Compactação do solo durante a semeadura aumenta as chances de doença – 05/11/2019

A expectativa de normalização das chuvas no Centro-Oeste anima e relembra que ainda temos muita lavoura a semear e, portanto, um prazo a cumprir.  Mas, cuidado, a pressa para recuperar o tempo perdido na implantação das lavouras pode gerar problemas. Frequentemente agricultores e consultores procuram os laboratórios e instituições de pesquisa após a semeadura trazendo algumas plantas com sintomas de murcha, tombamento ou mal desenvolvidas, tentando compreender porque as plantas não se desenvolvem normalmente. E muitas vezes a resposta é que as doenças são apenas oportunistas. As enfermidades em plantas logo após a semeadura, em geral, revelam problemas de manejo do solo, principalmente relacionados à compactação, dificultando o desenvolvimento normal do sistema radicular e predispondo as plantas a toda sorte de doenças. 

Evitar as doenças custa muito menos e é muito mais eficaz do que tentar controlar depois que elas ocorrem. E pensando em doenças de solo, que são causadas por microrganismos habitantes naturais do solo, pouco ou nada podemos fazer depois de constatada a doença. Por isso, nesta fase de semeadura, a principal atitude para evitar doenças consiste em evitar a compactação do solo.

E como evitar a compactação do solo? Durante a semeadura, é importante evitar a operação e o trânsito de máquinas na lavoura com solo muito úmido, principalmente em solos argilosos. O produtor sabe, mas não custa lembrar: operações agrícolas com solo muito úmido promovem a compactação do solo, o processo de descompactação é difícil, e solo compactado predispõe as plantas a doenças. A compactação pode ocorrer tanto pela pressão dos pneus do maquinário agrícola sobre o solo, como também nos sulcos de semeadura, pela ação do facão de distribuição do adubo e/ou pelos discos de semeadura, promovendo o espelhamento das paredes do sulco e facilitando assim o acúmulo de água, o que favorece a ocorrência de doenças.

Algumas doenças de solo favorecidas pela compactação são: podridão da raiz e da haste da soja causada por Phytophthora sojae, que causa o escurecimento ascendente, a partir da base da haste, subindo homogeneamente na planta até as ramificações da haste principal. O tombamento de pré e pós emergência causado por Rhizoctonia solani, que causa o estrangulamento do colo da planta, com lesões circulares a elípticas marrom-avermelhadas, que se tornam alongadas e deprimidas. E a podridão cinza da haste e da raiz causada por Macrophomina phaseolina. Esta doença é observada mais no final do ciclo, devido a antecipação da maturação (maturação forçada) nas reboleiras com a doença. 

Além dessas, solos mal conservados em geral predispõem as plantas a diversas outras doenças, como as doenças-de-final-de-ciclo, o mofo-branco, e as nematoses. O cuidado com a estrutura e conservação do solo pode fazer com que muitas doenças não ocorram ou não atinjam o limiar de dano. Essas informações reforçam que muito do êxito nas lavouras, está relacionado ao nosso cuidado com o solo.
 
Alexandre Dinnys Roese (Analista Embrapa Agropecuária Oeste)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Augusto César Pereira Goulart (Pesquisador Embrapa Agropecuária Oeste)
Embrapa Agropecuária Oeste

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Encontro de Inovação em Agronegócio aborda agritech – 05/11/2019

Projetos da Embrapa voltados para o Agritech serão apresentados no Encontro de Inovação em Agronegócio, em 7 de novembro, no Instituto de Pesquisas Eldorado. O encontro, uma parceria da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e do Instituto Eldorado, com apoio e colaboração da Embratel/Claro, irá abordar a visão desse ambiente e das suas oportunidades, além de decifrar os cenários de investimentos em tecnologias e apresentar casos de conectividade e aplicativos desenvolvidos para o mercado.

A programação conta com discussões sobre ambiente e oportunidade para Agritechs, com a Pulse Hub; investimentos em tecnologia do agrobusiness, com a WBGI Consultoria e com a Claro, abordando as oportunidades da conectividade no Agro.

A partir das 11h15 inicia-se a apresentação de projetos de Agritechs, com Painel de Aplicativos.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Geraldo Stachetti apresenta, às 11h45, o BRGAP – Avaliação de impactos para gestão ambiental de atividades rurais: a parceria Embrapa/Brasil-GAP – Agrodimensões. Conforme o pesquisador, a equipe da Embrapa Meio Ambiente tem se dedicado à formulação de sistemas de avaliação de impactos de atividades rurais, com integração de indicadores que favorecem a recomendação de tecnologias e práticas de manejo para gestão ambiental, em atendimento à demanda dos produtores.

A experiência desenvolvida com a elaboração e utilização dessas abordagens metodológicas (o sistema Ambitec-Agro de avaliação de inovações tecnológicas para o Balanço Social institucional; e o sistema APOIA-NovoRural, focado na gestão ambiental) vem sendo compartilhada com a Brasil-GAP Consultoria Agropecuária, na iniciativa denominada Agrodimensões.

