Abertas as inscrições para Prêmio Rede ILPF de Jornalismo – 05/02/2021

Jornalistas do Brasil e do exterior já podem inscrever suas reportagens no Prêmio Rede ILPF de Jornalismo. As inscrições poderão ser feitas até o dia 15 de maio pelo site www.ilpf.com.br, no menu Publicações/Editais. O concurso tem cinco categorias: reportagem escrita, reportagem em áudio, reportagem em vídeo, reportagem em veículo estrangeiro e reportagem de profissionais das instituições associadas à Rede ILPF.

Para concorrer, o trabalho jornalístico deve se enquadrar na temática “Com a ILPF, produzir e preservar é possível”. Podem ser inscritos trabalhos veiculados no período de 1º de agosto de 2019 a 15 de maio de 2021. O resultado do Prêmio Rede ILPF de Jornalismo será anunciado nos dias 9 ou 10 de junho, em evento on-line promovido pela Rede ILPF.

O edital completo do Prêmio Rede ILPF de Jornalismo pode ser acessado aqui.

 

Congresso Mundial de ILPF

Os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) serão tema do II Congresso Mundial de ILPF, que será realizado nos dias 4 e 5 de maio, em formato digital. O evento contará com sete painéis temáticos e apresentação de trabalhos científicos.

As inscrições já estão abertas e a submissão de trabalhos pode ser feita até o dia 30 de março. O site para mais informações é o www.wcclf2021.com.br

O congresso é promovido pela Embrapa, Rede ILPF, Famasul e Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul e Ministério da Agrocultura Pecuária e Abastecimento.

 

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

Contatos para a imprensa

Cartilha apresenta orientações sobre produção de feno, silagem e ração em sistema ILPF – 03/02/2021

Uma das estratégias utilizadas no Sistema Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF)  para estocar os excessos de alimentos produzidos em épocas em que a produção excede a demanda, com sua utilização na fazenda ou comercialização para terceiros, é a conservação de forragens na forma de feno e silagem e o aproveitamento de subprodutos da colheita de grãos na forma de ração.

Sobre esse tema, a Embrapa Meio-Norte, acaba de lançar a cartilha Produção de feno, silagem e ração em sistema ILPF: Estratégia para desenvolver a atividade pecuária nos cerrados do Meio-Norte brasileiro, que apresenta, de forma simplificada e ilustrada, o processo de produção de alimentação para os rebanhos, aproveitando o máximo do que é produzido na propriedade.

A cartilha mostra os resultados obtidos nas Unidades de Referência Tecnológica (URTs) do sistema ILPF implantadas em propriedades dos cerrados da região Meio-Norte, que desde 2005, utilizam essa tecnologia de produção.

O processo de conservação de forragens adotado nas propriedades produtoras de grãos dos cerrados é realizado pelo corte ou colheita direta, utilizando-se máquinas modernas. As plantas são cortadas e processadas no momento em que apresentam o maior acúmulo de nutrientes por unidade de área cultivada, o que também coincide com o teor de umidade para facilitar o processo de ensilagem.

De acordo com o pesquisador Raimundo Bezerra, um dos autores da cartilha, a utilização da mecanização permite assegurar o aporte de alimento de excelente qualidade e de baixo custo ao longo do ano, em especial nos períodos de menor oferta de forragem na fazenda, evitando prejuízos consideráveis aos rebanhos, promovendo um incremento na produção de carne/leite em pleno período de entressafra destes produtos.

Ele explica que a produção de ração nas fazendas consiste no aproveitamento dos subprodutos da colheita de grãos, como as quireras de soja e de milho como fonte de energia e proteína na composição de misturas múltiplas, utilizando-se mini fábricas compostas de triturador, misturador e balança.

Os cerrados da região Meio-Norte brasileira podem se beneficiar desse sistema, principalmente nas regiões produtoras de grãos e na pecuária de corte e de leite, que adotam o sistema ILPF.

Clique aqui e baixe a publicação.

 
 

Eugênia Ribeiro (MTb 1091/PI)
Embrapa Meio-Norte

Contatos para a imprensa

Telefone: 86 – 9 9987-1487

Parceria entre Embrapa e Nestlé vai desenvolver protocolo para leite de baixo carbono – 02/03/2021

A adoção de sistemas integrados contribuem para compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas pela atividade leiteira.

