Techstart Agro Digital 2020 reúne startups em Campinas – 17/01/2020

O TechStart Agro Digital é um programa de aceleração para ajudar startups, grandes empresas e instituições a acelerarem negócios e tecnologias para o Agronegócio

“O mês de janeiro marcou a entrada na etapa final da primeira edição do programa de aceleração de startups TechStart Agro Digital, promovido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP) e a Venture Hub. No dia 15 de janeiro, a sessão de atividades contou com palestras sobre comunicação, inovação e construção de redes e também um workshop de negócios.

O jornalista da Embrapa Milho e Sorgo José Heitor Vasconcelos foi um dos convidados para falar sobre comunicação com as startups. Na Embrapa desde 1981, ele mostrou a evolução e a complexidade da comunicação, enfatizando sua relação com os processos de transferência de tecnologia e de inovação. Heitor apresentou algumas experiências na elaboração de materiais e estratégias de comunicação e marketing e ressaltou a importância de contemplar aspectos culturais e de inovação gerencial, para além da tecnologia. 

Segundo Vinícius Kuromoto, supervisor de comunicação da Embrapa Informática Agropecuária, José Heitor era a pessoa certa para falar sobre o tema com as startups. “Heitor é uma referência de comunicação dentro da Embrapa. Uma pessoa antenada, com muita bagagem, muita experiência e que fala a linguagem desses empreendedores.”

Entre as ações mais recentes, ele apresentou a maquete em realidade aumentada (em formato de cubo) e o túnel de realidade virtual criado para demonstrar todas as etapas de um sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), implementados no âmbito da Rede ILPF, da qual José Heitor foi coordenador de comunicação até outubro de 2019. “Ter liderado a parte de comunicação da Rede ILPF agregou muito na palestra. O feedback das startups foi muito positivo.” complementou Kuromoto.

Além da palestra, o jornalista também compôs a banca de avaliação dos pitches das startups, dando notas e feedback sobre o modelo de negócios.

O jornalista e editor-chefe do programa AgEvolution do Canal Rural, Daniel Azevedo Duarte, também participou do encontro com as startups do programa TechStart, e ainda no dia 15 a sessão de atividades contou com workshop sobre indicadores, finanças e como calcular o valor de uma empresa (valuation) para atrair investidores. As atividades seguem nas próximas semanas de janeiro, com novas rodadas sobre negócios e tecnologia.
 

Foto: Divulgação Techstart Agro Digital 2020
Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Informática Agropecuária

Tecnologias da Embrapa presentes no Showtec 2020 – 14/01/2020

A Embrapa estará presente no Showtec, que acontece de 22 a 24 de janeiro de 2020, em Maracaju (MS). Nessa edição produtores, empreendedores rurais, agentes da assistência técnica, acadêmicos, entre outros participantes, poderão conhecer resultados de pesquisas desenvolvidas pela instituição.

O estande da Embrapa, no Showtec, vai contar com cinco ambientes diferentes e simultâneos, com atividades preparadas para proporcionar interação e despertar o interesse dos participantes pelas soluções científicas voltadas para o agro. Espera-se que o público possa conhecer detalhes de diversas tecnologias que podem ser utilizadas nessa região do país.

O espaço Realidade Aumentada ILPF, proporcionará aos participantes vivenciar por meio do uso de óculos de realidade virtual, em túnel de simulação de ambiente, uma experiência inédita de imersão no mundo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Para isso, os visitantes passarão por um percurso em que será possível visualizar desde a correção do solo para o plantio agrícola até a entrada do gado em uma pastagem reformada, ou ainda, o plantio de árvores num sistema com o componente arbóreo. A tecnologia de Realidade Aumentada permite a união do mundo virtual com o real. 

Outro espaço, denominado “Clínica Tecnológica”, serão realizados atendimentos técnico/institucional, possibilitando esclarecimentos relacionados a 11 tecnologias diferentes. Nesse ambiente, pesquisadores e analistas da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS) e Embrapa Gado de Corte (Campo Grande/MS) estarão disponíveis para esclarecer dúvidas e dar orientações necessárias às demandas dos produtores.

Já, no espaço intitulado “Campo”, os participantes poderão conhecer oito Unidades Demonstrativas, sobre os seguintes temas: cultivares de forrageiras para pecuária de corte e leiteira; capins elefantes para produção de Leite: BRS Kurumi e BRS Capiaçu; consórcio de guandu com forrageiras; consórcio de crotalária com forrageiras; posicionamento de cultivares BRS de Soja; tecnologia “Shield” – resistência genética à ferrugem-asiática da soja; tecnologia “Block” – resistência genética ao complexo de percevejos da soja; redução de custo para o manejo do percevejo na soja – tecnologia “Block” + controle biológico.

No espaço “Agricultura Movida à Ciência”, que acontece em ambiente aberto, serão realizadas breve apresentações, conforme cronograma abaixo:
4ª feira (22/01/2020) – das 15h às 16h – Sanidade Animal: Calendário Sanitário (Vanessa Felipe de Souza – Embrapa Gado de Corte)

5ª feira (23/01/2020) – das 9h às 10h – “Previsão de Geada para o Milho Safrinha 2020” (Danilton Flumignan – Embrapa Agropecuária Oeste)

5ª feira (23/01/2020) – das 15h às 16h – “Apresentação de Conteúdo Interativo”

6ª feira (24/01/2020) – das 9h às 10h – Capim Elefante: BRS Kurumi (pastejo) e BRS Capiaçu (silagem) (José Alexandre Agiova da Costa – Embrapa Gado de Corte)

6ª feira (24/01/2020) – das 15h às 16h – “Apresentação de Conteúdo Interativo”

No espaço “Mini-auditório Embrapa”, em ambiente climatizado, serão realizados palestras e reuniões técnicas, conforme cronograma abaixo:

4ª feira (22/01/2020) – das 14h às 15h – “Manejo Integrado de Pragas e Doenças – Resistência genética ao complexo de percevejos e à ferrugem-asiática da soja” (Harley Nonato de Oliveira, Rodrigo Arroyo Garcia e Alexandre Dinnys Roese – Embrapa Agropecuária Oeste)

5ª feira (23/01/2020) – das 14h às 15h – Evento com público convidado. “Reunião técnica sobre bioanálise do solo” (Ieda Mendes – Embrapa Cerrados, Júlio Salton – Embrapa Agropecuária Oeste e Michely Tomazi – Embrapa Agropecuária Oeste).

