Confira os eventos on-line sobre ILPF que foram realizados nos últimos dias

VI Simpósio de ILPF do Estado de SP – 19 e 20/11

O evento foi promovido pela Embrapa Pecuária Sudeste e discutiu as principais metodologias, inovações e soluções da integração lavoura-pecuária (ILP) e da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) para o estado de São Paulo.

Painel Culturas em Sistemas ILPF – https://youtu.be/zcMC2fIkdu0

Painel Árvores no sistema integrado – https://youtu.be/rdZkNQoweSA

Painel O animal no sistema integrado – https://youtu.be/IXct4_1Duo8

Painel Sustentabilidade dos sistemas integrados – https://youtu.be/kFCfF9Mflt4

Live da série Amazônia em Foco: Intensificação da atividade pecuária. Link:  https://youtu.be/aRS2sLRkP7U

 

10º Dia de Campo sobre Sistemas Integrados de Produção Agropecuária – 28/11 e 05/12

Realizado de maneira on-line pela primeira vez, o evento promovido pela Embrapa Agrossilvipastoril teve sua programação dividida em dois dias. No primeiro, o foco foram as estratégias em sistemas ILPF, com apresentações sobre os três componentes e também sobre sistemas agroflorestais. No segundo dia, o evento abordou consórcios forrageiros para segunda safra, seja em sistemas ILP ou para o plantio direto na palha. Além disso, a qualidade do solo foi discutida, com apresentações sobre o BiomaPhos e o BioAS.

 

Link do dia 28/11 – https://youtu.be/aHGG3gnTFj4 

Link do dia 05/12 – https://youtu.be/7WlryTF4E1g 

 

Cerca elétrica como ferramenta de manejo do pastejo em sistema de ILPF – 30/11

Palestra promovida pelo Grupo de Pesquisas em ILPF (GIntegra) do Maranhão, com participação da Embrapa Cocais.

https://youtu.be/kRzhHhPOW28 

 

– Live da série Amazônia em Foco: Intensificação da atividade pecuária – 03/12

Parte da série Amazônia em Foco, este evento debateu a intensificação da pecuária na região amazônica, abordando os métodos e tecnologias como a implantação de sistemas integrados, suplementação bovina, recuperação de áreas degradadas, manejo e arborização de pastagens.

https://youtu.be/aRS2sLRkP7U 

– Sistema Antecipe
Este evento apresentou o sistema Antecipe, um sistema inédito de produção de grãos, desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo (MG), que promete incrementar ainda mais a produção da soja e do milho safrinha. Trata-se de um método de cultivo intercalar que possibilita a redução dos riscos causados pelas incertezas do clima durante a segunda safra. Resultado de 13 anos de pesquisas, a tecnologia é composta por três pilares: um sistema inédito de produção de grãos, uma semeadora-adubadora exclusiva e um aplicativo para auxiliar o produtor a tomar as melhores decisões.

Na prática, o Sistema Antecipe começa com a semeadura mecanizada da cultura do milho nas entrelinhas da soja, quando a leguminosa está na fase de enchimento de grãos, a partir do estádio R5. Na hora da colheita, o milho é cortado junto com a soja, ficando apenas um pequeno caule de cada planta de milho. Só que, nesse momento, toda a lavoura de milho já está implantada, com raízes em pleno desenvolvimento e pronta para continuar crescendo.

https://youtu.be/XTJ0lHg3zts 

Pesquisa agropecuária usa blockchain para rastrear cadeia da cana-de-açúcar – 08/10/2020

Tecnologia blockchain está sendo aplicada na cadeia produtiva da cana-de-açúcar

 

  • Blockchain gera registro público, impedindo alterações e fraudes.

  • Por meio de código QR em produtos da usina, será possível saber informações sobre todas as etapas da produção.

  • Dados sobre origem do produto e dos insumos empregados, além de muitos outros, serão também acessíveis. 

  • Recurso poderá ser empregado na contabilização de créditos de descarbonização do programa nacional de biocombustíveis, o Renovabio.

  • Tecnologia envolverá monitoramento por satélite.

  • Imagens aéreas de canaviais permitirão diagnóstico rápido de doenças e pragas.

  • Sistema-piloto será testado pela cooperativa Coplacana.

A tecnologia de blockchain, usada largamente para registro de transações financeiras, está sendo aplicada em um projeto de pesquisa inovador, conduzido pela Embrapa em parceria com o setor que atua na cadeia produtiva da cana-de-açúcar. A ideia é gerar uma ferramenta que armazene, registre, organize e rastreie os processos e produtos agroindustriais dessa cadeia, garantindo maior confiabilidade e segurança das informações fornecidas ao consumidor sobre a origem das matérias-primas e insumos.

Por meio de cooperação técnica com a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), a Safe Trace e a Usina Granelli, a Embrapa iniciou pesquisas para a geração de ativos e soluções tecnológicas baseados em inteligência artificial, rastreabilidade e sensoriamento remoto. Os trabalhos em campo, liderados pela Embrapa Informática Agropecuária (SP), tiveram início este ano. Dois experimentos são conduzidos em conjunto com produtores de Piracicaba e Tambaú; outro é realizado em Charqueada, todos municípios no interior do estado de São Paulo.

“Há uma demanda recorrente na agricultura pela rastreabilidade dos produtos e processos”, conta Stanley Oliveira, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Informática Agropecuária. “Em geral, sistemas baseados em blockchain proporcionam uma forma segura e distribuída para fornecer informações no âmbito de uma cadeia produtiva agrícola, ou de quaisquer outros processos agroindustriais, permitindo rastrear informações como a origem do produto e de insumos, o uso de agrotóxicos na lavoura, entre outras, atendendo às exigências dos consumidores”, exemplifica.

O termo em inglês significa cadeia de blocos, ou seja, a tecnologia permite que as informações sejam registradas em uma sequência de blocos, funcionando como um registro público e impedindo alterações ou fraudes nos processos. “Entre as principais vantagens está a invariabilidade das informações para todos os elos, criando assim um caminho confiável de procedência que fortalece toda a cadeia produtiva”, explica o pesquisador da Embrapa Alexandre de Castro.

Com o desenvolvimento de um sistema de rastreabilidade usando blockchain, as embalagens dos produtos da usina parceira vão receber um selo “Tecnologia Embrapa” e um código QR. Assim, será possível disponibilizar todas as informações coletadas, desde a produção no campo até a chegada ao consumidor final, passando pela moagem da cana-de-açúcar, extração na usina, distribuição e comercialização desses produtos. As ações atendem ainda aos anseios da sociedade por produtos mais saudáveis, além da exigência do mercado internacional em saber como os alimentos são produzidos.

“A adoção de tecnologia blockchain pelos cooperados da Coplacana vai proporcionar um ganho efetivo de mercado, uma vez que os elos agrícola, industrial, certificador e distribuidor envolvidos na cadeia produtiva passarão a estabelecer uma relação de confiabilidade nos dados compartilhados”, afirma o pesquisador da Embrapa Fábio Cesar da Silva. “O consumidor também ganha mais transparência,  elegendo produtos com uma rastreabilidade confiável, além de maior segurança alimentar e ambiental”, complementa.

