Pesquisa aponta: sombra em sistema de ILPF ajuda a aumentar atividade do rebanho, com ganhos de produtividade – 27/08/2019

Fêmeas monitoradas com colares e sensores: pecuária de precisão

Fêmeas bovinas da raça Canchim monitoradas por 94 dias durante a primavera em sistema integrado lavoura-pecuária-floresta (ILPF) revelaram um nível de atividade mais alto do que aquelas que permaneceram o mesmo tempo em pastos a pleno sol. A pesquisa com esses resultados acaba de ser premiada como melhor trabalho científico do 29º Congresso Brasileiro de Zootecnia – Zootec 2019, realizado em Uberaba (MG) de 13 a 16 de agosto.

O estudo foi desenvolvido na Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) pela equipe do pesquisador Alexandre Rossetto Garcia. A aluna de doutorado Andréa Barreto, orientada por ele, fez a apresentação no congresso e recebeu o prêmio. O Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, ao qual ela está vinculada, foi criado por um convênio entre a UFPA (Universidade Federal do Pará), Embrapa e UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia).

O trabalho premiado se chama “Monitoramento eletrônico do comportamento de novilhas de corte mantidas em sistema de ILPF”. A equipe acompanha a rotina de animais por meio de colares eletrônicos com sensores colocados nos bovinos e de receptores que transmitem os dados a computadores da fazenda.

O monitoramento permite acompanhar os períodos em que os animais permanecem em ócio, em atividade ou em ruminação. Neste último caso, de acordo com Andréa, um sensor acústico permite saber se o gado está mastigando ou ruminando. “Também usamos um acelerômetro, aparelho que indica se o animal está em movimento”, disse ela.

Indicação de manejo

A boa notícia vem justamente dos períodos mais quentes do dia, manhã e tarde. Nessas horas, as fêmeas monitoradas sob a sombra das árvores se movimentaram seis minutos a mais em cada hora em comparação com as que estavam expostas ao sol. “Em um dia, isso representa mais de uma hora de movimentação a mais. Isso significa que essas fêmeas desenvolveram outras atividades”, explicou Rossetto.

De acordo com o pesquisador, a informação é relevante para definir estratégias de manejo, já que as fêmeas em sombra conseguem sair em busca de alimentos de melhor qualidade, ficam mais disponíveis para eventos reprodutivos e apresentaram melhores referências biológicas. “Esses eventos refletem na produtividade”, afirmou.

Além da movimentação nas duas áreas, a pesquisa avaliou o tempo de ócio – as fêmeas que estavam a pleno sol permaneceram mais tempo paradas (14%), em comparação com as que estavam sob as árvores, uma atitude típica de animais em desconforto térmico. “O monitoramento permite avaliar também se o ócio era normal ou se indicava algum problema de saúde”, falou Andréa.

Dados do microclima também foram coletados, como temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento e chuvas. O monitoramento ocorreu em período integral (24 horas por dia). Os dados noturnos e da madrugada não apresentaram diferenças significativas.

Os pesquisadores também calcularam as médias dos índices de temperatura e umidade (ITU) e de globo negro e umidade (ITGU), que apontam quando o animal está em conforto térmico nas condições tropicais. Eles explicaram que quando o ITGU está entre 74 a 78, o animal já apresenta desconforto térmico. Na pesquisa, no período da tarde a pleno sol, esse índice chegou a 79,7, o que caracteriza condição de estresse térmico, enquanto no sistema sombreado as médias variaram de 74,1 a 77,5.

“A ILPF melhora as condições de microclima, atenuando o calor em função da presença das árvores, o que favoreceu a prática de atividades”, disse Andréa. Estudo anterior da equipe de Alexandre Rossetto já apontava que a presença de animais em área sombreada reduzia a procura por água.

As pesquisas vão prosseguir por meio de um projeto recém-aprovado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que vai avaliar o comportamento de touros no sistema integrado. A pesquisa de doutorado de Andréa, que tem foco em conforto térmico de bovinos a pasto, também continuará sendo desenvolvida na Embrapa de São Carlos.

São parceiros da pesquisa premiada, além das duas universidades do norte do país e Embrapa, a Universidade Federal Fluminense, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a empresa Cow Med, a Fapesp, Capes e CNPq.

Premiação

Andréa ficou entre os 12 pesquisadores selecionados no Zootec 2019 para apresentar seu trabalho de forma oral. Ao todo, o congresso recebeu 1.300 trabalhos e cerca de 1.500 participantes nos quatro dias de programação. “A organização escolheu as três melhores pesquisas de cada área para a apresentação”, contou. A banca era composta por pesquisadores que são referência no Brasil sobre os temas. A premiação como o melhor trabalho aconteceu na sexta à tarde, dia 16 de agosto.

Rossetto ficou orgulhoso com o resultado e estimula a aluna. “Esse tipo de monitoramento é tendência no agronegócio. Os jovens precisam se engajar nessa área porque a pecuária vai precisar de profissionais qualificados em pecuária de precisão.”

No ano passado, outra aluna orientada por Rossetto, Amanda Prudêncio Lemes, foi premiada na 32ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões, considerada o maior congresso de reprodução animal do país.
 
Ana Maio (Mtb 21.928) 
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Alagoas é palco de debates sobre Integração Lavoura – Pecuária – Floresta – 27/08/2019

Mesa de abertura do workshop

Alagoas sediou, de 20 a 22 de agosto, o primeiro encontro da série ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’, com foco na troca de conhecimentos para o avanço das tecnologias de ILPF (Integração Lavoura – Pecuária – Floresta) em estados do Nordeste.

Os eventos são uma realização da Embrapa e parceiros em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, com recursos da Associação Rede ILPF, uma parceria público-privada formada pela Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, Ceptis, John Deere, Premix, Soesp e Syngenta.

O principal objetivo dos encontros técnicos é contribuir para a elevação dos índices socioeconômicos da região e capacitação de assistentes técnicos e produtores por meio do intercâmbio de conhecimento e experiências com pesquisadores e agentes técnicos.

Com palestras, mesas-redondas e apresentações de casos de sucesso, o workshop “ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA’ aconteceu na sede da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (FAEAL), em Maceió, nos dias 20 e 21, e em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas, e Capela, no território da Mata Alagoana, no dia 22, com visitas técnicas a fazendas que vêm adotando ILPF com excelentes resultados.