6ª feira (24/01/2020) – das 10h às 11h – “Manejo de Carrapatos em Bovinos” (Renato Andreotti – Embrapa Gado de Corte)

6a feira (24/01/2020) – das 13h30 às 15h30 – “Reunião: Formação da Central das Cooperativas de Agricultores Familiares de MS.”

Lançamentos – Durante o evento, também acontece o lançamento de três novas cultivares de soja desenvolvidas pela Embrapa Soja (Londrina/PR), em parceria com a Fundação Meridional. As cultivares BRS 391, BRS 467RR e BRS 544RR estarão sendo apresentados a campo durante os três dias do evento. Saiba mais: “Cultivares de soja altamente competitivas ampliam opções para agricultor brasileiro”.

Realização – O evento é realizado pela Fundação MS e promovido pelo Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), contando com patrocínio do Senar/MS, Sistema Fiems/Senai e Sicredi. O Showtec conta, ainda, com o apoio da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Fundems, Prefeitura Municipal de Maracaju, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Semagro, Fundação Agrisus e Sanesul.

 
Foto: Arte: Suelma Bonatto
Christiane Congro Comas (MTb 00825/9/SC)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Trabalho da Embrapa com ILPF vira capítulo de livro – 09/01/2020

Os módulos de capacitação incluíam práticas no campo

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) teve um de seus trabalhos de transferência de tecnologia publicado em livro técnico das áreas de engenharia e agronomia. Lançado no final de 2019, “Ciência, Desenvolvimento e Inovação na Engenharia e Agronomia Brasileira – v.3” foi organizado por Paulo Roberto Megna Francisco, Dermeval Araújo Furtado e Aline Costa Ferreira, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Os autores do capítulo são Márcia Grise, Cláudio Barbosa e Pedro Alcântara, da área de transferência de tecnologia em sistemas agrícolas da Embrapa Pesca e Aquicultura. Esta Unidade da Embrapa, além de trabalhos de pesquisa e de transferência de tecnologia nas duas áreas que constam em seu nome, mantém trabalhos em sistemas agrícolas voltados para o Matopiba (região que reúne partes de quatro estados: Maranhão; Tocantins. Piauí; e Bahia). Nesse contexto, aconteceu o projeto citado no livro.

O trabalho com transferência de tecnologias relacionadas à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) começou a ser realizado em 2015 e envolveu diferentes regiões do Tocantins e também o Sul paraense. Destacam-se as parcerias com agentes de assistência técnica e extensão rural tanto da área pública, como da privada. Esses agentes, ao longo do projeto (que durou quatro anos, indo, portanto, até 2018), participaram de uma capacitação coordenada pela Embrapa.

A capacitação, que nesse tipo de projeto tem caráter continuado, alternou teoria e prática. Periodicamente, houve encontros presenciais em que os técnicos tanto tinham acesso a conhecimentos relacionados a ILPF, como compartilhavam suas experiências. Todos os técnicos, para permanecerem no projeto, precisavam instalar e coordenar ao menos uma Unidade de Referência Tecnológica (URT). Nessa área, instalada dentro de alguma propriedade rural, se aplicavam tecnologias adaptadas à região que tivessem potencial para colaborar com o aumento da produção e da produtividade, sempre de maneira sustentável.

Resultados – O projeto de transferência de tecnologias em ILPF coordenado pela Embrapa no Tocantins e no Sul do Pará obteve significativos números. Quase 40 técnicos fizeram parte dos trabalhos e foram instaladas 19 URTs. Além disso, aconteceram 40 eventos (23 dias de campo, dez palestras, cinco capacitações, um seminário e uma oficina). “O projeto foi exitoso em promover divulgação da tecnologia na medida em que alcançou, em seus quatro anos de desenvolvimento, mais de 3000 pessoas e propiciou várias publicações”, escreveram os autores do capítulo no livro recentemente publicado. E seguem dizendo que “o projeto também atingiu seu objetivo de estimular novas demandas por esta tecnologia, pois produtores e técnicos procuram constantemente a equipe gestora com interesse em implantá-la no Tocantins e estados circunvizinhos”.

Acesse a seguir vídeos mostrando os trabalhos com ILPF em três propriedades no Tocantins:

O capítulo escrito pela equipe da Embrapa pode ser acessado neste link. Além de publicado em livro, o trabalho foi apresentado no Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc), ocorrido em setembro do ano passado em Palmas. Foi um dos 24 selecionados, entre quase 700 avaliados. Intitulado “TT ILPF – construindo capacidades e inovando no setor produtivo do Tocantins e Sul do Pará”, compôs a modalidade “experiência profissional / educação / gestão / acessibilidade / sustentabilidade”.
 

Foto: Clenio Araujo
Clenio Araujo (6279/MG)
Embrapa Pesca e Aquicultura

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Em visita ao Brasil, americanos conhecem tecnologias da agricultura tropical – 06/01/2020

Estudantes observam bezerro no sistema de produção de leite da Embrapa

Um grupo de nove estudantes de agronomia da Texas A&M University, dos Estados Unidos, visitou a Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) na manhã desta segunda (6) para conhecer  tecnologias da agricultura tropical.

De acordo com o professor Terry Joe Gentry, esta foi a quarta vez que ele trouxe estudantes de graduação à Embrapa Pecuária Sudeste. “Estamos visitando vários lugares do Brasil e o grupo tem interesse em produção animal. A ideia é expor a eles as novas tecnologias e os diferentes sistemas de produção do país”, explicou Terry.

O grupo, que visitou o sistema de produção de leite, a vitrine de forrageiras e o sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), pode conhecer diferentes tipos de capins utilizados na alimentação animal. No sistema integrado ILPF, os pesquisadores Patrícia Santos e José Ricardo Pezzopane apresentaram dados climáticos e falaram dos benefícios da madeira na integração.