A Embrapa e a Nestlé vão desenvolver um protocolo para pecuária de leite de baixo carbono. Além da redução das emissões, a parceria prevê o aumento da remoção dos gases de efeito estufa nas propriedades produtoras de leite. Indicadores de sustentabilidade desenvolvidos pela Embrapa e a implementação de boas práticas de produção nas fazendas leiteiras vão integrar o protocolo e auxiliar no objetivo da Nestlé de neutralizar todas as emissões de suas operações, incluindo suas cadeias de fornecimento, até 2050, com metas intermediárias de redução de 20% até 2025 e de 50% para 2030.

A Embrapa desenvolve pesquisas e tecnologias para tornar a agropecuária eficiente e produzir mais alimento de uma forma sustentável. Soluções tecnológicas, como sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens degradadas e uso de aditivos na nutrição, têm apresentado bons resultados na redução de emissões, no sequestro de carbono e contribuído para o desenvolvimento de uma agropecuária em harmonia com o meio ambiente e em sintonia com as tendências do mercado nacional e internacional.

Para Alexandre Berndt, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), a produção de leite de baixo carbono é um objetivo ousado e a Nestlé, em parceria com a Embrapa, está no início dessa trajetória. “Para se chegar ao leite de baixo carbono é preciso adotar diferentes tecnologias, boas práticas de manejo na fazenda, nutrição, estrutura de rebanho e uso de sistemas integrados e florestas plantadas. O protocolo envolverá ações coordenadas para que os produtores incorporem na fazenda ferramentas e práticas sustentáveis de produção”, destaca Berndt, que também é gestor da parceria na Embrapa.

Serão elaborados protocolos por bioma e por sistema de produção, que servirão de base para o desenvolvimento de uma calculadora de balanço dos gases de efeito estufa (GEE) e um sistema digital de monitoramento por meio de aplicativo. Os indicadores utilizados no protocolo serão validados em escala experimental na Embrapa Pecuária Sudeste e em escala comercial em propriedades fornecedoras de leite nas diferentes regiões.

Os dados e inovações gerados pela parceria serão abertos, de acordo com o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo. “Isso significa que qualquer produtor de leite ou empresa poderá ter acesso às informações geradas pela parceria. O conhecimento será público”, explica Novo.

A Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) será responsável pela adaptação de modelos matemáticos e métricas que, por meio de um componente de software, serão integrados a calculadora que vai contabilizar o balanço de carbono nas propriedades de acordo com as características de cada região ou bioma e adaptada aos diferentes sistemas de produção. “Com isso, oferecemos ao produtor um instrumento para medir o resultado das estratégias de manejo que ele está utilizando e evitar que tome decisões no escuro, sem a segurança quanto aos benefícios que podem ser gerados”, explica o pesquisador Luís Gustavo Barioni.

A adoção de tecnologias e boas práticas é capaz de compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas pela atividade leiteira e ainda pode tornar o sistema de produção mais resiliente, trazendo vantagens econômicas para o produtor. Ainda estão previstas ações como um guia de boas práticas e capacitações técnicas para implementação do protocolo para pecuária de leite de baixo carbono.

“Nosso objetivo, como uma das principais empresas captadoras de leite do Brasil, é justamente, por meio de uma parceria com uma instituição de credibilidade e renome internacional, criar um protocolo com diretrizes claras para a produção de leite de baixo carbono, de forma que os produtores tenham visibilidade de onde estão concentradas as emissões e para que possamos trabalhar juntos na direção de mitigá-las o máximo possível. Nós, como Nestlé, queremos conscientizar e trabalhar junto com a sociedade e as instituições especializadas para tornar nossa cadeia de fornecimento de leite o mais sustentável possível, com um legado positivo para todos”, afirma Barbara Sollero, gerente de Desenvolvimento de Fornecedores e Qualidade da Nestlé Brasil.

A parceria foi assinada no final de fevereiro. As etapas para o desenvolvimento do protocolo para pecuária de leite de baixo carbono começam a ser executadas já nos próximos meses.

 
Foto: Gisele Rosso 

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa

Telefone: (16) 98190-9090

Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Informática Agropecuária

Contatos para a imprensa

Telefone: (19) 3211-5806 I (19) 98126-1053

Artigo: Novas atitudes no manejo de sistemas de produção agropecuários – 25/02/2021

O cultivo de milho consorciado com braquiária é um exemplo de intensificação dos sistemas de produção.

Através das pesquisas já realizadas pela Embrapa, por instituições de ensino e outras instituições de pesquisa, não resta mais dúvida que a diversificação é melhor que a especialização dos sistemas de produção agropecuários. Isso é verdade, tanto sob o ponto de vista econômico, quanto ambiental. Durante muito anos, era frequente numa mesma propriedade o cultivo de uma única espécie, na maioria das vezes sem rotação de culturas. Esse modelo, com o tempo, mostrou-se não ser o mais adequado, principalmente por proporcionar rentabilidade abaixo daquela considerada como mínima, em função das baixas produtividades e do constante aumento do custo de produção.