O workshop foi uma co-realização da Embrapa com o Sebrae/AL com apoio da FAEAL, Emater/AL, Faped, Seagri-AL, FIEA e Associação dos Criadores de Alagoas. O foco das discussões desse primeiro encontro foi a promoção de ILPF na nova fronteira agrícola denominada SEALBA, formada por áreas com grande potencial produtivo em Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia. 

A programação contou com apresentações de pesquisadores de diversas Unidades da Embrapa, dirigentes da Rede ILPF, consultores do Sebrae, agentes da Seagri e produtores com casos de sucesso.

Confira a galeria completa de imagens do evento na página da Embrapa na rede Flickr: https://www.flickr.com/photos/embrapa/48594249091/in/album-72157710452226662/

Discussões
No dia 20, a palestra de abertura foi do pesquisador da Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ) e presidente da Rede ILPF Renato Rodrigues, que abordou as potencialidades dos sistemas ILPF no enfrentamento das mudanças climáticas. O pesquisador Marcus Cruz, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), e o superintendente da Seagri-AL Hibernon Cavalcante fizeram uma caracterização geográfica e da ocupação agrícola da nova fronteira do SEALBA.

André Sorio, consultor o programa de assistência técnica ao pequeno e médio pecuarista em Alagoas ‘Mais Pasto’, e Osmando Xavier, proprietário da fazenda Timbaúba, que tem sido referência na produção de leite orgânico, apresentaram e discutiram seus casos de sucesso.  

Edson Patto, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, apresentou os resultados de pesquisas com foco nos benefícios para o solo a partir do consorciamento entre braquiárias, milho e soja na região do SEALBA. Roberto Giolo, da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), discutiu conceitos de Carne Carbono Neutro (CCN). Abilio Pacheco, que é pesquisador da Embrapa Florestas (Colombo, PR) e também proprietário de uma fazenda modelo em ILPF, debateu modelos potenciais do sistema para adoção no SEALBA.

No dia 21, Fabiana Alves, da Embrapa Gado de Corte, tratou do tema conforto animal e ambiência em ILPF. Vanderley Porfírio, da Embrapa Florestas, junto com o consultor alagoano Shirlan Medeiros, discutiram modelos de ILPF com eucalipto para a Zona da Mata. Salete de Moraes, da Embrapa Semiárido (Petrolina, PE), apresentou modelos de ILPF com potencial de adoção para o Semiárido.

A apresentação final ficou a cargo do pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió, AL), que busco construir coletivamente uma proposta de transferência de tecnologia com foco na capacitação continuada em ILPF para técnicos de Alagoas.

Confira abaixo o vídeo do evento, com imagens das palestras e visitas e opiniões dos organizadores sobre os resultados.

Outros encontros
Com coordenação da pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) Elizabeth Nogueira, a inciativa tem a participação de pesquisadores e agentes de mais sete Unidades da Embrapa – Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), Semiárido (Petrolina, PE), Algodão (Campina Grande, PB), Solos (Rio de Janeiro, RJ), Alimentos e Territórios (Maceió, AL) e Milho e Sorgo (sete Lagoas, MG).

Em outubro, Campina Grande, PB, sedia o seminário ‘Novas Visões e estratégias em ILPF’, que acontecerá no auditório da Embrapa Algodão, em data a ser confirmada. O evento acontecerá com apoio Faped. 

O foco será em novos conceitos e inovações que buscam agregar valor à produção integrada, como processos de certificação, qualificação da produção e serviços ambientais, além de produção de ovinos dentro do sistema e outras tecnologias.

De 19 a 22 de novembro, Petrolina, no Sertão de Pernambuco, sedia o último dos encontros, que integrará a programação do Semiárido Show 2019, nos auditórios do evento e em espaços abertos.

A programação inclui apresentações de vários pesquisadores da Embrapa, Rede ILPF e da Rede Adapta Sertão, além de dias de campo para apresentar a aplicação de tecnologias integradas adaptadas ao Semiárido.

Visitas
Na quinta (22), os participantes se dividiram em dois grupos para as visitas técnicas a fazendas que vêm adotando com sucesso práticas de ILPF.

Um grupo seguiu para a Fazenda Bandarra, em Capela, onde os proprietários e consultores vêm aplicando a integração entre eucalipto e pecuária.

O outro grupo visitou a Fazenda Bolandeira, em Jequiá da Praia, onde o proprietério Lucas França, por meio de intercâmbio técnico com agentes da Embrapa Tabuleiros Costeiros, implantou uma Unidade de Referência Tecnológica de integração entre coqueiro mestiço, pastagem para o gado de corte e a leguminosa arbustiva gliricídia.

“A demanda consistia em alternativas produtivas em áreas de produção de coco na região de baixada litorânea da região sul de Alagoas, uma vez que a cultura do coco é bastante difundida mas sofre grandes flutuações de preços de mercado ao longo do ano, relatando-se dois momentos de grandes baixas. Dessa forma, buscou-se por um sistema de produção que pudesse ser integrado e fazendo uso simultâneo das áreas de coqueirais da propriedade”, explica o veterinário e analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros Samuel Souza, que atuou na implantação da URT.

“Desde que implementamos o sistema aqui na propriedade, tem sido impressionante o ganho de produtividade dos coqueiros, sem falar da qualidade do pasto e da redução de custos com adubo nitrogenado e suplementação para os animais por conta d gliricídia”, revela França.

O sistema sugerido e implantado foi o de produção de bovinos de corte (que sofre pouca variação de preço ao longo do ano) em sistema de pastejo rotacionado, enriquecido com leguminosa Gliricidia sepium para redução dos custos de alimentação dos animais e promovendo ciclagem de nutrientes (fixação de nitrogênio) para os coqueiros.

A recuperação das pastagens foi realizada utilizando o método de plantio direto, fazendo-se o plantio do milho juntamente com o adubo e as sementes de capim. Dessa forma, evita-se a degradação dos solos e permite-se uma renovação das pastagens com a implantação de espécies de gramíneas mais adaptadas, com maior valor nutritivo e mais indicadas para alimentação de bovinos de corte. 

