Fazendas brasileiras com ILPF ficam entre as 28 mais sustentáveis do mundo 19/05/2020

Duas fazendas brasileiras que utilizam sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta foram classificadas entre as 28 mais sustentáveis do mundo pela instituição internacional FoodTank – The think than for food. As fazendas Triqueda, em Juiz de Fora (MG) e Ecofarms, em Prata (MG) foram as únicas da América do Sul na lista divulgada pela entidade sem fins lucrativos dedicada à promoção da sustentabilidade.

De acordo com Leonardo Resende, proprietário da fazenda Triqueda, o principal mérito das duas fazendas brasileiras está na neutralização das emissões de carbono. Segundo ele, 27 mil toneladas foram mitigadas em uma área de 400 ha ao longo de 14 anos.

Leonardo acrescenta ainda que o uso de sistemas ILPF permitiu a multiplicação por três da receita líquida, passando dos R$ 350/ha, que é a média nacional, para R$ 1.100/ha a cada ano.

A Ecofarms, de propriedade de Bruno Andrade, tem mais de 40% de sua área com mata nativa. Na área produtiva, o gado é criado em áreas com árvores, em sistema silvipastoril. Ao mitigar as emissões de gases e proporcionar conforto térmico aos animais, a fazenda recebeu as certificações Rainforest Alliance e Pecuária Neutra. Os selos abriram mercados de exportação na Europa para a carne produzida na fazenda e comercializada sob a marca Gran Beef.

A Fazenda Triqueda cria o gado integrando conceitos de pecuária regenerativa com florestas renováveis em sistema silvipastoril. De acordo com Leonardo Resende, o objetivo é o de desenvolver uma pecuária tropical com elevada resiliência climática, começando pelo sequestro adicional de carbono no solo, compensando as emissões de gases de efeito estufa do gado, preservando a água e o solo.

Desde 2019 a Fazenda Triqueda é um Savory Hub. Com isso, tornou-se um dos 30 centros de pesquisa e de transferência de conhecimento relacionados à pecuária regenerativa no mundo.

As duas fazendas fazem parte do Projeto Pecuária Neutra Regenerativa visando a promoção da produção de gado neutro em emissões de gases causadores do efeito estufa. Além delas, a iniciativa conta com a Fazenda Real, de Elesier Lima Gonçalves, em Juiz de Fora (MG) e Ah Pashto, de Filippo Leta, no Rio de Janeiro (RJ).

Saiba mais sobre as tecnologias adotadas na Fazenda Triqueda:

– Tópicos em Sustentabilidade & Conservação

– Silvopastoral management of beef cattle production for neutralizing the environmental impact of enteric methane emission

Foto: Leonardo Resende – Fazenda Triqueda

Assessoria de Imprensa

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Técnicos treinados para expandir ILPF contam sucessos e desafios – 14/05/2020

O técnico Pablo Lopes, da Coopercitrus, em atendimento no campo

Onze técnicos ligados à Coopercitrus (Cooperativa de Produtores Rurais) participaram de uma capacitação continuada oferecida em São Carlos (SP) pela Embrapa Pecuária Sudeste entre março de 2019 e março deste ano. Terminado o treinamento e, depois de visitas e palestras de sensibilização em diferentes locais para os cooperados, eles contam como têm tra o conteúdo sobre ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) junto aos cooperados.

Para quem não sabe, ILPF é uma tecnologia que integra na mesma área a lavoura, a pecuária e a floresta como forma de otimizar a produção, melhorar a renda e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, entre outros benefícios. A maioria dos produtores brasileiros ainda não adota o componente floresta nessas áreas, mas aderiu ao que se chama de ILP (Integração Lavoura-Pecuária).

De acordo com o analista Hélio Omote, do Setor de Transferência de Tecnologias da Embrapa Pecuária Sudeste o treinamento estimulou a implantação de Unidades Demonstrativas (UDs) em cinco regiões (Araçatuba, Mogi Guaçu, Piratininga, Ituiutaba e Itamogi). “Foram feitas uma visita em cada unidade e uma palestra de sensibilização em cada local para cooperados”, disse Hélio.

Ele conta ainda que está em fase de elaboração um Plano de Trabalho está em fase de elaboração para dar continuidade no acompanhamento da UD de Piratininga, que apresenta características para ser uma URT (Unidade de Referência Tecnológica) com alto potencial de gerar impactos positivos na adoção de sistemas de integração.

A Coopercitrus é uma das maiores cooperativas do Brasil e a maior do Estado de São Paulo na comercialização de insumos, máquinas e implementos agrícolas. Tem mais de 60 filiais, apoio técnico e estruturas para o atendimento de diversas culturas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, que atendem mais de 35 mil agropecuaristas, além do apoio de milhares de colaboradores.

A Embrapa é uma das integrantes da Rede ILPF, uma associação de empresas criada para acelerar uma ampla adoção das tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta por produtores rurais como parte de um esforço visando a intensificação sustentável da agricultura brasileira.