Atualmente, graças aos avanços tecnológicos, está ficando bem frequente, especialmente na região central do Brasil, numa mesma unidade de produção, o cultivo de diferentes espécies vegetais em um mesmo período agrícola, seja na primavera – verão ou no outono-inverno. Assim, é possível encontrar propriedades onde se tem o cultivo de soja, de milho, de algodão e de pastagem no período primavera-verão.  É perceptível a tendência de diversificação e intensificação dos modelos de produção. Por meio da diversificação do sistema de produção e da integração de atividades, tem-se a maximização do uso do solo e dos diferentes fatores de produção, viabilizando também a diversificação das fontes de renda. Quando se lida com sistemas de produção e não com a ótica tradicionalista de olhar para o cultivo, mudam-se as práticas de manejo de adubação, de plantas daninhas, de pragas e de doenças. Em sistemas diversificados não se têm pragas da soja, por exemplo, e sim pragas do sistema. Quando numa mesma unidade de produção tem-se o cultivo de mais de uma espécie vegetal, é necessário que se tenha uma visão do sistema que seja sensível a interrelação que existe entre cada espécie, mesmo quando cultivadas de forma isolada.

A pesquisa agropecuária evidenciou que, fazendo-se o cultivo de diferentes espécies em consórcio, verifica-se no solo alterações de ordem biológica, diferentes e melhores do que aquelas verificadas quando cada espécie é cultivada de forma isolada. O cultivo de milho consorciado com braquiária é um exemplo de intensificação dos sistemas de produção (https://bit.ly/3qAik40). Além disso, os resultados de pesquisa também mostram que a alternância de espécies, em numa determinada área, proporciona redução na diversidade, na quantidade e na incidência e severidade de doenças. A diversificação de espécies vegetais numa determinada área contribui para aumentar o volume de solo explorado pelas raízes, bem como são observadas melhorias nos atributos físicos e químicos do solo.

Em sistemas intensivos, a adubação não deve ser analisada para uma espécie vegetal, mas sim para o sistema de produção.  O novo modelo de agricultura exige, de todos os envolvidos com a produção agropecuária, a mudança de conceitos, pois não há mais espaço para visões que hoje são tidas como reducionistas devido à sua simplicidade diante de algo tão complexo. Hoje se faz necessária uma abordagem muito mais holística, o que requer o desenvolvimento de novas habilidades.

Por exemplo, sabemos que o cultivo de uma determinada espécie vegetal pode favorecer o estabelecimento de um determinado agente biológico capaz de causar dano econômico a outra espécie. Esse é o caso da Crotalaria spectabilis, que ao ser cultivada em regiões favoráveis à ocorrência de mofo branco, especialmente em semeaduras tardias, pode predispor a cultura sucessora a danos causados pela referida doença.

Por outro lado, o cultivo da mesma Crotalaria spectabilis é estratégico para o manejo de nematoides. Sendo assim, percebendo-se a complexidade que envolve os sistemas de produção, a tomada de decisão é fator chave para o sucesso do empreendimento e, logo, cada vez mais, faz-se necessário que o tomador da decisão entenda a complexidade envolvida e possa decidir o melhor para a sua realidade.

As espécies antecessoras podem interferir na resposta da cultura sucessora à adubação química. A presença de determinadas espécies de plantas daninhas proporciona condições para alimentação de insetos polífagos como a Spodoptera frugiperda. Sistemas de produção intensivos exigem estratégias diferentes para o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, daquelas utilizadas em sistemas com pouca diversidade.

Fica, portanto, evidente a necessidade de mudanças e, por conseguinte, de quebras de paradigmas por parte dos engenheiros agrônomos e produtores rurais para trabalhar como sistemas de produção agropecuários. Por mais diversificado que seja o sistema de produção, com o tempo este naturalmente tenderá a um equilíbrio, tornando-se assim mais resiliente aos efeitos de fatores externos, sejam eles bióticos ou abióticos, mas que possam interferir negativamente na produtividade das espécies cultivadas.

