Sítio Nelson Guerreiro | Brotas – SP – Agosto/2018

Sítio diversifica fonte de renda com implantação de ILPF

  

Da monocultura para a diversificação. Até 2011, o sítio Nelson Guerreiro, localizado em Brotas, interior de São Paulo, tinha como única fonte de renda a laranja. Com a crise da citricultura, iniciada em 2005, os proprietários começaram a enfrentar problemas.   

Maria Fernanda Guerreiro e Luiz Fernando da Silva sentiram necessidade de diversificar as atividades do sítio para evitar mais prejuízos.

Com apoio da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), em 2011, os produtores adotaram o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em 45,9 hectares da área da fazenda.

Além de uma alternativa sustentável, o novo modelo produtivo implantado no sítio conciliou diversas atividades econômicas que envolveram agricultura, floresta e pecuária em uma mesma área.

Enquanto as árvores cresciam, foi cultivado milho e pastagem. Segundo Maria Fernanda, o retono dos animais variou de acordo com a área integrada.

“Em algumas os animais entraram após um ano do plantio dos eucaliptos, outras um pouco mais tarde. Ainda, tivemos áreas em que os animais não deixaram de entrar”, explicou.

Na propriedade, que antes era basicamente plantação de laranja, hoje predomina a diversificação. São plantados grãos, cana, eucalipto, pasto e citrus. Todos os produtos são beneficiados na própria fazenda e comercializados diretamente pelos pecuaristas.

São produzidos e vendidos fubá, lenha, carne e laranja.

“Conseguimos agregar valor à produção e comercializar nossas mercadorias sem atravessadores”, conta Luiz Fernando.

Conheça mais sobre esta experiência no vídeo abaixo:

ILPF no Sítio Nelson Guerreiro

Gisele Rosso (MTB 3089/PR) 
Embrapa Pecuária Sudeste 
 
Telefone: (16) 3411 5625

 

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Estância Anna Sophia | Santo Antônio do Leverger MT Setembro/2019

Diversificação e preocupação com demanda de mercado leva pecuarista a fazer ILPF com árvores

 

A preocupação com o futuro do mercado para a pecuária brasileira e com a diversificação das fontes de renda foi o que motivou o pecuarista Arno Schneider a utilizar a integração lavoura-pecuária-floresta na Estância Anna Sophia, no município de Santo Antônio do Leverger, na região da Baixada Cuiabana, em Mato Grosso.

Antenado ao cenário interno e externo, em que cada vez é maior a cobrança pela responsabilidade ambiental, ele vê no uso de árvores uma forma de mitigar as emissões de metano pelo gado. Ao mesmo tempo, gera bem-estar aos animais, aumenta a produtividade, valoriza seu rebanho e mantém uma poupança viva para uso futuro.

“Utilizo a teca como estratégia de adição de renda, pois o período de maturação da árvore é muito grande. É também uma forma de diversificação de renda, pois pode surgir na região algum problema como aftosa, vaca louca ou outro que comprometa a pecuária”, explica Schneider, que conta com apoio dos três filhos, Luiz  Zacarias, Carlos  Eduardo e Arno Filho, para conduzir a propriedade.

Os primeiros plantios de teca ocorreram ainda na década de 2000, em áreas separadas para a silvicultura. Com o tempo começou a formar os primeiros pastos com sistema silvipastoril. Os plantios das mudas eram feitos em pastagens que precisavam ser recuperadas. A área ficava isolada durante os dois primeiros anos, possibilitando o crescimento das árvores.

“Escolhemos a teca por ser uma madeira nobre, de qualidade e que tem grande aceitação pela indústria moveleira. A integração é uma maneira de agregarmos renda, fazendo um hectare render mais”, afirma Arno Scnheider.

Como forma de reduzir os custos de implantação, o produtor utiliza mudas coletadas na própria fazenda, nos 100 hectares de silvicultura de teca. Os erros e acertos observados ao longo dos anos ajudaram o produtor a moldar a configuração ideal de implantação. Hoje não faz mais o plantio em nível, como chegou a fazer. Evita as áreas com declive e planta as mudas de teca em linhas simples, com espaçamento de 25 metros entre renques e no sentido Norte Sul.