Stachetti explica que trata-se de um procedimento de campo organizado com plataforma ‘mobile’, para coleta de dados georreferenciados, apresentação de gráficos demonstrativos de desempenho nas diferentes dimensões da sustentabilidade, integrados com um QRCode para facilitar o acesso pelo público. O objetivo é prover os produtores com um mecanismo de registro, análise e comunicação de sustentabilidade, diretamente nos pontos de venda e em associação com agroindústrias, estendendo o alcance aos consumidores e favorecendo a construção de uma relação ética no mercado agroalimentar.

O aplicativo AgroTag, que será apresentado pelo pesquisador Ladislau Skorupa da Embrapa Meio Ambiente às 12h, foi desenhado para apoiar a estruturação da Rede Colaborativa de Uso e Cobertura das Terras e dos Sistemas Produtivos Agropecuários e Florestais. Desenvolvido para dispositivos Android, na qual a interface online WebGIS comunica-se diretamente com o aplicativo e permite aos usuários parceiros o acesso de forma rápida aos dados coletados em campo e o seu compartilhamento entre os grupos.

Conforme  Skorupa,  para atender as demandas dos grupos de projetos parceiros e aumentar a abrangência de suas aplicações práticas, o Sistema AgroTag também foi desenvolvido em sistemas/módulos temáticos. O primeiro deles, AgroTag ILPF, foi desenvolvido com apoio da Associação Rede ILPF e é dedicado ao tema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.  Além dele, também foram desenvolvidos os módulos AgroTag AQUA, com apoio do BNDES, e dedicado ao tema Aquicultura, e o módulo AgroTag VEG, com apoio do Fundo Amazônia, voltado para a identificação, qualificação e monitoramento de experiências de recomposição de Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal ou de Uso Restrito.

Logo depois, às 12h15, Luciana Romani, pesquisadora da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP)  fala sobre a AgroAPI – plataforma que oferece informações e modelos agropecuários gerados pela Embrapa e que podem ser utilizados por empresas, instituições públicas e privadas e startups para a criação de softwares, sistemas web e aplicativos móveis para o setor agropecuário, com redução de custo e de tempo.

O acesso aos dados e modelos é realizado de forma virtual por meio de APIs (Interface de Programação de Aplicativos, na tradução do inglês) – um conjunto de padrões e linguagens de programação que permite, de maneira automatizada, a comunicação entre sistemas diferentes de forma ágil e segura, esclarece Luciana. Já estão disponíveis na plataforma a API Agritec, que reúne desde informações sobre produtividade e zoneamentos agrícolas até informações sobre cultivares, e a API SATVeg, com uma base de dados geográficos referentes às curvas temporais dos índices vegetativos NDVI e EVI na América do Sul.

Logo depois será a vez do Sigma ABC. O encerramento será às 13h15.

As inscrições são gratuitas.

Serviço
Auditório Instituto de Pesquisas Eldorado
Avenida Alan Turing, 275, Cidade Universitária
Campinas, SP

 

 

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

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Estudantes participam de dia de campo sobre sistemas agroflorestais – 04/11/2019

Os estudantes acompanharam as etapas de implantação do SAF, a metodologia de amostragem do solo, avaliação dos cultivos e práticas agrícolas de manejo

Áreas degradadas ou de pastagem podem ser convertidas em áreas produtivas, rentáveis e integradas à paisagem florestal com os Sistemas Agroflorestais (SAF). O caminho que conduz a um novo modelo de produção e conservação dos recursos naturais é percorrido através do consórcio de espécies arbóreas, frutíferas e cultivos agrícolas, que interagem entre si e oferecem benefícios técnicos, econômicos e ambientais para os produtores rurais. 

Para verificar de perto os resultados obtidos com a implantação desse sistema, estudantes do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram de um dia de campo sobre SAF, promovido pela Embrapa Acre, com apoio do Projeto Bem Diverso. A aula prática foi realizada no dia 18 de outubro, na propriedade do extrativista João Evangelista, na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Epitaciolândia (AC). 

Durante a atividade, os estudantes acompanharam etapas de implantação do sistema, a metodologia de amostragem do solo, avaliação dos cultivos e práticas agrícolas de manejo. Puderam constatar, em campo, os arranjos adequados à realidade extrativista e a viabilidade econômica desses consórcios florestais e agrícolas, que diversificam a atividade produtiva e ampliam a oferta de alimentos. 

Para o estudante Antônio Carnaúba, o dia de campo foi uma oportunidade para aprofundar, na prática, o conhecimento adquirido em sala de aula e, quem sabe, buscar novos rumos na profissão de engenheiro agrônomo. “Nossa profissão é ampla e cheia de desafios. Um deles é obter um sistema agrícola economicamente viável e ecologicamente equilibrado. O SAF pode ajudar o produtor ao oferecer diversificação da produção, diminuição de pragas e doenças, melhoria das condições químicas e físicas do solo e movimentação da economia local”, diz o estudante.