Patrícia também mostrou aos alunos a conectividade no campo, já que naquela área existem instalações que permitem a transmissão de dados de sensores às nuvens. Com essas informações, os pesquisadores da Embrapa monitoram as atividades dos animais – ócio, deslocamento e ruminação – em tempo real. No sistema de leite, o grupo ouviu sobre o manejo, a produção e as forrageiras utilizadas.

 
Foto: Ana Maio
Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

 

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Projeto Amapec implanta 2 mil mudas de espécies florestais – 03/01/2020

Plantio de ipê e grama na fazenda da Ufam

A Embrapa Amazônia Ocidental distribuiu e implantou nos arranjos de sistemas agroflorestais (SAFs) e de Integração Lavoura Pecuária-Floresta (ILPF), durante o ano de 2019, cerca de 2 mil mudas de espécies nativas em propriedades de agricultores parceiros, integrantes do projeto “Estratégias para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar com enfoque em sistemas agroflorestais, ILPF e recuperação de pastagens degradadas na região amazônica (Amapec)”, apoiado pelo Projeto Integrado da Amazônia (PIAmz).

 As mudas foram plantadas em propriedades situadas nos municípios de Autazes, Presidente Figueiredo e Manaus.  As espécies de castanha do brasil, jacareúba, mogno, columbrina, andiroba, tucumã e açaí servirão para recompor a paisagem ou servir de sombreamento nos pastos. Para essa ação houve a parceria do Instituto Excelsa com a doação de 900 mudas de castanheiras, as demais foram produzidas no viveiro da Embrapa.

O projeto Amapec tem por finalidade promover a disseminação de processos/produtos e tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável da agricultura familiar na região amazônica. É composto por quatro projetos componentes envolvendo a capacitação continuada de agentes multiplicadores, validação de tecnologias, publicação de cartilhas e comunicados técnicos e instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), em SAF´s, sistemas ILPF e recuperação de pastagens degradadas na região amazônica para Agricultura Familiar. 

No Amazonas é conduzido pelos pesquisadores Silas Garcia e Rogério Perin, da Embrapa Amazônia Ocidental que planejam para 2020 várias ações de transferência de tecnologia como a realização de cursos, palestras e dia de campo para socializar os conhecimentos entre agricultores, agentes da extensão rural e pesquisadores.

O projeto está ligado ao PIAmz, financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e busca promover a produção e a disseminação de conhecimentos e tecnologias voltadas para a recuperação, conservação e uso sustentável da Amazônia, por meio de apoio a projetos e ações de pesquisa, desenvolvimento, transferência de tecnologia, intercâmbio de conhecimentos e comunicação rural.
Essas ações do projeto também contribuem para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela Organização das Nações Unidas (ONU), mais especificamente para Erradicação da pobreza, Agricultura Sustentável e Redução das desigualdades sociais.

Foto: Silas Garcia 
Maria José Tupinambá (114 DRT-AM)
Embrapa Amazônia Ocidental

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Transferência de tecnologias fortalece cultura do coqueiro no Brasil – 26/12/2019

Pesquisador Lafayette em prática de adubação

A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) promoveu em 2019 uma série de ações para disseminar boas práticas e soluções inovadoras e sustentáveis para a cultura do coqueiro, produto de grande relevância agrícola para o Nordeste e outras regiões. 

Muitas dessas iniciativas fazem parte do projeto ‘Transferência de Tecnologias validadas para a cadeia produtiva do coco’, e integram o conjunto de projetos do arranjo ‘Geração, aprimoramento e transferência de tecnologias para a produção sustentável de coco (TT Brascoco)’.

Bahia
O Assentamento Dois Valles, em Conde, no Litoral Norte da Bahia, vem recebendo agentes da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) para a implantação de uma série de soluções tecnológicas sustentáveis aplicadas à produção de coco, decididas de forma participativa com os agricultores familiares.

Após discutir e validar com os agricultores foi instalada uma Unidade de Aprendizagem em área coletiva dentro do assentamento, cujo arranjo produtivo prevê o consórcio entre diferentes culturas como coco, laranja, banana e maracujá – principais frutíferas produzidas pelas famílias e comercializadas na região. A leguminosa gliricídia também compõe o arranjo e destaca-se como prática de adubação verde do coqueiro – tecnologia Gliricoco, uma alternativa de baixo custo para aumentar o teor de matéria orgânica no solo e melhorar sua fertilidade.

A contribuição técnica da Embrapa foi destaque na segunda edição do Festival do Coco e Florestas Plantadas de Conde, realizado de 6 a 10 de agosto. A Embrapa Tabuleiros Costeiros promoveu durante o festival o lançamento de livros, cursos e dia de campo sobre a cultura do coqueiro, além da participação da reunião da Câmara Técnica do Coco do Estado da Bahia, criada na primeira edição, em 2018. 

No dia de campo realizado durante o festival no Assentamento Dois Valles, os participantes puderam ver de perto diversas soluções integradas, desde a definição das culturas consorciadas, preparo de mudas e solo, práticas de manejo e controle de pragas sem uso de pesticidas químicos, com a solução da armadilha feita com garrafas PET para captura de pragas, aproveitamento da casca para adubação orgânica e muito mais. Tudo construído de forma participativa com os agricultores assentados.

O líder da Associação, César Sousa, destacou a cooperação entre os parceiros da Embrapa e os agricultores familiares. “Esse trabalho conjunto tem dado excelentes resultados, e hoje foi uma grande oportunidade de compartilhar com outras famílias”, afirmou.

Sergipe
Em novembro, agricultores familiares e técnicos do Agreste Sergipano participaram de uma oficina promovida pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) para apresentação de resultados de pesquisas com foco no uso de resíduos do coco como alternativas aplicáveis ao cultivo orgânico de hortaliças. 

No evento realizado em Campo do Brito, a pesquisadora Maria Urbana Nunes apresentou resultados de avaliação da eficiência da biomanta feita com fibra de coco no controle de plantas espontâneas em cultivos de alface, tomate e morango, que contribui para a redução de capinas, manutenção da umidade do solo e diminuição das perdas de produção devido ao contato das plantas e dos frutos com o solo.