“É importante ressaltar que os animais terão oferta de sombra dos coqueiros nas pastagens, promovendo um bem-estar e, consequentemente, aumento da conversão alimentar, permitindo maiores ganhos de peso dos animais na área”, destaca Samuel. 

Na propriedade a gliricídia é explorada em sistema consorciado, sendo implantada em linhas duplas e paralelas aos coqueiros, em toda extensão da área subdividida para realização do pastejo rotacionado. Esse sistema permite que a gliricídia atenda parcialmente às exigências nutricionais dos animais servindo de alimento em pastejo direto, e também promova a melhoria da produção dos coqueiros através da fixação de nitrogênio que servirá de adubo para o coqueiral. 

Essas estratégias buscam maior sustentabilidade dos pontos de vista econômico, por reduzir os custos de produção, e ambiental por fazer uso da terra com cobertura e preservação dos solos e também reduzir a necessidade de insumos químicos e de controle de pragas por tratar-se de um sistema integrado com várias culturas em constante simbiose.

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Foto: Saulo Coelho 
Saulo Coelho (MTb/SE 1065) 
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Desbaste de árvores mantém equilíbrio em sistemas integrados de produção – 21/08/2019

Desbaste mantém equilíbrio em sistemas integrados

O manejo das árvores em áreas de integração Lavoura-Pecuária–Floresta é estratégico para garantir o equilíbrio desse sistema de produção. O desbaste é uma das principais práticas para manter a produtividade da pastagem e melhorar a qualidade da madeira remanescente.

A retirada de parte das árvores favorece a incidência de luz necessária para o desenvolvimento da forrageira e da cultura agrícola. As que permanecem proporcionam conforto térmico aos animais.

De acordo com o pesquisador José Ricardo Pezzopane, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), vários são os benefícios da implantação do componente arbóreo em um sistema de produção, mas é importante o produtor saber qual sua finalidade para planejar o número de árvores por hectare. Se a finalidade for conforto térmico aos animais, não é necessário um número muito elevado. Cerca de 100 plantas por hectare são suficientes. No caso de agregar valor ao sistema, com o objetivo de obtenção de madeira, o ideal é mais de 150 por hectare.

O desbaste também depende da quantidade de árvores no sistema. Até 150 por hectare, geralmente, o produtor fará apenas o corte final. Se for eucalipto, em média, com 12 anos de idade. Em modelos com mais de 400 plantas por hectare, indica-se dois cortes em um ciclo de 12 anos para manter o equilíbrio do sistema.

Para saber o momento certo, Pezzopane recomenda o acompanhamento constante. “Monitorar o nível de retenção de luz pelas árvores. Quando esse nível passa de 35%, está na hora de fazer o desbaste”, explica. Verificar frequentemente o crescimento do diâmetro e da altura também contribui para definição do ponto ideal. A estabilização do crescimento das árvores é um indicativo para o manejo. Deve-se atentar ainda ao vigor das pastagens. Quando o pasto perde o potencial produtivo, a orientação é retirar algumas árvores. Outra recomendação é aproveitar as oportunidades de exploração da madeira para usos específicos na própria fazenda ou venda.

Em relação à idade do sistema, quando o produtor for fazer apenas um desbate, ele pode ser feito entre o sexto e o sétimo ano de implantação da ILPF. No caso de dois manejos, entre quatro e cinco anos, o primeiro; e, oito e nove, o segundo.

O pesquisador fala sobre a importância do desbaste no vídeo Manejo de árvores em ILPF.

 

Sistema experimental

Na área experimental de ILPF da Embrapa Pecuária Sudeste está sendo realizado o segundo desbaste. O manejo, que começou em agosto, vai retirar cerca de 800 eucaliptos em 12 hectares.

O sistema foi implantado em 2011 com aproximadamente quatro mil árvores. Metade foi retirada no primeiro desbaste, que ocorreu em 2016.

No experimento estão sendo avaliados vários dados para aprofundar o conhecimento sobre esse conceito de produção mais sustentável. Um dos objetivos da pesquisa, segundo Pezzopane, é quantificar qual o potencial de um sistema integrado com árvores em sequestrar o carbono da atmosfera por meio da madeira.
 

Foto: Gisele Rosso
Gisele Rosso (MTb/3091/PR) 
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Embrapa promove exposição no Congresso Nacional – 15/08/2019

Também está previsto um dia de campo com assessores parlamentares na Embrapa Cerrados

Agricultura Movida a Ciência é o tema da exposição da Embrapa que será inaugurada no Espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados. A mostra, que acontece de 19 a 23 de agosto, tem o objetivo de apresentar os resultados e impactos positivos da pesquisa agropecuária na economia, no meio ambiente e na mesa do brasileiro. Por meio dos painéis que serão instalados no local, a Embrapa quer mostrar aos parlamentares como vem contribuindo para a construção de diversas políticas públicas e o retorno para a sociedade a cada ano, o chamado lucro social.

Na quarta-feira (21), às 9h, será realizado um encontro entre a Diretoria da Embrapa, os chefes das Unidades do Distrito Federal e os parlamentares, no espaço da exposição. No dia 23, a Embrapa Cerrados receberá os assessores parlamentares para um dia de campo, de 9h às 12h, no centro de pesquisa, em Planaltina. Na programação, o presidente Celso Moretti receberá os convidados, que assistirão a uma apresentação sobre os resultados da pesquisa para a sociedade, com informações sobre o uso sustentável da água na agricultura. Em seguida, os assessores visitam três estações de trabalho sobre os temas: recursos naturais, sistema de produção sustentável e recuperação ambiental.

A mostra no Congresso e o dia de campo integram um conjunto de ações que a Empresa começou a colocar em prática a partir do Plano de Relacionamento com os Parlamentares, executado desde o começo do ano. 

Entre elas, o café da manhã com deputados e senadores realizado em março; a visita do presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária, Alceu Moreira (MDB/RS), à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em maio, para conhecer o Banco Genético da Embrapa e a pesquisa com insumos biológicos; o lançamento da publicação Agricultura Movida a Ciência e dos encartes das UDs, onde são apresentadas as principais linhas de pesquisa, seus temas e infraestrutura; a publicação Embrapa e Parlamentares, a produção de cartilha de orientação, no formato perguntas e respostas, dirigida aos gestores da Embrapa sobre o relacionamento com os parlamentares. Ainda está prevista uma audiência pública em setembro, onde a Embrapa apresentará suas estratégias de atuação aos congressistas.