Veja abaixo os relatos de dois técnicos:

“INTEGRAÇÃO É O CAMINHO”

Como produtor da região de Tupã se convenceu de que ILP dá resultado

Os técnicos capacitados pela Embrapa são responsáveis por levar a tecnologia à ponta, ou seja, aos produtores rurais. Um deles, Eder Pontieri, do interior de São Paulo, conta como tem implantado a ILP na propriedade da família que ele administra. O cooperado recebe assistência do técnico Pablo Lopes há cerca de 15 anos. “Mas o suporte técnico de integração lavoura-pecuária começou há uns quatro ou cinco anos, quando iniciaram o plantio de soja para reformar a pastagem”, disse Pablo.

Depoimento do produtor Eder Pontieri 

“Há quatro anos eu defini que iria reformar toda a fazenda aos poucos. Comecei com um quarto da fazenda, plantei soja e depois pasto. A ideia era fazer na fazenda toda. Hoje cheguei à conclusão de que todo ano vou fazer a integração em um terço da fazenda: vou plantar soja e depois voltar com o capim”, disse ele.

Essa propriedade fica no município de Arco Íris, região de Tupã. A história com integração começou, na verdade, há uns 17 anos. A família tinha uma fazenda de terra roxa em Ibitinga, na época em que a Embrapa lançou o sistema Barreirão [uma tecnologia de recuperação/renovação de pastagens em consórcio com culturas anuais]. “Eu comecei em uma área de pastagem degradada. Meu pai ganhava dinheiro com laranja e comprava boi. Aí degradou os pastos e eu comecei a plantar milho.”

Na ocasião, segundo Pontieri, ele cultivava o milho e jogava a semente da braquiária. Colhia o milho e a pastagem já estava integrada lá. “Assim eu fui me transformando num agricultor. Nossa formação é 85% agricultor e 15% pecuarista”, afirmou.

Aos poucos, ele foi constatando a melhora com baixo custo. Por que o milho? “Porque o Barreirão era com milho e a chuva era mais bem distribuída, e o milho era mais rentável do que a soja. Mas aí foi passando o tempo e a gente começou a ter frustração de safra ou por causa do calor excessivo em janeiro ou de estresse hídrico. Desisti do milho e comecei a migrar para a soja.”

No primeiro ano, conseguiu colher 62 sacas por hectare. “A distribuição de chuva foi perfeita. A cada 10 dias chovia um pouco. Chegou nesse teto produtivo”, contou. Depois da soja, Pontieri plantou sorgo. O plano era ficar dois anos ‘engordando’ a terra e depois entraria com a pastagem.

Por causa de ervas daninhas, a experiência não foi bem sucedida. A segunda safra de soja foi pior que a primeira. “Eu gastei mais dinheiro para melhorar o solo e produziu menos. Pensei: preciso mudar isso.”

E mudou. No terceiro ano, em vez de fazer safrinha de sorgo, Pontieri plantou capim. “Foi uma alegria. Essa pastagem de inverno foi mais lucrativa”, lembra. Hoje, com apoio do Pablo, o projeto é tirar a soja em março ou abril e plantar o capim piatã. “Então ficou assim: quatro meses de soja, 19 meses de piatã, desseco e planto soja de novo. E assim sucessivamente. A ideia não é adubar pasto, mas adubar o sistema com a própria soja, sem comprar adubo fora.”

A fazenda não tem mais pastagem degradada e a lotação aumentou duas vezes e meia. “Antes a gente desmamava os bezerros e o gado perdia peso na seca. Agora ganha peso na pastagem de inverno. Não tem mais boi sanfona. Isso acabou. Soja não dá lucro, mas dobrou a lucratividade da pecuária por causa da oferta maior de forragem.”

A família Pontieri tem propriedades rurais há 105 anos. Ele mora em Itápolis. Disse ter consciência que a pecuária extensiva não se sustenta. “Me alegra os olhos e a alma ver a propriedade cada vez mais bonita, mais produtiva e com um gado cada vez melhor lá dentro. Sou daqueles que – está bom? Está! Mas vamos melhorar mais um pouco?”.

Para o pecuarista que nunca mexeu com agricultura, Pontieri recomenda prudência. “É bom começar com uma área pequena, se tem vontade de plantar. Se não tem talento e nunca fez, sugiro fazer uma parceria com agricultor. Comecem porque é o caminho.”

Foto: Pablo Lopes 

Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa
pecuaria-sudeste.imprensa@embrapa.br

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Dia de campo online mostra tecnologias usadas na integração lavoura-pecuária – 14/05/2020

As tecnologias usadas na integração lavoura-pecuária (ILP) da fazenda Pontal, no município de Nova Guarita (MT), serão apresentadas no próximo dia 23 de maio, em um dia de campo online. A fazenda é parceira da Embrapa Agrossilvipastoril na validação de consórcios forrageiros e se destaca pela inversão da estação de monta no processo de cria de gado nelore.

O 4º Dia de Campo sobre Integração Lavoura-Pecuária JP Agropecuária e Embrapa Agrossilvipastoril é realizado em parceria com Senar-MT. O evento terá início às 8h (9h pelo horário de Brasília) e será transmitido pelo canal da Embrapa no Youtube: www.youtube.com.br/embrapa. As inscrições antecipadas podem ser feitas pelo site www.embrapa.br/agrossilvipastoril.

Programação

Para se adequar ao formato online, a comissão organizadora teve de adaptar a programação definida previamente para o evento que seria presencial. O objetivo é levar informações aos espectadores de maneira rápida e permitir interatividade e troca de experiências por meio das perguntas dos participantes.