Unidade de Aprendizagem 
Em uma área de dois hectares de sua colocação, no Seringal Porvir, o extrativista João Evangelista conciliou, nos primeiros anos do SAF, o cultivo de milho e feijão com o plantio de frutíferas (açaizeiro e bananeira) e espécies florestais (seringueira e castanheira). O experimento, implantado em 2013 por meio do Projeto Saram (Sistemas Agroflorestais para Produção e Recuperação Ambiental na Amazônia), tem sido utilizado como Unidade de Aprendizagem da Embrapa, funcionado como vitrine para demonstrar a dinâmica de funcionamento e os resultados desse sistema.

O pesquisador Tadário Kamel conduziu a implantação do experimento e relata que o grande número de áreas de pastagem nas reservas extrativistas é preocupante, mas com os sistemas agroflorestais é possível produzir alimento, gerar renda e promover a conservação de espécies nativas da Amazônia. “Nos primeiros três anos, com a implantação de culturas agrícolas, como milho, feijão e banana, o produtor deixou de derrubar a floresta para implantar o roçado tradicional, que envolve derrubada e queima da floresta”, conta o pesquisador. 

Tadário ainda comemora a realização de mais um dia de campo e a troca de experiência entre pesquisadores, técnicos, produtores, alunos e professores. “Os estudantes serão multiplicadores dessas tecnologias agroflorestais envolvidas nessa Unidade de Aprendizagem da Embrapa e podem, futuramente, compor equipes que trabalham na reserva extrativista”, conta. 

Bem Diverso
O Projeto Bem Diverso desenvolve ações para a conservação da biodiversidade e manejo sustentável dos recursos naturais em paisagens florestais e sistemas agroflorestais de três biomas brasileiros, Amazônia, Cerrado e Caatinga, denominados Territórios da Cidadania. Fruto da parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o projeto busca assegurar os modos de vida das comunidades tradicionais e agricultores familiares, proporcionando renda e qualidade de vida.

 

Foto: Josiane Evangelista
Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
Embrapa Acre

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Colaboração: Bleno Caleb
Bem Diverso

Agricultura movida a ciência é apresentada pela Embrapa no Global Farmers Master Class em SP – 22/10/2019

Produtores de 15 países e especialistas durante o evento na Esalq em Piracicaba, SP

A trajetória da agricultura brasileira e da Embrapa foi apresentada ontem, 21 de outubro, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) em Piracicaba -SP, em evento internacional do setor de agronegócio à 42 produtores rurais de 15 países, como Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, França, Chile, Argentina,  Peru, Holanda e Zambia, dentre outros, durante o Global Farmers Master Class 2019, promovido pelo Rabobank.

Pela primeira vez no Brasil, o evento visa promover a discussão global para encontrar soluções inovadoras para alimentar o mundo e alavancar a segurança alimentar global. O Global Farmers Master Class normalmente acontece de forma bianual é um recurso valioso para a troca de conhecimentos, boas práticas e experiências.

O chefe geral da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna – SP), Marcelo Morandi, representando a Diretoria Executiva da Empresa, apresentou o Painel “O papel da Embrapa em fazer do Brasil um grande produtor agropecuário.” Na palestra, temas como os principais desafios da agricultura tropical, o futuro da alimentação e da agricultura e o uso da terra no Brasil, além de como a Embrapa e os parceiros do sistema nacional de pesquisa agropecuária trabalham a ciência e a inovação para o desenvolvimento e geração de impactos positivos para a agricultura, sempre pautados pela sustentabilidade, foram apresentados à uma platéia atenta.

Conforme explicou Morandi, foi uma oportunidade para mostrar aos produtores de outros países o que fazemos e como fazemos. “Nem sempre os produtores estrangeiros têm o real conhecimento sobre nossa agricultura e o grau de sustentabilidade que atingimos: como transformamos nossos solos pobres e ácidos em solos produtivos, inserimos o plantio direto e a fixação biológica de nitrogênio e desenvolvemos os sistemas Integrados de produção (ILPF). E continuamos avançando na bioeconomia, com o controle biológico, a evolução dos sistemas e conceitos de marcas e produtos de baixa emissão de carbono, como o ‘Carne Carbono Neutro’ e os biocombustíveis certificados no programa RenovaBio, além de outros exemplos de sucesso da agricultura brasileira”, concluiu.

Já a coordenadora do Global Farmers no Brasil, Daniela Sampaio, comenta que a razão por trás da estratégia de juntar no mesmo lugar produtores rurais que sejam relevantes em diversas regiões agrícolas do mundo é contruir uma discussão de alto nível sobre os desafios e oportunidades dentro da missão de implementar os meios para alimentar uma população mundial crescente. “Um momento ímpar para entrarmos em detalhes específicos de discussão de inovação, tecnologia, governança e modelos de negócios.”

O Global Farmers Master Class 2019 foi iniciado no Estado de São Paulo, em Campinas e Piracicaba. A programação ainda contemplará atividades nas cidades de Holambra, Descalvado, Ribeirão Preto, Guariba e Franca no estado de SP. Depois o programa migrará para o Estado de Mato Grosso, onde ocorrerão eventos nos municípios de Cuiabá e Campo Verde.