A oficina aconteceu em uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa Tabuleiros Costeiros instalada na propriedade do agricultor familiar José Adelson Fonseca, no povoado Garangau. A ação de transferência de tecnologia integra o projeto ‘Desenvolvimento de tecnologias para o aproveitamento da casca de coco seco e verde na geração de insumos’, liderado por Maria Urbana e que conta com a parceria da Cooperativa da Produção Sustentável de Sergipe (Coopersus).

Urbana apresentou a solução da biomanta e outros métodos de aproveitamento dos resíduos do coqueiro durante a “Oficina Resíduo de Coco, de problema ambiental à oportunidade de negócio”, promovida pela Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE) em parceria com a Embrapa Tabuleiros Costeiros e Sebrae, no dia 18 de novembro. 

Ela destacou as formas de aproveitamento da casca como adubo orgânico, organomineiral, biofertilizantes, substratos e cobertura morta (mulching) e compostagem laminar em coqueiro ou outras plantas frutíferas que, além de fonte de nutrientes, reduz a evaporação da água do solo, temperatura do solo, ervas daninhas e os custos com capina e, em muitos casos, evita o contato direto dos frutos e folhas com o solo.

A pesquisadora destacou ainda o substrato denominado coquita, preparado com pó de casca de coco e composto orgânico e enriquecido com o fosfato de rocha hiperfosfato de gafsa, utilizado para produção de mudas.

Sergipe também foi palco de cursos e capacitações sobre a cultura do coqueiro, a exemplo de ‘Controles de Praga para Cultura do Coqueiro’, realizado em parceria com a Codevasf no Povoado Santa Cruz – Projeto Cotinguiba, em outubro em Propriá. A parceria com a Codevasf rendeu também os cursos ‘Controles de Doenças para a Cultura do Coqueiro’ e ‘Compostagem: Conhecendo e reaproveitando os resíduos agrícolas’, realizados ao longo do mês no mesmo local.

Além do controle de pragas e doenças com alternativas como a Armadilha Pet e outras soluções, os agricultores conheceram técnias de adubação e se familiarizaram com o software FertOnline, desenvolvido pelo pesquisador Lafayette Sobral, que calcula os níveis de adubação necessário para o plantio de coqueiro e outras culturas com base nas análises de solo e folha.

Alagoas
Em agosto, participantes do encontro ‘ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA’ visitaram a Fazenda Bolandeira, em Jequiá da Praia, onde o produtor Lucas França, por meio de intercâmbio técnico com agentes da Embrapa Tabuleiros Costeiros, implantou uma Unidade de Referência Tecnológica de integração entre coqueiro mestiço, pastagem para o gado de corte e a leguminosa arbustiva gliricídia.

“Desde que implementamos o sistema aqui na propriedade, tem sido impressionante o ganho de produtividade dos coqueiros, sem falar da qualidade do pasto e da redução de custos com adubo nitrogenado e suplementação para os animais por conta d gliricídia”, revela França.

Essas estratégias buscam maior sustentabilidade dos pontos de vista econômico, por reduzir os custos de produção, e ambiental por fazer uso da terra com cobertura e preservação dos solos e também reduzir a necessidade de insumos químicos e de controle de pragas por tratar-se de um sistema integrado com várias culturas em constante simbiose.

Ceará
Em mais uma edição da Feira Nacional do Coco (Fenacoco), de 6 a 9 de novembro em Fortaleza (CE), a Embrapa teve participação efetiva de pesquisadores de diversas Unidades, que realizam pesquisas agronômicas e agroindustriais com foco no incremento da cocoicultura.

O chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Marcelo Fernandes, participou da abertura da feira, e fez o lançamento oficial dos dois mais novos livros da Embrapa sobre a cultura – ‘Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas – Coco: o produtor pergunta, a Embrapa responde’ e ‘A Cultura do Coqueiro no Brasil – 3ª Edição’.

Apresentações de pesquisadores e analistas da Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE) e da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) integraram a programação, com informações e debates atuais sobre soluções tecnológicas para as demandas dos produtores brasileiros.

Pará
Por conta da instalação e expansão da Sococo, a maior fabricante de derivados de coco do Brasil, no Pará, o estado assumiu papel de protagonista entre os grandes produtores do país, ficando atrás apenas dos líderes Bahia, Sergipe e Ceará, representando 12% da produção nacional em 2017, segundo dados do IBGE. 

A contribuição da Embrapa nessa caminhada recebeu um importante reconhecimento em dezembro. A pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros Joana Ferreira, experiente especialista em pragas do coqueiro, recebeu uma homenagem especial da empresa Sococo durante a cerimônia de comemoração dos 40 anos da atuação da empresa no Pará.

Joana recebeu o prêmio de ‘Madrinha’ da organização, e a Embrapa recebeu a distinção de ‘Instituição de Pesquisa Parceira’, no evento que ocorreu no domingo (15) na fazenda da Sococo em Moju, no Nordeste do Pará, onde a empresa implantou em 1979 um grande projeto agrícola, com mais de 20 mil hectares de área plantada.

Entre suas grandes contribuições para o tema estão a armadilha plástica feita com garrafas pet para captura da broca-do-olho (Rhynchophorus palmarum), uma importante praga do coqueiro no Brasil, protocolos de controle de ácaros do coqueiro com uso de óleos vegetais combinados com detergentes neutros biodegradáveis e estudos dos aspectos bioecológicos e manejo do ácaro-da-necrose-do-coqueiro.

Outros estados
O Espírito Santo e Minas gerais, que ao longo dos últimos anos têm aumentado sua produção de coco e ganhado maior destaque no cenário nacional, tiveram capacitações para identificação de pragas e doenças.

Em junho, técnicos do Ministério da Agricultura em Minas e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) participaram, em Belo Horizonte, de capacitação para identificação do amarelecimento letal do coqueiro – perigosa doença quarentenária ainda não presente no país – e de técnicas de amostragem e Levantamento de insetos vetores.