Além da configuração, Arno também mudou a estratégia de implantação. Buscando evitar a ociosidade das áreas na fase inicial das árvores, encontrou na mandiocultura uma oportunidade de negócio e de composição do sistema produtivo.

Atualmente a Estância Anna Sophia tem 140 hectares de sistema silvipastoril com teca e outros 40 hectares plantados na safra 2018/2019 que serão manejados em sistema agrossilvipastoril.

Arno explica que devido ao período tardio do plantio, só cultivou mandioca em 12 hectares da nova área. Como não possui sistema de irrigação, um caminhão pipa da fazenda tem sido utilizado para irrigar a lavoura no período da seca. Isso também ajudou a definir os espaçamentos das linhas do mandiocal.

Os 28 hectares restantes serão plantados no próximo período chuvoso. A ideia é fazer dois a três ciclos de mandioca antes de semear a forrageira e retornar com o rebanho à área.

Referência no estado

A Estância Anna Sophia tem sido uma referência no estado de Mato Grosso. Pioneira na adoção dos sistemas integrados, tem a pecuária de cria, com cruzamento de nelore com angus aberdeen, como a principal atividade. O manejo adotado nos 1.800 hectares de pastagem e a gestão feita pela família Schneider fizeram da fazenda a vencedora da primeira edição do prêmio Famato em Campo, com a temática “rentabilidade no meio rural”, em 2015.

A propriedade também já sediou dias de campo e todos os semestres recebe alunos de cursos superiores que vão até o local para conhecer um pouco mais sobre os sistemas produtivos utilizados.

 

Jornalista: Gabriel Faria (mtb 15624/MG JP)
Embrapa Agrossilvipastoril
agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br

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Planejamento para atingir resultados na ILPF – 28/06/2019

ILPF pode conciliar grãos, gado e árvores

Na Região Sul a área agricultável é estimada em 45 milhões de hectares. O uso desta área conta com lavouras em 35%, pastagens naturais em 34%, pastagens plantadas em 13%, florestas naturais em 11% e florestas plantadas em 4%. Otimizar o uso da terra exige planejamento capaz de trazer vantagens agronômicas e retorno econômico ao produtor. Esta é a proposta do projeto de Integração Lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que foi tema do terceiro módulo da capacitação Embrapa e Sistema OCB-Sescoop, realizado nos dias 25, 26 e 27 de junho, em Passo Fundo, RS.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo Renato Fontaneli, a ILPF pode trazer muitas vantagens aos sistemas produtivos da Região Sul (PR, RS e SC), com possibilidade de adequar as tecnologias às diferenças regionais. “Podemos incluir o componente florestal, apenas a pecuária e a produção de grãos, combinar modelos com cultivos de inverno e de verão, em solo arenoso ou encharcado, campo nativo ou pasto cultivado, entre outros. É preciso adaptar as tecnologias disponíveis às necessidades da propriedade de forma a otimizar o sistema produtivo”, explica Fontaneli.

Para o Presidente da Fecoagro/RS, Paulo Pires, a intensificação do sistema produtivo é a saída para a estabilidade financeira do produtor, principalmente com o melhor uso do inverno: “Estamos apostando no trigo como a melhor alternativa para rentabilizar o produtor no inverno, mas certamente a movimentação da propriedade depende da diversificação, buscando várias opções capazes de gerar renda na mesma área. Neste contexto os sistemas integrados mostram viabilidade técnica e econômica”. 

Paulo Pires também apresentou a Rede Técnica das Cooperativas (RTC), criada em 2018, agregando as áreas técnicas de pesquisa e mercado de 32 cooperativas agropecuárias gaúchas. Segundo ele, o foco da RTC é criar um corpo de pesquisa integrado que dê suporte às cooperativas, otimizando os custos e a aplicabilidade dos estudos desenvolvidos e permitindo a troca de ideias e compartilhamento de informações.

Vantagens agronômicas do ILPF

Uma das principais vantagens agronômicas do sistema ILPF na Região Sul é a melhoria do solo. A rápida cobertura do solo logo após a colheita de grãos é possível com a introdução de gramíneas e leguminosas que, além de proteger contra intempéries (déficit hídrico, enxurradas), promovem melhorias químicas e físicas no solo com a incorporação de raízes, palhada para plantio direto, controle de plantas daninhas, maior teor de matéria orgânica e fixação de nitrogênio através de leguminosas forrageiras, entre outros benefícios.