Aumento da população mundial, sucessão, sustentabilidade e inovação são desafios

Os temas discutidos no Global Farmers Master Class ao longo dos anos traduzem os principais desafios mundiais enfrentados pelos produtores rurais. A sucessão na propriedade, sustentabilidade e inovação são alguns deles. Uma análise crua das estatísticas mundiais de sucessão dá conta que metade de todos os produtores rurais nos países desenvolvidos têm mais de 50 anos. Além da tradição e cultura familiar, é preciso um planejamento na preparação dos herdeiros dos negócios rurais.

A produção agropecuária, mais que nunca, precisa continuar sua linha de crescimento para alimentar uma população global de aproximadamente 9 bilhões de pessoas em 2050. Para alimentar esse volume de pessoas, estima-se que o volume de produção precise crescer em torno de 70%. Com uma capacidade de expansão de novas terras reduzida, que suficiente somente para uma parte deste crescimento, os produtores rurais precisam investir a longo prazo no aumento da produtividade na mesma área.

Ainda no escopo dos desafios, é preciso praticar uma agricultura sustentável que considere aspectos como a inovação nos negócios. Uma ação que vise potencializar habilidades empreendedoras, necessárias e urgentes, frente às novas tendências no agronegócio, que irão balizar o comportamento do mercado em um futuro próximo.

Para a coordenadora do Global Farmers, tanto as oportunidades, quanto os desafios, são muito comuns aos produtores de diversos países e “no Masters Class eles podem discutir essas questões de um modo bastante específico,” disse Daniela Sampaio.

 
Foto: Marcos Vicente
Marcos Vicente (MTB 19.027/MG)
Embrapa Meio Ambiente

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Embrapa leva tecnologias em agricultura digital para o InovaCampinas Trade Show – 22/10/2019

Evento visa promover oportunidades de negócios e tendências em inovação e empreendedorismo

Realidade virtual e aumentada, sistemas web, softwares e aplicativos móveis, além de inovações desenvolvidas por startups do setor, são as atrações do estande da Embrapa no InovaCampinas Trade Show 2019, que acontece nos dias 30 e 31 de outubro, na Expo D.Pedro, em Campinas (SP). Realizado pela Fundação Fórum Campinas Inovadora (FFCi), o evento tem como objetivo promover oportunidades de negócios, demonstrar o potencial tecnológico da região e apresentar as novas tendências em temas como internet das coisas, saúde, indústria 4.0, energia e food tech, além do agronegócio. O evento é gratuito e conta com conferências temáticas, área de exposição e rodada de negócios.

>> Inscrições aqui

Unidades da Embrapa da região de Campinas vão apresentar algumas novidades em agricultura digital. Entre elas a plataforma AgroAPI, desenvolvida pela Embrapa Informática Agropecuária para disponibilizar informações e modelos que podem ser utilizados por empresas e startups na criação de novas soluções digitais, com redução de custo e de tempo. Também serão apresentados o aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, que permite consultar a época do ano mais indicada para o plantio de mais de 40 culturas agrícolas, em todos os municípios do território nacional; o WebGIS TerraClass, um sistema interativo que oferece acesso ao monitoramento da vegetação e da dinâmica de uso e cobertura da terra em áreas desflorestadas da Amazônia Legal; além da demonstração de aplicações baseadas em inteligência artificial utilizadas para detecção automática de frutos.

A Embrapa Meio Ambiente vai levar o AgroTag, aplicativo desenvolvido para identificar, qualificar e compartilhar em rede informações sobre sistemas ILPF implantados no Brasil; o software Aquisys, voltado para boas práticas de manejo e gestão ambiental na produção de peixes, como a tilápia; e também o projeto Fazenda Conectada, que visa fomentar a criação de soluções de internet das coisas (IoT) para o agronegócio a partir da disponibilização de áreas de experimentação, como plantações, laboratórios e estufas, para a realização de testes e validação de dispositivos, softwares e soluções de conectividade no campo, em parceria com a Embratel, Claro e Instituto de Pesquisas Eldorado.

Realidade virtual

Outra novidade da Embrapa para o público desta edição do InovaCampinas será o túnel de realidade virtual onde, por meio de óculos especiais, os visitantes poderão conhecer como funcionam os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) – uma estratégia que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área. Esta forma de sistema integrado busca otimizar o uso da terra, diversificando a produção e elevando a produtividade. Ao percorrer o túnel, é possível visualizar, de maneira lúdica e sensorial, a transformação de uma área degradada, com baixa capacidade de produção, em uma área produtiva e sustentável. O túnel é uma iniciativa da Rede ILPF em parceria com a Embrapa.

A interatividade também será o destaque da tecnologia que será apresentada no evento pela Climate, braço de agricultura digital da Bayer e parceria da Embrapa no evento. Uma estrutura com mesas tecnológicas e de realidade aumentada vai mostrar na prática como funciona a plataforma Climate FieldView™, uma ferramenta desenvolvida para coletar e processar automaticamente dados de campo e ajudar o produtor a gerenciar suas operações agrícolas, oferecendo mapas e relatórios em tempo real, acessíveis por celular, tablet ou computador.