Em novembro, Fiscais Federais do Mapa e da Agência de Defesa Vegetal do Estado do Espirito Santo receberam, em Linhares, a capacitação para identificação da doença, dos potenciais vetores com ênfase em levantamento, coleta de amostras de plantas para análise molecular e harmonização dos procedimentos previstos nos planos de contingência para amarelecimento letal do coqueiro.

Foto: Paulo Sérgio Mota 
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Metodologia seleciona árvores nativas para sistemas silvipastoris – 23/12/2019

Pesquisadores da Embrapa desenvolveram uma metodologia inovadora para a avaliação de espécies arbóreas de crescimento espontâneo em áreas de pastagem, com a adoção de critérios objetivos e atributos fáceis e rápidos de serem avaliados. O resultado foi publicado no livro Guia Arbopasto e embasou o aplicativo Arbopasto.

O método classifica e ranqueia espécies arbóreas com base em sua aptidão para produção de madeira e o fornecimento de serviços múltiplos em sistemas silvipastoris. Para a Amazônia, o sistema descreveu 51 espécies nativas com crescimento espontâneo nas pastagens.

A metodologia utilizada pelos pesquisadores pode ser facilmente replicada em diferentes regiões do País. “Há uma infinidade de espécies arbóreas nativas nos diferentes biomas brasileiros, muitas vezes são pouco conhecidas e estudadas, mas que podem apresentar um potencial para uso na arborização de pastagens. Onde houver árvore de regeneração natural em pastagem, a metodologia pode ser utilizada”, explica a pesquisadora da Embrapa Rondônia Ana Karina Salman.

Segundo ela, alguns grupos de pesquisa nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil já manifestaram interesse em replicar a metodologia em outros biomas, como Caatinga e Cerrado. “Precisamos reconhecer que é preciso disponibilizar ferramentas que auxiliem outros pesquisadores nessa tarefa. Daí a importância dessa metodologia”, complementa Salman.

A arborização de pastagens, sistemas silvipastoris e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) são opções sustentáveis e cada vez mais presentes no dia a dia dos pecuaristas brasileiros. Mesmo com o importante papel das árvores como fornecedoras de produtos e serviços para a atividade pecuária, ainda há pouca informação sobre o uso de espécies arbóreas nativas da flora brasileira nesses sistemas.

Foco nas árvores nativas
Apesar da riqueza da flora arbórea brasileira, a maioria dos sistemas silvipastoris implantados no Brasil ainda utiliza espécies arbóreas exóticas. O desafio é identificar, caracterizar e domesticar as espécies nativas, tornando-as tão ou mais atrativas que as exóticas. O objetivo principal é que se tenha nas pastagens um número de árvores que garanta a sustentabilidade do sistema, com benefícios a todos os componentes ao longo dos anos e com práticas adequadas de manejo.

Para o pesquisador da Embrapa Acre Carlos Maurício de Andrade, a simples arborização de uma área de pastagem não deve ser confundida com um sistema silvipastoril. “No Brasil, a média de árvores em meio às forrageiras varia de 4% a 5%, quando se recomenda que a área de sombra gerada pelas copas das árvores seja de no mínimo 10% e não ultrapasse 40% ou 50% da área da pastagem, desde que as espécies usadas tenham arquitetura de copa adequada. Assim, é possível manter níveis satisfatórios de luz para o crescimento da pastagem, mantendo convivência positiva de árvores, animais e pastagem no sistema”, argumenta.

A metodologia
Dada a complexidade desses sistemas de integração, em que o componente arbóreo interage com o pasto, com os animais e, eventualmente, com culturas agrícolas, a metodologia utilizada pelos pesquisadores na Amazônia Ocidental brasileira classificou as espécies de acordo com um conjunto de 15 atributos específicos, levando em conta a importância para diferentes modalidades de sistemas.

Diferentemente dos demais, esse método tem critérios objetivos e padronizados para a seleção. É apropriado para ser utilizado como estratégia de pesquisa exploratória para definição das espécies arbóreas a serem testadas em ensaios de introdução e avaliação e em modelos de sistemas silvipastoris para ensaios de longa duração. Também pode ser aplicado na identificação de árvores ideais para compor diversas modalidades de sistemas silvipastoris, em diferentes regiões, desde que sejam seguidos os critérios definidos e as etapas necessárias.

Um dos primeiros passos da metodologia consiste na escolha do conjunto de espécies que serão avaliadas. Para isso, pode-se recorrer a bases de dados sobre as árvores nativas da região ou, preferencialmente, a estudos exploratórios que levantaram as espécies que ocorrem em pastagens cultivadas. Essa lista inicial deve ser considerada ponto de partida para os levantamentos de campo.

É importante a definição pelo grupo de trabalho das características que serão avaliadas. Elas devem estar relacionadas à facilidade de produção de mudas, velocidade de crescimento, resistência ao fogo e capacidade de regeneração natural em pastagens. E também à influência das árvores no crescimento do pasto sob as suas copas, com o aproveitamento de produtos das árvores, sejam frutos ou a madeira, e com o bem-estar animal.

A coleta de dados em campo deve ser realizada em propriedades rurais com pastagens com idade superior a dez anos e com bom grau de arborização. A presença de um mateiro (parataxonomista) experiente na equipe de campo é fundamental para assegurar a correta identificação das árvores a serem avaliadas, em tempo hábil.

Uma vez identificada pelo mateiro, a árvore deve ser georreferenciada com uso de aparelho GPS portátil e avaliada com relação a diversas variáveis. Além disso, é importante que cada árvore avaliada seja fotografada em detalhes. Essas imagens podem ser utilizadas em publicações sobre as espécies arbóreas estudadas e também são necessárias para conferir algum detalhe sobre a caracterização da espécie, confirmar a sua inclusão em determinada classe, ou assegurar que todas as árvores avaliadas pertencem à mesma espécie botânica.

Também devem ser feitas anotações sobre o estádio fenológico da árvore, incluindo floração, frutificação, presença de frutos maduros e perda de folhas parcial ou total. Informações úteis para o melhor conhecimento da espécie e sua futura multiplicação.