Contudo, para usufruir dos benefícios dos sistemas integrados é preciso planejamento de uso das áreas com ILPF em curto, médio e longo prazos. “O produtor vê a boa oferta de forragem e coloca muitos animais no piquete, uma superlotação que ‘rapa’ o pasto, causando problemas de erosão, baixa fertilidade, trazendo pragas e doenças para a área”, alerta o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Júlio Cesar Salton. Conforme o pesquisador, a pecuária em solo degradado pode implicar num prejuízo de R$ 133,00 por hectare na margem operacional, com ganho de peso diário até três vezes menor do que a engorda numa boa pastagem. A espera para o abate também pode levar o dobro do tempo, aumentando de dois para quatro anos em função da qualidade da pastagem.

Para verificar como funciona a ILPF na prática, a turma de 40 profissionais dos departamentos técnicos das cooperativas participantes da capacitação Embrapa-OCB-Sescoop, visitou produtores na região norte do Rio Grande do Sul para avaliar in loco os resultados com os sistemas integrados. Em Boa Vista das Missões/RS, a visita ao produtor Ivonei Librelotto, com assistência técnica do engenheiro agrônomo Ruben Kudiess, mostrou resultados de integração lavoura-pecuária na produção de grãos, associada à engorda de novilhos em pastagem de trigo BRS Tarumã e BRS Pastoreio. O investimento em genética e planejamento forrageiro, somados a boas práticas de manejo, permitiram aumentar o rendimento de grãos em quatro vezes e aumentar a produção de carne em oito vezes. Em produção de leite, na fazenda vizinha de Ari Busanello, otimizar o inverno permitiu atingir a média diária de produção no leite de 34 litros/vaca (enquanto a média no RS é de 10,5 litros/vaca/dia).

Os produtores visitados representam o modelo mais utilizado no Brasil, a integração lavoura-pecuária, que representa 83% dos sistemas de produção integrados em uso no País. Contudo, o engenheiro florestal Gilmar Deponti, da Emater/RS – regional de Santa Maria, avalia que na produção agropecuária o animal precisa de água, alimento e sombra. Ele argumenta que as árvores deixam o ambiente menos quente no verão e menos frio no inverno: “a redução da temperatura na sombra das árvores pode chegar a 8ºC no verão, trazendo bem-estar animal que pode refletir no retorno final da produção”. Quanto à possível redução na produtividade de grãos ou no volume das pastagens em função do sombreamento, o engenheiro florestal explica que “em ILPF, mesmo com menor produção em algum componente do sistema, o conjunto da propriedade torna-se mais sustentável e rentável”, lembrando que, embora a produção de madeira seja menor no sistema ILPF, geralmente, atinge maior valor de mercado. 

Somente no Rio Grande do Sul, estão registrados na Ageflor quase 800 mil hectares de florestas comerciais, ou seja, silvicultura convencional. Espaço, segundo os especialistas, com grande potencial para crescimento do ILPF no Estado. “Em regiões campestres, é melhor o produtor cultivar árvores de forma dispersa, transformadas em energia, cerca e palanques para consumo na propriedade. Para quem trabalha com silvicultura convencional, basta fazer um forte raleio para transformar em sistema silvipastoril (árvores + pastagem)”, esclarece Gilmar Deponti.

Para o engenheiro agrônomo da Cotribá, Vinícius Floss, a maior dificuldade está em convencer o produtor a adotar o componente florestal: “o cooperado nem sempre consegue enxergar a propriedade de forma integrada. As vacas geralmente estão separadas da lavoura de grãos. Vejo o ILPF como uma estratégia importante para mostrar ao produtor que é possível, rentável e seguro, trabalhar com sistemas integrados. Mas no caso das árvores, é difícil convencer para um investimento que trará retorno a longo prazo. Criou-se na agricultura a busca por respostas rápidas, tecnologias prontas e com pouco critério agronômico. Precisamos de tempo para alcançar estas transformações preconizadas pelo ILPF”, diz Floss.  