AgTechs

As startups que atuam no setor do agronegócio, as chamadas AgTechs, também terão espaço no estande da Embrapa. As empresas selecionadas fazem parte do programa TechStart Agro Digital, promovido pela Embrapa Informática Agropecuária em parceria com a Venture Hub para apoiar o desenvolvimento de novas soluções digitais para o agronegócio. Em sua primeira edição, iniciada em setembro, o programa atraiu startups de todas as regiões do País interessadas em participar do processo de aceleração, que inclui etapas de mentoria, treinamento e atividades de relacionamento com empresas e investidores.

As AgTechs participantes já passaram pelas fases de validação inicial de seus produtos e vão demonstrar, durante o InovaCampinas Trade Show, tecnologias para as áreas de bioinformática, aplicação de defensivos, irrigação automática e inteligente, além de sistemas online para conexão de produtores rurais com outros atores da cadeia produtiva e para a gestão da propriedade e o monitoramento de safras.

InovaCampinas

O InovaCampinas Trade Show 2019 espera atrair, neste ano, um público de mais de 10 mil pessoas, formado por empresas, startups, instituições de pesquisa, universidades, incubadoras, aceleradoras e parques científicos e tecnológicos. Além das conferências e ambientes temáticos de exposição, haverá rodada de negócios aberta a empresas e instituições de todos os segmentos e tamanhos, que poderão se cadastrar para a atividade. Ao todo, estão previstas mais de 2 mil reuniões em dois dias. Nesta edição, o evento também é o grande destaque do Campinas Innovation Festival, que ocorre de 19 a 31 de outubro e vai espalhar pelas ruas da cidade atrações culturais, seminários e workshops sobre empreendedorismo e inovação em uma estrutura descentralizada.

Serviço:

Quando: 30 e 31 de outubro de 2019, a partir das 9h

Onde: Expo D.Pedro – Av. Guilherme Campos, 500. Jardim Santa Genebra, Campinas-SP.

Inscrições gratuitas: www.inovacampinas.org.br
 
Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Informática Agropecuária

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Campina Grande sedia segundo encontro para discutir ILPF no Nordeste – 22/10/2019

A cidade de Campina Grande, no Agreste Paraibano, sedia na quarta (30) o segundo de três encontros da série ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’, que promove discussões técnicas e científicas sobre a Integração Lavoura – Pecuária – Floresta na região.  

Os eventos são promovidos pela Embrapa e parceiros em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, com recursos da Rede ILPF, uma parceria público-privada formada pela Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, Ceptis, John Deere, Premix, Soesp e Syngenta, e apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED). 

Realizada com apoio da do Sebrae-PB, Senar-PB e Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC PB), a etapa paraibana é intitulada Seminário ‘Novas Visões e estratégias em ILPF’, e acontece no auditório da Embrapa Algodão das 8h às 17h. 

O foco será em novos conceitos e inovações que buscam agregar valor à produção integrada, como processos de certificação, qualificação da produção e serviços ambientais, além de produção de ovinos dentro do sistema e outras tecnologias.

Com coordenação da pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) Elizabeth Nogueira, a inciativa tem a participação de pesquisadores e agentes de mais sete Unidades da Embrapa – Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), Semiárido (Petrolina, PE), Algodão (Campina Grande, PB), Solos (Rio de Janeiro, RJ), Alimentos e Territórios (Maceió, AL) e Milho e Sorgo (sete Lagoas, MG).

Alagoas
A série de encontros teve início em Maceió, AL, com o workshop ‘ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA’, de 20 a 22 de agosto, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (FAEAL), em co-realização com o Sebrae/AL e com apoio da FAEAL, Emater/AL, Faped, Seagri-AL, FIEA e Associação dos Criadores de Alagoas.

O foco das discussões desse primeiro encontro foi a promoção de ILPF na nova fronteira agrícola denominada SEALBA, formada por áreas com grande potencial produtivo em Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia. A programação teve apresentações de pesquisadores de diversas Unidades da Embrapa, dirigentes da Rede ILPF, consultores do Sebrae, agentes da Seagri-AL e produtores com casos de sucesso.

Pernambuco
De 19 a 22 de novembro, Petrolina, no Sertão de Pernambuco, sedia o último dos encontros, que integrará a programação do Semiárido Show 2019, nos auditórios do evento e em espaços abertos.

A programação inclui apresentações de vários pesquisadores da Embrapa, Rede ILPF e da Rede Adapta Sertão, além de dias de campo para apresentar a aplicação de tecnologias integradas adaptadas ao Semiárido.