Sistemas de produção em que tem-se espécies de ciclo mais longo, como são as forrageiras, podem ser considerados de média complexidade. No entanto, em sistemas que há espécies arbóreas entre os componentes, a complexidade aumenta significativamente e, por conseguinte, exigem muito mais atenção quando do seu planejamento. Sendo adequadamente planejado esses sistemas são extremamente interessantes, principalmente por proporcionarem diversificação de renda e, do ponto de vista ambiental, apresentam elevada capacidade de mitigar gases de efeito estufa contribuindo em favor do combate às mudanças climáticas.

Sob o ponto de vista nutricional, torna-se necessário conhecer a quantidade de nutrientes que são exportados pelos grãos, pela fibra, pelo colmo quando se tratar de cana-de-açúcar ou pela a planta inteira quando se tratar por exemplo de milho para a silagem. A partir do conhecimento daquilo que é exportado, mais aquilo que existe no solo, é possível se estabelecer um balanço e a partir daí, com base na estimativa de produção, fazer a adubação.

Os sistemas de produção devem ser manejados, considerando a diversidade deles. Sistemas mais diversificados são sustentáveis, no entanto, devem ser tratados de forma integrada.  

 
Foto: Tadário Kamel de Oliveira

Fernando Mendes Lamas (Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste)
Embrapa Agropecuária Oeste

Contatos para a imprensa

Telefone: (67) 9-9944-9224 (WhatsApp)

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Parceria da Embrapa com governo do Pará tem primeira capacitação on-line – 23/02/2021

Uso intensivo do solo pode causar danos irreversíveis à paisagem da região

A Embrapa inicia a etapa de capacitações no programa Territórios Sustentáveis nesta quinta-feira (25) com um treinamento sobre restauração florestal em propriedades rurais dirigido a técnicos em extensão rural. O programa é uma iniciativa coordenada pelo governo do Pará e tem por objetivo levar à região dos municípios de São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia no Norte e Água Azul do Norte uma série de ações para promover o desenvolvimento sustentável. 

O papel da Embrapa é oferecer tecnologias sustentáveis para o território, por meio da capacitação de técnicos extensionistas, da instalação de vitrines tecnológicas e de dias de campo. Por conta das restrições impostas pela pandemia, os primeiros módulos serão no formato on-line. Além de restauração florestal, os treinamentos vão envolver as temáticas manejo e conservação dos solos, recuperação de pastagens, pecuária sustentável, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e sistemas agroflorestais.

De acordo com o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, Bruno Giovany, todas as temáticas terão etapas presenciais. “Pretendemos aproveitar o começo do próximo ano agrícola da região, de novembro a dezembro, para as aulas práticas de cada conteúdo”, prevê. 

Em outra ponta de atuação, a Embrapa Meio Ambiente vai fornecer a ferramenta para os técnicos acompanharem e monitorarem as propriedades que aderiram ao programa Territórios Sustentáveis, por meio do aplicativo AgroTag.

O público das capacitações são técnicos em extensão rural vinculados às instituições parceiras da iniciativa. Segundo a gestora operacional do Programa Territórios Sustentáveis, Francy Nava, o objetivo é transferir para os técnicos o conhecimento em tecnologias e práticas sustentáveis de produção. “O técnico, munido desse conhecimento, orientará o produtor a intensificar a produção e reduzir os impactos ambientais, o que são objetivos do Programa”, explica. 

Restauração florestal e produção sustentável

O primeiro módulo da capacitação apresenta a restauração florestal em propriedades rurais do Pará. De acordo com a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, o objetivo da capacitação é trazer informações e ampliar o conhecimento dos técnicos sobre práticas e métodos de restauração, que atendam a diferentes finalidades, como a recuperação da paisagem florestal da região, a diminuição do passivo ambiental e a melhoria da condição produtiva das propriedades e assentamentos. “Queremos apresentar estratégias para tornar a restauração mais inclusiva e motivadora para os agricultores familiares”, completa a especialista.

O curso tem carga horária de 20 horas, divididas em cinco dias: 25 e 26 de fevereiro; e 24,25 e 26 de março, na modalidade on-line. Os instrutores são especialistas da Embrapa, da Universidade de São Paulo (USP), do Cirad (Centro francês de cooperação internacional em pesquisa agronômica para o desenvolvimento), além de profissionais da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas-PA) e da empresa de prestação de serviços RestaurAgro. 

Iniciativas na Amazônia

As regiões Sul e Sudeste do Pará trazem elementos da antiga e da nova fronteira de ocupação da Amazônia e com eles grandes problemas socioambientais, como o desmatamento ilegal, a degradação florestal e as queimadas para uso intensivo do solo. “Danos que são irreparáveis ao meio ambiente, ao cumprimento de acordos internacionais e à sociedade em geral”, afirma Joice Ferreira. 