Painéis em destaque

Nos painéis que serão exibidos ao público do Congresso Nacional, será apresentado um mapa com a localização das 43 UDs, com um convite aos deputados e senadores para que conheçam a Unidade de sua região. Todos os painéis terão um QRCode para que o conteúdo possa ser lido a partir de celulares.

Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) são alguns exemplos de tecnologias que geram economia de recursos para o produtor rural e contribuem para o aumento da produtividade na agricultura. Elas serão apresentadas aos parlamentares, a partir dos painéis, com destaque para seus resultados anuais.

A economia na cultura da soja, a partir da adoção do FBN, é de R$ 19,2 bilhões, em média. A tecnologia dispensa o uso da adubação nitrogenada, pois utiliza um processo natural que não polui o ambiente e garante maior rentabilidade.

O Zarc oferece ao produtor um mapeamento das áreas de produção, indicando as melhores datas de plantio das culturas para cada município brasileiro. Sua utilização reduz o risco de perdas por fatores climáticos. Os estudos atendem a mais de 40 culturas e consideram o tipo de solo, cultivares de diferentes ciclos e datas alternativas para o plantio. A cada ano, são economizados R$ 5,4 bilhões, em média, pela adoção do Zarc.

A ILPF, por sua vez, permite a integração de produção agrícola, plantio de florestas e produção pecuária em uma mesma área. A tecnologia tem ganhado espaço junto ao produtor rural. Atualmente, está implantada em 15,5 milhões de hectares.

Outro destaque da exposição será o Banco Genético da Embrapa, considerado o maior da América Latina e o quinto maior do mundo.

Políticas públicas

A participação da Embrapa na construção de políticas públicas também será tema da exposição. A mais recente, aprovada em julho, foi a Política Nacional de Ovinocaprinocultura, que vai garantir mais eficiência na produtividade, a melhoria da qualidade dos produtos gerados pelo setor e mais segurança alimentar. A Embrapa Caprinos e Ovinos e a Embrapa Pecuária Sul participaram diretamente com informações técnicas e científicas sobre o tema. Acesse aqui a matéria completa sobre o assunto.

Código Florestal, Pronasolos, Renovabio, Plano Safra da Agricultura Familiar, Saneamento Rural e Plano ABC também se destacam no painel Ciência e Políticas Públicas. Durante a 55ª Legislatura (2015-2019), a Embrapa contribuiu com 112 audiências públicas de diferentes comissões e executou R$ 41 milhões em emendas parlamentares.

“Um dos principais eixos de atuação da Embrapa é a geração de informações e conhecimentos que contribuam para a elaboração e o aperfeiçoamento das políticas públicas. Atuamos, inclusive, na articulação do diálogo institucional entre várias instâncias para que isso aconteça, seja participando de audiências públicas e grupos de trabalho, com os nossos pesquisadores, seja atuando fortemente junto às Câmaras Setoriais e Temáticas do Ministério da Agricultura e da Confederação Nacional de Agricultura, a CNA”, ressalta Cynthia Cury, gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Grig/Sire).

O futuro da agricultura brasileira

Outro objetivo da mostra é estimular o parlamentar a refletir sobre o futuro da agricultura brasileira e seus principais desafios. Entre eles, destacam-se a mudança do clima, a pesquisa em bioeconomia, a intensificação sustentável, a geração de alimentos com maior valor agregado, agricultura digital, gestão territorial e a nanotecnologia.

São desafios que a Embrapa já vem incorporando em suas atividades e que integram as megatendências do documento Visão 2030: o Futuro da Agricultura Brasileira, lançado em 2018.
 
Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG) 
Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire) 

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Adoção de ILPF depende de pesquisa, crédito e extensão rural – 07/08/2019

Sistemas integrados de produção

Um estudo demonstrou que a adoção de sistemas integrados no país depende de pesquisa, financiamento e orientação técnica. Esses modelos de produção, principalmente os que associam árvores, são importantes ferramentas no enfrentamento do aquecimento global. Além dos sistemas integrados, há o plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, tratamento de dejetos animais, redução do desmatamento, plantio de florestas, entre outras medidas que contribuem para mitigar as emissões de gases de efeito estufa.

O trabalho da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), focou na integração de sistemas de produção e no papel das instituições na adoção dessa tecnologia.

A pesquisa baseou-se em um levantamento com produtores rurais de várias regiões do estado do Estado de São Paulo, realizado na safra 2016/2017, e em referências teóricas sobre o tema, como resoluções governamentais, planos nacionais, estaduais, etc.

“Mapear quais são as instituições, quais são as ’regras do jogo’, como elas são traduzidas e operacionalizadas e quem são os atores responsáveis por apoiar e estimular a adoção de sistemas de integração é relevante para se pensar em políticas públicas e em ações de transferência de tecnologias”, acredita a pesquisadora Marcela Vinholis, da Embrapa Pecuária Sudeste, que coordenou o estudo. Ainda, a pesquisadora destacou que conhecer as variáveis que interferem na decisão de diversificar a produção contribui para conhecer o que está funcionando, o que pode ser melhorado e onde estão os gargalos. “Você consegue visualizar onde é possível uma ação ou estratégia para incentivar a adoção. Por exemplo, as linhas de crédito específicas para ILPF estão bem desenhadas. No entanto, a maioria dos produtores não acessa essa modalidade de financiamento por desconhecimento”, ressalta Marcela.

 

Desde que o Brasil assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa durante a Conferência de Mudança do Clima, em 2009, vêm sendo adotadas várias estratégias de mitigação, entre elas, a implantação de ILP/ILPF.

O desenho das instituições para que o Brasil alcance suas metas baseou-se em três pilares: pesquisa, capacitação e financiamento. Trabalhos científicos com foco em sistemas integrados têm gerado informações técnicas, econômicas e ambientais que dão suporte e confiança para o produtor investir nesses modelos. Foram abertos editais específicos por agências oficiais de fomento para estudo desses sistemas, empresas de pesquisa e desenvolvimento acrescentaram em suas agendas de trabalho a linha de pesquisa em sistemas de integração e instituições de ensino têm em suas grades curriculares disciplinas voltadas para capacitação de profissionais em ILP e ILPF.