Ao longo das duas horas de evento, haverá vários momentos para tirar as dúvidas que forem inseridas na ferramenta de bate-papo.

Logo após a abertura, Bruno Pedreira, pesquisador da Embrapa, e José Leandro Peres, proprietário da Fazenda Pontal, farão uma introdução sobre o Sistema Pontal, estratégia de manejo e produção utilizada na propriedade.

Na sequência, especialistas de instituições parceiras apresentarão as tecnologias que são usadas no sistema, como a análise de solo, qualidade de sementes, manejo e adubação de pastagem, uso de diferentes consórcios forrageiros, nutrição animal, estação de monta invertida, precocidade sexual em nelores e desafios sanitários.  

Ao fim do evento, haverá um espaço ainda maior para troca de experiências e respostas às perguntas.

O 4º Dia de Campo sobre Integração Lavoura-Pecuária JP Agropecuária e Embrapa Agrossilvipastoril é parte de um projeto de validação e transferência de tecnologia feito em parceria entre a Embrapa e a JP Agropecuária e que conta com patrocínio da Agro Baggio, Bellman, FrigoBom, Gerente de Pasto, Ouro Fino, Parceiros Agronegócios, Sicred, Soesp e Timac Agro. O trabalho conta, ainda, com apoio do Laboratório Solos e Plantas, Rede ILPF, Tulipa Agropecuária, Gepi, UFMT e Unipasto.

 

Foto: Orlando Oliveira Jr.
 
Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

Contatos para a imprensa
agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br

Curso online sobre Tecnologias para Agricultura de Baixo Carbono abre inscrições – 13/05/2020

As tecnologias do Plano ABC agregam benefícios ambientais a todo agroecossistema

A Embrapa Milho e Sorgo inicia esta semana o curso online gratuito “Tecnologias para Agricultura de Baixo Carbono”. Mais uma oportunidade de capacitação para o período de quarentena por causa da Covid-19.

O treinamento está sendo oferecido gratuitamente no ambiente virtual de aprendizagem da Embrapa, desde 12 de maio de 2020, com vagas limitadas e emissão de certificado, de acordo com o cumprimento de determinadas condições.

Os impactos das mudanças climáticas na produtividade agrícola já são uma realidade no cotidiano dos produtores rurais que enfrentam imprevisibilidade e eventos climáticos extremos.

A vulnerabilidade dos sistemas agrícolas, de acordo com alterações de temperatura e os possíveis impactos observados, está diretamente ligada às estratégias de adaptação que deverão ser implementadas a curto, médio e longo prazo para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

Por isso, é urgente a busca por sistemas de produção cada vez mais sustentáveis, reduzindo as emissões de carbono e contribuindo para um maior equilíbrio climático mundial.

“Este curso traz uma visão geral sobre os impactos do clima na agricultura, as ações governamentais e políticas públicas para enfrentar esses desafios e, por fim, uma breve abordagem sobre as tecnologias agrícolas que podem ser aplicadas no campo para reduzir as emissões de carbono”, explica o   pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Ivênio Rubens de Oliveira, coordenador técnico desta capacitação.

O pesquisador acrescenta que ao adotar essas tecnologias, o produtor agrega benefícios ambientais a todo agroecossistema e tem acesso às linhas de financiamento bancário para exploração agropecuária. ”Isto possibilita diversificar os tipos de cultivo e, indiretamente, pode significar melhoria da renda e diminuição dos riscos de frustação das atividades envolvidas nos sistemas de produção. Mas antes de adotá-las, é preciso saber por que usá-las. A conscientização e o conhecimento  sobre os motivos que levaram a necessidade de usar as tecnologias podem ajudar os produtores e técnicos a se interessarem por sua adoção”, orienta Ivênio.

Durante a quarentena a Embrapa Milho e Sorgo já ofertou os cursos online gratuitos “Recuperação de Pastagens Degradadas” e “IrrigaWeb”. Outros temas com inscrições abertas são “Avaliação Econômica de Sistemas Agropecuários” e “Sistema de Plantio Direto”. “Recebemos mais de 25 mil inscrições nos quatro cursos ofertados até o momento e, em breve, abriremos novas turmas diante da alta demanda dos nossos cursos”, informa a coordenadora administrtiva da capacitação, Myriam Maia Nobre.

O curso é destinado a estudantes, produtores, técnicos e demais profissionais atuantes no setor agropecuário, e terá 10 horas-aula. O aluno terá 30 dias para concluir o treinamento a partir da data de inscrição.

Serviço:

Curso: Tecnologias para Agricultura de Baixo Carbono

Realização: Embrapa Milho e Sorgo

Vitrine de Capacitações on-line Embrapa: https://www.embrapa.br/e-campo

Período de Realização: inscrições a partir de 12/5/2020

Investimento: gratuito

Mais informações pelo e-mail: e-campo@embrapa.br

Inscrições pelo link: https://www.embrapa.br/e-campo
 

Foto: Ivênio Oliveira

Sandra Brito (MTb 06230 MG)
Embrapa Milho e Sorgo

Contatos para a imprensa
milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

Embrapa lança edital de inovação aberta em aquicultura e sistemas agrícolas – 13/05/2020

Interessados têm até o próximo dia 30 para envio de propostas visando o desenvolvimento conjunto de tecnologias

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) lançou um edital com chamada para recebimento de propostas de inovação aberta por parte de empresas ou representantes do setor produtivo. As áreas contempladas são piscicultura e sistemas agrícolas integrados para o Matopiba (nova fronteira agrícola que abrange os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). As propostas deverão ser enviadas até o dia 30 de maio para este link. No próximo dia 18, haverá um webinar para esclarecimento de dúvidas dos participantes acerca da proposta do edital.