O acordo com a cooperativa inclui a geração de processos agropecuários, softwares, modelos, banco de dados e metodologia técnico-científica. Por meio da parceria, ainda será criada uma tecnologia baseada em sensoriamento remoto para organizar, processar e disponibilizar em nuvem imagens de satélite proximais, suborbitais e orbitais, aplicadas a análises de lavouras da cana-de-açúcar, que vão contribuir para apoiar o planejamento e o controle operacional da cultura, tanto na fazenda como em talhões.

Outra novidade é que imagens aéreas de canaviais serão usadas em uma solução tecnológica para detecção de doenças das plantas e pragas daninhas, deficiências nutricionais, estresse hídrico e estimativas de produção de biomassa. O diagnóstico vai permitir aos produtores a adoção de medidas de controle com mais rapidez e eficiência.

“É um novo modelo de trabalho com esses cooperados, que traz segurança e promove maior integração, já que estão participando das pesquisas e do desenvolvimento das soluções e contando com a expertise da Embrapa”, destaca Francisco Severino, gerente técnico corporativo da Coplacana. Com 71 anos de atuação no mercado, a cooperativa firmou o acordo com a Embrapa no fim de 2019. “É o primeiro investimento da história da Coplacana em pesquisa, a primeira parceria dessa natureza”, comemora.

Rastreabilidade no RenovaBio

A tecnologia blockchain também apresenta inúmeras vantagens com relação à segurança criptográfica de dados. Além de custodiar informações de interesse de consumidores da cadeia produtiva sucroalcooleira, nos modelos empresa para empresa (B2B, na sigla em inglês) e empresa para consumidor (B2C), o sistema  de rastreabilidade que será implantado na Usina Granelli vai armazenar dados primários de custódia da Política Nacional de Biocombustíveis, o programa RenovaBio.

A custódia das informações ao longo do fluxo de produção é considerada crucial para identificar gargalos econômicos e tecnológicos do setor, ajudando na assertividade das medidas corretivas e alavancagem na emissão de créditos de descarbonização (Cbios). Por isso, a equipe do projeto está trabalhando no desenho dos processos agroindustriais para rastrear os Cbios, além de fazer o levantamento de certificações de interesse estratégico do programa.

Uma solução tecnológica de blockchain que será desenvolvida pela Embrapa e pela Safe Trace poderá ser empregada em toda a cadeia produtiva, passando pela produção de matéria-prima, industrialização e comercialização dos Cbios. Essa tecnologia será capaz de registrar, armazenar, organizar, rastrear e disponibilizar informações coletadas ao longo da cadeia, desde a implantação no campo até as etapas finais de extração, tratamentos, fermentação e destilação para etanol nas unidades agroindustriais.

“A parceria realizada entre a Usina Granelli, a Embrapa e a SafeTrace será algo primordial e revolucionário no setor sucroenergético. Trabalhos de rastreamento sempre foram vistos na pecuária e no cultivo de grãos, contudo não havia histórico dessa tecnologia na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, embora este seja o cultivo mais antigo de nosso País, remetendo à época do Brasil Colônia”, lembra Mariana Abdalla Granelli, diretora jurídica da Usina.

Para ela, as vantagens da cooperação serão sentidas tanto pelo agricultor e indústria, quanto pelo consumidor, uma vez que a qualidade do produto final será garantida pelo rastreamento feito pela SafeTrace e chancelada pela Embrapa, agregando valor na venda do açúcar mascavo. “O agricultor terá capacidade de avaliar as práticas de manejo de suas terras, possibilitando um controle mais assertivo dos tratos culturais e rendimentos de sua plantação. Já para a agroindústria, essa nova tecnologia permitirá maior comando e gerência sobre os processos industriais, tornando-os padronizados e mais precisos”, diz.  

Confiança e transparência em todo o processo

Blockchain é uma tecnologia de registro descentralizado, ou seja, um livro-razão distribuído que utiliza códigos de autenticação criptográfica como medida de segurança. Assim, são atribuídas assinaturas digitais às informações registradas, que garantem imutabilidade e transparência nas transações, substituindo processos manuais de verificação de autenticidade e criando um ambiente de confiança de dados compartilhados entre os participantes de cadeia.

O principal objetivo é trazer mais transparência e confiabilidade ao processo de compartilhamento de informações, beneficiando todos os interessados que atuam na cadeia. Sistemas de criptografia ainda permitem que os dados trafeguem na rede com mais rapidez e sejam acessados de forma absolutamente segura, garante Rodrigo Argüeso, presidente da Safe Trace. A empresa, em parceria com o CPQD, já emprega a tecnologia na produção de carne bovina, café, frutas, legumes e verduras.

Essa é uma tecnologia inovadora que está sendo trazida para um setor tradicional do agronegócio, cuja produção é geograficamente muito distribuída, do norte ao sul do País, de acordo com o presidente da Safe Trace. “Capturar essa informação e guardá-la de forma segura, para fácil recuperação daqueles que estão autorizados, é o nosso negócio; há um bom tempo estamos fazendo isso com blockchain”, afirma.

Embrapa Meio Ambiente (SP) e a Embrapa Informática Agropecuária também estão desenvolvendo outras soluções tecnológicas digitais para aprimorar o processo de certificação do RenovaBio. Pelo potencial impacto que a tecnologia de blockchain pode provocar no setor, algumas empresas já formalizaram interesse em que as pesquisas sejam estendidas às cadeias de etanol de milho e biodiesel de soja, por exemplo.

“É uma satisfação estarmos agora em uma cadeia tão importante como a da cana-de-açúcar, trabalhando em conjunto com a Embrapa. Esperamos que isso se estenda a outras cadeias produtivas. Em conjunto, temos muito a contribuir para a evolução e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, ressalta Argüeso. 

Tecnologias digitais transformam o campo

As tecnologias digitais estão transformando o cenário da agricultura brasileira. Inovações nas áreas de automação, robótica e inteligência artificial, aliadas a recursos de internet das coisas (IoT), computação em nuvem, infraestrutura computacional e conectividade no campo, podem ajudar a implementar soluções tecnológicas com potencial de provocar grande impacto nos sistemas produtivos, reduzindo custos, melhorando a eficiência, a qualidade e ainda aumentando a renda do produtor.

VII Plano Diretor da Embrapa (PDE) 2020-2030 aponta a oportunidade de nova transformação agrícola baseada em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Segundo o documento, os avanços na fronteira do conhecimento em intensificação sustentável – especialmente os sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta (ILPF), as tecnologias digitais, como drones, sensores, IoT, inteligência artificial e blockchain, a bioeconomia, a gestão de risco agrícola e a convergência tecnológica representam o alicerce da nova agricultura brasileira.