Em relação à extensão rural, o estudo apontou que a falta de orientação técnica pode ser um limitante na ampliação de áreas com integração de culturas. Os técnicos são essenciais para a transferência de tecnologias e para levar informação para o produtor rural manejar e gerenciar os sistemas de integração, que são mais complexos do que sistemas solteiros de produção.

No que diz respeito a recursos para investimento e custeio, linhas de crédito específicas para a adoção de práticas e tecnologias mitigadoras de GEE, com destaque para o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), aumentam a probabilidade de adoção desses modelos mais sustentáveis. O acesso a esse tipo de financiamento reduz a restrição orçamentária, incentivando os produtores a aceitarem projetos mais arriscados, porém com maior expectativa de retorno.

Além de pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, fazem parte da pesquisa profissionais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O suporte financeiro foi da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 

 

Foto: Gisele Rosso
 
Gisele Rosso (MTb/3091/PR) 
Embrapa Pecuária Sudeste 

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Embrapa Cocais, UEMA e parceiros realizam dia de campo sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – 07/08/2019

No próximo dia 09 de agosto, será realizado, na Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Fazenda Muniz em Pindaré-Mirim-MA, o III Dia de Campo sobre o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – ILPF. O evento vai mostrar, em quatro estações cientificas e comerciais, as alternativas para o desenvolvimento sustentável da produção agropecuária da microrregião de Pindaré-Mirim, no estado do Maranhão. 

A realização é da Embrapa Cocais em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão – UEMA e conta com também com apoio do Instituto Federal do Maranhão – IFMA, Banco da Amazônia, Rede ILPF, Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca – SAGRIMA, além de empresas privadas parceiras que colaboram para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a região.

Direcionado a agricultores, pecuaristas, técnicos, comerciantes, estudantes das ciências agrárias e formadores de opinião, o dia de campo vai tratar de temas como “ILPF como alternativa para recuperação de pastagens degradadas”, “Inovações no manejo de pastagens”, “Estratégias de manejo de plantas espontâneas em pastagens” e “Manejo nutricional de bovinos de corte”. O objetivo é mostrar os resultados das pesquisas realizadas na URT, bem como a viabilidade técnica e econômica da criação de bovinos de corte em sistema ILPF na região.

Luciano Muniz, professor da UEMA e coordenador do dia de campo, avalia os resultados já obtidos: “Estamos entrando no quinto ano de parceria UEMA e EMBRAPA e os bons resultados alcançados são perceptíveis não apenas na publicação de artigos com alto fator de impacto e capacitação de alunos de graduação e pós-graduação, mas, sobretudo na otimização de recursos produtivos e aumento da renda do produtor”. Segundo ele, a recuperação de pastagem degradadas e a redução das emissões de gases do efeito estufa são alguns dos compromissos ambientais firmados pelo Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em 2018, e o Maranhão está fazendo sua parte. 

Para o pesquisador da Embrapa Cocais Joaquim Costa, o sucesso do trabalho desenvolvido por meio de parcerias interinstitucionais é o que tem possibilitado realizar esses dias dia campo na URT de ILPF de Pindaré-Mirim. Esse será o terceiro evento, que também vai discutir as técnicas e benefícios dos Sistemas ILPF no aumento de produtividade, lucratividade e melhoria do solo. “Percebe-se que com o aumento da produtividade nas áreas de pastagem degradadas, não há necessidade de abertura de novas áreas de floresta para implantar a atividade agropecuária. Com a ILPF, é possível produzir mais sem causar danos ao meio ambiente”, afirma.

Sistema ILPF e Plano ABC – O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária- Floresta é uma estratégia de produção que pode integrar diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área. Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, de forma que haja benefício mútuo para todas as atividades. 

Em 2018, o Brasil assumiu, na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), o compromisso de reduzir 37% (trinta e sete por cento) das emissões de gases do efeito estufa (GEE) até o ano de 2025 e uma redução de 43% (quarenta e três por cento) até o ano de 2030, em comparação com o que o País emitiu no ano base para os cálculos, o ano de 2005. Para alcançar essa meta, comprometeu-se em fortalecer o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o qual contempla a recuperação de pastagens degradadas e a adoção de sistemas integrados de produção como medida mitigatória, dentre os quais serão inseridos a restauração adicional de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e incremento de 5 milhões de hectares de sistemas de integração Lavoura Pecuária Floresta até o ano de 2030.

 

Flávia Bessa (MTb 4469/DF) 
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Embrapa Agrossilvipastoril lança livro com relato de contribuições para agropecuária de Mato Grosso – 12/07/2019

A Embrapa Agrossilvipastoril acaba de lançar um livro digital com relatos sobre as contribuições da empresa para o setor agropecuário de Mato Grosso. A publicação conta com a participação de empregados de diferentes setores e mostra pesquisas desenvolvidas, resultados alcançados, ações de transferência de tecnologia e comunicação e também os processos administrativos.

“Embrapa Agrossilvipastoril: primeiras contribuições para o desenvolvimento de uma agropecuária sustentável” foi lançado no ano em que a Unidade de pesquisa completou dez anos de sua criação. O livro pode ser acessado no site www.embrapa.br/agrossilvipastoril e baixado gratuitamente em formato PDF.

“O intuito do livro é apresentar de forma concisa e objetiva o trabalho da Embrapa Agrossilvipastoril em todos os seus setores entre os anos de 2009 e 2016. Esta publicação está aqui sendo disponibilizada para a sociedade, organizada em seções e em capítulos que descrevem o trabalho realizado pela unidade desde seu estabelecimento”, afirma o chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril e um dos editores do livro, Auster Farias.

Composição

Com relatos curtos sobre cada uma das ações de Pesquisa, Transferência de Tecnologia, Comunicação e Administrativas, a publicação contou com 243 autores entre empregados, bolsistas e parceiros institucionais.

Ao todo são 121 capítulos distribuídos em 11 partes: Água, Solo e Clima; Aproveitamento de Resíduos; Automação; Sistemas Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF); Produção Animal; Produção Vegetal; Recomposição Florestal; Recursos genéticos e melhoramento vegetal; Transferência de Tecnologia; Comunicação Organizacional; e Área de Gestão e Suporte às Atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologias.