A restauração de paisagens florestais é, portanto, um meio de reestabelecer as funções ecológicas da floresta e a produtividade da terra. Dados da Aliança pela Restauração – um consócio internacional de instituições públicas e privadas – revelam que existem atualmente 2.773 iniciativas de restauração de paisagens florestais na Amazônia brasileira, somando 113,5 mil hectares, número que precisa ser ampliado, segundo os especialistas. 

A capacitação vai abordar o histórico dos desmatamentos na região, a legislação ambiental relacionada à regularização de imóveis rurais no Pará, métodos de restauração florestal (plantio e manejo da regeneração natural), enriquecimento de florestas degradadas, restauração produtiva de áreas de preservação permanente e áreas de reserva legal com os Sistemas Agroflorestais, entre outros temas, além de abordar os aspectos sociais e econômicos da restauração.

 

Foto: Vinicius Braga

Ana Laura Lima (MTb 1.268/PA)
Embrapa Amazônia Oriental

Vinicius Soares Braga (MTb 12.416/RS)
Embrapa Amazônia Oriental

Contatos para a imprensa

Como amenizar a escassez de pasto no vazio outonal – 23/02/2021

Gado em pastagem de trigo BRS Tarumã em resteva de soja em propriedade rural do RS

Na produção agropecuária da Região Sul o período de março a junho é conhecido como vazio forrageiro outonal, quando as pastagens de verão estão com baixo crescimento, fibrosas e com baixa qualidade, e as pastagens de inverno ainda não estão prontas para serem pastejadas. Uma alternativa para proteger o sol, logo após as colheitas de verão e aumentar a oferta de alimentos para bovinos, é realizar a semeadura tardia com espécies de verão ou a antecipação de espécies de inverno, visando forragem de alto valor nutritivo em sistema de integração lavoura-pecuária.

Neste momento, final do mês de fevereiro, muitos produtores da Região Sul estão trabalhando na colheita de verão, principalmente milho e soja, e já fizeram a silagem de milho. Após a colheita, o solo acaba ficando descoberto até as primeiras semeaduras de inverno, a partir de maio. Outro problema ainda maior é a escassez de pasto, já que as pastagens de verão estão com pouco crescimento, envelhecidas e com baixo valor nutricional. Uma alternativa para proteger o solo, na transição das culturas de verão e inverno, e aumentar a oferta de alimentos de boa qualidade para bovinos, é a semeadura de forrageiras anuais de verão, como milheto, capim-sudão, híbridos de sorgo e milho comum em alta densidade.

De acordo com Renato Fontaneli, pesquisador da Embrapa Trigo, a proposta é de semeadura tardia dessas forrageiras anuais de verão em  dezembro/janeiro/fevereiro, após uma safra de grãos (feijão, milho ou soja) ou silagem. “Embora seja inegável o menor potencial produtivo dessas forrageiras do que quando semeadas em setembro/outubro, elas oferecerão forragem de elevado valor nutritivo durante o vazio forrageiro outonal, ideal para suprir as demandas de animais mais exigentes, como vacas leiteiras, novilhas de reposição, vacas de primeira cria e mesmo engorda de novilhos ”, argumenta o pesquisador.

Conforme resultado da pesquisa, a semeadura escalonada de forrageiras anuais de verão, com intervalos de 4 a 5 semanas, pode propiciar 5 meses de pastejo. A proposta é usar áreas que já renderam uma colheita de grãos ou silagem, e estabelecer uma safrinha de forragem para ser utilizada de março a maio/junho, até a ocorrência de geadas, em pastejo, colhida verde para fornecimento no cocho ou mesmo ensilada.

Na orientação prática, nas áreas liberadas cedo (janeiro/fevereiro) pela colheita de grãos, sugere-se semear milheto, sorgos, capim-sudão ou milho grão em alta densidade (de 150 mil a 300 mil plantas por hectare, algo em torno de 50 kg de grãos de milho por hectare).

Na antecipação da semeadura de espécies anuais de inverno, nos meses de março/abril, podem ser utilizadas aveias, centeio, triticale, cevada e trigo. Quando semeadas logo após a colheita de verão, essas espécies podem produzir forragem durante todo o outono e inverno. “É preciso investir em cultivares destinadas ao forrageamento animal, seja através de pasto, silagem ou colheita de grãos”, conclui Fontaneli.

Saiba mais assistindo o vídeo:

O estudo está registrado no artigo  “Utilização estratégica de gramíneas anuais de verão para vazio forrageiro outonal e cobertura de solo”, publicado na revista Plantio Direto, edição 179, jan/fev 2021.

