tempo luz e sombreamento moderados, condições que influenciam positivamente a qualidade da forragem.
 

Resultados

“Tinha muita gente dizendo que não iria dar certo, que seria melhor nem cultivar nada em uma área como essa. Mas tem dado lucros e ainda têm as árvores lindas que estão crescendo. A gente já viu muitos cultivos bonitos aqui dentro e eu nem imaginaria que conseguiria reformar a pastagem tão rápido. Cada dia eu aprendo mais e quero ver de novo o capim crescer para eu colocar minhas vacas de leite aqui nessa área”, conta dona Boneca.

Para o pesquisador Tadário Kamel, o empreendedorismo do Arildo e da dona Boneca chamou a atenção.

“O aspecto que mais me deixou satisfeito, além do caráter técnico, foi a capacidade do casal de empreender. Eles  acreditaram na tecnologia ILPF e incorporaram os conceitos dos sistemas integrados. Os produtores rurais tem gerado renda, usando a própria mão-de-obra na manutenção de culturas típicas da agricultura familiar, importantes na região norte”, comemora.

 

Caso de sucesso: uso de ILPF na Agricultura Familiar

 

 

 

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Fazendas HP e Flamboyant | Umuarama – PR Junho/2015

O agricultor Gerson Bortoli, do município de Umuarama, situado no noroeste do Paraná, descobriu que o plantio da mandioca pode melhorar o pasto e que a inserção do milho no sistema agrícola pode aumentar a produtividade da soja.

  

O agricultor Gerson Bortoli, do município de Umuarama, situado no noroeste do Paraná, descobriu que o plantio da mandioca pode melhorar o pasto e que a inserção do milho no sistema agrícola pode aumentar a produtividade da soja. Com o discurso de planejamento a longo prazo, o empresário, que trabalha com Integração Lavoura-Pecuária (ILP) há oito anos, acompanha as mudanças do mercado e aproveita as oportunidades que surgem. “Nessa fazenda fiz um manejo diferente no milho com a braquiária (capim) que fará diminuir de 8 a 10 sacas (60 kg) de milho por hectare, mas que vai me proporcionar um ganho de 10 a 15 sacas (60kg)  a mais de soja na mesma área, chegando a uma produtividade de 60 sacas por hectare”, argumenta Gerson, sabendo que o mercado para a soja encontra-se muito mais rentável. “Ainda consigo aproveitar o pasto para alimentar o gado antes de plantar a soja em setembro”, continua seu raciocínio ao saber que a arroba do boi também esta em alta no mercado.

Proprietário de duas fazendas nesta região (HP e Flamboyant) conhecida como arenito, local com baixo teor de argila no solo, Bortoli vem utilizando o plantio de mandioca como estratégia para recuperar 148 hectares de pastagem. “Tripliquei o número de bois por hectare após recuperar as pastagens com a mandioca”, afirma. Os números alcançados pelo agricultor são cinco vezes maior que a média nacional. Hoje ele consegue trabalhar, sem perder a produção do pasto, com 5 unidade/animais por hectare.

Como a mandioca pode influenciar no ganho de peso do gado e o milho aumentar a produtividade da soja?

A palavra integração responde a estas duas questões. A região do arenito, noroeste do Paraná, onde o produtor Gerson Bortoli trabalha, apresenta baixos teores de argila – inferiores a 10% – altos teores de areia e níveis muito baixos de fósforo, potássio, cálcio, magnésio, matéria orgânica e também uma alta suscetibilidade à erosão. A média da lotação das pastagens na região é de 1,2 unidade/animais por hectare. Na fazenda HP, localizada no município de Perobam (PR), produtor Bortoli consegue trabalhar com 5 unidade/animais por hectare.