*Mais informações: felipe.guimaraes@embrapa.br / 83 3182-4516

 

Programação – Paraíba
Seminário – Novas visões e estratégias em ILPF 
30 / Outubro / 2019 – Embrapa Algodão – Campina Grande, PB 

8h – Credenciamento e abertura
8h-30 – Agregação de valor em Sistemas Integrados – Ricardo Elesbão – Embrapa Alimento s Territórios (Maceió, AL)
9h15 – Carne Carbono Neutro: produção de carne sustentável certificada em Sistema ILPF – Roberto Giolo – Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS)
10h15 – Cultivo de pastagens e espécies florestais em Sistema ILPF no Sertão Paraibano – Humberto XXX – Senar-PB
11h45 – Debate
14h – Mesa-redonda – Estratégias para adoção da tecnologia ILPF na Região Nordeste – Mapa, Embrapa, BNB, BB, Senar, Sebrae

Programação Pernambuco
Encontro – Modelos de ILPF para o Semiárido
19 a 22 / Novembro / 2019 – Semiárido Show – Petrolina, PE

Dia 19 (8h-18h)
Abertura Pedro Carlos Gama da Silva – Embrapa Semiárido 
A importância do ILPF para o semiárido nordestino  
Renato de Aragão Ribeiro Rodrigues – Embrapa Solos/Rede ILPF   
ILPF no Nordeste  
José Henrique de Albuquerque Rangel e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros  
Modelos de cultivos de sistemas integrados para o Nordeste  
João Henrique Zonta e José Geraldo di Stefano – Embrapa Algodão
Rede Adapta Sertão Pecuária Regenerativa: A experiência da Rede Adapta Sertão
Danieli Cesano – Rede Adapta Sertão  
A contribuição da ILPF na melhoria da qualidade dos solos do Semiárido 
André Júlio do Amaral – Embrapa Solos
Encerramento  
Dias 20 a 22 (8h-17h)
Dias de Campo:
Sistema Glória de produção de Leite 
Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros
Sistema Silvipastoril indicado para Caatinga 
Rafael Gonçalves Tonucci – Embrapa Caprinos e Ovinos
Modelos indicados para sistemas integrados no Sertão do Semiárido
Salete Alves de Moraes – Embrapa Semiárido       
Cursos:
Sistemas de IPF para o semiárido nordestino
Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros 
Palestras:
Aproveitamento da mucilagem de sisal para alimentação de ovinos
Manoel Francisco de Sousa – Embrapa Algodão
ILPF como ferramenta para recuperação de solos e melhor aproveitamento da água em sistemas produtivos do Semiárido
José Geraldo Di Stefano – Embrapa Algodão
Componente florestal: Estratégias e Desafios para o Semiárido Brasileiro
Marcos Antônio Drumond – Embrapa Semiárido e José Henrique Rangel – Embrapa Tabuleiros Costeiros        
O Papel das Leguminosas no uso de Sistemas Integrados  
Paulo Ivan Fernandes Junior – Embrapa Semiárido

 

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

Contatos para a imprensa
tabuleiros-costeiros.imprensa@embrapa.br
Telefone: (&() 4009-1381
 
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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Embrapa promove dia de vivência sobre tecnologias de ILPF para agricultura familiar em MT – 22/10/2019

Uma das vantagens dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é sua versatilidade, sendo adaptável a qualquer perfil de produtor rural. Algumas das tecnologias disponíveis para uso na agricultura familiar serão apresentadas nesta sexta-feira, dia 25, em um dia de campo na Estância Vanda, no município de Paranaíta (MT).

O Dia de Vivência em ILPF com foco na Agricultura Familiar no Portal da Amazônia será promovido pela Embrapa, Senar-MT e parceiros. As inscrições são gratuitas e serão feitas a partir das 8h, no local do evento.

De propriedade de Nivaldo e Vanda Michetti, a Estância Vanda é referência na região pelo trabalho de produção familiar sustentável utilizando-se tecnologias de baixo custo, como a diversificação das fontes de suplementação animal, manejo de pastagem, rotação de culturas, sombreamento de pastagens, entre outros.

Com foco em pequenos e médios produtores, técnicos e extensionistas e demais profissionais ligados ao setor agropecuário, o evento terá toda a programação no período da manhã.

Após a abertura, o proprietário Nivaldo Michetti e seu filho e analista do Imea, Miqueias Michetti, falarão sobre suplementação de baixo custo como forma de manter o rebanho na seca.

Na sequência, os participantes serão divididos em três grupos e farão um circuito passando por três estações de campo. Uma delas dará continuidade ao tema da apresentação inicial, destacando o capim BRS Capiaçú. O material tem grande potencial de produção de biomassa e tem chamado a atenção de produtores em todo o país. A tecnologia será apresentada pelo analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril Orlando Oliveira e pelos produtores do sítio Sombra da Mata Marcely e Alison Oliveira.

Em outra estação, o tema será o componente florestal na ILPF. O professor da Unemat Alexandre Olival e o engenheiro florestal da Embrapa Agrossilvipastoril Diego Antonio falarão sobre os aprendizados e desafios do uso de árvores nas pastagens.

Na terceira estação, o agrônomo da Campo S.A. Murilo Guimarães falará sobre orçamentação forrageira e o manejo de pastagem e a importância das análises microbiológicas do solo em sistemas agropecuários será abordada por Renato Alves, do laboratório Solos e Plantas.