 
Foto: Luiz Magnante

Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS)
Embrapa Trigo

Contatos para a imprensa

Telefone: +55 54 3316-5800

 

{gallery}noticia59{/gallery} 

Histórico das pesquisas da Embrapa com ILPF inaugura primeiro podcast sobre o tema – 22/02/2021

Foi lançado nas principais plataformas agregadoras de podcasts e de áudios por streaming o primeiro episódio do ILPF na Rede. Com temática específica sobre sistemas integrados de produção agropecuária, o podcast traz em sua estreia o histórico das pesquisas que deram origem ao que hoje são conhecidos como sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O convidado deste primeiro episódio é o pesquisador aposentado da Embrapa, João Kluthcouski, mais conhecido como João K. No podcast ele bate um papo com os apresentadores Gabriel Faria, da Embrapa Agrossilvipastoril, e Renato Rodrigues, da Embrapa Solos.

João iniciou os trabalhos com sistemas integrados ainda na década de 1980, quando buscava alternativas para melhorar a produtividade de arroz de sequeiro e de pastagens do Cerrado. Desse trabalho, saiu, por exemplo, o Sistema Barreirão, lançado pela Embrapa em 1991.

No podcast João contextualiza o momento em que iniciaram as pesquisas, a desconfiança que os sistemas geravam em produtores, técnicos e pesquisadores e relata como isso foi mudando com o tempo e com o incremento de novas tecnologias no sistema.

Para o convidado do ILPF na Rede, a ILPF é um dos principais trunfos do Brasil para que se possa produzir alimento em quantidade e qualidade suficiente para atender a demanda global, garantindo a sustentabilidade ambiental.

“O Brasil é o único país do mundo que mantém o solo vegetado 12 meses por ano. Você está assimilando carbono, mantendo matéria orgânica no solo. O Brasil é o único país no mundo que faz quatro safras por ano, tendo seis meses de chuvas”, afirma.

Para João K, a preservação da Amazônia e de outros biomas como o Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica passa necessariamente pela recuperação de áreas já desmatadas que estão com baixa produtividade. Os sistemas ILPF são a melhor forma de se elevar a produtividade desses locais.

“Todas as 200 milhões de cabeças de bovinos que temos no Brasil, em cerca de 200 milhões de hectares poderão ocupar, com a integração e com pastagens de boa qualidade, apenas 50 milhões de hectares”, prevê o pesquisador.

Ao falar sobre seu trabalho, João K destaca o importante papel do setor produtivo, uma vez que as pesquisas eram feitas em propriedades rurais e custeadas pelos produtores. Outro aspecto que ele ressalta é que a Embrapa não foi a única instituição responsável pelas pesquisas com ILPF. Porém, foi quem melhor conseguiu divulgar os sistemas.

“Não vou dizer que a integração começou com a gente. Nosso caso é um caso. Já havia algumas iniciativas naquela época, mas o pessoal não sabe difundir. E nós abrimos a boca e começamos a difundir. Quem fez realmente a divulgação do consórcio de arroz com pastagem, que depois virou o Sistema Barreirão, foi o Globo Rural. Lembro que recebemos 7 mil cartas depois que o programa sobre o tema foi ao ar”, relata o pesquisador que esteve em várias reportagens do programa da Rede Globo ao longo de sua carreira.

ILPF na Rede

podcast ILPF na Rede é mais um canal de divulgação de informações sobre sistemas ILPF. Com foco em produtores, técnicos e estudantes, o podcast será produzido por meio de temporadas. A primeira delas terá dez episódios, lançados semanalmente, sempre às segundas-feiras.

“Atualmente se valoriza muito a comunicação rápida em vídeos curtos e textos bem sucintos. O podcast já faz o caminho inverso, possibilitando abordagens mais amplas sobre determinado assunto. Trata-se de uma forma de comunicação direta com as pessoas realmente interessadas no assunto”, explica um dos responsáveis pelo podcast, o jornalista Gabriel Faria, da Embrapa Agrossilvipastoril.

A cada episódio do ILPF na Rede, os apresentadores recebem um convidado para uma entrevista sobre um tema específico dentro da ILPF. Além disso, há sempre o relato de um produtor contando sobre a estratégia de sistema integrado que utiliza em sua propriedade, nas diferentes regiões e biomas brasileiros.