Essa agricultura “deverá gerar mais valor para as cadeias produtivas e para a sociedade, ao mesmo tempo em que assegurará a oferta de mais e melhores produtos, garantindo, assim, a segurança alimentar da sociedade brasileira e provendo a preservação da base dos recursos naturais. Além disso, contribuirá, cada vez mais, para o desenvolvimento regional e o bem-estar das populações rural e urbana”, enfatiza o PDE.

As inovações tecnológicas também estão entre as tendências identificadas pelo estudo “Segurança alimentar pós-covid-19: megatendências dos sistemas alimentares globais”, elaborado pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire) da Embrapa. Os reflexos da adoção da agricultura digital e de precisão nos próximos 20-30 anos serão, principalmente, aumentos de produtividade, economias de escala e readequação do uso da mão de obra agrícola.

Foto: Magda Cruciol

 

Nadir Rodrigues (MTb 26.948/SP)
Embrapa Informática Agropecuária

Contatos para a imprensa

Telefone: (19) 3211-5747 – (19) 99204-6401

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

 

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Artigo: Por que o solo é tão importante quanto a água e o ar? – 04/12/2020

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estabeleceu o dia 5 de dezembro como o Dia Mundial do Solo. Podemos nos perguntar por que celebrar o solo? Muitas pessoas ainda não conhecem ou percebem a importância dos solos, e não sabem os riscos que correm se este recurso não for conservado. Para começar, o solo é um recurso natural não renovável. Ou seja, o solo que estamos perdendo por erosão, desertificação ou salinização não recuperamos mais, pois o processo de formação do solo é muito lento.

Normalmente nos preocupamos muito com a disponibilidade e qualidade da água, com a qualidade do ar, mas não podemos esquecer do solo! Esta fina camada que recobre a Terra é a responsável pela produção da maior parte do nosso alimento, das fibras e da bioenergia. Além disso, o solo tem funções básicas e muito importantes para nossos ecossistemas.

O solo fornece nutrientes essenciais para as nossas florestas e lavouras, filtra a água e ajuda a regular a temperatura e as emissões dos gases de efeito estufa. Os solos das florestas e das nossas pastagens e lavouras têm o potencial de contribuir para mitigar as emissões por meio do sequestro de carbono da atmosfera na forma matéria orgânica. Os solos são um grande reservatório global de carbono, armazenando mais carbono orgânico do que a vegetação. 

Mas, infelizmente, os solos nem sempre são manejados da maneira mais adequada para favorecer o clima e a qualidade da água. Muitos solos que poderiam sequestrar o carbono da atmosfera estão liberando-o, adicionando dióxido de carbono na atmosfera e intensificando as mudanças climáticas. Mas o solo contém cerca de três vezes mais carbono do que a atmosfera, o que significa que fazer mudanças estratégicas na forma como os sistemas de solo são usados pode desempenhar um papel importante no combate às mudanças climáticas. Além disso, solos bem manejados têm sua estrutura preservada, favorecendo a infiltração de água, aumentando a recarga dos lençóis freáticos e evitando o escorrimento superficial e enxurradas, levando à diminuição das enchentes e da erosão.

O solo em sua condição natural exerce muito bem estas funções. E o grande desafio está em preservar o meio ambiente (e o solo é parte dele), garantindo a produção de alimentos, fibras e bioenergia para uma população que cresce e se torna cada vez mais exigente em qualidade.

Preocupada com isso, e equipe de pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) tem desenvolvido estudos para indicar as melhores práticas de manejo dos sistemas de produção agropecuários, que possam juntar altas produções com a preservação ambiental e com o bom funcionamento do solo. Para isso, a recuperação de pastagens degradadas é um dos pontos chave, pois pastagens mal manejadas levam a perdas de qualidade, produtividade, deixam o solo exposto e abrem caminho para a degradação pela erosão.

A integração lavoura-pecuária-floresta é um sistema de cultivo em consórcio ou rotação que permite o cultivo de culturas anuais (como soja, milho, por exemplo), com pastagens e com árvores, tudo na mesma área e na mesma safra. Vários resultados de pesquisa indicam que estes sistemas são tecnicamente adequados e podem contribuir com a intensificação sustentável. Mas nossas pesquisas estão indo além, e estamos unindo os princípios da física, biologia e química para entender como os solos funcionam com estas novas formas de cultivo.

Para desenvolver estas pesquisas multidisciplinares foram feitas parcerias com UFSCar, USP, UFPR e CENA, além de outros centros de pesquisa da Embrapa, como a Embrapa Florestas e Instrumentação. Os resultados têm mostrado que os solos sob sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) podem incorporar grande quantidade de carbono na forma de matéria orgânica, e esta matéria orgânica tem excelentes características químicas que indicam que está estocada de forma estável com poucas chances de perda.

As pesquisas com a biologia do solo indicam que há grande diversidade de organismos nos solos de cultivos integrados. Estudos da área de física têm demonstrado que estes solos apresentam uma excelente estrutura, proporcionando infiltração de água em quantidade e, com isso, reduzindo o potencial de erosão do solo. Há melhoria na química do solo, especialmente por esse maior conteúdo de matéria orgânica, com maior disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Todas estas propriedades indicam que, sob cultivos integrados, há solos de qualidade e saudáveis, pois estão desempenhando todas as suas funções e ainda garantindo a produção de plantas, animais e a o abastecimento de seres humanos. Mas, além das pesquisas, é necessário também divulgar estes resultados para a os produtores, técnicos e para sociedade.

Por isso, a Embrapa Pecuária Sudeste tem atuado fortemente na capacitação técnica, por meio de cursos, palestras e dias de campo para demostrar estes resultados. E na quinta-feira (03/12) realizamos mais uma etapa da capacitação de técnicos da Cocamar (Maringá-PR) e o tema abordado foi a “Qualidade do solo em sistemas ILPF”, para celebrar a data e despertar, cada vez mais, a importância de cuidarmos dos nossos solos. 

 

Alberto Bernardi
Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa

Banco de dados compartilha dados geoespaciais do Projeto Carne Carbono Neutro – 04/12/2020

 

Cientistas da Embrapa disponibilizaram uma publicação gratuita que apresenta um tutorial para orientar o acesso aos 48 dados e metadados geoespaciais das Unidades de Referência Tecnológicas (URTs) do Projeto Carne Carbono Neutro (CCN), usando a ferramenta GeoNode. O GeoNode é uma plataforma livre que possibilita a catalogação, em formato vetorial ou raster, de dados geoespaciais, e podem ser combinados configurando um mapa. 

O desenvolvimento da base de dados geoespaciais, além de atender aos objetivos de identificar as URTs, organizar o banco de dados geoespaciais das URTs (cada URT possui diferentes sistemas de produção – extensivos e de integração) e acesso e consulta aos dados geoespaciais disponíveis, também procurou exemplificar e fomentar a organização, o armazenamento, a preservação e o compartilhamento de dados espaciais de projetos de pesquisa da Embrapa, como preconizado pela Infraestrutura de Dados Espaciais da Embrapa (GeoInfo). O acesso à base de dados pode ser realizado por aqui

A pesquisadora Sandra Nogueira, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e uma das autoras da publicação, explica que para entender a relevância da base de dados é importante entender os objetivos do Projeto CCN, que busca atestar, mediante um protocolo determinável e auditável, que a produção de carne bovina em sistemas de integração silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF) proporcione a neutralização das emissões de metano entérico, melhor conforto térmico aos animais em pastejo, além de incorporar diretrizes para o adequado manejo da pastagem e para produção de carne de qualidade (Protocolo CCN).

