ILPF auxilia na recuperação de pastagens degradadas, que já somam 60 mi de hectares no Brasil – 23/01/2019

Você sabe o que é realidade virtual e realidade aumentada? A revolução tecnológica está cada vez mais presente no cotidiano do produtor rural, contribuindo não somente para o aumento de produtividade das fazendas, como também para a capacitação de jovens e adultos que buscam entender mais sobre um sistema produtivo que é especialidade brasileira, a integração lavoura-pecuária-floresta.

A ILPF é uma das principais ferramentas que o produtor tem hoje para corrigir um grande problema do agro brasileiro: a degradação de pastagens, que atualmente atinge uma área expressiva no país. “Um dos cenários que a gente foca mais aqui é o caso das pastagens degradadas. A gente tem mais de 60 milhões de hectares de pasto degradado no Brasil e usando estes sistemas de integração com a lavoura e também com a floresta você consegue potencializar o uso deste solo e melhorar a qualidade das pastagens para o produtor, para o pecuarista, além da ambiência que o eucalipto traz de qualidade também em índices zootécnicos para os animais”, disse a engenheira agrônoma e analista de sementes da Soesp, Andreza Cruz.

Andreza concedeu entrevista à equipe de reportagem do Giro do Boi durante a Intercorte ao fim de 2018 na capital São Paulo, ocasião em que a Rede ILPF, uma parceria entre a Embrapa e empresas do setor privado, apresentou novidades que chamaram a atenção do público presente.

Estas novidades são plataformas de realidade virtual e realidade aumentada para informar pecuaristas, agricultores e até o público mais jovem, como alunos em idade escolar, sobre os benefícios da integração, visto que, segundo a agrônoma, a principal dificuldade para implantação do sistema é justamente ter coragem para inseri-lo dentro da porteira.

Segundo José Heitor Vasconcellos, analista da Embrapa Milho e Sorgo, alguns destes trabalhos da Rede ILPF já foram expostos até na Alemanha, caso da plataforma de realidade aumentada composta por um cubo, que traz imagens de situações que ocorrem na ILPF, ou mostra os problemas causados pela falta da integração em uma fazenda.

Quando o usuário foca no cubo com a câmera de um celular, por meio do aplicativo específico, ele consegue enxergar as dinâmicas do sistema produtivo. “Aqui mostra o que acontece quando o solo está sem uma palhada, ou proteção. O que vai acontecer quando vem uma chuva e você vai ter erosão. Mostramos também o conforto animal, que é a importância de ter árvores, e também o consórcio da braquiária tanto com o milho quanto com a soja para melhorar a qualidade do solo”, demonstrou o analista.

Ambas as plataformas, tanto a de realidade virtual e também aumentada, estão disponíveis para download gratuito e serem levadas a exposições e salas de aula por todo o Brasil e o mundo.

Veja na reportagem abaixo como funcionam as plataformas de realidade aumentada e virtual da Rede ILPF: 

Fonte: https://www.girodoboi.com.br/noticias/ilpf-auxilia-na-recuperacao-de-pastagens-degradadas-que-ja-somam-60-mi-de-hectares-no-brasil/

Alta produtividade de soja em pleno areião no Paraná – Matéria sobre ILP na região da Cooperativa da Coocamar – 21/01/2019

Expectativa é de uma colheita superior a 150 sacas por alqueire (61,9/hectare)

O solo arenoso, que seca rapidamente após a chuva, as altas temperaturas que produzem uma sensação térmica em níveis muito superiores aos números registrados pelos termômetros, e até mesmo a estiagem: nada disso impede a expansão da soja pelo noroeste do Paraná.

VITRINE – Mas para vencer o desafio de produzir soja no arenito se faz necessário recorrer ao uso de tecnologias e, nesse sentido, a Fazenda Santa Nice, localizada em Amaporã, região de Paranavaí, é uma vitrine.

VISITA – Na última sexta-feira (11/1), o Rally Cocamar de Produtividade visitou a Santa Nice, que desenvolve há anos um programa de integração lavoura-pecuária sob a orientação da Cocamar. O Rally acompanhou o coordenador de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) da cooperativa, César Gesualdo, e o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Sérgio José Alves.  

SAFRA CHEIA – Em 200 hectares cultivados com soja, onde o teor de argila geralmente não passa de 10%, operam 2 conjuntos de irrigação por pivô central. Até o momento, o bom desenvolvimento da lavoura é indicativo de uma safra cheia, superior a 150 sacas por alqueire (61,9/hectare). Na região noroeste paranaense, com os estragos causados pela estiagem nos últimos meses, a expectativa é de uma redução de 40 na produtividade de soja.

MAIS QUE SÓ IRRIGAR – Para César Gesualdo, a Santa Nice é uma das fazendas consideradas modelo em sistemas integrados e, diferente do que alguns possam imaginar, contar com irrigação não significa ter a solução para todos os problemas. “É preciso, antes de tudo, fazer um manejo de solo adequado para conseguir usar a irrigação como uma ferramenta complementar”, diz ele, explicando que a irrigação ajuda muito nesse processo ao potencializar a produtividade e dar segurança ao investimento, mas é indispensável pensar também em manejo de solo e nutrição da planta, permitindo que a soja tenha alto potencial produtivo. Após a colheita da soja, a área é destinada a pastagem, com o plantio de capim braquiária, alojando de 3 a 4 unidades animal (UA) por hectare e produzindo de 15 a 20 arrobas de carne/hectare durante o período de inverno.

PRODUTIVIDADE – O pesquisador do Iapar, Sérgio José Alves, ressalta o porte alto e a grande quantidade de vagens da lavoura que, no geral, apresentando um bom estande. “As plantas estão muito sadias e é visível o seu elevado potencial”, observa. Segundo ele, contar com o pivô central nesta fase crítica praticamente vai garantir uma alta produtividade. “A questão de você fazer toda a tecnologia bem feita, e ainda ter o pivô, pode ser o diferencial para colher sempre com alta produtividade.”

MINIMIZAR RISCOS – Na visão de Alves, o produtor precisa correr menos riscos, de maneira que o investimento em irrigação garanta a ele a colheita de 70 sacas por hectare mesmo nas regiões mais quentes e de solos pobres do arenito caiuá. “Principalmente nos anos difíceis, como este, de seca e forte calor, o pivô faz muita diferença”, completa o pesquisador.