Além de Auster Farias, a publicação teve como editores técnicos os empregados Alexandre Nascimento, André Rossoni, Ciro Magalhães, Daniel Ituassú, Eulalia Hoogerheide, Fernanda Ikeda, Flávio Fernandes Junior, Gabriel Faria, Ingo Isernhagen, Laurimar Vendrusculo, Marina Morales e Roberta Carnevalli.
 
Gabriel Faria (mtb 15.624 MG) 
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Rede de parceiros discute Integração Lavoura – Pecuária – Floresta em estados do NE – 31/07/2019

Trocar conhecimentos e contribuir para o avanço das tecnologias de ILPF (Integração Lavoura – Pecuária – Floresta) em estados do Nordeste, com foco na elevação dos índices socioeconômicos da região e capacitação de assistentes técnicos e produtores, num rico intercâmbio com pesquisadores e agentes técnicos.

Esse é o principal objetivo da série de eventos ‘ILPF no Nordeste: aprendizados e desafios’, promovida pela Embrapa a parceiros em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, com recursos da Rede ILPF, uma parceria público-privada formada pela Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, Ceptis, John Deere, Premix, Soesp e Syngenta.

Com coordenação da pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) Elizabeth Nogueira, a inciativa tem a participação de pesquisadores e agentes de mais sete Unidades da Embrapa – Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), Semiárido (Petrolina, PE), Algodão (Campina Grande, PB), Solos (Rio de Janeiro, RJ), Alimentos e Territórios (Maceió, AL) e Milho e Sorgo (sete Lagoas, MG).

Alagoas
A série de encontros tem início em Maceió, AL, com o workshop “ILPF em novo territórios agrícolas: o caso SEALBA’, de 20 a 22 de agosto, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (FAEAL), em co-realização com o Sebrae/AL e com apoio da FAEAL, Emater/AL, Faped, Seagri-AL, FIEA e Associação dos Criadores de Alagoas.

O foco das discussões desse primeiro encontro será a promoção de ILPF na nova fronteira agrícola denominada SEALBA, formada por áreas com grande potencial produtivo em Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia. A programação terá apresentações de pesquisadores de diversas Unidades da Embrapa, dirigentes da Rede ILPF, consultores do Sebrae, agentes da Seagri e produtores com casos de sucesso.

No último dia acontecem visitas técnicas para que os participantes conheçam de perto casos de sucesso de uso de ILPF na região.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas junto ao Sebrae/AL pelo telefone 0800 570 0800. 

Paraíba
Em outubro, Campina Grande, PB, sedia o seminário ‘Novas Visões e estratégias em ILPF’, que acontecerá no auditório da Embrapa Algodão, em data a ser confirmada. O evento acontecerá com apoio Faped. 

O foco será em novos conceitos e inovações que buscam agregar valor à produção integrada, como processos de certificação, qualificação da produção e serviços ambientais, além de produção de ovinos dentro do sistema e outras tecnologias.

Pernambuco
De 19 a 22 de novembro, Petrolina, no Sertão de Pernambuco, sedia o último dos encontros, que integrará a programação do Semiárido Show 2019, nos auditórios do evento e em espaços abertos.

A programação inclui apresentações de vários pesquisadores da Embrapa, Rede ILPF e da Rede Adapta Sertão, além de dias de campo para apresentar a aplicação de tecnologias integradas adaptadas ao Semiárido.

 

PROGRAMAÇÃO

Workshop – ILPF em novos territórios agrícolas: o caso SEALBA
20 a 22 / Agosto / 2019 – Auditório da FAEAL – Maceió, AL

Dia 20 (8h-17h)

Abertura

ILPF e Mudanças Climáticas
Renato de Aragão Ribeiro Rodrigues – Associação Rede ILPF

A Região SEALBA: Caracterização e Ocupação Agropecuária 
Marcus Aurélio Cruz – Embrapa Tabuleiros Costeiros e Hibernon Cavalcante Albuquerque – Secretaria Agropecuária de Alagoas 

Casos de Sucesso no Território 
André Sorio (Consultor Programa Mais Pasto) e Osmando Xavier (Proprietário da Fazenda Timbaúba) 

Composição de ILP com Milho, Soja e Braquiárias para o SEALBA 
Edson Patto Pacheco – Embrapa Tabuleiros Costeiros 
  
Carne Carbono Neutro: novo conceito para carne sustentável certificada produzida em ILPF Roberto Giolo de Almeida – Embrapa Gado de Corte

Modelos Potenciais de ILPF para o SEALBA 
Abilio Rodrigues Pacheco – Embrapa Florestas 

Dia 21 (8h-12h30)

Conforto Animal e Ambiência em IPF 
Fabiana Villa Alves – Embrapa Gado de Corte

Modelos de ILPF com Eucalipto para Zona da Mata
Vanderley Porfírio – Embrapa Florestas e Shirlan Madeiros – Consultor Sebrae/AL  

Modelos de ILPF para o Semiárido
Salete Alves de Moraes – Embrapa Semiárido 

Proposta para Capacitação Continuada de Técnicos em ILPF 
Lineu Domit – Embrapa Alimentos e Territórios

Dia 22 (7h-13h)

Visitas técnicas a áreas experimentais e de produção

Seminário – Novas visões e estratégias em ILPF *(Programação a confirmar)
Outubro/2019 – Campina Grande, PB *(Data a confirmar)

1º Dia (8h-18h)

Abertura

Palestras:

Agregação de valor em Sistemas Integrados

Manejo de Espécies Nativas indicadas para Sistemas de ILPF no Nordeste

Interação do componente florestal com os animais e a pastagem

Pagamentos por Serviços Ambientais: afinal o que falta para ser implementado em ILPF? Rachel Bardy Prado – Embrapa Solos  

Certificação de Sistemas ILPF

2º Dia (8h-18h)

Recomendações de adubação para sistemas integrados

Produção de caprinos/ovinos em sistemas integrados 

Reunião dos membros da Rede de ILPF do Nordeste

Encontro – Modelos de ILPF para o semiárido
19 a 22 / Novembro / 2019 – Petrolina, PE