Os pesquisadores explicam que não basta identificar as características importantes e classificar as espécies com base nessas características. É necessário também encontrar uma maneira objetiva de ordená-las com base no seu grau de aptidão de uso em uma determinada modalidade de sistema silvipastoril. Uma forma de fazer isso é definindo a importância relativa de cada característica para a seleção. A equipe deve dar um peso para cada característica conforme sua importância.

Biodiversidade florestal pouco conhecida
O Brasil possui ampla e variada biodiversidade florestal e o conhecimento aliado à exploração racional e eficiente pode oferecer uma gama de possibilidades em cada região. As informações levantadas pela metodologia utilizada pelos pesquisadores abrem um leque de possibilidades, que vão desde a inovação no uso até o aprendizado da maneira mais adequada de manejo de espécies arbóreas nativas já conhecidas ou pouco estudadas.

Os pesquisadores alertam sobre a necessidade de mais estudos científicos sobre a susceptibilidade das espécies arbóreas nativas quanto ao ataque de pragas e doenças, sobre o potencial tóxico e forrageiro dos frutos produzidos, e sobre a velocidade de crescimento dessas espécies arbóreas, entre outros que possam ser úteis para a sustentabilidade do ecossistema aliada à produção agropecuária.

Foto: Carlos Maurício

Renata Silva (MTb 12361/MG)
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Alagoas investe em capacitação sobre ILPF para técnicos e extensionistas – 20/12/2019

 

Técnicos extensionistas de Alagoas começaram, agora em dezembro/2019, um treinamento para adoção do sistema de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta em suas propriedades. A ideia é ampliar a área com sistemas silvipastoris (pecuária consorciada com plantios florestais) na Zona da Mata e na Zona do Agreste de Alagoas. O processo de capacitação continuada acontecerá em, pelo menos, sete módulos e,  e  além da parte teórica, prevê a instalação de áreas demonstrativas em propriedades rurais.

O primeiro módulo reuniu 34 participantes e teve como foco a conversão de pastagens em sistemas silvipastoris. “O componente arbóreo é um dos grandes diferenciais dos sistemas de integração. Além de proporcionar conforto térmico aos animais e gerar renda com a madeira, é o que mitiga o efeito das mudanças climáticas, com o sequestro de carbono. No entanto, é um componente que também necessita de planejamento e manejo adequados para que cumpra efetivamente seu objetivo”, explica Vanderley Porfírio-da-Silva, pesquisador da Embrapa Florestas e instrutor deste módulo.

O consultor Ademilson Neris dos Santos, da empresa Fazenda Eficiente, avalia que a realização do curso foi um marco importante na pecuária do estado, pois é algo inovador que pode gerar resultados acima da expectativa. “O conhecimento de novas tecnologias auxilia na melhor tomada de decisão dentro das empresas rurais. A partir da realização do curso, o sistema silvipastoril será uma das opções a serem consideradas quando da implantação de novos projetos ou até mesmo adequações de projetos já existentes”. 

Na parte teórica, os participantes tiveram contato com informações como usos e formas de sistemas silvipastoris, exemplos nas diferentes regiões do país, conversão de pastagem convencional em sistema silvipastoril, fundamentos do sistema, critérios para implantação e manejo das árvores. Na prática, os participantes elaboraram projetos para conversão de pastagem convencional em sistemas silvipastoris, focados nas realidades onde atuam, e agora vão a campo implantar os projetos. “Essa dinâmica pretende dar continuidade ao aprendizado de forma efetiva e também fomentar discussões baseadas na realidade nos próximos módulos”, afirma o pesquisador.

Para Diogo Lôbo, consultor em implantação de sistema de pastoreio Voisin e que trabalha com gestão e reprodução de pecuária de leite e corte em Alagoas, “o curso foi inovador. Foram muitas informações novas, desde a parte de conforto térmico dos animais quanto melhoria da produtividade de pasto, e possibilidade de aumento da rentabilidade por hectare ao ano”. 

Alberon Cabral Toledo, Diretor de Planejamento do Sindicato de Energia do Estado de Alagoas, explica que há uma mudança no estado do cultivo da cana de açúcar para a pecuária. Com isso, identificaram oportunidade para agregar o cultivo de eucalipto com a introdução dos sistemas silvipastoris. “A motivação é que também melhora a qualidade da pecuária e queremos fazer bem feito desde o começo, por isso o apoio e incentivo a esse trabalho com a Embrapa”, explica.

Lineu Domitt, pesquisador da Embrapa e um dos organizadores da capacitação continuada, acredita que a ampla parceria que se estabeleceu para a realização do projeto vai possibilitar um processo contínuo, com diversos módulos e fases. “O objetivo é termos técnicos muito capacitados, que possam atender a demanda dos produtores rurais que queiram implantar o silvipastoril, sejam com qual espécie for” à medida que os módulos da capacitação continuada evoluírem, podem acontecer novos arranjos e identificadas novas necessidades”.

A “Capacitação Continuada de Técnicos em ILPF nas Zonas da Mata e do Agreste – ILPF em Alagoas” é uma iniciativa da Embrapa, Sebrae e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e conta com a parceria nacional da Associação Rede ILPF e parceria local da Emater/AL; Seagri/AL; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; DFA/AL; FAEAL; UFAL; IFAL e Banco do Nordeste e Banco do Brasil.
 

Foto: Vanderley Porfírio-da-Silva
Katia Pichelli (MTb 3594/PR)
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Rede ILPF lança prêmio de jornalismo – 20/12/2019

Jornalistas de todo o país já podem se inscrever no Prêmio Rede ILPF de Jornalismo. O edital foi lançado pela Associação Rede ILPF e contempla reportagens sobre o tema integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) publicadas entre 1º de julho de 2019 e 15 de maio de 2020.

Nesta primeira edição, o Prêmio terá cinco categorias: imprensa escrita; jornalismo em áudio; jornalismo audiovisual; fotojornalismo; e profissionais da Rede ILPF.