Segundo Hellen Kato, pesquisadora do setor de Transferência de Tecnologia, o objetivo do edital é concentrar esforços para incentivar parcerias com o setor produtivo interessado em desenvolver tecnologias em conjunto com a Embrapa. “A ideia é que os produtores vejam que estamos de portas abertas. Para isso vamos disponibilizar mão de obra, recursos financeiros e infraestrutura para trabalhar em conjunto com o produtor para o desenvolvimento de tecnologias que possam impactar positivamente tanto a pesca e aquicultura, quanto os sistemas integrados na região do Matopiba”, detalha ela.

Hellen Kato destaca que esse modelo de inovação aberta é diferente da contratação de serviços da Embrapa para o desenvolvimento de uma tecnologia. “Não estamos falando de se contratar a Embrapa para a produção de uma nova tecnologia por encomenda. O trabalho é sempre feito conjuntamente”, afirma. “Muitas vezes o parceiro tem um produto, uma tecnologia inacabada, que talvez precise de um suporte laboratorial, a expertise de um pesquisador… então o desenvolvimento é conjunto – Embrapa e parceiro trabalhando para colocar no mercado uma solução tecnológica”, ressalta. 

Na área de aquicultura, alguns dos temas contemplados no edital são sistemas de produção aquícola sustentáveis; nutrição e alimentação de espécies aquícolas; melhoramento genético e seleção genômica na aquicultura; reprodução de peixes nativos de água doce; tecnologias para redução ou eliminação de contaminantes no pescado, entre outros. Para sistemas agrícolas integrados no Matopiba, o edital prevê o desenvolvimento de soluções nas áreas de risco climático na agricultura; conservação, manejo e uso de recursos hídricos; eficiência do uso da água na agropecuária; sistemas integrados de produção (ILP, ILPF); recuperação de áreas degradadas, entre outros temas.

A Embrapa Pesca e Aquicultura realizará a seleção das propostas por meio de um Comitê de Seleção, de acordo com o potencial de alcance, relevância, impacto da inovação proposta e recursos disponíveis para a modalidade de parceria. Os proponentes selecionados serão comunicados até 10 de junho e convidados a entrar em contato com a Embrapa Pesca e Aquicultura para construção de parceria técnico-científica no formato de projetos de inovação aberta.

A iniciativa vai ao encontro dos esforços que a Embrapa vem realizando, nos últimos anos, de trabalhar cada vez mais alinhada com o setor produtivo. A empresa possui inclusive a página Ecossistema de Inovação, que divulga as ações que a instituição está realizando em inovação aberta. São iniciativas que vão desde a viabilização de frentes de apoio e financiamentos até fomento de startups, atuação em parques tecnológicos e outros ambientes de inovação, entre outros.

 
 
Elisângela Santos (19.500 MTb-RJ)
Embrapa Pesca e Aquicultura

Manejo e segurança alimentar nas mudanças climáticas são foco de submissão brasileira na ONU – 07/05/2020

Uma nova submissão preparada pelo Brasil para o processo negociador da Organização das Nações Unidas sobre agricultura, encaminhada pelo Itamaraty, já está disponível na página da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC).

O trabalho é resultado da articulação da Embrapa e da colaboração com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com o próprio Itamaraty, responsável pelo envio, como instituição representante do governo brasileiro na agenda de contribuições internacionais.

Na empresa, a elaboração da submissão teve a colaboração de convidados pelo Portfólio de Mudanças Climáticas (PortMudClim) e foi coordenada pelos pesquisadores Gustavo Mozzer e Maria José Sampaio e pela analista Adriana Bueno, do Núcleo de Políticas Globais (Polg) da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), e pelo coordenador do portfólio, Giampaolo Pellegrino, da Embrapa Informática Agropecuária.

“Os dois focos da submissão foram os sistemas de manejo agropecuário avançado (incluindo sistemas de produção agropastoril e outros) e as dimensões de segurança socioeconômica e alimentar da mudança do clima no setor agrícola”, explicou Giampaolo. O pesquisador lembrou que a fundamentação da posição brasileira sobre o tema foi amparada pela argumentação técnico-científica de pesquisadores da área.

Segundo ele, a citação dos temas de manejo agropecuário avançado foi baseada na intensificação sustentável da pecuária, no melhoramento e na diversificação de forrageiras e no consequente aumento de produtividade da pecuária; na interação entre plantas e microrganismos; nas emissões em sistemas integrados, onde se apresentam os esforços de redução de emissão; no papel dos sistemas tecnificados, sustentáveis e integrados, como a ILPF e seu papel no balanço de carbono dos sistemas pecuários, além dos selos Carbono Neutro e Baixo Carbono.