Este protocolo está sendo validado em oito URTs, distribuídas em oito estados: URT Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS); URT Fazenda Santa Maria, em Campos Lindos (TO); URT Fazenda Lagoa dos Currais, em Curvelo (MG); URT Fazenda Santa Lídia, em Diamante do Norte (PR); URT Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO); URT Fazenda Mogiguaçu, em Paragominas (PA); URT Fazenda Boa Aguada, em Ribas do Rio Pardo (MS); URT Fazenda Canchim, em São Carlos (SP) e URT Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT). As URTs possuem tamanho médio de 79,7 ha. As localizadas em Campos Lindos, Curvelo e Diamante do Norte possuem áreas superiores a 100 ha. As demais URTs possuem área inferior a 50 ha. 

Sandra ressalta que as funcionalidades de controle de acesso permitem que informações organizadas no GeoNode sejam acessadas por diferentes usuários, tanto das instituições acadêmicas, como da iniciativa privada. Os usuários poderão ter uma visão geral sobre as possibilidades de composição de espécies de forragens e florestais em sistemas integrados, os espaçamentos utilizados para as espécies florestais, assim como outras informações de manejo animal e vegetal dos sistemas de produção.

Atualmente, os responsáveis técnicos pelas URTs estão finalizando os respectivos indicadores ambientais e de produtividade anuais. Assim que disponibilizados para a equipe da Embrapa Meio Ambiente, estas informações serão incorporadas ao banco de dados geoespaciais das URTs do Projeto CCN. 

Informações adicionais sobre o projeto podem ser obtidas  aqui. 

A Circular Técnica 30, é de autoria de Sandra Nogueira, Roberto Giolo de Almeida (Gado de Corte), Gustavo Bayma e Elias Gomes de Almeida, também da Embrapa Meio Ambiente.

 
Foto: Kadijah Suleiman 

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

Contatos para a imprensa

Telefone: 19992626751

Dia de campo on-line aborda qualidade do solo em sistemas integrados de produção agropecuária – 10/12/2020

Primeira parte do dia de campo abordou estratégias em ILPF. Segunda focará em consórcios e qualidade do solo

O 10º Dia de Campo sobre Sistemas Integrados de Produção Agropecuária, promovido pela Embrapa Agrossilvipastoril, terá sua segunda parte neste sábado, dia 5, a partir das 7h30 no horário de Mato Grosso (8h30 no horário de Brasília). O evento traz como tema principal a qualidade do solo em sistemas integrados, mostrando tecnologias da Embrapa para avaliação e melhoria do solo.

O dia de campo ocorre de forma on-line, com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no Youtube, no endereço https://youtu.be/7WlryTF4E1g.

Os dois primeiros blocos da programação terão apresentações sobre diferentes tipos de consórcios forrageiros e suas recomendações, tanto para pastejo animal quanto para cobertura do solo pré cultivo de soja ou outra lavoura de safra.

O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril abrirá a programação falando sobre as recomendações dos consórcios para pastejo. Na sequência, os professores da UFMT Arthur Behling e Onã Freddi apresentação dados sobre a produção de biomassa e estoque de nutrientes e proteína bruta nos consórcios, além dos principais efeitos dos consórcios na física do solo e na cultura da soja.

No segundo bloco, o trio da Embrapa, formado pelos pesquisadores Flávio Wruck e Flávio Tardin e pelo analista Orlando Oliveira Junior, apresentará características, benefícios e recomendações de uso de consórcios de braquiárias com girassol, sorgo e milho com leguminosas.

O terceiro e último bloco mostrará duas tecnologias recém lançadas pela Embrapa. A primeira delas é o inoculante solubilizador de fósforo BiomaPhos. A pesquisadora Christiane Paiva, da Embrapa Milho e Sorgo, é quem apresentará esse produto que ajuda a reduzir custos de produção. Na sequência, Renato Alves, do Laboratórios Solos e Plantas, falará sobre o BioAS, método de análise microbiológica do solo, que traz para o produtor indicadores sobre a saúde do solo em sua propriedade.

Ao fim de cada bloco, Anderson Ferreira, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agrossilvipastoril e moderador do dia de campo, conduzirá um bate papo com os palestrantes, no qual os internautas poderão fazer suas perguntas pelo chat.

 Esta será a segunda parte do 10º Dia de Campo sobre Sistemas Integrados de Produção Agropecuária. A primeira metade foi realizada no último sábado e teve as estratégias em sistemas ILPF como tema central. A gravação está disponível no canal da Embrapa no Youtube, no endereço https://youtu.be/7WlryTF4E1g.

Realizado pela primeira vez no formato on-line, esse dia de campo conta com patrocínio da Unipasto e Vida Rural MT. Apoiam ainda a iniciativa a Acrimat, Acrinorte, Bioma, Empaer, Flora Sinop, Gepi, Imea, Laboratório Solos e Plantas, Rede ILPF, Senar-MT, Prefeitura de Sinop e UFMT.

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br

RS: produtor aposta em ILPF para movimentar a propriedade – 04/12/2020

O produtor Ruben Kudiess trabalha com ILPF no noroeste do RS

Promover a geração de renda na propriedade durante o ano inteiro é objetivo da família Kudiess, em Chiapetta, no noroeste do RS, que aposta na Integração Lavoura-pecuária-floresta (ILPF) para otimizar a estrutura produtiva. A área também vai gerar resultados de pesquisas para orientar a adoção dos sistemas integrados.

Desde a fundação na década de 60, a propriedade da família Kudiess trabalha de forma integrada com lavoura de grãos e pecuária em Chiapetta, no Rio Grande do Sul. Nos anos 2000, os irmãos Manfred e Ruben Kudiess passaram a atuar no mercado de sementes, como primeiros multiplicadores do trigo de duplo propósito, com cultivares desenvolvidas pela Embrapa destinadas ao pastejo dos animais com posterior colheita de grãos. O uso da tecnologia exigiu a profissionalização para trabalhar com sistemas integrados, com a atualização constante dos conhecimentos diante da necessidade de validar o produto para os clientes da Sementes Cometa.

Após quase 20 anos trabalhando com integração lavoura-pecuária (ILP), o produtor Ruben Kudiess decidiu apostar também no componente florestal e, em 2019, destinou 54 hectares para integrar lavoura de grãos com engorda de bovinos e produção de madeira. O sistema ILPF corresponde a 5% da propriedade e conta com 18 renques de árvores, cada renque com três fileiras de eucaliptos, totalizando 600 árvores por hectare.