A categoria imprensa escrita contemplará trabalhos em texto escrito, veiculados em jornais, revistas ou sites. A categoria jornalismo em áudio contemplará rádio e podcasts. Na categoria jornalismo audiovisual poderão ser inscritas reportagens veiculadas em emissoras de televisão, web TV, plataformas de vídeo sob demanda e sites. Já a categoria fotojornalismo contemplará trabalhos fotográficos utilizados para ilustrar conteúdos jornalísticos em veículos impressos ou digitais.

A categoria profissionais da Rede ILPF será exclusiva para jornalistas das instituições associadas da Rede ILPF. Poderão ser inscritos trabalhos em texto, áudio ou vídeo.

De acordo com o edital, o Prêmio Rede ILPF de Jornalismo tem como objetivos “estimular, divulgar, apoiar, incentivar e prestigiar trabalhos jornalísticos sobre sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), bem como contribuir para o melhor entendimento pela sociedade rural e urbana e pelo poder público acerca da importância da ILPF para a intensificação sustentável da produção agropecuária brasileira, possibilitando produzir mais, poupando terras, reduzindo as emissões de gases causadores do efeito estufa, evitando desmatamento e conservando os recursos naturais”.

Inscrições

As inscrições para o Prêmio Rede ILPF de Jornalismo poderão ser feitas até o dia 15 de maio de 2020, no site www.ilpf.com.br, no menu “editais”. Os resultados serão divulgados em 10 de junho de 2020 e a entrega da premiação será durante o II Congresso Mundial de ILPF, em Campo Grande (MS), de 22 a 26 de junho de 2020.

Os vencedores de cada categoria receberão troféu, certificado e o direito a fazer uma press trip para uma das Unidades de Referência Tecnológica de ILPF apoiadas pela Rede ILPF, à livre escolha.

Temática

Poderão se inscrever no Prêmio Rede ILPF de Jornalismo as reportagens que tenham relação direta com os sistemas integrados de produção agropecuária, seja na modalidade ILP, ILF, IPF ou ILPF.

Podem ser abordadas as mais diversas questões como tecnologia, experiências exitosas, assistência técnica, mão-de-obra, manejo, linhas de crédito, infraestrutura, logística, benefícios da tecnologia, contribuições para produção sustentável, política pública, desafios para adoção da tecnologia e mercado.

Rede ILPF

A Rede ILPF é uma associação formada e co-financiada pelas empresas Bradesco, Ceptis, Cocamar, John Deere, Premix, Soesp, Syngenta e pela Embrapa. Foi iniciada em 2012 e tem o objetivo de acelerar uma ampla adoção das tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) por produtores rurais como parte de um esforço visando a intensificação sustentável da agricultura brasileira

A Rede ILPF atualmente apoia uma rede com 16 Unidades de Referência Tecnológica (URT) e 12 Unidades de Referência Tecnológica e de Pesquisa (URTP), distribuídas entre os biomas brasileiros e envolvendo a participação de 22 Unidades de Pesquisa da Embrapa.

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Oeste da Bahia terá zoneamento de risco climático para consórcio milho-braquiária – 19/12/2019

Fernando Macena explicou o funcionamento do ZARC para os participantes da reunião técnica

Os produtores do Oeste da Bahia poderão acessar o seguro agrícola para o consórcio milho-braquiária a partir da próxima safra. Com a implementação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) esse arranjo poderá ser mais adotado na região.

Especialmente nessa área do estado, onde os solos são arenosos, a braquiária contribui muito para o desenvolvimento das lavouras, já que esse capim auxilia na construção do perfil do solo, ajudando na infiltração e no armazenamento de água no solo para os cultivos sucessivos, além de contribuir para o controle de doenças e de plantas daninhas. Seu consórcio com o milho garante melhor produtividade e maior sustentabilidade da produção agrícola.

O Zarc faz a análise de risco, considerando a variabilidade climática, as características do solo e a ecofisiologica da cultura, e indica a época mais adequada para o plantio. O zoneamento faz parte do Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro), além de ser usado por várias instituições financeiras para a concessão do crédito rural.

A ferramenta foi construída a partir de modelos matemáticos com informações climáticas e dados gerados em áreas de pesquisa agrícola. Mas, para que ela seja realmente adequada à realidade da região, a Embrapa inclui a etapa de validação pelo setor produtivo.

Em Luís Eduardo Magalhães (BA), a reunião técnica realizada no dia 16, contou com a participação de cerca de 30 pessoas, entre produtores rurais, consultores, gestores públicos, representantes de bancos, cooperativas e do setor privado.

Foram feitas apresentações sobre gestão e manejo de lavouras de grãos frente às variações climáticas e da metodologia usada, além da demonstração do aplicativo móvel para celular Zarc Plantio Certo. 

Importantes contribuições surgiram durante as discussões, como a sugestão de aumentar a rede de estações meteorológicas com a incorporação de bases particulares credenciadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já que são poucas as bases oficiais existentes na região. Dessa forma, haverá um aumento da base de dados para a construção dos mapas para os anos seguintes. 

Segundo o supervisor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Sérgio Abud, é importante ouvir a opinião do produtor rural para conhecer a realidade em que eles trabalham, se os riscos que eles consideram são os mesmos identificados pela pesquisa. “A validação dá maior segurança para os coordenadores em relação aos dados que foram obtidos em áreas experimentais de pesquisa”, explica.

“O Zarc é resultado da antiga batalha do setor produtivo para reduzir o risco da atividade agrícola, e que só é possível com a interação entre os setores público e privado”, comentou o pesquisador Fernando Macena, acrescentando que uma das metas prioritárias do Programa Agir – Agro Gestão Integrada de Riscos (ProAgir), recém-lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é a ampliação e o contínuo aprimoramento do método.

A equipe da Embrapa Cerrados também visitou algumas propriedades rurais da região para entender o momento pelo qual estão passando, de atraso no início das chuvas, e orientou os produtores sobre como a ferramenta pode ser usada para ajuda-los na escolha dos melhores períodos de plantio quando há pouca chuva, como vem ocorrendo nos últimos anos. 

O Zarc
Ferramenta tecnológica de análise de risco que considera a variabilidade climática, as características do solo e as características ecofisiológicas da cultura, o Zarc permite quantificar o risco para cada época de semeadura e para cada local, indicando a época mais adequada de plantio, além de contribuir para o aumento da produção e da produtividade agrícola, bem como para a racionalização do crédito agrícola, a redução de perdas, a proteção do solo e do meio ambiente.