Participam da capacitação Embrapa e Sistema OCB-Sescoop na cadeia produtiva de cereais de inverno 2019 profissionais dos departamentos técnicos das cooperativas Cooperante, Cocamar, Coamo, Camnpal, Cotriel, Coopatrigo, Coasa, Cotapel, Cotripal, Coagril, Cotribá, Coopermil, Cotrisal, Cotricampo, Cotrijal, CCGL e Auriverde, além da Fecoagro/SC e do Senar/RS.

Saiba mais sobre o tema Integração Lavoura-pecuária-floresta na Região Sul ouvindo a entrevista com o pesquisador da Embrapa Trigo, Renato Fontaneli.

 

Foto: Gabriel Faria

Joseani M. Antunes (MTb 9396/RS) 
Embrapa Trigo 

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Dia de Campo apresenta ILP para diversificação de produção e renda – 26/06/2019

Integração pecuária com milho

Produtores, técnicos e estudantes vão conhecer na prática o funcionamento dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária neste sábado, 29 de junho.

Cerca de 100 pessoas já estão inscritas para o dia de campo, que ocorre no Sítio Universitário Unicep, em São Carlos (SP), a partir das 8 horas. A promoção é da Embrapa Pecuária Sudeste e Unicep (Centro Universitário Central Paulista).

Os participantes vão passar por três estações. Na primeira, serão apresentados conceitos e fundamentos de sistemas integrados pelos pesquisadores Alberto Bernardi e José Ricardo Pezzopane. O histórico da Unidade Demonstrativa do sítio universitário será relatado pelo administrador operacional Rodrigo Rodrigues na segunda estação. A produção de silagem com qualidade será tratada na terceira estação pelo pesquisador André Pedroso.

Para Hélio Omote, coordenador do evento, o objetivo é levar informações técnicas sobre sistemas de integração e demonstrar na prática o funcionamento e os benefícios desses modelos para estimular sua adoção na região.

A inscrição é gratuita. Interessados podem se inscrever clicando aqui.

Integração

Modelos que utilizam a integração lavoura-pecuária são alternativas viáveis para diversificar a atividade agropecuária e a renda.

Esses sistemas reúnem na mesma área produção agrícola e pecuária. Os benefícios da implantação da integração são vários. Além de diversificar a produção e melhorar a renda do pecuarista, a ILP tem grande potencial para recuperar áreas degradadas, desenvolver pastagens com melhor qualidade, aumentar a eficiência na utilização dos recursos naturais, otimizar o uso de máquinas, equipamentos e mão de obra e diminuir riscos financeiros.

Capacitação técnica

A Embrapa Pecuária Sudeste, desde 2015, tem um programa de capacitação continuada de técnicos em sistemas integrados.

O treinamento tem duração de dois anos e busca transferir tecnologias e aumentar a área de adoção desses modelos de produção. A estratégia é o intercâmbio de conhecimentos entre produtor, técnico e pesquisadores.

Os técnicos participantes recebem informações teóricas, participam de atividades práticas e têm orientação para a implantação de sistemas integrados em propriedade rural.

 

 

Gisele Rosso (MTb/3091/PR) 
Embrapa Pecuária Sudeste 

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Encontro dos Produtores com a Ciência discute ILPF na Fazenda Varjão – 24/06/2019

A Fazenda Varjão tem se tornado referência em ILPF em Goiás

‘Encontro dos Produtores com a Ciência’ – este será o dia de campo que acontecerá no próximo dia 28 de junho, na Fazenda Varjão, uma das Unidades de Referência Tecnológica do sistema iLPF em Goiás, localizada no município de Inaciolândia.

O evento foi formatado para dar a oportunidade aos produtores, técnicos e consultores rurais, estudantes e empreendedores do campo a conhecerem, na prática, os benefícios que o sistema iLPF traz para a propriedade, como rentabilidade, bem-estar animal e sustentabilidade na produção.   

Coordenado pela Embrapa Arroz e Feijão (GO) e Embrapa Florestas (PR) será destacado temas voltados à viabilidade econômica, sustentabilidade, sistemas agroflorestais e o componente arbóreo em iLPF. 

Em pesquisa realizada em 2016, patrocinada pela Rede de Fomento de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, elaborada pelo Kleffmann Group, e acompanhamento técnico da Embrapa Meio Ambiente (SP), demonstrou grande adesão do setor agropecuário brasileiro ao uso de Sistemas iLPF no Brasil.