No primeiro ano, a integração iniciou no verão, com milho para grãos e engorda dos animais com pastagem perene de Aruana (espécie de Panicum maximum). No inverno, o produtor investiu em pastagem de trigo duplo propósito e trevo vesiculoso em sobressemeadura no Aruana. “A ideia é utilizar a área com ILPF principalmente no verão, trazendo os animais para a pastagem com conforto térmico das árvores e liberando as outras áreas para a lavoura de soja. No inverno, vamos aproveitar a integração para produzir pasto, ajudando também a reduzir o vazio forrageiro nos meses de primavera e outono. É um planejamento que movimenta toda a propriedade”, conta Ruben.

No total dos 54 hectares com ILPF, 14% da área foi destinada às árvores, cobrindo cerca de 8 ha. A aposta do produtor no eucalipto se deve ao maior conhecimento sobre o manejo da espécie e ao crescimento rápido da árvore. A partir do quinto ano, deverá começar o raleio com a extração de lenha, que deverá suprir parte do secador de grãos, com excedente para comercialização.

O potencial de produção de lenha foi estimado em 80 m³/ha/ano, mas como a lenha representa menor valor agregado, grande parte das árvores serão manejadas visando qualidade na produção da madeira. “O principal desafio no componente florestal é o manejo, de forma a equilibrar a penetração da luz para o desenvolvimento das pastagens”, conta Kudiess, lembrando que o trabalho de raleio deve se intensificar entre o quarto e o quinto ano.

Entre as vantagens do sistema ILPF, Ruben Kudiess faz questão de destacar o bem estar-animal: “O gado gosta de SPA: Sombra, Pasto e Água. Em função do conforto térmico, estimo o aumento no ganho de peso dos animais entre 15 a 20%, melhorando também a conversão alimentar”.

O microclima criado pelas árvores favorece tanto o solo quanto os animais, protegendo das geadas no inverno e do sol no verão. “Com as árvores atuando como quebra-vento e sombra, a umidade do solo também deve melhorar, o que pode representar um aumento de até 60% no crescimento das pastagens, especialmente em anos de estiagem”, estima o produtor. Segundo ele, o benefício também pode ser observado no inverno, quando as árvores podem reduzir o impacto das geadas, garantindo a oferta de pastagens por mais tempo.

Conheça o trabalho de ILPF no vídeo com o produtor Ruben Kudiess:

Interação no aprendizado

O trabalho do produtor é acompanhado por uma equipe da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS). A base de conhecimentos é a Rede ILPF, que reúne profissionais das mais diversas especialidades com o objetivo de acelerar a adoção das tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta por produtores rurais visando a intensificação sustentável da agricultura brasileira.

“Cada propriedade tem particularidades de solo, clima, perfil de produção que exigem a adaptação dos conhecimentos sobre sistemas integrados. A participação ativa e até a ousadia do produtor são decisivos nesse processo de adoção do ILPF, já que não existe receita pronta, é experimentar e ajustar o que temos disponível para cada região de forma a atender as necessidades do produtor”, explica o pesquisador Renato Fontaneli.

Para Ilvandro Barreto de Melo, engenheiro agrônomo da Emater/RS, as dificuldades do produtor em trabalhar com sistemas integrados também representam oportunidades de aumentar a renda: “Tiramos as árvores para a entrada das lavouras no RS na década de 1950, mas não abandonamos o gado. Agora precisamos recolocar as árvores, tanto por demanda legal quanto pela consciência dos benefícios do componente florestal para o sistema. Mas trabalhar de forma integrada aumenta os desafios no manejo. Não basta entender só de lavoura, ou só de árvores ou só de pastagens. É preciso ver a propriedade no todo, um sistema produtivo mais complexo, mas também com maior possibilidade de ganhos e maior estabilidade financeira, já que não depende de apenas um fator de produção”.

 

Impactos no solo

Uma das atividades de acompanhamento da pesquisa na área com ILPF na propriedade da família Kudiess busca avaliar possíveis alterações na qualidade do solo ao longo dos anos.Definido como marco zero na implantação do sistema ILPF, em julho de 2020, foi realizada a amostragem em 12 trincheiras abertas no solo para coletas estratificadas de 5 em 5 cm até 40 cm de profundidade. As análises apontaram um solo já com boa qualidade, presumidamente em função da integração da lavoura com pecuária que já era realizada nesta área.

“Observamos nas amostras bons índices para nutrientes importantes como potássio, cálcio, magnésio e fósforo”, conta o analista de transferência de tecnologias Marcelo Klein. As coletas deverão ser realizadas novamente no período de cinco anos para avaliar os atributos de fertilidade que sofreram alterações na área: “Acreditamos que os ácidos orgânicos gerados pelo esterco e pela urina dos animais serão capazes de neutralizar o alumínio tóxico do solo, aumentando a saturação de bases e dispensando correções com calagem. Vamos tentar confirmar esta hipótese com este experimento de ILPF nas condições de clima e solo do noroeste do Rio Grande do Sul”.

Conheça mais produtores que estão investindo em ILPF no site https://www.redeilpf.org.br/index.php/quem-ja-usa

 

Joseani Antunes (MTb 9693/RS)
Embrapa Trigo

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Ministra quer participação ativa da Embrapa na atualização do Plano ABC – 02/12/2020

Reunião tratou de temas como Plano ABC, balanço do ano e Congresso de Soja

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, esteve na sede da Embrapa na segunda-feira, 30 de novembro, e manteve reunião de aproximadamente três horas com o presidente da Embrapa, Celso Moretti. Eles discutiram uma ampla agenda, mas que teve como destaque alternativas para o Brasil avançar no uso da agricultura de baixo carbono.

A intenção da Ministra é atualizar o Plano ABC, com a incorporação de novas soluções tecnológicas e, ao mesmo tempo, ampliar o uso de estratégias relacionadas à sustentabilidade agrícola no Brasil a partir de tecnologias consolidadas como controle biológico, fixação biológica de nitrogênio, tratamento de dejetos e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).  Ela quer o envolvimento da Embrapa nesta atualização do Plano ABC.

O Programa ABC

Agricultura de Baixa Emissão de Carbono -, liderado pelo Mapa, com a participação ativa da Embrapa, tem como objetivo estimular os agricultores a adotarem técnicas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Fazem parte das alternativas do Plano ABC, soluções de recuperação de pastagens degradadas, sistemas de ILPF, agroflorestais (SAFs) e plantio direto (SPD), fixação biológica de nitrogênio (FBN), florestas plantadas (FP) e tratamento de dejetos animais (TDAs) e a adoção de sistemas integrados de produção como medida mitigatória. Também há disseminação de práticas de agricultura de baixa emissão de carbono e o engajamento de produtores em obter retorno econômico com preservação do meio ambiente.