“Ao plantar a mandioca nesses 148 hectares, o produtor integrou a lavoura a uma pastagem degradada, e fez com que aumentasse a disponibilidade de nutrientes e diminuísse o risco de erosão do solo”, afirma o pesquisador da Embrapa, Julio Franchini. Esta integração fez com que a produção de pastagem após a colheita da mandioca aumentasse sua capacidade de alimentar o gado. Hoje o ganho de peso por animal na fazenda HP é de 800 a 1000 gramas  de peso vivo por animal/dia, o dobro do resultado obtido antes da recuperação de pastagem com a mandioca.

A recuperação da pastagem degradada com a mandioca foi complementada com uma boa condução a partir de adubação e inserção de nutrientes, porém em menor quantidade se comparada antes da integração. “Custa muito menos manter do que recuperar”, ressalta Gerson.

Além da questão da argila e outros nutrientes, a região apresenta altas temperaturas, o que aumenta o consumo de água pelas plantas. Em algumas medições em áreas sem cobertura das plantas, foram constatadas temperaturas de até 65 graus no solo. “O déficit hídrico é o principal fator que diminui a produtividade, principalmente associado com altas temperaturas nas fases de florescimento e enchimento dos grãos na soja”, explica  Franchini. Ao plantar o capim junto com o milho, o produtor proporciona a cobertura do solo, diminuição da temperatura do local, evita a erosão, incorpora nutrientes e aumenta a produtividade da soja. “Podemos estimar que as pastagens em sistema integrado na região aportam, em média, 400 kg de carbono por hectare na forma de matéria orgânica no solo e aumentam a conservação da água, além de reduzir a temperatura na superfície”, acrescenta o pesquisador.

A produtividade da soja no Paraná na safra 2013/2014 foi de 2.950kg (49 sacas) por hectare. Nesta mesma safra, Gerson Bortoli produziu 3.420 kg (57 sacas) por hectare na Fazenda Flamboyant, localizada no município de Umuarama (PR).  Para a safra 2014/2015, o produtor projeta aumentar ainda mais sua produtividade. “O tempo colaborou, acertamos na variedade, foi uma bela produção e com as técnicas implantadas temos obtido bastante êxito”, finaliza.

Vídeo – História de Sucesso ILPF – Fazenda Flamboyant

Vídeo História de Sucesso ILPF – Fazenda HP

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Sítio Nelson Guerreiro | Brotas – SP – Agosto/2018

Sítio diversifica fonte de renda com implantação de ILPF

  

Da monocultura para a diversificação. Até 2011, o sítio Nelson Guerreiro, localizado em Brotas, interior de São Paulo, tinha como única fonte de renda a laranja. Com a crise da citricultura, iniciada em 2005, os proprietários começaram a enfrentar problemas.   

Maria Fernanda Guerreiro e Luiz Fernando da Silva sentiram necessidade de diversificar as atividades do sítio para evitar mais prejuízos.

Com apoio da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), em 2011, os produtores adotaram o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em 45,9 hectares da área da fazenda.

Além de uma alternativa sustentável, o novo modelo produtivo implantado no sítio conciliou diversas atividades econômicas que envolveram agricultura, floresta e pecuária em uma mesma área.

Enquanto as árvores cresciam, foi cultivado milho e pastagem. Segundo Maria Fernanda, o retono dos animais variou de acordo com a área integrada.

“Em algumas os animais entraram após um ano do plantio dos eucaliptos, outras um pouco mais tarde. Ainda, tivemos áreas em que os animais não deixaram de entrar”, explicou.

Na propriedade, que antes era basicamente plantação de laranja, hoje predomina a diversificação. São plantados grãos, cana, eucalipto, pasto e citrus. Todos os produtos são beneficiados na própria fazenda e comercializados diretamente pelos pecuaristas.

São produzidos e vendidos fubá, lenha, carne e laranja.

“Conseguimos agregar valor à produção e comercializar nossas mercadorias sem atravessadores”, conta Luiz Fernando.

Conheça mais sobre esta experiência no vídeo abaixo:

ILPF no Sítio Nelson Guerreiro

Gisele Rosso (MTB 3089/PR) 
Embrapa Pecuária Sudeste 
 
Telefone: (16) 3411 5625

 

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