Para Renato Rodrigues, pesquisador da Embrapa Solos e também apresentador do podcast, esse novo canal reforça as possibilidades de divulgação dos sistemas integrados de produção agropecuária em uma mídia que vem crescendo no Brasil. Ele destaca ainda a possibilidade de participação do ouvinte enviando suas dúvidas, que são respondidas a cada episódio por especialistas no assunto, ou relatando sua experiência com os sistemas ILPF.

podcast ILPF na Rede é produzido por Gabriel Faria e Renato Rodrigues e a edição é feita pela Altia Podcast. A iniciativa é da Rede ILPF, uma parceria público-privada formada pela Embrapa, Bradesco, Cocamar, Ceptis, John Deere, Soesp e Syngenta, que tem como objetivo ampliar a adoção de sistemas ILPF pelos produtores brasileiros. 

 

Como ouvir

Para ouvir o ILPF na Rede basta fazer a busca com o nome do podcast em agregadores de podcast, como SpotfyGoogle PodcastApple PodcastDeezer, Amazon Music e Audible. Para saber quando novos episódios estiverem disponíveis, o ouvinte deve clicar para seguir o podcast.

Confira os temas dos dez episódios da primeira temporada do ILPF na Rede:

 

Data*

Episódio

Título

Convidado

22/fev

1

Início das pesquisas com ILPF no Brasil

João K

01/mar

2

ILPF na produção de alimentos no futuro

Paulo Herrmann

08/mar

3

Recuperação de pastagens

Patrícia Menezes

15/mar

4

Ganhos de produtividade na pecuária de corte em ILPF

Bruno Pedreira

22/mar

5

ILPF na produção de leite

Roberta Carnevalli

29/mar

6

Benefícios da pastagem para a cultura agrícola

Júlio César Salton

05/abr

7

Consórcios forrageiros para segunda safra

Flávio Wruck

12/abr

8

Soja em sistemas integrados

Alvadi Balbinoti

19/abr

9

Milho como estratégia na ILPF

Emerson Borghi

26/abr

10

A árvore na ILPF

Maurel Behling

*Em algumas plataformas pode haver atraso na disponibilização dos episódios.

 
 

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

Contatos para a imprensa

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Concurso premiará reportagens sobre sistemas ILPF – 09/02/2021

A Associação Rede ILPF reabriu o edital da primeira edição do Prêmio Rede ILPF de Jornalismo. O concurso premiará produções jornalísticas que abordem os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta nas categorias de reportagem escrita, áudio, vídeo, veículos estrangeiros e profissionais das instituições associadas da Rede ILPF.

As inscrições serão abertas no dia 1º de março e poderão ser feitas até o dia 15 de maio de 2021. Poderão ser inscritas reportagens veiculadas no período entre 1º de agosto de 2019 e 15 de maio de 2021. O resultado será divulgado em evento on-line nos dias 9 e 10 de junho.

As reportagens inscritas deverão estar dentro da temática do Prêmio, que é: “com a ILPF, produzir e preservar é possível”. Cada jornalista poderá inscrever até dois trabalhos.

Todas as informações sobre o Prêmio Rede ILPF de Jornalismo podem ser conferidas no edital, disponível em www.ilpf.com.br, no menu Publicações.

O primeiro edital do concurso havia sido aberto em dezembro de 2019, porém, com a pandemia de coronavírus, a comissão organizadora optou por suspender o prêmio. Porém, para não trazer prejuízos aos trabalhos inscritos anteriormente, o período de veiculação aceito neste edital abrangeu o período previsto no edital anterior.

 

Rede ILPF

A Associação Rede ILPF é uma parceria público-privada formada pela Embrapa, Bradesco, Ceptis, Cocamar, John Deere, Soesp e Syngenta. Tem como objetivo contribuir para aumento da adoção de sistemas integrados de produção agropecuária no Brasil. 

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

Contatos para a imprensa

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Folder mostra como recuperar ou renovar pastagens degradadas no Cerrado – 09/02/2021

A Embrapa oferece de forma on-line informações práticas sobre como enfrentar o problema da degradação de pastagens no Bioma Cerrado. Já está disponível para download gratuito o folder  “Estratégias para recuperação e renovação de pastagens degradadas no Cerrado”. A publicação apresenta as principais estratégias de recuperação e de renovação de pastagens degradadas conforme o potencial produtivo da área e do estágio de degradação atual das pastagens. O arquivo foi editorado para ser impresso e dobrado em papel com tamanho de 46 cm x 64 cm para melhor manuseio.

A produção do conteúdo teve a participação de pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) e da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS). Além de fornecer informações importantes para técnicos e produtores rurais sobre o tema, o folder é uma demanda do projeto Paisagens Rurais, que está apoiando 4 mil propriedades rurais do Bioma Cerrado em ações de gestão ambiental produtiva.