Mercado de carbono é bilionário

Moretti destacou que a Embrapa, a partir do arcabouço do Marco Legal de Ciência e Tecnologia, está investindo em contatos, parcerias, dividindo riscos e benefícios de ações específicas para ampliar a sustentabilidade da agricultura brasileira. Lembrou, por exemplo, o sucesso recente da implantação do Carne Carbono Neutro (CCN), uma marca-conceito que já está nas prateleiras de supermercados. O CCN faz parte da Plataforma Pecuária de Baixa Emissão de Carbono, que envolve também as marcas “carne baixo carbono”, “carbono nativo”, “bezerro carbono neutro” e “couro carbono neutro”, com possibilidades de ampliação. A intenção da Embrapa, manifestada pelo presidente Celso Moretti é ampliar o conceito também para outros produtos agrícolas como arroz e soja, por exemplo.

Para Moretti, o Brasil tem um grande estoque de tecnologias, interesse dos agricultores, há uma disseminação de informações, mas ainda há um enorme potencial para ampliar a adoção e gerar novas tecnologias sustentáveis. Explicou que a Embrapa desenvolveu metodologias, faz monitoramento e possui grupos de pesquisas mobilizados no tema. “Há um mercado bilionário de carbono no mundo e o Brasil pode ser ainda mais protagonista. O agro brasileiro ainda é pouco eficiente na captura de valor disponível no mercado de carbono, que é estimado em aproximadamente US$ 250 bilhões.”

Na discussão foi destacado o interesse da Ministra em ampliar o conhecimento, no exterior, sobre a sustentabilidade da plataforma agrícola brasileira. Ela quer utilizar as informações disponíveis da Embrapa para ajudar o governo a explicar as características únicas da agricultura brasileira em sustentabilidade e uso da ciência.

Balanço de 2020

Moretti também apresentou, na reunião, um balanço da atuação da Embrapa nos últimos meses e uma projeção sobre entregas e prioridades em 2021. A ministra mostrou satisfação especial pela implantação do ERP, que considerou um desafio muito difícil e que foi superado.

Tereza Cristina foi convidada pelo presidente e aceitou o convite para participar do IX Congresso Brasileiro de Soja (IX CBSoja) e do Mercosoja 2021 (www.cbsoja.com.br), a serem promovidos pela Embrapa, de 28 de junho a 1 de julho de 2021, em Foz do Iguaçu (PR).

 
Foto: Jorge Duarte 

Jorge Antonio Menna Duarte (MTb 2.914-DF)
Secretaria de Inteligencia e Relações Estratégicas (Sire)

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Telefone: (61) 991080567

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Embrapa discute a contribuição da ciência na formulação de Políticas Públicas – 02/12/2020

Em 3 dias de evento, foram apresentadas as experiências, desafios e oportunidades de melhoria

A Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e a Secretaria de Relações Estratégicas da Embrapa – Sire (Brasília, DF) realizaram, nos dias 24, 25 e 26 de novembro, o seminário “Políticas públicas: desafios para o planejamento e a programação da Embrapa”.

O evento on-line buscou debater e refletir os desafios da gestão das contribuições da Empresa no apoio de elaboração de Políticas Públicas (PPs), além de apresentar experiências da Embrapa na oferta de conhecimento científico para o embasamento e tomadas de decisão dos atores responsáveis na elaboração dessas políticas.

Políticas Públicas são conjuntos de programas, ações e decisões tomadas pelos governos – sejam nacionais, estaduais ou municipais – com a participação de entes públicos ou privados que buscam assegurar determinado direito para vários grupos da sociedade ou para determinado segmento social, cultural ou mesmo econômico.

Nesse conceito, a Embrapa tem se destacado como órgão que contribui para a elaboração de PPs, um dos pilares da missão da Empresa para entrega soluções de PD&I para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade brasileira.

Por deter elevada expertise na sua área de atuação, a Empresa tem tido, ao longo dos últimas quarenta anos, papel de destaque nas discussões e inserção nas diferentes etapas do ciclo das políticas públicas nacionais, que de alguma forma são transversais à agropecuária do País.

Conforme explicou Paula Packer, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, “o evento propiciou uma visão holística das inserções e ações da Embrapa em inúmeras políticas públicas e programadas de governo e ficou clara a necessidade de azeitar todas as participações das equipes, unidades decentralizadas instaladas pelo país e as unidades centrais, em Brasília, para a construção de uma agenda fluida, corporativa, focada na sociedade”.

O trabalho conjunto para a construção de uma estratégia corporativa que contribua para fortalecer as entregas da Embrapa, voltadas para PPs, também é apontado como imprecindível, conforme ressaltou Eduardo Matos, gerente de Macroestratégia da Sire. “Um dos nossos maiores desafios é a organização das informações de forma integrada, para que todos tenham acesso às contribuições da Emprapa para PPs.”

Já Marcos Françozo, supervisor de Políticas Públicas da Sire explicou que o evento foi uma oportunidade para compartilhar desafios e oportunidades, bem como ampliar a sensibilização para esse tema em âmbito corporativo. “Agora, vamos direcionar nossos esforços para que essa aproximação entre equipes técnicas e equipes de gestão se reflita em ações conjuntas nas suas agendas de prioridades”.

O evento

No primeiro dia foi apresentado o painel “Políticas públicas: desafios e oportunidades”, sobre a importância dessas políticas no planejamento governamental, destacando o papel das atividades de PD&I.

Trazendo uma perspectiva para o embasamento e nivelamento na temática, a professora da Universidade Estadual Paulista – Unesp, Ana Cláudia Capella, apresentou uma perspectiva de nivelamento sobre o papel das políticas públicas no planejamento governamental: conceitos, práticas e desafios. Na sua fala, ela recuperou o conceito de Políticas Públicas (PP), visando estabelecer uma discussão conceitual, já que esse é um assunto que vem ganhando importância nos últimos anos, mas é um tema de conceituação polissêmica, que assume uma série de interpretações distintas.  Ana Capella definiu Política Pública como aquilo que “os governos escolhem fazer ou não fazer”. Conforme explicou, essa é uma definição que captura objetivamente quem realmente produz PP, ou seja, o governo. “Embora outros atores possuam poder de influência, eles não são determinantes, uma vez que políticas públicas envolvem o “poder do estado”.

Nesse contexto, a professora destacou a iniciativa do evento, em ser um ambiente de reflexão sobre o lugar que as instituições devem ocupar na elaboração dessas políticas, bem como debater, em alto nível de propostas, o próprio papel da Embrapa nessa circunstância.

O evento prosseguiu com a participação de Daniela Biaggioni, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas – SIRE, que falou sobre o papel da Embrapa no contexto institucional, no sentido de organizar PPs na Empresa e sobre os desafios internos superados nos últimos 5 anos. Ela lembrou que a própria Embrapa foi resultado de um esforço de uma política pública, na qual escolha de governo determinou a criação de uma empresa para fomentar pesquisa agropecuária.