O Dia de Vivência em ILPF com foco na Agricultura Familiar no Portal da Amazônia tem patrocínio do Fundo Amazônia, CDL Alta Floresta e apoio da Unemat, IFMT, Empaer, Prefeitura e Câmara Municipal de Paranaíta, Campo S.A, Unipasto, Laboratório Solos e Plantas, Flora Sinop e Rede ILPF.

 

 

Capacitação de técnicos

Na véspera do dia de vivência, a Embrapa Agrossilvipastoril promoverá, no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Alta Floresta (MT), uma capacitação de técnicos e extensionistas no tema integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O treinamento é destinado a profissionais da inciativa pública e privada interessados no tema. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.embrapa.br/agrossilvipastoril.

A programação terá atividades teóricas durante todo o dia, com início às 8h, e encerramento às 17h50, e será complementada com atividades práticas na sexta-feira, no Dia de Vivência.

Confira a programação completa da capacitação:

Foto: Gabriel Faria

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Proposta da Plataforma ABC da Embrapa foi escolhida para o Geo for Good, da Google – 18/10/2019

Vitor Kondo

O bolsista Vitor Kondo, do projeto ILPF da Embrapa, foi premiado com a participação em encontro da Google, o Geo for Good – summit 2019, considerando que o projeto utiliza uma de suas ferramentas, o Google Earth Engine. Trata-se de um algoritmo para classificação de plantio direto utilizando imagens de satélite, um tipo de abordagem inédita e estratégica para agricultura tropical.

Dentre mais de 800 candidatos, cerca de 300 foram escolhidos para participar do Geo for Good – Summit 2019. Esse evento mundial da Google escolheu ideias de utilização das ferramentas geoespaciais da Google no mundo todo, e dentre elas a submissão da proposta da equipe Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) da Plataforma ABC, enviada pelo próprio bolsista.

Conforme Vitor, “a proposta baseia-se no uso do Google Earth Engine para processamento de imagens de satélite. Nesse caso foram utilizados algoritmos de classificação de imagens desenvolvidos e aprimorados pela equipe da Embrapa coadunados com as ferramentas Google, e aplicados para identificação em larga escala de áreas de plantio direto”.

O plantio direto é um dos sistemas de maior importância para o Brasil, sendo que a Embrapa possui diversos experimentos comprovando sua eficiência no aumento de produtividade e redução de pragas, tratando-se basicamente de manter no solo os remanescentes de cultivos da cultura colhida (isto é, palha ou a chamada matéria seca) de forma a não revolver o solo antes do novo ciclo, sendo que ao revirar, tem-se o plantio convencional, que tem como consequência a perda de carbono orgânico no solo, elemento importante para a sua microbiologia e consequente aumento de nutrientes, bem como a fixação de carbono no meio ambiente, peça chave para o balanço de Gases de Efeito Estufa (GEEs).

Nesse sentido, o plantio direto é uma das 5 tecnologias previstas no Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), dentro do escopo de monitoramento da Plataforma ABC. A iniciativa é coordenada pelos pesquisadores Luiz Eduardo Vicente, da Embrapa Meio Ambiente e Daniel Victoria, da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), tendo o auxílio técnico do analista Daniel Gomes, da Embrapa Meio Ambiente, bem como a do bolsista Vitor Kondo, especialista em TI.

“No encontro pude aprender novas funcionalidades das ferramentas geoespaciais da Google com os próprios desenvolvedores das ferramentas e descobrir usos interessantes dessas ferramentas com pessoas que querem melhorar o mundo usando ferramentas de geoespaciais. O evento foi bom para aprender funcionalidades que podem ser usadas em projetos futuros da unidade”, destaca Vitor, que bancou sua própria passagem e estadia na cidade de Sunnyvalley, Califórnia, coração do vale do silício, onde foi realizado o evento.

“O monitoramento de plantio direto em larga escala ainda não foi resolvido, não sendo conhecida a área efetiva de cultivos que usam esse tipo de manejo do solo. Dessa forma, métodos de baixo custo que possam mapear essas áreas são estratégicos, principalmente considerando o plantio de soja e sua importância para economia brasileira. Esse tipo de mapeamento é um desafio devido a limitação dos atuais sensores satelitais em separar espectralmente áreas com remanescentes de cultivo e vegetação rasteira nativa, por exemplo”, destaca Vicente.

“Utilizando o Google Earth Engine e suas APIs (softwares) é possível aumentar em até 10 vezes a velocidade de processamento dos dados classificando grandes áreas em bem menos tempo do que em 1/5 do tempo habitual caso usássemos quando se usam nossas soluções desktop (computadores locais) máquinas, sendo possível otimizar os testes e processos de validação por todo o Brasil, bem como reduzir custos de operação, visto que nossos computadores não teriam como realizar tais processamentos massivos. Foi a alternativa que pensamos para superar a nossa limitação em equipamentos de TI”, ressalta Vicente.

O processo de validação conta com a ajuda da Embrapa Soja (Londrina, PR), por meio dos pesquisadores Samuel Roggia e Júlio Franchini, os quais identificam em campo áreas de plantio direto. Nesse sentido, os resultados dessa iniciativa também fazem parte do projeto MIP_soja, coordenado por Roggia.