Influência do clima sobre a agricultura

Sobre as dimensões de segurança socioeconômica e alimentar da mudança do clima no agro, de acordo com o pesquisador, as fundamentações foram baseadas na influência da mudança do clima sobre a agricultura, sua distribuição geográfica e o desenvolvimento socioeconômico e cultural do país. Foram destacados também o fortalecimento da resiliência, a capacidade adaptativa dos sistemas agrícolas e a importância da adoção de uma abordagem integrada e de ecologia da paisagem no desenvolvimento e implementação de políticas públicas.

“Também apontamos a intensificação, a diversificação e o aumento da eficiência no uso do solo, água, energia, insumos e trabalho, que contribuem para desenvolvimento local e regional”, disse. Ele ressaltou ainda as características da agricultura tropical e a diversidade ambiental, social, cultural e técnica do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC).

Para além da agricultura, o pesquisador destacou outros pontos relevantes na submissão: informações confiáveis, acessíveis e inteligíveis são essenciais e estão no centro de uma visão de longo prazo e de suporte à implementação de políticas públicas a ser priorizada na criação de um Centro de Inteligência Climática na Agricultura (CICLAg). Ele diz que os esforços apresentados pelo setor agrícola são essenciais, mas insuficientes para atingir a segurança alimentar e nutricional em todas as suas dimensões.

“Elas vão além do sistema de produção e perpassam a interação com outros setores, no que se refere a logística, transporte, redução de perdas e de resíduos em cada etapa da cadeia, novas formas de consumo, uso de energia limpa e renovável, uso da terra e ecologia de paisagem, áreas vulneráveis, sanidade básica, armazenamento, qualidade e diversificação alimentar, disponibilidade de renda e acesso ao alimento, acesso a mercados e poder de negociação e investimento”, explica.

Segundo Giampaolo, toda a argumentação apresentada na submissão é amparada pelo conhecimento produzido pelas redes de pesquisa da Embrapa, por meio da contribuição de pesquisadores e pela experiência do Mapa no desenvolvimento, implementação e monitoramento de políticas públicas.

“O objetivo principal dessas submissões e, consequentemente, da colaboração da Embrapa, é contribuir com a melhoria do entendimento nacional e internacional dos esforços que o setor agrícola brasileiro vem fazendo, tanto no que se refere ao controle de suas emissões, quanto à adaptação aos impactos da mudança do clima”, disse. Na sua opinião, é importante esclarecer o funcionamento dos sistemas tropicais e suas diferenças em relação a regiões temperadas.

Foto: Valdinei Sofiatti 

Kátia Marsicano (MTb DF 3645)
Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas

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Embrapa Agrossilvipastoril completa 11 anos – 07/05/2020

Unidade foi criada em 2009 e teve a sede inaugurada em 2012

A Embrapa Agrossilvipastoril, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária localizada em Sinop (MT), completa nesta quinta-feira, dia 7 de maio, 11 anos de criação. Nesse período, a instituição vem desenvolvendo pesquisas e ações de transferência de tecnologia sobre sistemas integrados de produção agropecuária e com cadeias produtivas relevantes para o estado de Mato Grosso.

Auster Farias, chefe-geral da instituição, destaca que, embora a equipe seja pequena, a Embrapa Agrossilvipastoril vem atuando em todas as regiões do estado, por meio de parcerias com instituições públicas e privadas, entidades de classe e produtores, o qie permite que os trabalhos ternham um alcance ainda maior.

“Temos boa articulação com muitos parceiros, o que potencializa os esforços em busca de melhorias para o setor produtivo. Sempre buscando aumentar a produção de alimentos e fibras, preservando os recursos naturais e garantindo a viabilidade da atividade agropecuária”, afirma Auster Farias.

Atualmente, o centro de pesquisa conta com 70 empregados, sendo 28 analistas, 26 pesquisadores, dez assistentes e seis técnicos. Além deles, oito pesquisadores e três técnicos de outras unidades da Embrapa ficam lotados no centro de pesquisa mato-grossense.

“Hoje os nossos pesquisadores estão bem mais maduros. São profissionais bem alinhados dentro do estado, com conhecimento das demandas reais. Temos uma interação enriquecedora com o setor produtivo e os pesquisadores conseguem colocar essa visão de futuro em suas pesquisas”, analisa Anderson Ferreira, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agrossilvipastoril.

Entre as contribuições trazidas para o setor produtivo de Mato Grosso estão o desenvolvimento de consórcios forrageiros como opções para segunda safra, como o Sistema Gravataí, lançado em 2018; recomendação de manejo de plantas forrageiras; recomendações de adubação de espécies florestais; elaboração e validação do zoneamento de risco climático para culturas como soja, milho, arroz, feijão-caupi e consórcio de milho com braquiária; recomendações de manejo para sistemas ILPF; validação de cultivares; viabilização de porta-enxerto de maracujá resistente á fusariose; elaboração de boletins agrometeorológicos; entre tantos outros resultados de pesquisa.

Na área de transferência de tecnologia, técnicos, extensionistas e estudantes vem sendo capacitados continuadamente em pecuária leiteira, sistemas agroflorestais, fruticultura, olericultura, piscicultura, sistemas ILPF e mandiocultura. As pessoas capacitadas atuam como multiplicadoras, levando a informação até o campo. Além disso, eventos técnicos, palestras e a participação em feiras contribuem para levar até o produtor mato-grossense as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa em todo o país.