Para fechar o primeiro dia de palestras, o pesquisador Judson Valentim, da Embrapa Acre e presidente do Portfólio Amazônia, palestrou sobre ”Políticas Públicas, Inovação e Desenvolvimento. Judson pontuou que as contribuições da Embrapa em PPs são por demanda ou por iniciativa própria da Empresa, onde a tecnologia é gerada e trabalhada até chegar ao ponto de se tornar uma PP, por meio do envolvimento de diversos atores, em parcerias públicos-privadas, como aconteceu com a Integração Lavoura Pecuária Floresta – ILPF. ” A medida que a Embrapa busca se estruturar melhor em PP, há um reconhecimento da sociedade e que se traduz em credibilidade para a Empresa, no sentido de gerar mais qualidade de vida e bem-estar social e isso não só no âmbito federal, mas também no plano estadual e mesmo municipal,” completou.

No segundo dia, a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, Ana Paula Packer, apresentou o tema “Inovação na gestão de políticas públicas na Unidade”, onde demonstrou as experiências da Unidade nos últimos anos no tocante ao apoio à PPs, na criação de NT ou na participação e interlocução com os atores envolvidos para elaboração de políticas e programas governamentais, dentre os quais  se destacam os incentivos à produção sustentável que viabilizam a redução das emissões de GEE, tais como à política de biocombustíveis o RenovaBio e o Plano ABC que tem por meta a adoção das tecnologias com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissão no setor agropecuário.

Na sequência, o pesquisador Ariovaldo Luchiari e o analista André Minitti, ambos da Embrapa Informática Agropecuária, falaram sobre a gestão das contribuições a políticas públicas a partir da agenda local de PD&I. Luchiari, que participou da criação de Unidades da Embrapa, como a Meio Ambiente (Jaguariúna – SP) e Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas – TO), e falou sobre sua proximidade, no histórico da carreira, com ações de pesquisa e temas que posteriormente se tornaram PPs. Depois, já na Embrapa Informática Agropecuária, Luchiari teve contato com outras funcionalidades na aderência de aptidão da Unidade no apoio às PPs, como o TerraClass, SatVeg, Plantio Certo, entre outras.

Já André Minitti, falou do esforço da Unidade na sistematização dos dados coletados na participação da Unidade em PPs, no sentido de diminuir a reatividade sob demanda e também manter das ações executadas no tema, que podem ser transformadas em gráfico, apresentação ou relatório à qualquer tempo.

O evento ainda contou com as participações do chefe geral da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral – CE), Marco Bomfim, que falou sobre o tema “Conquistas e lições aprendidas na trajetória do Programa Rota do Cordeiro e seus desdobramentos na criação de das outras Rotas”. Segundo Marco, “as políticas públicas são de extrema importância para a agenda da Embrapa, viabilizando o escalonamento das inovações tecnológicas como parceiro patrocinador no desenvolvimento de soluções tecnológicas e no fomento a inovação social, nos mais diferentes níveis de complexidade”, o qual finaliza com o recado de que “Não existe conflito entre ciência, inovação e políticas públicas”.  

A pesquisadora da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), Cátia Urbanetz, que trouxe a experiência da atuação da Embrapa Pantanal na formulação de políticas públicas. Fechando o ciclo do dia, o chefe geral da Embrapa Amazônia Oriental (Belém – PA, Adriano Venturieri, discorreu sobre as contribuições da Embrapa Amazônia Oriental às Políticas Públicas, as inserções a nível regional e estadual, e os desdobramentos que a ciência e a inovação podem dar respostas ao anseio global para sustentabilidade Agroambiental.

No último dia, o assunto foi Políticas Públicas e gestão organizacional na Embrapa, com as estratégias para incorporar de forma sistemática as contribuições para políticas públicas no modelo de planejamento, temas apresentados por Daniella Araújo e Sávio Mendonça, ambos ligados Secretaria de Desenvolvimento Institucional – SDI da Embrapa e Eduardo Matos e Vanessa Pereira, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas – SIRE.

Posteriormente, Cynthia Cury, gerente adjunto da SIRE, falou sobre as Relações Institucionais e Governamentais e Políticas Políticas. Na sequência, Mércio Luiz Strieder, pesquisador e gerente Aadjunto da Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento – SPD, palestrou sobre a contribuição da rede de P&D para  a construção do posicionamento institucional, seguido por Ercílio Santos, da Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento – SPD, com o tema “Desafios para inovação, políticas públicas e a indução da programação,” e Keize Junqueira, da Secretaria de Inovação e Negócios – SIN, finalizando com o tema “Gestec: evidenciando a vinculação de ativos às políticas públicas”.

O evento Workshop Políticas Públicas: desafios para o planejamento e a programação da Embrapa e está disponível no canal do YouTube:

1º dia
https://youtu.be/DoMQYYdyDGw

2º dia
https://youtu.be/LwInpp7kfJs

3º dia
https://youtu.be/Vd_8qiA5bwE

 
 

Marcos Vicente (MTB 19.027/MG)
Embrapa Meio Ambiente

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Programa levará tecnologias para alimentação e melhoramento genético de caprinos e ovinos no Piauí – 30/11/2020

Tecnologia possibilitará assessoria nutricional para criadores de caprinos e ovinos no Vale do Itaim (PI)

As cidades de Paulistana e Betânia do Piauí, na região do Vale do Itaim (PI), receberão, entre os dias 1º e 3 de dezembro, equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), para ações voltadas à implementação de unidades de referência tecnológica e estrutura de laboratórios do programa AgroNordeste. A atuação no território contemplará a validação de soluções tecnológicas para as áreas de nutrição animal e melhoramento genético para a produção de caprinos e ovinos.

Uma dessas articulações do AgroNordeste – programa coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem Embrapa e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida)/Projeto Dom Hélder Câmara entre as instituições integrantes – será para implementação de estrutura de laboratório para análise nutricional, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) – campus Paulistana. O objetivo será usar tecnologia de infravermelho (NIRS) para uma orientação mais precisa sobre a alimentação dos rebanhos de caprinos e ovinos, a partir de 2021, por meio de um serviço de assessoria nutricional.

“Quando o laboratório estiver estruturado, produtores e técnicos da região terão à disposição um serviço de análise nutricional, baseado nesta tecnologia de infravermelho que a Embrapa vem desenvolvendo há 10 anos. Eles poderão levar amostras de fezes dos animais, para termos, com as análises, a informação precisa de qual a dieta que esses animais estão consumindo. Aí poderemos fazer a estimativa de exigência que animal está precisando, fazer sugestões de formulação de suplementos, suprir deficiências e emitirmos boletins de orientação nutricional para a região”, explica o pesquisador Marco Bomfim, chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos.

Inicialmente, o serviço de assessoria nutricional tomará dez propriedades rurais para um projeto piloto. De acordo com Bomfim, o principal objetivo será apoiar produtores rurais a usarem com maior eficiência os alimentos disponíveis e reduzir custos com suplementação. 

“Essa orientação ganha uma importância maior neste momento, em função da elevação do preço de insumos para ração, que chegaram a aumentar 30% neste ano, em função de fatores como exportação, câmbio. Os criadores estão gastando muito com suplementação e precisam de orientação para melhorar a eficiência deste uso”, frisa ele. Nesta semana, Bomfim apresentará a tecnologia e equipamentos de análise para estudantes do IFPI que atuarão no laboratório.