Dia 19 (8h-18h)

Abertura Pedro Carlos Gama da Silva – Embrapa Semiárido 

A importância do ILPF para o semiárido nordestino  
Renato de Aragão Ribeiro Rodrigues – Embrapa Solos/Rede ILPF   

ILPF no Nordeste  
José Henrique de Albuquerque Rangel e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros  

Modelos de cultivos de sistemas integrados para o Nordeste  
João Henrique Zonta e José Geraldo di Stefano – Embrapa Algodão

Rede Adapta Sertão Pecuária Regenerativa: A experiência da Rede Adapta Sertão
Danieli Cesano – Rede Adapta Sertão  

A contribuição da ILPF na melhoria da qualidade dos solos do Semiárido 
André Júlio do Amaral – Embrapa Solos

Encerramento  

Dias 20 a 22 (8h-17h)

Dias de Campo:
Sistema Glória de produção de Leite 
Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros

Sistema Silvipastoril indicado para Caatinga 
Rafael Gonçalves Tonucci – Embrapa Caprinos e Ovinos

Modelos indicados para sistemas integrados no Sertão do Semiárido
Salete Alves de Moraes – Embrapa Semiárido       

Cursos:
Sistemas de IPF para o semiárido nordestino
Rafael Dantas de Souza – Embrapa Semiárido e Samuel Figueiredo de Souza – Embrapa Tabuleiros Costeiros 

Palestras:
Aproveitamento da mucilagem de sisal para alimentação de ovinos
Manoel Francisco de Sousa – Embrapa Algodão

ILPF como ferramenta para recuperação de solos e melhor aproveitamento da água em sistemas produtivos do Semiárido
José Geraldo Di Stefano – Embrapa Algodão

Componente florestal: Estratégias e Desafios para o Semiárido Brasileiro
Marcos Antônio Drumond – Embrapa Semiárido e José Henrique Rangel – Embrapa Tabuleiros Costeiros        

O Papel das Leguminosas no uso de Sistemas Integrados  
Paulo Ivan Fernandes Junior – Embrapa Semiárido
 

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Saulo Coelho (MTb/SE 1065) 
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Sistemas integrados foram tema do 4º Dia de Campo sobre segurança alimentar promovido pela Embrapa Caprinos e Ovinos – 29/07/2019

Produtores e técnicos de 18 municípios cearenses participaram do Dia de Campo sobre sistemas integrados como estratégia de segurança alimentar animal no semiárido, promovido pela Embrapa Caprinos e Ovinos no último dia 10 de julho. Durante o evento, os participantes conheceram o trabalho que vem sendo feito pela Unidade e trocaram ideias a respeito dos sistemas desenvolvidos considerando o uso sustentável da caatinga, com vistas ao aumento da produção e intensificação do uso de área.
Na programação foram abordados quatro temas: integração lavoura-pecuária-floresta, uma alternativa de raleamento feito em faixas; diferimento de pastagens, técnica de baixo custo usada para prolongar a oferta de alimento no período seco;  sistema de integração lavoura-pecuária utilizado nos campos experimentais da Unidade; e  cultivo da palma forrageira em sistemas integrados.

Marcia Maria Cavalcante Rocha trabalha com bovinos, mas afirma que vai aplicar na propriedade o que aprendeu durante o evento. “Principalmente sobre integração lavoura-pecuária-floresta em sistema de faixas, como foi apresentado, porque a gente já está iniciando alguma coisa em relação a ILPF mas esse sistema eu não tinha visto ainda. Achei muito interessante”.

O técnico Francisco José, que trabalha com criadores de caprinos e ovinos, diz que o que aprendeu durante o Dia de Campo será útil para a sua região. “São técnicas simples, mas de grande valia para eles e nós vamos fazer essa ponte e levar o que aprendemos aqui para a região”.

Para o coordenador geral de produção animal do Ministério da Agricultura, André Brugnara Soares, o evento foi muito bom. “Acho que a Embrapa Caprinos e Ovinos tem desempenhado um papel importantíssimo em propor sistemas de produção que respeitam as peculiaridades ecológicas do semiárido e trabalham em duas cadeias que merecem ser priorizadas nas ações de pesquisa e fomento.”

A chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Caprinos e Ovinos, Ana Clara Cavalcante, explica que a ideia de eventos como este é levar para as propriedades as tecnologias desenvolvidas pela empresa. “O que fazemos aqui na Embrapa é a ciência que transforma, são ideias que vão para o campo para melhorar o sistema de produção, para tornar a pecuária uma atividade sustentável. Trabalhamos com soluções tecnológicas pensando em diferentes maneiras de fazer uso delas para aumentar a produção aqui no nosso ambiente. É uma oportunidade para trocar informações e para os criadores conhecerem as pessoas que estão por trás do desenvolvimento das tecnologias.”

A escolha do tema foi aprovada pelos participantes do evento, conforme avaliação do engenheiro-agrônomo da Embrapa, Lucas Oliveira, coordenador do Dia de Campo. Ele acredita que as temáticas apresentadas atraíram bastante a atenção dos participantes, com diversas perguntas aos palestrantes, principalmente com relação à implantação e ao uso das tecnologias apresentadas. “Este interesse demonstrado pelo público presente reforça a ideia de que os sistemas integrados estão cada vez mais se tornando uma alternativa viável para a produção animal no semiárido”.

Essa foi a quarta edição do Dia de Campo sobre segurança alimentar promovido pela Embrapa Caprinos e Ovinos e, segundo o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia, Cícero Lucena, a empresa pretende continuar realizando anualmente o evento. “Trabalhamos na perspectiva de torna-lo uma referência na Unidade, uma tradição, para uma vez no ano a gente reunir os produtores e discutir um tema de segurança alimentar, que é de inquestionável importância uma vez que tem um grande impacto nos custos dos sistemas de produção”. 

 

Foto: Adriana Brandão

Adriana Brandão (MTB CE01067JP) 
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Líder na pecuária de corte, Mato Grosso perde posição na produção leiteira – 30/07/2019

Baixa adoção tecnológica é uma das causas do menor volume de leite produzido no estado

Um estudo conduzido em parceria entre o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a Rede ILPF e a Embrapa mostrou que a sazonalidade na produção de leite em Mato Grosso é maior do que na média nacional. Essa diferença entre a produção na safra e na entressafra é o principal fator que limita a indústria do setor no estado que abriga o maior rebanho de corte do Brasil e lidera a produção nacional de soja e algodão.