Os dados apontam que no país o Sistema ILPF abrange 11,5 milhões de hectares. Os estados que se destacaram em área de adoção foram: Mato Grosso do Sul, com dois milhões de hectares; Mato Grosso, com 1,5 milhão; Rio Grande do Sul, 1,4 milhão, que se destacou também como o estado com maior número de propriedades participantes de alguma das modalidades; Minas Gerais, um milhão, e Santa Catarina, com 680 mil hectares.

Entre os produtores cujo foco predominante é a pecuária, os principais fatores motivadores para a adoção do sistema foram a redução de impactos ambientais, entendida como uma preocupação em adequar ambientalmente a atividade diante das pressões da sociedade e dos mercados e o interesse dos pecuaristas na recuperação das pastagens.

A pesquisa identificou os principais tipos de sistemas adotados, além de informações complementares que darão apoio às ações de transferência de tecnologia, visando ampliar a adoção. As informações abrangem o perfil das propriedades e dos produtores; nível de tecnificação; vantagens percebidas pelos adotantes que conduziram à decisão ou mesmo à desistência; as fontes de informação nas tomadas de decisão para a adoção; entraves e perspectivas.

Foram realizadas 7.909 entrevistas, compreendendo 3.105 pecuaristas de leite e corte em todos os estados; 2.958 produtores de soja nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins; e 1.846 produtores de milho nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Outras informações e para maior facilidade, a pré-inscrição ao Encontro dos Produtores com a Ciência podem ser realizadas acessando aqui.

 

Foto: Abílio Pacheco

Hélio Magalhães (DRT MG 4911) 
Embrapa Arroz e Feijão 

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Telefone: 62 3533-2108

 

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Pesquisa propõe meta para o Nordeste de 20% de área com ILPF até 2030 – 19/06/2019

O pesquisador Raimundo Braga destaca a importância da implantação das Unidades Demonstrativas 

A Rede ILPF propôs a meta de desenvolver, em parceria com os agricultores do Nordeste, sistemas integrados de produção em 20% da área de agricultura. Este é o desafio lançado pela Embrapa e Associação Rede ILPF durante o Seminário Nordeste – Inovações na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta que começou ontem (13) no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. O seminário faz parte da programação do XXIII PecNordeste e prossegue até sábado (15) com mesas redondas, workshop e visitas técnicas. 

O objetivo do seminário é discutir inovações desenvolvidas pela Embrapa e parceiros para os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) no Nordeste. A tecnologia é uma estratégia de produção que reúne diferentes sistemas agrícolas, pecuários e florestais numa mesma área. Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, de forma que haja benefício mútuo para todas as atividades. 

O pesquisador da Embrapa Renato Rodrigues, que também é coordenador da Associação Rede ILPF, acredita que o seminário seja o primeiro passo para  a implementação de um plano de trabalho para a região. O objetivo é aumentar a renda do produtor e criar estratégias para a convivência com as adversidades climáticas. “É uma gigantesca oportunidade de usar ILPF como uma ferramenta de desenvolvimento regional”, afirmou.

O chefe de gabinete da presidência da Embrapa, o pesquisador Raimundo Braga, salienta que a área implantada com o sistema no Nordeste ainda é muito pequena. O evento, segundo ele, é uma oportunidade para começar o processo de ampliação da adoção da tecnologia na região. “Queremos trazer mais informações tecnológicas, com base na ciência, em resultados da pesquisa que já foram feitos pela Embrapa e por outras instituições nacionais e dar um salto qualitativo e quantitativo desse sistema no Nordeste”. 

Para Raimundo Braga a principal estratégia para ampliar a adoção da tecnologia é a instalação de uma rede de unidades demonstrativas, que provem e convençam o produtor sobre a importância do sistema por meio da demonstração dos resultados de pesquisa desenvolvidos pela Embrapa e parceiros ao longo dos anos. 

Mais produção e lucro 

Durante todo o dia, especialistas demonstraram resultados de iniciativas de pesquisas com ILPF no Nordeste. Foram discutidas também questões como crédito e assistência técnica. Um exemplo dos bons resultados de ganhos econômicos e ambientais foi apresentado pelo pesquisador Henrique Rangel, da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Os produtores do Agreste Sergipano estão aderindo à integração entre bovino, gliricídia e braquiária após a comprovação dos benefícios para a produção.