“A Embrapa Agrossilvipastoril tem um relevante papel como órgão articulador de políticas públicas, de parcerias institucionais e de receptor, validador e difusor das boas práticas agrícolas criadas pelos próprios produtores rurais. Todas essas ações têm contribuído, significativamente, para um agronegócio mato-grossense cada vez mais sustentável”, destaca Flávio Wruck, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia.

Mesmo em momentos difíceis, como este que o mundo está passando, a Embrapa Agrossilvipastoril tem se reinventado para manter as atividades em andamento. Com a maior parte da equipe em teletrabalho, a instituição mantém suas pesquisas em andamento e usa das tecnologias digitais para continuar levando informação aos produtores. Um exemplo é um dia de campo virtual sobre integração lavoura-pecuária que será realizado em 23 de maio, em parceria com a JP Agropecuária e o Senar-MT.

Estas parcerias com o setor privado e outras instituições públicas têm sido importantes para suprir dificuldades, como a reduzida capacidade de mão-de-obra de campo.

“Nesses 11 anos fomos desafiados, todos os dias, a nos superar. Sem exceção, cada empregado deu o melhor de si. O futuro nos reserva mais e maiores desafios e esperamos poder melhorar a nossa estrutura, em especial de mão-de-obra, para entregar resultados ainda melhores”, analisa André Rossoni, chefe-adjunto de Administração.

Vídeo institucional

Para celebrar os 11 anos, a Embrapa Agrossilvipastoril está lançando seu novo vídeo institucional. A peça foi produzida pela equipe de comunicação, em parceria com a Tomada Dois Filmes.

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br

Workshop virtual sobre integração lavoura-pecuária abre inscrições – 30/04/2020

Evento abordará consórcios forrageiros para sistemas de ILP

Estão abertas as inscrições para o Workshop sobre Integração Lavoura-Pecuária, promovido pelo Clube Amigos da Terra de Sorriso (CAT Sorriso), em parceria com a Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop-MT). O evento será totalmente virtual, transmitido no dia 12 de maio, a partir das 8h.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.catsorriso.com.br. A transmissão será feita pelo site do CAT Sorriso e pelo site Notícias Agrícolas.

O workshop faz parte do projeto Cultivando Vida Sustentável, realizado em parceria com a Inciativa de Comércio Sustentável (IDH). O evento conta ainda com apoio da Prefeitura Municipal e Sindicato Rural de Sorriso, UFMT e Instituto Mato-grossense do Algodão. O patrocínio é da Fundação Agrisus e do Senar-MT.

Programação

O workshop estava previsto para ser realizado na fazenda Santana, em Sorriso. Uma vitrine de tecnologias foi montada no local para receber os visitantes. Entretanto, com as medidas de prevenção do contágio do coronavírus, a comissão organizadora optou por manter a programação, porém transformando-o em um evento virtual.

Serão duas estações de campo, abordando diferentes tipos de consórcios forrageiros e os efeitos dele na física e biologia do solo. Haverá ainda uma palestra sobre Sistemas de terminação para bovinos de corte integrados com agricultura e uma mesa redonda com quatro produtores que utilizam sistemas de integração lavoura-pecuária em suas propriedades.

Confira a programação completa:

8h10 – 9h: 1ª Estação – Consórcios Forrageiros 

– Consórcios de Safrinha para produção de forragem na ILP e/ou de palhada para o SPD – Arthur Behling – Professor da UFMT Sinop e Orlando Oliveira Junior – Analista da Embrapa Agrossilvipastoril

– Cultivos de Sorgo e Milho solteiros e consorciados para produção de forragem, silagem e controle de nematoides – Flavio Tardin – Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo; Ricardo Alves – Diretor das Sementes Gransafra; Luciano de Oliveira Alves – Consultor da Fazenda Santana

9h – 9h50: 2ª Estação – Perfil do Solo

 – Efeitos dos consórcios forrageiros na física do solo – Onã Freddi – Professor da UFMT Sinop

– Efeitos dos consórcios forrageiros na microbiologia do solo – Anderson Ferreira – Pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

– Apresentação Senar-MT – 15 minutos

10h10 – 10h30: Palestra

– Sistemas de terminação para bovinos de corte integrados com agricultura – Alvair Hoffman –  Zootecnista

Moderador:  Jonas Stefanello

10h35 – 12h00: Painel de Debates

– Experiência e resultados da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) em fazendas comerciais e a Comercialização da carne no médio-norte mato-grossense

Fazenda Santana, Sorriso – Luciano de Oliveira Alves 

Fazenda Eldorado, Sinop – Rafael Pereira Sguissardi 

Fazenda Gamada, Nova Canaã do Norte – Daniel Wolf

Comercialização da Carne –  Bruno Mazzaro – Grupo Machado, Sinop 

Moderador: Flávio Jesus Wruck – Pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

 

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Embrapa completa 47 anos e foca em integração com o setor produtivo – 24/04/2020

A Embrapa completa 47 anos neste domingo (26) e amplia seu foco em projetos de pesquisa que buscam a parceria com o setor produtivo. O processo de reestruturação da Empresa, aliado à nova organização dos seus temas de pesquisa em 34 portfólios, vem permitindo o alcance mais rápido de resultados, com contribuições efetivas para o agronegócio brasileiro.