Outra atividade será a visita a cooperativa e propriedades rurais, também em Paulistana, para selecionar rebanhos e definir estratégia de melhoramento genético animal. “Vamos verificar que tipo de animal esses produtores possuem, o que estão buscando, traçar objetivos de seleção e de melhoramento, a partir dessas visitas”, explica o pesquisador Octávio Morais, da área de Melhoramento Genético Animal da Embrapa Caprinos e Ovinos.

A equipe da Embrapa também visitará propriedades para implantação de Unidade de Referência Tecnológica (URT) destinada a avaliar plantas forrageiras adaptadas às condições locais e a implantação de um sistema de produção de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), em Betânia do Piauí. 

As tecnologias para Nutrição, Forragicultura e Melhoramento Genético Animal em caprinos e ovinos também serão levadas a outros territórios de diferentes estados da região Nordeste, por meio do programa AgroNordeste, que também contemplará ações de Sanidade Animal e Tecnologia de Alimentos para caprinocultura e ovinocultura. Além do Piauí, as ações executadas pela Embrapa Caprinos e Ovinos chegarão aos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia. O programa também capacitará agentes multiplicadores nos diferentes territórios, para facilitar o uso e implantação das soluções tecnológicas testadas. O AgroNordeste contemplará pequenos e médios produtores de 230 municípios na região.

 
Foto: Maíra Vergne 

Adilson Nóbrega (MTB/CE 01269 JP)
Embrapa Caprinos e Ovinos

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Embrapa discute estratégias no uso de sistemas integrados de produção agropecuária – 27/11/2020

O produtor que optar por usar alguma modalidade de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em sua propriedade tem à sua disposição uma variedade de estratégias para alcançar os objetivos que almeja. Algumas das alternativas possíveis serão discutidas na programação do próximo sábado, dia 28, do 10º Dia de Campo sobre Sistemas Integrados de Produção Agropecuária, promovido pela Embrapa Agrossilvipastoril.

Nesse ano, devido à pandemia, o evento será realizado on-line, com transmissão pelo canal da Embrapa no Youtube, a partir das 8h30, horário de Brasília, 7h30 em Mato Grosso. Para distribuir melhor a programação, o dia de campo foi dividido em duas partes. A segunda, com foco em consórcios forrageiros e qualidade do solo, será no sábado seguinte, dia 5 de dezembro.

As inscrições antecipadas podem ser feitas pelo site da Embrapa Agrossilvipastoril (www.embrapa.br/agrossilvipastoril).

A programação desta primeira parte do dia de campo será toda focada em resultados de pesquisas realizadas pela Embrapa Agrossilvipastoril, em Mato Grosso. As informações podem servir como referência para que os produtores tomem suas decisões em suas propriedades.

“Até quando fazer lavoura dentro da ILPF é sempre questionado e teremos uma discussão sobre isso. Destaco também resultados sobre o ótimo desempenho da pecuária de corte em sistemas ILPF. Voltado para agricultura familiar, a discussão do SAF, com apresentação de resultados econômicos, associado a importância de um manejo do sistema deverá chamar bastante atenção”, destaca Flávio Wruck, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril e coordenador do evento.

O dia de campo contará com dois blocos de apresentações, com espaço para interação e resposta às perguntas feitas no chat pelos participantes.

Até quando vale a pena produzir grãos em sistemas ILPF?

Enquanto nos sistemas ILP a agricultura tem papel central, dividindo as atenções com a pecuária conforme interesse do produtor e o planejamento da fazenda, nos sistemas com presença de árvores, a lavoura é vista como inviável após certo sombreamento da área.

Durante o dia de campo, entretanto, o pesquisador Ciro Magalhães mostrará que a lavoura pode sim retornar ao sistema mesmo após o crescimento das árvores. Com manejo de copa, fazendo podas e desramas, além da adequação da população de plantas, é possível produzir grãos com a mesma produtividade de áreas não sombreadas.

Comprovada pela pesquisa, essa possibilidade permite ao produtor mudar de estratégia ao longo do tempo, destinando parte da área de silvipastoril para a agricultura, fazendo uma rotação de culturas, quebrando ciclo de pragas e doenças e ainda podendo se adequar ao mercado momentâneo.

“Esses resultados possibilitam mudanças na gestão da propriedade. Se o produtor está querendo desacelerar a pecuária, por exemplo, ele pode fazer o desbaste e modificar um pouco as proporções das atividades. Ele pode ajustar o planejamento e aumentar a área de lavoura em determinado ano”, adianta o pesquisador Ciro Magalhães, que falará mais sobre essa estratégia durante o evento.

Benefícios dos sistemas integrados para a pecuária de corte

Quando feita em sistemas integrados, a pecuária se beneficia de uma melhor pastagem. O fertilizante que não é aproveitado pela lavoura, é usado pelo capim, cujas raízes alcançam maiores profundidades no perfil do solo, gerando forragem em abundância e de melhor qualidade para o gado. O reflexo imediato é o maior ganho de peso dos animais.

O desempenho animal se mostra ainda melhor quando aliado ao conforto térmico, por meio do acesso à sombra disponibilizado por árvores em um sistema silvipastoril.

Os números dessa melhoria de desempenho, em novilhos nelore, serão apresentados pelo pesquisador Bruno Pedreira, que durante três anos acompanhou a produção de forragem e o ganho de peso dos animais em diferentes sistemas produtivos.

Plantar ou não plantar árvores em sistemas ILPF?

As árvores são os integrantes que geram maior receio por parte dos produtores quando se fala em sistemas ILPF. O retorno a longo prazo, a maior complexidade de manejo e o desconhecimento silvicultural são fatores que limitam o uso. Esses e outros desafios serão apresentados pelo pesquisador Maurel Behling, que também mostrará os benefícios do componente arbóreo no sistema, como a melhoria do conforto térmico para animais, proteção contra vento, manutenção da umidade, ciclagem de nutrientes, potencial econômico, entre outros.

Sistemas agroflorestais

Fechando a programação da primeira parte do dia de campo, o analista e engenheiro florestal Diego Antonio falará sobre outra modalidade de sistemas integrados de produção agropecuária, os sistemas agroflorestais (SAF). Ele abordará o manejo integrado do sistema, resultados sociais, ambientais e econômicos. Os SAF são uma alternativa produtiva com grande potencial para adoção pela agricultura familiar, gerando diversidade de produção e de receita.

Parceria

O  10º Dia de Campo sobre Sistemas Integrados de Produção Agropecuária é realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril e conta com patrocínio da Unipasto e do Vida Rural MT. O evento conta também com apoio da Acrimat, Acrinorte, Bioma, Empaer, Flora Sinop, Grupo de Estudos em Pecuária Integrada (Gepi), Imea, Laboratório Solos e Plantas, Rede ILPF, Senar-MT, Prefeitura Municipal de Sinop e UFMT.

 

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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