Conforme o pesquisador, além do ganho em produtividade de carne – cerca de 4 arrobas a mais por hectare ao ano – os produtores deixaram de gastar com adubo nitrogenado, o que representa uma economia de cerca de R$ 1 mil por hectare ao ano.  “Isso só o ganho animal, fora o ganho que existe de matéria orgânica no solo, de nitrogênio no solo, de conforto animal e até do aumento da fauna”, diz o pesquisador.  

Nesta sexta-feira (14), o coordenador do seminário, pesquisador João Pratagil, conduzirá um workshop com o objetivo de discutir a ampliação da implementação do sistema na região. No encerramento do seminário, no sábado, acontece a visita técnica à fazenda Grangeiro, em Paracuru (CE), a 86 km de Fortaleza. Ali, os participantes conhecerão uma experiência de integração lavoura-pecuária (ILP) que une a produção de coco à criação de bovinos leiteiros.

O evento é promovido pela Embrapa e Associação Rede ILPF (Rede ILPF), em parceria com a Federação da Agropecuária do Estado do Ceará (Faec) e o XXIII PecNordeste. A Associação Rede ILPF é uma parceria público-privada formada por Embrapa, Cocamar, Bradesco, John Deere, Ceptis, Premix, Soesp e Syngenta. O objetivo da entidade é acelerar adoção das tecnologias de ILPF no País.

 

Foto: Verônica Freire

Verônica Freire (MTb 01125/JP) 
Embrapa Agroindústria Tropical 

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Fazenda Gamada | Nova Canaã do Norte – MT Julho/2015

Desde 2009, a Fazenda Gamada, em Nova Canaã do Norte (MT) aposta na ILPF. Sistema ajudou a recuperar pastagem e já fornece madeira para as cercas e para secador de grãos.

A busca pela diversificação da produção foi um dos fatores que levou os produtores Mário e Daniel Wolf a apostarem na integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) na fazenda Gamada, em Nova Canaã do Norte (MT). Em 2009 eles aceitaram o convite de pesquisadores da Embrapa, Unemat e UFMT para implantar uma Unidade de Referência Tecnológica de ILPF em uma área de 100 hectares.

“A fazenda sempre buscou novas tecnologias. Como era um experimento novo, a gente acreditou nesse projeto e hoje a realidade está nos mostrando que a ILPF é uma boa opção dentro da propriedade”, afirma Mário Wolf.

No local onde antes era praticada a pecuária extensiva em um pasto em estágio de degradação química, foram plantadas quatro espécies florestais (eucalipto, teca, pinho-cuiabano e pau-de-balsa) em configurações de linhas simples, duplas ou triplas. Entre os renques foram plantados arroz, soja/feijão, soja/milho consorciado com braquiária durante três anos agrícolas. A partir de então, com a colheita do milho, o capim ficou na área e os animais entraram no sistema.

Com a fertilidade do solo reestabelecida e com pastagem renovada, a pecuária passou a ter resultados superiores aos obtidos anteriormente.

“Depois da implantação do projeto a gente dobrou a capacidade de suporte da pastagem. Antes era de 1 a 1,5 unidade animal (ua) por hectare e hoje é de 3 a 3,5 ua/ha, dependendo do módulo em que trabalhamos”, afirma Daniel Wolf.

A taxa de lotação na ILPF da fazenda é ajustada de acordo com a incidência solar nos piquetes, uma vez que algumas espécies florestais geram maior sombra e consequentemente, inibem o crescimento da pastagem.

Além da maior capacidade de suporte, o sistema integrado também tem proporcionado maior ganho de peso diário aos animais.

“Os animais dentro do sistema tiveram um ganho médio de 700 gramas/dia considerando os períodos de seca e chuva. Antes, numa pastagem normal, o ganho era de aproximadamente 400 gramas. Houve um incremente de 300 gramas por dia”, contabiliza Daniel Wolf.

O uso do componente florestal na ILPF buscou atender à demanda da própria fazenda por lenha e mourões tratados. Além disso, parte da madeira poderia ser direcionada para serraria, gerando renda para os produtores. O primeiro desbaste ocorreu cinco anos após o plantio das árvores.

