Duas comissões formadas por jornalistas, fotógrafos e técnicos em ILPF participaram como jurados das categorias jornalismo e fotografia. Os materiais enviados foram analisados de acordo com os critérios de cada edital. Ao todo foram 130 inscrições e 6 vencedores: três nas categorias jornalismo: escrito, vídeo, profissionais da Rede ILPF e outros três em fotografia, modalidades: livre, fotojornalismo e registros de profissionais da Rede ILPF. A Segunda edição do Prêmio de Jornalismo teve como tema: “Contribuições dos sistemas ILPF para uma produção agropecuária com baixa emissão de carbono”. E “Sistemas ILPF: contribuindo para a transformação da paisagem rural”, foi a abordagem escolhida para a primeira edição da premiação de fotografia. Duas categorias não tiveram vencedores pelos materiais enviados não se enquadrarem as exigências dos concursos, categorias, reportagem estrangeira e em áudio. Os vencedores de cada categoria receberão troféu do Prêmio Rede ILPF de jornalismo e fotografia, durante a Confraria da Rede ILPF, dia 23 de junho, em São Paulo. Quem não puder receber a premiação presencialmente, receberá o troféu em casa.
Veja os selecionados:
FOTOJORNALISMO Fernando Aldo Torres Martinho – Revista Globo Rural Fotografia: Retrato com felicidade e sustentabilidade
Categoria: Profissionais da Rede ILPF Katia Regina Pichelli – Agência Embrapa Fotografia: A pose
Categoria: Aberta Fernando Aldo Torres Martinho Fotografia: Trabalho de pesquisa de recuperação de solos degradados para implementação do sistema ILPF. Fazenda Trijunção, Cocos, Bahia.
JORNALISMO
Reportagem Escrita Marcos Garcia Tosi – Gazeta do Povo Tema: Falso conflito entre grãos, bois e árvores. Como o Agro brasileiro venceu esta etapa
Reportagem vídeo Daniel Azevedo- Canal Rural Tema: ILPF 4.0
Profissionais da Rede Sandra Brito – Agência Embrapa Tema: Árvores em sistemas ILPF neutralizam emissão de metano de bovinos no cerrado mineiro
Fazenda Primavera é exemplo de caso de sucesso de sistema IPF na Bahia.
Walter Falcão Carvalho, é proprietário da Fazenda Primavera, em Teixeira de Freitas, na Bahia. Ele implantou o sistema Integração Pecuária Floresta (IPF), em 2016, considera um sucesso e já faz planos futuros.
Walter foi um dos pecuaristas que recebeu a visita dos técnicos da Rede ILPF e pesquisadores da Embrapa, durante a passagem da Caravana ILPF, pelos estados do Espírito Santo e Bahia, entre os dias 4 e 8 de abril.
A caravana ILPF tem entre as diversas atividades, visitas técnicas e científicas, com o objetivo de conhecer áreas de ILPF e levantar dados para futuros diagnósticos regionais.
A equipe da Caravana ILPF, composta por técnicos da Rede ILPF e cinco pesquisadores da Embrapa, além de vários representantes de empresas do segmento do agronegócio, desembarcou na fazenda Primavera para conhecer a propriedade.
A área foi adquirida pelo pai do senhor Walter em 1976 e já em 1977 a família começou a implantação do sistema Voisin de pecuária em rotacionado, vocação da fazenda, apesar de eles terem investido simultaneamente em silvicultura por 19 anos.
“Em 2014 foram colhidos 12 hectares de eucaliptos, deixando cerca de 20% das árvores e em 2016 começamos deixar as árvores e o capim,” explica Walter.
De acordo com o pecuarista, ele começou a testar o sistema Lavoura Pecuária Floresta (IPF), por conta própria para avaliar os resultados. Dos 750 hectares de área total, 250 deles foram destinados ao sistema IPF.
“Desenvolvi uma área de piquetes pra baças de leite nessa área e já desde o início observamos o conforto das vacas, além de constatar que tanto a gramínea, quanto o eucalipto iam muito bem e aí resolvemos continuar investindo,” garante ele.
Walter pretende destinar a madeira para serraria, segundo ele o valor agregado é melhor do que para celulose. E a ideia é avançar ainda mais, futuramente pretende inserir a lavoura com o cultivo do milho.
“O sistema adotado pela Fazenda Primavera impressiona pela originalidade e protagonismo do seu design e condução. Os resultados apresentados impressionam e evidenciam que o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, nas suas mais variadas formas, é extremamente flexível e pode ser modelado facilmente segundo as características físicas locais, bem como com as necessidades e objetivos da fazenda promovendo aumento de eficiência e diversificação de renda, além de serviços ambientais,” acrescenta o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcelo Muller, um dos pesquisadores que fez parte da Caravana ILPF.
“Aumentar a produtividade em uma mesma área é muito bom, além de melhorar visivelmente o bem-estar dos animais. Eu gostei muto dos resultados e recomendo para quem pretende implantar,” finaliza o produtor.