“Reunimos conhecimentos acumulados ao longo dos anos por renomados pesquisadores em um guia prático de campo e também material de consulta para auxiliar a tomada de decisão na recuperação ou renovação de pastagens degradadas”, explica Luiz Adriano Cordeiro, pesquisador da Embrapa Cerrados e coordenador do trabalho. 

O folder caracteriza a situação atual e, ao mesmo tempo, recomenda estratégias de restabelecimento produtivo das pastagens no Cerrado. Foram utilizadas cores relacionadas à situação de momento e à complexidade das estratégias de restabelecimento da capacidade produtiva das pastagens. Assim, a cor verde indica situação atual mais favorável, a cor amarela requer alguma atenção e a cor vermelha indica gravidade do cenário, maior complexidade e altos custos para a intervenção.

São apresentadas diversas alternativas de recuperação e de renovação de pastagens com perda de vigor, em degradação ou já degradadas, tanto de forma direta como indireta (por meio de Integração Lavoura-Pecuária). O folder também orienta sobre práticas associadas, o manejo do pastejo e a escolha da espécie ou cultivar forrageira, apresentando aspectos comparativos entre forrageiras dos gêneros Brachiaria e Panicum. 

Além do detalhamento das estratégias, das principais recomendações técnicas e das operações para a recuperação e a renovação de pastagens degradadas conforme o nível de degradação, são apontados os resultados potenciais esperados, como as expectativas de produção animal (corte e leite), bem como custos operacionais, além de outras informações relevantes.

Os interessados em adquirir a versão impressa do folder devem entrar em contato com o SAC da Embrapa Cerrados: (61) 3388-9933.

 

Breno Lobato (MTb 9417-MG)
Embrapa Cerrados

Contatos para a imprensa

Telefone: (61) 3388-9945

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

II Congresso Mundial de ILPF será nos dias 4 e 5 de maio – 01/02/2021

O II Congresso Mundial sobre Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que seria realizado no mês de junho do ano passado em Campo Grande, MS, não aconteceu devido a pandemia de coronavirus, já tem uma nova data: a Comissão Organizadora decidiu realizar o evento de forma 100% digital durante os dias 4 (terça-feira) e 5 (quarta-feira) de maio. A secretária executiva da Comissão Organizadora, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Lucimara Chiari, garante que o evento será dinâmico, com palestras mais curtas e sem perda de conteúdo.

No Congresso serão tratados temas como desafios e oportunidades para ILPF no mundo, soluções e demandas das empresas do agronegócio, cenários e tendências da ILPF, soluções e demandas de produtores, políticas públicas, inovação entre outros. Para apresentar e discutir os temas o Congresso contará com especialistas de vários países como dos EUA, Europa, Austrália e América Latina. 

O objetivo do Congresso é propiciar um fórum de discussão, com aprofundamento teórico e aplicações práticas sobre aspectos tecnológicos e de sustentabilidade econômica e ambiental de sistemas agrícolas consorciados que combinem a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta na mesma área e com uso eficiente de insumos, que são fundamentais para a segurança alimentar no futuro.

“A nossa expectativa é reunir, em dois dias, cerca de mil pessoas e proporcionar muita troca de conhecimento e experiência, informações atualizadas da pesquisa com a ILPF, apresentar o que tem sido feito, resultados obtidos, experiências vivenciadas por produtores, além de debatermos inovações, sustentabilidade e segurança alimentar”, ressalta Lucimara Chiari.
A pesquisadora informa que o evento será totalmente virtual, auditório, feira de estandes, acesso aos pôsteres lembrando-se da oportunidade de se formar uma rede de relacionamento. “Os sistemas de ILPF representam uma tecnologia de extrema importância no Brasil e no mundo e por esse motivo não desistimos de continuar com as ações para a realização do Congresso mesmo na pandemia”, diz Chiari. 

A participação no evento será feita por meio de inscrição. Está garantido o certificado de participação. Para saber mais como validar a participação o interessado deverá entrar na página: https://www.wcclf2021.com.br/inscricao
O II Congresso Mundial de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é uma realização do Mapa, Embrapa, Rede ILPF, Famasul e Semagro.
Informações gerais sobre o evento podem ser conhecidas clicando aqui 

 

Eliana Cezar Silveira (15.410/SSP-SP)
Embrapa Gado de Corte

Contatos para a imprensa

Telefone: 67 3368-2142

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/