O algoritmo ainda está em desenvolvimento e a equipe espera que ano que vêm seja possível uma aplicação sistemática dele em um monitoramento contínuo do território.

“Mesmo com resultados preliminares, a escolha da iniciativa por parte da Google para participação no encontro mostra a relevância do método e dos objetivos propostos”, comenta Daniel Victoria.

 
Foto: Arquivo Embrapa
Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

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Estudantes aprendem sobre bioeconomia na Embrapa Agrossilvipastoril – 18/10/2019

Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, celebrada de 21 a 27 de outubro em todo Brasil, estudantes de escolas públicas e privadas de Sinop (MT) e região visitarão a Embrapa Agrossilvipastoril para conhecer um pouco mais sobre as pesquisas relacionadas à bioeconomia.

De segunda à sexta-feira, grupos de até 90 alunos, da 7ª série do ensino fundamental ao segundo ano do ensino médio, participarão de visitas guiadas ao centro de pesquisa. Entre as atividades estão uma apresentação inicial no auditório, visita a áreas com sistemas de produção agropecuária sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e os Sistemas Agroflorestais (SAFs), caminhada em uma trilha ecológica e uma dinâmica de laboratório com informações sobre pesquisas e o desenvolvimento de biotecnologias. Nesta atividade os estudantes poderão experimentar um pouco da ciência utilizando equipamentos como microscópio, por exemplo.  

Nas visitas, os estudantes são recebidos e guiados por pesquisadores e analistas da Embrapa Agrossilvipastoril. Além de abordar a temática do evento e falar sobre a produção sustentável de alimentos e fibras, eles também tiram dúvidas dos alunos sobre o trabalho desenvolvido pela pesquisa agropecuária.

Esta é a 16ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O evento é promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e conta com participação de instituições de pesquisa e universidades em todo o país. Neste ano o tema escolhido para a celebração à ciência foi “Bioeconomia: Diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”. Uma exposição com o cartaz de todas as edições anteriores da semana foi montada no espaço cultural da Embrapa Agrossilvipastoril e poderá ser vista pelos visitantes.

As visitas na Embrapa Agrossilvipastoril ocorrerão em dois períodos. Durante a manhã serão de 8h às 10h e no período da tarde de 13h30 às 15h30. A previsão é que 800 estudantes participem das atividades. As escolas participantes fizeram agendamento prévio.

Embrapa & Escola

As atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia fazem parte das ações da Embrapa Agrossilvipastoril no âmbito do projeto Embrapa & Escola. Anualmente, o centro de pesquisa abre suas portas em duas semanas para receber estudantes de Sinop e região.

No primeiro semestre as visitas ocorrem na Semana do Meio Ambiente, em junho. No segundo semestre elas ocorrem em outubro, na SNCT.

Os agendamentos de visitas são feitos pelo site www.embrapa.br/agrossilvipastoril.

Agenda das visitas

 

Foto: Paulo Ricardo Ribas

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

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Palestras da Embrapa integram eventos acadêmicos em SE – 18/10/2019

Eventos acontecem na Pio Décimo e no IFS São Cristóvão

A Embrapa marcará presença em dois importantes eventos acadêmicos em Sergipe em outubro – o 3º Ciclo de Atualizações na Buiatria (CIAB) e a Semana Acadêmica do Campus São Cristóvão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS).

Palestras de pesquisadores e analistas da Embrapa integram a programação dos dois eventos, com contribuições técnicas para o avanço do conhecimento baseadas em estudos nos campos experimentais e nas Unidades de Referência Tecnológica instaladas em parceria com produtores.

O 3º CIAB é uma realização do Grupo de Iniciação Científica e Extensão em Buiatria (GICEB) do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Pio Décimo, com apoio da Embrapa, e acontece de 24 a 26 de outubro no campus da faculdade localizado na Jabotiana, em Aracaju. 

A palestra de abertura será feita pelo médico veterinário Samuel Souza, analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE). Ele falará sobre a avaliação de impactos da introdução do sistema de Integração Lavoura – Pecuária – Floresta (ILPF) na região Nordeste.

Na Semana Acadêmica do IFS, que tem apoio do Senar Sergipe e acontece de 29 de outubro a 1º de novembro no campus de São Cristóvão, a pesquisadora Cristiane Otto, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), e o pesquisador José Luiz de Sá, da Embrapa Semiárido (Petrolina, PE), apresentam a palestra ‘Análise de agroecossistemas familiares para uma transição agroecológica’. A palestra acontece às 14h da terça (29).

Na quarta (30) o pesquisador Edson Patto, especialista em agricultura de precisão da Embrapa Tabuleiros Costeiros, apresenta, às 14h, a palestra ‘Sistemas de produção de grãos sustentáveis e automação na agricultura’. 

Para mais informações sobre o 3º Ciclo de Atualizações na Buiatria (CIAB), ligue para (79) 99653-7692 ou 99636-5537. Para informações sobre a Semana Acadêmica do IFS, ligue para (79) 3711-3070.
 
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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