De acordo com o trabalho coordenado pelo zootecnista Miqueias Michetti, do Imea, o índice de sazonalidade em Mato Grosso entre 2011 e 2018 foi de 41%, enquanto no Brasil esse valor foi de 20%. A sazonalidade é a diferença entre a oferta de leite em diferentes períodos do ano.

A variação na produtividade mato-grossense é reflexo do sistema de produção de leite adotado no estado. A atividade é desenvolvida, majoritariamente, por agricultores familiares, em pequenas propriedades, com pouca tecnologia e baseadas na alimentação a pasto. Durante os meses chuvosos, há abundância de pastagem e a produção aumenta. No inverno, quando falta chuva em boa parte do estado, há pouca disponibilidade de capim e a produtividade das vacas despenca.

Essa oscilação na disponibilidade do produto, no entanto, traz consequências negativas para os laticínios, uma vez que há ociosidade superior a 50% da capacidade de produção em alguns meses do ano.

“Essa falta de eficiência na atividade de produção de leite em Mato Grosso pode ser um dos fatores que contribuem para a falta de um parque industrial consolidado e presença de indústrias com marcas nacionais no estado. Em virtude da insuficiência de oferta, os laticínios apresentam problemas relacionados à ociosidade da infraestrutura, da mão de obra empregada, o que impacta a regularidade no abastecimento dos mercados consumidores e no planejamento estratégico de médio e longo prazo”, explica Michetti.

Atualmente o estado conta com 60 laticínios, dos quais dez são de cooperativas de produtores. A muçarela é o principal produto produzido no estado, demandando metade do leite processado na indústria.

Preços mais estáveis
Embora a disponibilidade de leite em Mato Grosso se altere mais ao longo do ano do que em outras regiões do País, a pesquisa mostrou que a variação no preço do leite no estado é menos intensa. Enquanto na média nacional a variação chega a 14%, em Mato Grosso a variação média é de 11%.

Porém, esse efeito é causado pelo menor aumento dos preços pagos ao produtor na entressafra. Em média, em Mato Grosso se paga 23,29% a menos pelo litro do leite do que no restante do País. Durante a seca, de julho a setembro, a diferença chega a ser de 27,81%.

“Apesar de menor variação, a diferença entre os preços se acentuam nos períodos de entressafra. Dessa forma, o preço do leite não tem se mostrado um mecanismo que estimule a manutenção da produção de leite em Mato Grosso”, explica o zootecnista.

De acordo com os pesquisadores, uma das hipóteses para menor variação no preço do leite no estado durante o período de estiagem é a falta de competitividade dos laticínios devido ao desempenho regular causado pelos altos níveis de ociosidade.

Produção mato-grossense em queda
Líder nacional em produção de grãos e fibras, como soja e milho e algodão, e também na produção de carne bovina, o bom desempenho de Mato Grosso não se repete na pecuária de leite. O estado vem caindo de posição no ranking nacional de produção. Atualmente é o 10º maior produtor.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção em 2018 foi de 615,8 milhões de litros, o menor volume nos últimos 11 anos. 

As vacas de Mato Grosso produzem, em média, 1.637 litros por ano por cabeça, volume 35% menor que os animais do restante do país. A produção média por fazenda no estado também contribui para os números baixos. Entre 2006 e 2017 a média de produção diária por propriedade caiu de 45 para 41 litros, quanto no restante do Brasil esse número pulou de 41 para 70 litros.

Assistência técnica e tecnologia
De acordo com o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril (MT) Orlando Lúcio de Oliveira Júnior, três fatores ajudam a explicar o cenário da pecuária leiteira em Mato Grosso. Um é a dificuldade de logística: um caminhão precisa se deslocar longas distâncias, em estradas ruins, para coletar o leite. Outro fator é a carência de assistência técnica, o que reflete em baixa adoção tecnológica e em problemas de qualidade do produto. O terceiro ponto é o pequeno mercado consumidor local. Com uma população pequena, o estado de Mato Grosso não consome toda a produção de leite e as indústrias são obrigadas a vender no Sudeste, onde enfrentam a concorrência de grandes empresas do setor.

Para Orlando, o cenário futuro não é promissor para a cadeia do leite em Mato Grosso. Ele destaca o fato de a média de idade dos produtores ser de 54 anos e de não estar havendo sucessão familiar na atividade, de acordo com diagnóstico feito pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

A despeito da retração dos números, a cadeia do leite tem grande importância social no campo, uma vez que é a principal fonte de renda de muitas famílias. Como forma de melhorar a produção e qualidade do produto, um grupo de entidades se esforça para qualificar a assistência técnica no estado.

A Embrapa, em parceria com Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer) e governo do estado desenvolve, desde 2011, um programa de capacitação. Extensionistas e técnicos participam de encontros presenciais em que são discutidos temas como nutrição animal, planejamento forrageiro, manejo de pastagem, manejo sanitário do rebanho, cuidados na ordenha, protocolos de reprodução, entre outros.

Um dos resultados dessas capacitações é a criação de Unidades de Referência Tecnológica (URT) coordenadas pelos técnicos. Esses espaços são utilizados em dias de campo e visitas técnicas e servem como difusores de tecnologias regionalmente.

ILPF e melhoria do rebanho

A Embrapa Agrossilvipastoril também mantém uma cooperação técnica voltada para a pecuária leiteira com a cooperativa Coopernova. São desenvolvidas pesquisas com a produção de leite em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), nas quais são estudados efeitos do conforto térmico gerado pelas árvores nos índices reprodutivos e na lactação.

Como parte do acordo, metade dos bezerros machos que nascem no campo experimental são destinados à Coopernova, para que possam contribuir com a melhoria do rebanho dos cooperados. Na pesquisa são utilizadas vacas girolandas.

Os resultados da pesquisa são apresentados aos produtores por meio de eventos técnicos, como dias de campo. 

 

Foto: Orlando Oliveira e Gabriel Faria 

Gabriel Faria (MTb 15.624/MG) 
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