Como desdobramento dessa maior proximidade com a iniciativa privada, a equipe de inovação e negócios contabilizou, no ano passado, mais de 157 novas parcerias, que se somaram às 118 já existentes. No total, foram celebrados 888 instrumentos de contratos e convênios, sendo 858 nacionais e 30 internacionais.

São 928 projetos de pesquisa em andamento em 43 Unidades. Em 2019, o número de projetos com a participação direta da iniciativa privada saltou de 5,9% para 12,1%, e a projeção é chegar a 40% até 2022. “Estamos movendo nossa programação de pesquisa para que em torno de 40% dos projetos atendam à solução de problemas imediatos do agro brasileiro. De maneira complementar, queremos ter ao redor de 60% dos projetos de pesquisa na linha de indução tecnológica, ou seja, projetos que têm como base demandas presentes difusas ou demandas para a solução de problemas futuros, que ainda não afligem o produtor brasileiro”, destaca o presidente Celso Moretti.

“As parcerias ajudam o Brasil a avançar no protagonismo da produção de alimentos, fibras e fontes de energia. A ampliação de projetos em parceria com o setor produtivo, sem dúvida, representa uma das nossas prioridades, principalmente em função do impacto e dos benefícios não só para a pesquisa agropecuária, como para os diversos segmentos do agro no mercado nacional de tecnologia e inovação”, complementa o presidente.

Por atuar em diversas frentes, a Embrapa conta com parceiros de perfis diferenciados, como empresas públicas e privadas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), universidades, associações, cooperativas, organizações estaduais de pesquisa e de assistência técnica e extensão rural, bancos, além de organismos internacionais.

Também encontra-se em fase de consolidação o sistema integrado de gestão ERP (Enterprise Resource Planning), por meio do projeto Conecta, que irá promover a integração de 170 processos internos, dando mais agilidade, eficiência e segurança às informações administrativas das Unidades.

Resultados recentes da pesquisa

Moretti chama a atenção para o fato de que, mesmo diante de desafios como o contexto de restrições orçamentárias e a necessidade constante de revisão e atualização das estruturas da Empresa, a estatal continua fazendo entregas relevantes para a sociedade.

Entre os destaques recentes está o BiomaPhos, um inoculante que aumenta a quantidade disponível de fósforo nos solos para absorção pelas plantas. Estima-se que haja cerca de US$ 40 bilhões em fósforo acumulados nos solos ao longo de décadas e que, com a tecnologia da Embrapa, possam ser apropriados pelas plantas, gerando economia e incremento da produtividade.

Outra entrega de impacto foi o aplicativo Zarc Plantio Certo, que permite ao produtor tomar decisões de forma ágil e prática, baseado em informações oficiais de zoneamento de risco climático. O presidente também destaca a participação da Empresa no consórcio internacional que sequenciou o genoma do fungo causador da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), principal doença das lavouras brasileiras de soja e que causa US$ 2,8 bilhões de prejuízos para o país.

Entre as novidades previstas para 2020 está o início do processo de certificação e comercialização de produtos com a marca-conceito Carne Carbono Neutro (CCN). A marca garante que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico compensadas durante o processo de produção pelo crescimento de árvores no sistema.

Outro produto aguardado é o sistema de inteligência territorial estratégica para impulsionar a produção aquícola. A Embrapa está mapeando, por imagens de satélite, os viveiros de criação de peixes e outros animais aquáticos em todo o Brasil. As informações ficarão disponíveis em uma plataforma online, que abrigará vasta quantidade de dados georreferenciados sobre a atividade.

O papel da pesquisa agropecuária no Brasil

Com o apoio da pesquisa agropecuária, o país saiu da posição de importador de alimentos para tornar-se grande player no mercado de commodities, o que vem assegurando ao agronegócio o resultado de 22% do PIB brasileiro. O país é protagonista na produção e exportação de soja, café, carne bovina, carne de frango, suco de laranja e milho. 

“Saímos de importador para exportador de alimentos, e a Embrapa contribuiu fortemente ao longo de seus 47 anos para esse salto de produtividade do agro brasileiro”, afirma Moretti, lembrando que outra importante frente é a contribuição para a formulação de políticas públicas, por meio da participação de seus cientistas no fornecimento de dados e informações técnicas.

Pronasolos, Renovabio, ILPF, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), Código Florestal, entre outros, são exemplos de políticas públicas com a participação da Embrapa nas últimas décadas. Neste momento em que o país enfrenta a pandemia da covid-19, a Empresa também tem dado rápidas respostas à sociedade.

“Não tenho dúvidas de que ao final de 2020 teremos uma Embrapa melhor, mais enxuta, mais responsiva e capaz de atender aos anseios e às demandas do agro brasileiro”, finaliza Moretti.

Enfrentamento da covid-19

Para apoiar o Governo Federal no planejamento de estratégias territoriais de combate à covid-19, a Embrapa sistematizou painéis gráficos que mostram o avanço dos casos da doença no território nacional. Eles mostram a evolução temporal diária, além da espacialização estadual dos casos da doença.