Caravana ILPF
A caravana ILPF é uma expedição técnica e científica, realizada pela Rede ILPF e Embrapa, que vai percorrer 10 estados brasileiros entre 2022 e 2023 para difundir a ILPF no país. Fazem parte das atividades visitas técnicas e institucionais, dias de campo, mesas redondas e reuniões com diversos segmentos do agronegócio para levar informações e avançar em áreas de sistemas implantados no país.
ILPF
A ILPF é uma tecnologia de produção agropecuária com grande potencial de mitigação de emissões de gases de efeito estufa e sequestro de carbono pelo solo e biomassa, além de uma série de outros benefícios socioambientais e econômicos. A implementação dos sistemas ILPF variam de acordo com as características de cada região.
Metas
Segundo estimativas da Rede ILPF para a safra 2020/2021, a área ocupada com os sistemas ILPF no Brasil corresponde a 17,4 milhões de hectares. A Rede ILPF tem o propósito de ampliar essa área para 35 milhões de hectares até 2030, além de diversificar os sistemas de produção e aumentar a representatividade do componente florestal nesses sistemas. Dessa forma, a ILPF irá contribuir para o alcance das metas apresentadas pelo Brasil em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) ao Acordo de Paris durante a COP-21 e reforçadas pelo Programa ABC+ do MAPA e os compromissos assumidos na COP-26.
Sobre a REDE ILPF
A Associação Rede ILPF é formada e cofinanciada pelas empresas Bradesco, Cocamar, John Deere, Soesp, Syngenta e pela Embrapa e tem como propósito contribuir para o aumento da produtividade de forma sustentável no campo.
Este trabalho visa apresentar os resultados e desdobramentos obtidos durante uma década de implementação e condução do sistema de iLPF e destacar os seus aspectos inovadores e sustentáveis na Fazenda Boa Vereda, no município de Cachoeira Dourada, sul do Estado de Goiás.
A produção animal é uma das atividades socioeconômicas mais importantes para o Semiárido brasileiro. Aliado a isso, essa região apresenta vocação natural e tradição na criação de animais, com destaque para os ruminantes (caprinos, ovinos e bovinos), aves, suínos, peixes e abelhas. Contudo, os sistemas produtivos são extensivos ou ultraextensivos e, na maioria das situações, não permitem a obtenção de índices zootécnicos ou de rentabilidade adequados, inviabilizando o sustento da propriedade rural, que, na maioria das vezes, é baseada em pequenos empreendimentos de base familiar. Diante desse cenário, ao longo de décadas, a Embrapa Semiárido, juntamente com diversas instituições parceiras, tem dedicado esforços na busca por alternativas para a criação de animais no Semiárido brasileiro, especialmente com relação ao manejo racional da vegetação nativa da caatinga, à busca por potenciais forrageiras da vegetação nativa a serem cultivadas e utilizadas para a alimentação animal e à adaptação do cultivo e utilização de forrageiras exóticas. Além disso, essa instituição, também, tem enfatizado os estudos para determinação do valor nutritivo e potencial alimentar dos resíduos agroindustriais ou coprodutos gerados na região e, por fim, a geração e desenvolvimento de modelos produtivos, como o sistema CBL (Caatinga, Búfel, Leguminosa) e o sistema Glória de produção de leite. Mais recentemente, a Embrapa Semiárido também tem atuado nas áreas de piscicultura e apicultura, com o objetivo de gerar modelos produtivos para essas atividades. Desse modo, o intuito deste capítulo será apresentar uma síntese das contribuições da Embrapa Semiárido para os sistemas de produção animal do Semiárido brasileiro. O capítulo apresenta uma síntese das contribuições da Embrapa Semiárido para o sistema de produção animal do semiárido brasileiro.
Sinopse: A publicação reúne em seus 14 capítulos uma visão geral de diversos aspectos relacionados à adoção de sistemas ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) no Brasil, com vistas a subsidiar ações de transferência de tecnologia e apoiar discussões atuais sobre políticas públicas relacionadas à mudança do clima e uso da terra, além de apresentar estudos de impactos ambientais e econômicos produzidos por esses sistemas.
In the context of agriculture, land degradation leads to decreasing of production capacity, through the reduction of soil quality with negative impacts on soil physical, chemical and biological attributes. The main agent of soil degradation worldwide is water erosion, which is a natural process in the formation of landscapes but is intensified by anthropic actions such as agriculture. Soil erosion in croplands and rangelands is mainly caused by the soil usage and land management with inadequate agricultural practices; in turn, the water erosion is the main factor responsible for expansion of degraded lands in the world. Water erosion compromises the attainment of high levels of crop production and the intensification of agricultural, as well as the environmental quality of ecosystems, due to water contamination and the reduction of water availability for many usages ( Andrade & Chaves, 2012; FAO, 2019) .