“Nós já utilizamos o primeiro desbaste de eucalipto para lenha do secador de grãos e também para mourões da cerca. Tiramos mais de cinco mil lascas para cerca. A teca, nós usamos no primeiro desbaste para mourões, mas no segundo desbaste já destinaremos para serraria em virtude do valor agregado que a madeira tem”, relata Mário Wolf.

Entretanto, como pioneira, a Fazenda Gamada também teve experiências frustradas. Uma delas foi com a configuração com pau-de-balsa. Devido ao rápido e intenso crescimento, as árvores sombrearam toda a pastagem, inviabilizando o crescimento da planta forrageira. O resultado mostrou a necessidade de ajustes no espaçamento e na densidade de árvores quando essa espécie for utilizada.

Referência regional

 Pelo pioneirismo e pelos resultados que vem colhendo, a fazenda Gamada tornou-se uma referência na região norte de Mato Grosso e um exemplo de que é possível produzir de maneira diversificada e com sustentabilidade no bioma Amazônia.

Para divulgar a ILPF, possibilitar a troca de experiências e transferir o conhecimento adquirido sobre a tecnologia, todos os anos a fazenda Gamada sedia dias de campo e recebe comitivas nacionais e estrangeiras em visitas técnicas.

Veja mais sobre a história da fazenda Famada no vídeo abaixo

 

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A Rede ILPF – Chamada da home

A Rede ILPF

A Associação Rede ILPF é formada pelo Bradesco, Ceptis, Cocamar, John Deere, Soesp, Syngenta e Embrapa. Tem o objetivo de acelerar uma ampla adoção das tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) por produtores rurais como parte de um esforço visando a intensificação sustentável da agricultura brasileira.

Saiba mais

Dia de campo aborda ILPF como estratégia para o negócio agropecuário no Semiárido 14/06/2019

Dia de campo sobre ILPF na Paraíba 

A Embrapa Algodão realiza nesta terça-feira, 18, na Fazenda Velho Inácio, no município de Tacima, PB, um dia de campo sobre o sistema Integração Lavoura Pecuária Floresta – ILPF como estratégia para o negócio agropecuário na região Semiárida. O objetivo é apresentar o ILPF como alternativa para recuperar solos degradados e gerar reserva de alimento para os animais no período de seca.

“O desafio é recuperar os solos degradados superficialmente e pedregosos. E isto é perfeitamente possível com a implementação de uma lógica sustentável para o lugar. A nossa preocupação é com a sazonalidade das chuvas que se manifesta aproximadamente de cinco em cinco anos. A proposta do dia de campo é encontrar uma melhor composição de plantas sejam nativas, ou não, e seus diferentes sistemas radiculares que melhorarão a gestão de risco dos produtores principalmente a partir de 2023, quando poderemos iniciar outro período com anos secos” alerta o supervisor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão Geraldo Di Stefano.

A programação do evento contará com quatro estações. Na primeira, haverá uma reflexão sobre o sistema atual da produção agropecuária em Tacima, caracterização dos solos da região e apresentação da Unidade de referência Tecnológica – URT instalada na fazenda aos visitantes. Na segunda estação será abordada a importância das árvores para o conforto térmico animal e reestruturação do perfil do solo. Na terceira, o enfoque será dado à cultura do algodão, que já teve grande importância econômica para Tacima, sendo inclusive um dos elementos de destaque na bandeira do município. A quarta e última estação tratará da importância da agricultura na recuperação de pastagens principalmente pela forma associada com que pode ser semeado o milho, milheto ou sorgo mais uma forrageira.

O evento conta com a parceria do Plano ABC, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rede ILPF, Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Prefeitura de Tacima.

 

Foto: Sergio Cobel

 

Serviço:

Dia de Campo sobre Integração Lavoura Pecuária Floresta – ILPF como estratégia para o negócio agropecuário na região
Local: Fazenda Velho Inácio, município de Tacima, PB
Data: 18 de junho
Horário: das 8 às 12h

 

Edna Santos (MTB/CE 1700) 
Embrapa Algodão 

Contatos para a imprensa 
 
Telefone: (83)3182-4361

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
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