Os gráficos são estruturados mediante o uso do ArcGIS – software de geoprocessamento – sobre o banco de dados abertos disponibilizado pelo Ministério da Saúde. As informações por estado podem ser detalhadas a partir do acesso ao nome da unidade federativa. Essa iniciativa-piloto pode ser aprimorada de acordo com demandas específicas do Ministério da Saúde.

A Embrapa reuniu na página especial sobre a covid-19, em seu Portal, cinco publicações para orientar produtores nas áreas de avicultura, suinocultura, bovinos de corte, ovinocultura e caprinocultura e aquicultura. Também foram disponibilizados boletins semanais sobre o impacto da pandemia no setor leiteiro (Indicadores do Mercado de Leite), informações sobre boas práticas de sanitização de hortaliças para consumo seguro, higiene e sanitização no processamento de alimentos e um guia prático de limpeza de alimentos, entre outros conteúdos.

Também produziu um programa de rádio especial sobre o tema – Orientações para o agricultor se proteger do coronavírus – disponível na programação do Prosa Rural. A Empresa está se dedicando ainda a estudos de cenários e de inteligência estratégica sobre o agronegócio face à pandemia. Para conhecer a publicação “O Agronegócio em Tempo de Covid”, acesse o Sistema de Inteligência Agropensa.

O e-Campo, vitrine de capacitações on-line da Embrapa, ofertou diversos novos cursos, alguns gratuitos,  nas duas últimas semanas. Como resultado, as vagas esgotaram-se em poucos dias. Foram 30 mil inscritos apenas nas quatro capacitações de maior procura e um total de aproximadamente 45 mil novas inscrições.

Diante da demanda elevada, novas turmas online serão formadas, a partir de 11 de maio, para os cursos “Recuperação de pastagens degradadas”, “Irrigaweb”, “Sistemas agroflorestais” e “Hortas em pequenos espaços”. Além disso, novas capacitações serão lançadas. O curso sobre como fazer compostagem, tema de crescente interesse para o público urbano, abre inscrições na primeira quinzena de maio.

Saiba mais sobre as capacitações online acessando aqui

Todas as informações sobre as ações da Embrapa em função da pandemia estão reunidas na página especial Covid-19, disponível no Portal.
 
Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire)

Foto: Arte Bruno Imbroisi

Contatos para a imprensa
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Telefone: 61 9 8183 6824

Embrapa lança capacitação on-line sobre Sistema de Plantio Direto

O Sistema de Plantio Direto (SPD) representa uma revolução na forma de se fazer agricultura nos trópicos, especialmente no Brasil. Aliado à segunda safra, e mesmo à terceira em alguns casos, representa uma vantagem comparativa e competitiva para a agricultura nacional.

 “Trata-se de um sistema de produção econômico, social e ambientalmente sustentável, principalmente frente às práticas tradicionais de agricultura”, explica o pesquisador Alexandre Martins Abdão dos Passos, coordenador técnico-científico da nova capacitação on-line gratuita da Embrapa Milho e Sorgo.

O treinamento será oferecido no ambiente virtual de aprendizagem da Embrapa, a partir de 29 de abril de 2020, com vagas limitadas.  Destinado a estudantes, agricultores, técnicos e demais profissionais atuantes no setor agropecuário, este curso terá 15 horas-aula.

O treinamento aborda as premissas básicas do sistema plantio direto e discorre até as etapas de planejamento e implantação do sistema.“Esta é a quarta capacitação on-line gratuita preparada pela Embrapa Milho e Sorgo  neste período de isolamento por causa da pandemia da Covid-19. Estamos comprometidos em continuarmos conectados com o setor produtivo do agro nesse momento. Nos três primeiros cursos, recebemos mais de 17 mil inscrições de todo o Brasil”,  ressalta a coordenadora administrativa da capacitação Myriam Maia Nobre.

Alexandre Abdão relata que apesar de o SPD ser aprovado e reconhecido por especialistas, segundo dados do último censo agropecuário de 2017, aproximadamente 45% das propriedades rurais ainda utilizam métodos tradicionais de preparo de solo. “Agrega-se ainda, nos últimos anos, termos verificado que diversas áreas sob semeadura direta têm retrocedido nos processos de conservação de solo e água, com a retirada de terraços, a ausência de rotação de culturas e outras ações”, afirma o pesquisador.

“Há, portanto, largo campo para adoção do sistema em sua plenitude no Brasil”, conclui Abdão”, enfatizando que “a implantação do SPD de forma plena representa colher benefícios, especialmente em anos de ocorrência de eventos climáticos extremos, como a seca”.

Além do conteúdo do curso, estão disponíveis publicações e vídeos complementares. O aluno terá 30 dias para concluir a capacitação.

Para assistir ao vídeo gravado pelo pesquisador Alexandre Abdão, clique aqui.

Serviço

Curso: Sistema Plantio Direto

Realização: Embrapa Milho e Sorgo

Vitrine de capacitações on-line Embrapa:  https://www.embrapa.br/e-campo

Inscrições a partir de 29/4/2020

Investimento: gratuito

Mais informações pelo e-mail: e-campo@embrapa.br

Inscrições pelo link: https://www.embrapa.br/e-campo
 
Sandra Brito (MTb 06230 MG)
Embrapa Milho e Sorgo