Adotada como política pública desde 1996, a metodologia foi desenvolvida pela Embrapa, envolvendo atualmente 25 unidades de pesquisa e mais de 100 pesquisadores no aprimoramento e na atualização do modelo para mais de 40 culturas, com alcance de 24 Unidades da Federação. As recomendações geram portarias pelo Mapa, permitindo o acesso ao Proagro, ao Proagro Mais e à subvenção federal ao prêmio do seguro rural.

Para o pesquisador Fernando Macena, da Embrapa Cerrados, existe uma grande dificuldade para a construção do Zarc do consórcio milho-braquiária, pois se trata de sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), que pode ser implantado de diversas formas e com diferentes objetivos. “É difícil contemplar essa dinâmica. Há produtores que aplicam herbicida (para dessecar a braquiária), outros querem fazer pastagem. Por isso é complexo elaborar o Zarc para esse consórcio”, afirmou. 

Dos quase 15 milhões de hectares de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Brasil, de acordo com o Censo Agropecuário 2017 do IBGE, 83% representam sistemas de ILP como o consórcio milho-braquiária, que proporcionam diversos benefícios econômicos, como aumento da produção de grãos, carne e leite; sociais, como a geração de empregos; e ambientais, como a mitigação de gases efeito estufa, sequestro de carbono e a redução da pressão para a abertura de novas áreas.

Uma particularidade do consórcio é que ele consome mais água da chuva que a cultura solteira do milho, encurtando a janela de plantio. “Por outro lado, a braquiária, que não sofre tanto com os veranicos, prepara um perfil maior de exploração do solo, proporcionando mais água ao sistema. A planta que limita o sistema é o milho”, explicou o pesquisador.

O Zarc visa à indicação de datas ou períodos mais adequados de semeadura do milho consorciado com a braquiária por município, considerando a característica do clima, o tipo de solo e o ciclo da cultivar, de modo a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis das culturas, minimizando perdas agrícolas.

São utilizados como parâmetros de entrada dados sobre clima (chuvas, evapotranspiração de referência, temperatura mínima a cada período de 10 dias), solo (profundidade efetiva do sistema radicular e capacidade de armazenamento de água) e da cultura do milho (ciclo, fases da planta, coeficiente de cultura para consumo de água e profundidade do sistema radicular). Esses parâmetros geram o Índice de Satisfação de Necessidade de Água (ISNA) para as fases críticas da cultura, que no caso do milho são a de plantio/emergência e de florescimento e frutificação. 

Para a indicação das datas de plantio em decêndios (períodos de 10 dias), a metodologia leva em conta o ciclo da cultura (precoce, médio ou tardio) e classifica os solos de acordo com a textura – arenosa (teor de argila entre 10% e 15% e baixa capacidade de retenção de água), média (15% a 35% de argila e média capacidade de retenção de água) ou argilosa (35% ou mais de argila e alta capacidade de retenção de água). 

Essas informações baseiam os mapas do Zarc, que apontam o risco climático do plantio/semeadura a cada decêndio nas diferentes regiões do País. O risco pode variar de 80% (oito anos de sucesso do plantio a cada 10 anos), 70% (sete anos de sucesso a cada 10 anos) ou 60% (seis anos de sucesso a cada 10 anos). “Não dizemos que o produtor não pode plantar fora dessas datas, estamos falando dos riscos”, esclareceu Macena.

Para o público presente, o pesquisador demonstrou o uso da ferramenta simulando os riscos  de plantio do milho safra e safrinha em consórcio com a braquiária em diferentes decêndios, considerando alguns ciclos (precoce e médio) e tipos de solos (médio e argiloso). Ele explicou que as séries de decêndios são atualizadas visando contemplar veranicos e eventos climáticos adversos como os fenômenos El Niño e La Niña, que produzem diferentes efeitos de acordo com a região do Brasil.

Facilidade à mão
O aplicativo móvel Zarc – Plantio Certo, disponível na loja de aplicativos da Embrapa, fornece as épocas “ideais” para o plantio de 43 culturas (por município, ciclo da planta e tipo de solo), a cultivar mais apropriada para determinado propósito (em 12 culturas) e as condições climáticas antes e durante a safra. Antes, era preciso acessar as tabelas divulgadas apenas nas portarias publicadas no Diário Oficial da União ou no site do Mapa. 

Segundo a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Alexsandra Duarte, as informações do aplicativo são simples e palatáveis para facilitar a decisão do produtor. “A ideia é que seja um insumo tecnológico, servindo de orientação no momento de decidir qual pacote (tecnológico) utilizar”, disse. A pesquisadora demonstrou o uso do Zarc Plantio Certo com o plantio do milho em Brasília (DF), apontando as diversas variáveis informadas.

Zarc é validado para o DF e Entorno
Em reunião técnica realizada na Embrapa Cerrados no dia 4 de dezembro, cerca de 30 pesquisadores, técnicos, extensionistas, produtores rurais e representantes de cooperativas discutiram a validação do Zarc para o consórcio milho-braquiária para o Distrito Federal e Entorno. 

Ferramenta tecnológica de análise de risco que considera a variabilidade climática, as características do solo e as características ecofisiológicas da cultura, o Zarc permite quantificar o risco para cada época de semeadura e para cada local, indicando a época de plantio mais adequada, além de contribuir para o aumento da produção e da produtividade agrícola, bem como para a racionalização do crédito agrícola, a redução de perdas, a proteção do solo e do meio ambiente.

As informações servirão de base para um relatório que será elaborado pelos pesquisadores da área de agroclimatologia da Embrapa Cerrados e encaminhado ao Comitê Gestor do Zoneamento Agrícola de Risco Climático da Embrapa. O comitê fornecerá as informações ao Mapa para que seja publicada uma portaria disciplinando o Zarc para o consórcio milho-braquiária para o Distrito Federal e Entorno.

 
Foto: Breno Lobato 
Breno Lobato (MTb 9417-MG)
Embrapa Cerrados

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